Entenda como Quiser So Nao me Julgue
A liberdade não se perde de uma vez, mas em fatias, como se corta um salame.
Nota: A citação costuma ser atribuída ao economista Friedrich Hayek, mas não há indícios que confirmem essa autoria. Acredita-se que o pensamento seja a adaptação de uma frase de David Hume.
...MaisA NOBRE ARTE DE FORMAR E NÃO RETER. O DIRIGENTE ESPÍRITA COMO SEMEADOR DE ALMAS.
No organismo vivo que é a Casa Espírita, não há lugar para estagnação. Há movimento, crescimento e, sobretudo, renovação. Quando se observa com lucidez a dinâmica dos trabalhos, percebe-se que um dos mais graves entraves ao progresso coletivo reside na retenção indevida de funções, responsabilidades e espaços de atuação. Não por maldade deliberada, mas frequentemente por apego, zelo mal compreendido ou insegurança velada. Ainda assim, o efeito é o mesmo. O bloqueio do fluxo natural do serviço no bem.
O dirigente espírita, quando se fixa excessivamente em suas atribuições, esquecendo-se de que sua função é transitória e educativa, passa a agir como um guardião de tarefas, e não como um formador de trabalhadores. Este desvio sutil compromete a essência do trabalho espírita, cuja base é a cooperação, a fraternidade e o desenvolvimento moral de todos os envolvidos.
A Doutrina Espírita, em sua estrutura lógica e ética, não concebe o trabalho como propriedade individual. Ao contrário, ensina que toda tarefa é patrimônio coletivo, instrumento de aprendizado e meio de ascensão espiritual. Nesse sentido, reter reuniões, centralizar decisões ou limitar a participação de novos cooperadores constitui, ainda que inconscientemente, uma forma de egoísmo institucionalizado.
É imperioso compreender que há trabalhadores em potencial aguardando apenas uma oportunidade. Espíritos que, muitas vezes, trazem consigo experiências pretéritas, compromissos assumidos antes da reencarnação e legítimo desejo de servir. Quando encontram portas fechadas, não apenas se frustram, mas podem afastar-se, perdendo-se valiosas oportunidades de crescimento mútuo.
A omissão do dirigente diante dessa realidade é tão prejudicial quanto a ação desordenada. Delegar não é abdicar da responsabilidade. É exercê-la em sua forma mais elevada. Planejar, orientar, acompanhar e, sobretudo, confiar. A confiança é o elemento que transforma colaboradores em continuadores da obra.
O exemplo clássico da liderança espiritual encontra-se na postura de Jesus Cristo, que não monopolizou o ensino, mas distribuiu responsabilidades, enviando seus discípulos a aprenderem pelo exercício direto do bem. A pedagogia do Cristo não era de retenção, mas de expansão. Ele formava consciências, não dependências.
Da mesma forma, Allan Kardec, ao estruturar o Espiritismo, jamais centralizou o saber em si. Estabeleceu critérios, incentivou o estudo, promoveu o diálogo e permitiu que outros participassem ativamente da construção doutrinária. Sua liderança era firme, porém aberta, disciplinada, porém inclusiva.
Outro ponto de elevada reflexão encontra-se na advertência espiritual de Emmanuel, ao afirmar que muitos trabalhadores são Espíritos em processo de reajuste. Tal entendimento deve despertar no dirigente não o julgamento, mas a compaixão. E mais do que isso, a responsabilidade de educar, orientar e oferecer oportunidades de reabilitação pelo trabalho digno.
Negar espaço ao outro, sob qualquer justificativa, pode significar impedir que ele cumpra um compromisso espiritual. E, simultaneamente, pode representar para quem nega uma prova de orgulho não vencida.
A harmonia institucional não se constrói pela uniformidade artificial, mas pela integração consciente das diferenças. O chamado poder integrativo, conforme analisado nas ciências humanas, é aquele que se exerce com o outro e não sobre o outro. Trata-se de uma liderança que agrega, que escuta, que promove e que reconhece o valor alheio sem sentir-se diminuída.
É necessário, portanto, que o dirigente espírita exerça constante vigilância sobre si mesmo. Pergunte-se com sinceridade. Estou formando ou apenas mantendo. Estou abrindo caminhos ou protegendo territórios. Estou servindo à causa ou à minha própria necessidade de controle.
A resposta a essas indagações definirá não apenas a qualidade de sua gestão, mas o destino espiritual do grupo que lhe foi confiado.
A Casa Espírita não é palco de vaidades sutis, mas oficina de almas. Cada trabalhador que chega é uma esperança que se apresenta. Cada oportunidade concedida é uma semente lançada no campo da eternidade. E cada gesto de confiança é um ato de fé no potencial regenerador do Espírito.
Que os dirigentes compreendam, com profundidade, que sua maior obra não são as reuniões que conduzem, mas os trabalhadores que formam. Pois reuniões passam. Estruturas se transformam. Mas consciências despertas permanecem, dando continuidade ao trabalho do bem através dos séculos.
E quando a liderança se converte em serviço verdadeiro, a instituição deixa de ser apenas um espaço físico e torna-se um organismo vivo de luz, onde cada alma encontra não apenas tarefa, mas sentido, não apenas orientação, mas oportunidade de se reconstruir diante das leis divinas.
" O Espiritismo não interpreta o suplício de Jesus como exigência de justiça divina vingativa. Deus não precisa de sangue para perdoar. O que se evidencia é a liberdade humana usada de forma equivocada pela mesma. "
" Se a humanidade aprendesse a olhar para os infelizes não como derrotados, mas como viajores em processo de depuração, a ética social seria mais compassiva e a própria noção de êxito seria reformulada. "
AS LÁGRIMAS SECRETAS.
Há lágrimas que não descem ao rosto. Permanecem no íntimo como águas profundas e silenciosas. Não pedem testemunhas. Não buscam consolo imediato. Não exigem explicação.
Todo ser humano carrega regiões invisíveis. Ali repousam dores não ditas. Afetos interrompidos. Perdas que não encontraram forma. Expectativas que o tempo dissolveu. A lágrima secreta nasce nesse território interior onde a palavra não alcança.
Ela é universal. Não pertence a uma crença. Não depende de cultura. Não obedece a época alguma. O homem antigo chorou em silêncio. O pensador conteve o pranto na razão. O homem moderno guarda as lágrimas entre deveres. A forma muda. A essência permanece.
A lágrima escondida não é fraqueza. Muitas vezes é lucidez. É compreensão de que nem tudo pode ser partilhado. Há dores que pedem recolhimento. Há sofrimentos que exigem maturação silenciosa.
A psicologia reconhece que elaborar a dor é sinal de equilíbrio. A ética reconhece que o domínio de si é virtude. A filosofia reconhece que viver é confrontar limites. A lágrima secreta habita esse encontro entre consciência e fragilidade.
Ninguém atravessa a existência sem conhecê la. Ela confirma a sensibilidade. E ser sensível é estar verdadeiramente vivo.
Mesmo sem ser vista ela existiu. Mesmo sem ser compreendida ela teve sentido. A lágrima secreta é memória do que tocou fundo. E é dessa profundidade que nasce a força serena de continuar.
" Há lágrimas que não descem ao rosto. Permanecem recolhidas no claustro da alma, como relíquias invisíveis de uma dor que se recusa a tornar-se espetáculo. São lágrimas secretas. Não por covardia, mas por dignidade. Não por fraqueza, mas por contenção moral. "
"A verdadeira alegria não se impõe. Ela não precisa anunciar-se. Assim como uma flor que desabrocha no deserto, floresce em silêncio no interior disciplinado daquele que aprendeu a governar-se."
"O bem praticado em silêncio é grandeza que não busca aplauso. Ele se parece como as estrelas que brilham sem saber que são contempladas."
"A felicidade não é triunfo ruidoso. É construção paciente, como quem cuida de um jardim secreto, sabendo que o verdadeiro valor das coisas reside no que se cultiva diariamente no íntimo."
1727
"Em verdade, verdade mesmo (e como eu já disse), não estou interessado nessas suas conversas sobre Deus. Mas tenho interesse em saber como você sabe de tudo isso o que fala. É só repetição? Como fazem Papagaios? É isso?"
Entenda uma coisa simples.
Amigos são amigos.
Amigos não fazem fofocas, não fazem intrigas, não falam pelas costas e não torcem contra você.
Às vezes tentamos nos enganar para que não tenhamos de nos afastar de pessoas que gostamos.
No entanto é melhor nos afastarmos dos falsos amigos antes que eles nos afastem dos verdadeiros e das pessoas que amamos.
Amigo que é amigo preserva a amizade, não coloca a perder.
O mundo ta se acabando
E eu acabei me acabando
Junto de nada
Sem nada
Jogada, drogada
E entrege a ninguém
Ferida, mordida, finjida
Que ainda sorri
E pensa na encrenca
Em que se meteu
Que quase morreu
Depois de perdeu
E ninguém vai ser teu
E nada foi teu
Mas quero que penses
Que tu te preenches
De ti e mais nada
Pois sabes de tudo que há
Que podes amar
E sentir o amor
Como uma brasa
Estou queimando e sangrando
Pois meu medo é de meu proprio destino
Que sempre menino
Criança ranzinza
Destino de cinzas
E a cada cigarro
Mais um pigarro
E um adeus a mim mesmo....
Não deseje o mal de ninguém. Você também esta sujeito a errar e isso não vai te tornar uma pessoa ruim. Seja tolerante para ser tolerado!
CARTAS
Todas as manhãs, ela verificava as correspondências. Esperava uma carta, um convite, um postal, não sabia. Mas sabia de quem receberia. Do menino da voz, do jeito, do abraço. Não era real. Ela o amava tanto que não precisava que a amasse de volta. Sim, sabia que o garoto tinha defeitos. Mas não eram importantes.
Todas as vezes, aquela caixinha de correio vazia, só com o mesmo graveto que viu quando iniciou sua jornada. E a tristeza surgia, aí lembrava que não era real. Ela não se machucava de verdade, mas aquele sentimento estava ali.
Sabia que encontraria outro alguém, mas guardaria seu primeiro amor não correspondido para sempre. Talvez, em uma remota possibilidade, o menino a tiraria para dançar, faria uma serenata ou simplesmente dissesse que tudo ficaria bem.
Talvez um pouco antiquada, dessas que escrevem poesia enquanto olham a chuva cair, mas amava. O amava.
Todos os dias imaginava suas conversas, as músicas que cantariam juntos. Um amor abstrato como todos os outros. Mas apesar de tudo, ela escolheu continuar. Com este amor, com a vida.
Um carimbo em seu coração, de todas as lembranças que para os outros eram nada, para ela a mais profunda prova de amor. A conversa, o olhar e tudo que acreditava estar subentendido.
Sofreu, amou, sorriu.
E recordando o que nunca seria esquecido, decidiu terminar.
Terminar o amor que nunca fora começado.
