Entenda como Quiser So Nao me Julgue
poetas são como soldados armados de palavras e conhecimento, prontos para enfrentar seus conflitos como um astuto general em meio a guerra
Para uma vida perfeita
É preciso se ter
Uma amiga especial
Especial como você!
Essa é pra vocês: jé, elis e thais!
Escrevo esta carta para mim mesma, como um lembrete do amor próprio que desejo cultivar.
Querida eu,
Quero começar dizendo o quanto sou grata por ser quem sou. Apesar de todas as minhas falhas e imperfeições, sou uma pessoa única e valiosa, merecedora de amor e respeito - inclusive de mim mesma.
Sei que nem sempre é fácil se amar. Muitas vezes, nos julgamos com muita dureza e exigimos demais de nós mesmas. Mas quero lembrar que tudo bem cometer erros, falhar e não ser perfeita. Isso faz parte da jornada da vida e é o que nos torna humanos.
Gostaria de me lembrar de valorizar minhas conquistas, por menores que sejam, e celebrar minhas qualidades e habilidades. É importante lembrar que tenho muito a oferecer ao mundo e a mim mesma.
Desejo também ser gentil e carinhosa comigo mesma. Tratar-me com o mesmo cuidado e compaixão que trato as pessoas que amo. Quero me perdoar quando necessário e aprender a lidar com minhas emoções sem me julgar.
Por fim, gostaria de me lembrar de que o amor próprio é uma jornada contínua, que requer trabalho e dedicação. Mas é um caminho que vale a pena percorrer, pois é a chave para uma vida feliz e plena.
Com amor e carinho,
Eu.
O amor é um vício como qualquer outro, quem se entrega perde a noção, e quem o deixa está sujeito a uma recaída. Mas dentre todos os vícios o amor é o mais covarde... por nos pegar desprevenidos, e por não depender só da pessoa para deixá-lo.
Lá na infância
Qualquer pessoa que já tenha se separado e tenha filhos sabe como a gente se preocupa com a reação deles e procura amenizar qualquer estrago provocado por essa desestruturação. É preciso munir-se de muito respeito, delicadeza e amor para que essa ruptura seja bem assimilada e não produza traumas e inseguranças.
Muito do que somos hoje, do que sofremos e do que superamos, tem a ver com aquele lugar chamado "infância", que nem sempre é um paraíso. Por mais que tenhamos brincado e recebido afeto, é lá na infância que começamos a nos formar e a nos deformar através de medos, dúvidas, sensações de abandono e, principalmente, através da busca de identidade.
Por tudo isso, estou até agora encantada com a leitura de Marcas de Nascença, fenomenal livro da canadense Nancy Huston e que deixo como dica antes de sair de férias. O livro é narrado por quatro crianças de uma mesma família, em épocas diferentes, todas quando tinham seis anos: primeiro, um garotinho totalmente presunçoso, morador da Califórnia, em 2004. Depois, o relato do pai dele, quando este também tinha seis anos, em 1982. A seguir, a avó, em 1962, e por fim a bisavó, em 1944. Ou seja, é um romance genealogicamente invertido, começando logo após o 11 de Setembro e terminando durante a Segunda Guerra Mundial, mas é também um romance psicanalítico, e é aí que se torna genial: relata com bom humor e sem sentimentalismo todo o caldeirão de emoções da infância, mostrando como nossas feridas infantis seguem abertas a longo prazo, como as fendas familiares determinam nossos futuros ódios e preconceitos e como somos "construídos" a partir das nossas dores e das nossas ilusões. Mas tudo isso numa narrativa sem ranço, absolutamente cativante, diria até alegre, mesmo diante dessas pequenas tragédias íntimas.
A autora é bastante conhecida fora do Brasil e ela própria, aos seis anos, foi abandonada pela mãe, o que explica muito do seu fascínio sobre as marcas que a infância nos impõe vida afora. É incrível como ela consegue traduzir os pensamentos infantis (que muitas vezes são adultos demais para a idade dos personagens, mas tudo bem), demonstrando que toda criança é uma observadora perspicaz do universo e que não despreza nada do que capta: toda informação e todo sentimento será transformado em traço de personalidade.
Comecei falando de separação, que é o fantasma familiar mais comum, mas há diversas outras questões que são consideradas "linhas de falha" pela autora e que são transmitidas de geração para geração. Permissividade demais gerando criaturinhas manipuladoras, mudanças constantes de endereço e de cidade provocando um desenraizamento perturbador, o testemunho constante de brigas entre pessoas que se dizem amar, promessas não-cumpridas, pais que trabalham excessivamente, a religião despertando culpas, a política induzindo a discordâncias e exílios, até mesmo uma boneca muito desejada que nunca chegou às nossas mãos: tudo o que nos aconteceu na infância ou o que não nos aconteceu acaba deixando marcas para sempre. Fazer o quê? Em vez de tentar escapar de certas lembranças, o melhor é mergulhar nelas e voltar à tona com menos desespero e mais sabedoria. Todos temos nossas dores de estimação. O que nos diferencia uns dos outros é a capacidade de conviver amigavelmente com elas.
O encanto que havia, se transformara em rancor por amar alguém covarde.
Como posso amar alguém que tem medo de afirmar o que é, pensa, sente e deseja?
Se lutamos pelo dinheiro, é porque ele nos permite escolher da forma mais ampla como melhor desfrutar os resultados de nossos esforços.
As palavras bondosas são como o mel: doces para o paladar e boas para a saúde.
Então te amo de novo, infinitamente, quase sem ar. E depois isso passa. Depois te esqueço. Como já esqueci tantas vezes.
Você pegou minha mão
Você me mostrou como
Você me prometeu que ficaria por perto
Aham
Tá certo...
Eu absorvi suas palavras
E eu acreditei
Em tudo que você me disse
É, aham
Tá certo...
Se alguém dissesse daqui a três anos
Que você iria embora
Eu apagaria todos eles com um soco
Porque eles estariam errados
Eu sei melhor que eles
Porque você disse "para sempre"
"E sempre"
Quem diria...
Lembra-se quando nós éramos tão bobos
E tão convencidos e tão, tão legais
Oh não
Não não
Eu queria poder te tocar de novo
Eu queria poder ainda te chamar de amigo
Eu daria qualquer coisa
Quando alguém disse "Seja agradecido
Por aqueles que já não estão por perto"
Eu acho que eu não sabia como mesmo
Eu estava totalmente errada
Eles sabiam melhor que eu
Ainda sim você disse "para sempre"
"E sempre"
Quem diria
Yeah yeah
Eu te manterei trancado em minha mente
Até nós nos encontrarmos novamente
Até nós...
Até nós nos encontrarmos novamente
E eu não te esquecerei, meu amigo
O que aconteceu?
Se alguém dissesse há três anos atrás
Que você iria embora
Eu me levantaria e socaria todos eles
Porque eles estariam enganados
Aquele último beijo
Que eu apreciarei
Até nós nos encontrarmos novamente
E o tempo torna tudo mais difícil
Eu queria poder me lembrar
Mas eu mantenho sua memória
Você me visita em meus sonhos
Meu querido,
Quem diria
Meu querido, meu querido
Quem diria
Meu querido, sinto sua falta
Meu querido
Quem diria
Quem diria...
“Transição é movimento de um ponto da vida para outro diferente. E pode ser como um túnel sombrio e assustador. Mas é preciso atravessá-lo. Pois o que te espera lá… pode ser glorioso!”
Trate as dificuldades da sua vida como problemas que necessitam de solução e jamais permita que a tristeza tome conta do teu coração para que não se desvie das suas metas.
A vida é como uma viagem de barco, subindo e descendo conforme o balanço das ondas. Graças aos amigos, não se perde o horizonte. E quando se naufraga, a amizade é a âncora que te apoia enquanto buscas um novo rumo.
