Entenda como Quiser So Nao me Julgue

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Como explicar o coração de uma mulher?
Helaine Machado
Dificilmente existe uma explicação.
O coração de uma mulher é como um oceano,
imensamente profundo,
inexplicavelmente grande.
Dentro dele cabe o infinito:
cabem a beleza, a brisa suave
e também as tempestades.
O coração de uma mulher
é como uma orquídea delicada:
capaz de fincar suas raízes
em troncos firmes,
sem perder a delicadeza,
o perfume
e a alegria de viver.
Ele precisa de carinho,
de abrigo
e de cuidados.
Mas quando ferem seu orgulho,
quando tocam em sua dignidade,
ela pode tornar-se uma leoa —
e dificilmente alguém consegue
conter sua fúria.
A mulher também é como um rio:
há momentos de calmaria,
de águas serenas e silenciosas.
Mas não subestime sua força.
Em instantes ela pode se transformar
em correnteza poderosa,
avassaladora como um furacão,
capaz de levar tudo ao seu redor.
E mesmo depois das tempestades,
ainda deixa vida por onde passa.
É também como uma onda:
vai e volta,
se renova,
mas jamais deve ser ignorada,
pois sua força
nunca deixa de existir.
O coração de uma mulher
é um mundo em constante transformação.
Nele nada permanece estático:
ele se reinventa,
se reconstrói,
renasce.
E esse,
é o meu coração de mulher.
Helaine Machado
✨ Se quiser, também

Chega
Chega de esperar o momento certo
como se a vida pedisse licença para acontecer.
Chega de adiar quem eu sou
por medo do que vão pensar.
Chega de colecionar silêncios bonitos
e engolir verdades necessárias,
de sorrir por educação
enquanto a alma pede ruptura.
Hoje não tem disfarce, nem pausa, nem meio termo.
Ou eu me escolho por inteiro,
ou continuo me perdendo aos poucos.
E perder a mim mesma…
isso já não cabe mais.
Helaine Machado

Tempo Moleque
Um menino atrevido, impiedoso, jamais nos espera.
Seu tic-tac corta a vida como lâmina afiada,
um compasso que não retorna,
arrasta dia e noite sem pedir licença,
e ri de nossa impotência.
Brinca de nos surpreender,
adora novidades;
por instantes parece parar —
mas é uma armadilha,
uma ilusão que nos faz acreditar que dominamos.
Segundos e minutos escorrem como areia entre os dedos;
tentamos congelá-lo em uma fotografia,
mas ele escapa, zombando,
e nada jamais será o mesmo.
Passa, passa, e nos deixa vazios,
restando apenas lembranças que ardem.
Esse moleque cruel pinta e borda nossas vidas,
sem medir consequências, sem pedir perdão.
Nada detém o seu riso impiedoso:
o tempo moleque, tirano invisível,
faz de nós simples humanos
seu brinquedo favorito.
Helaine Machado

Mulher Quando Sai do Eixo
Helaine Machado
Tem dias que ela se desencontra de si,
como quem se perde no próprio caminho.
O sorriso falha, a voz se recolhe,
e o coração já não encontra ninho.
Quando a mulher sai do eixo,
o mundo ao redor também se inclina.
Nada mais cabe no lugar de antes,
nem a dor que insiste, nem a rotina.
Ela cansa de ser fortaleza,
de sustentar o que ninguém vê.
Por dentro, um grito contido:
“Quem cuida de mim, se não eu mesma, por quê?”
É no limite do silêncio
que ela quase se desfaz,
mas é também nesse abismo
que descobre o quanto é capaz.
Porque quando ela se rompe,
não é o fim — é transição.
É Deus ajeitando os pedaços
e devolvendo direção.
Helaine Machado

Minhas lágrimas caíram,
mancharam meu rosto em silêncio,
como tinta da dor escrevendo histórias
que ninguém quis ler.
Helaine machado

Minhas lágrimas molham o papel,
e a caneta faz curvas incertas,
como se desenhasse
um grito que ninguém ouviu —
mas que alguém, um dia,
talvez consiga ver.
Helaine machado

Viver…
é como um trapézio no ar:
tem seu auge,
tem sua queda,
e, entre um e outro,
o medo de não alcançar o próximo impulso.
Helaine machado

Quantas vezes assistimos a vida passar,
como quem olha pela janela,
sem tocar, sem sentir,
sem realmente viver?
Memórias não nascem do acaso,
elas florescem
onde houve entrega,
onde houve tentativa,
onde houve verdade.
Helaine machado

Flamengo
No peito rubro-negro arde o destino,
um grito antigo ecoa no Maracanã,
como se o tempo parasse no hino
e a noite virasse manhã.
É chama que não se apaga,
é sangue que sabe vencer,
quando a multidão se propaga
e o mundo aprende a tremer.
Helaine machado

Flamengo
No peito rubro-negro arde o destino,
um grito antigo ecoa no Maracanã,
como se o tempo parasse no hino
e a noite virasse manhã.
É chama que não se apaga,
é sangue que sabe vencer,
quando a multidão se propaga
e o mundo aprende a tremer.
Nas ondas de preto e vermelho,
nas ruas, no ar, no olhar,
Flamengo é espelho
de quem nasceu pra lutar.
Se cai, levanta mais forte,
se chora, aprende a sorrir,
tem fé que desafia a morte
e um jeito próprio de ir.
Porque não é só time ou bandeira,
é paixão que não tem fim:
Flamengo é vida inteira


batendo dentro de mim.
Helaine dos Machado

Vamos brincar de natureza e liberdade
Vamos brincar de floresta e ancestrais
Vamos viver como povos da terra, com respeito
Vamos brincar de conexão com a natureza
Vamos imaginar a vida em harmonia com a floresta
Vamos brincar de tribo, com respeito às raízes


“Vamos brincar de floresta,
não de estereótipos.
Descalços na terra,
com respeito aos que vieram antes,
aprendendo com o vento,
sem ferir a memória de ninguém.”
Helaine machado

A vida é como um lápis de cor —
às vezes gasto, às vezes novo,
às vezes quebrado na ponta
de tanto insistir no mesmo traço.
Tem dias de azul tranquilo,
céu aberto dentro do peito,
e outros de cinza pesado
que parecem não ter jeito.
Helaine machado

Verde, branco e grená pulsando no peito,
um canto que nasce como vento no Rio,
ecoando histórias de glória e respeito
nas arquibancadas de um sonho antigo.
És mais que um time — és memória viva,
das Laranjeiras brota tua raiz,
cada chute carrega a alma altiva
de quem nunca deixou de ser feliz.
No toque leve, na arte em campo,
há poesia em cada jogada,
como se o futebol fosse um canto
de esperança jamais calada.
Fluminense, chama que não se apaga,
mesmo na dor, insiste em brilhar,
porque quem ama não se entrega —
aprende, luta… e volta a sonhar.
Helaine machado

Chegam sem alarde,
sem passos que ecoam,
quase como quem pede licença
ao próprio ar.
Mas quando ficam…
mexem em tudo.
Viram o avesso da alma,
tocam onde ninguém ousou tocar.
Não gritam, não exigem,
não fazem tempestade —
são chuva fina
que insiste…
até encharcar o coração.
Têm cheiro de abrigo,
voz de oração baixa,
mãos que curam
sem anunciar milagre.
Helaine machado

Pensamos nos caminhos,
desenhamos cada passo
como se o amanhã obedecesse
à lógica das nossas mãos.
Mas Deus…
Ele escreve fora das margens,
age no invisível,
muda rotas sem aviso.
Não importa o jeito,
nem o tempo,
nem o cenário que criamos —
os planos d’Ele ultrapassam os nossos.
Helaine machado

Entre o Risco e o Toque
Eu gosto do risco…
ele percorre meu corpo como um sussurro lento,
amar nunca foi simples —
é pele chamando pele no silêncio do momento.
Dizem que não é nada…
mas meu arrepio desmente qualquer razão,
carinho em mim vira chama acesa,
um toque já vira confissão.
Eu caminho devagar no perigo,
saboreando cada sensação,
não me dou por inteiro de imediato…
eu deixo faltar… pra aumentar a tentação.
Meu olhar te prende sem força,
minha boca promete sem falar,
sou livre até no desejo…
e sei exatamente onde tocar.
Se vier… venha sem pressa,
sinta o ritmo que eu quiser te dar,
porque eu não vivo de metades…
eu faço o instante… te marcar.


Helaine machado

Pele, Risco e Liberdade
Eu gosto do risco…
ele desliza em mim como um segredo proibido.
Amar não é simples —
é desejo aceso em silêncio contido.
Dizem que não é nada…
mas meu corpo sabe quando é real,
carinho na minha pele vira chama,
um toque já diz muito mais.
Não me entrego por pouco,
nem me perco em qualquer intensidade,
eu provo devagar o perigo…
saboreando cada verdade.
Meu olhar não pede — convida,
minha presença não implora — conduz,
sou livre até no desejo…
e é isso que me traduz.
Se vier, venha inteiro,
sem medo do que pode acontecer,
porque eu não amo raso…
eu faço sentir… sem dizer.
Helaine machado

Bom dia, vida
Bom dia, vida…
como você está hoje?
Mesmo entre altos e baixos,
eu ainda escolho te sentir.
Porque há beleza no caminho,
mesmo quando ele pesa,
e há luz insistindo em nascer
toda vez que o sol aparece.
Vale a pena sorrir pra você,
vale a pena abrir o peito
e deixar o dia entrar.
Porque viver não é só sobre perfeição…
é sobre recomeçar,
mesmo quando tudo em volta
ainda está aprendendo a florescer.
Helaine machado

Palavras ao vento
voam como folhas secas
que caem cansadas sobre a terra.
Mas existem palavras vazias…
dessas que o vento leva depressa,
que prometem eternidade
e morrem na primeira ausência.
Porque falar é simples.
Difícil é fazer o coração ficar
quando até a memória
escolhe esquecer.
Helaine machado

Palavras são leves como penas,
voam sem direção, sem explicação.
Às vezes pousam suaves no coração,
outras desaparecem antes mesmo de criar raiz.
Há palavras que acariciam a alma,
como vento calmo em tarde silenciosa.
E há aquelas que o tempo carrega,
perdidas no céu da indiferença.
Porque dizer é fácil ao vento…
difícil é sustentar o peso
do que foi prometido ao coração.
Helaine machado