Entenda como Quiser So Nao me Julgue
Porque dizer te amo,
Tenha cuidado com as tuas palavras cuidado.
Elas caem em mim como som,
caem com felicidade .
A tua simplicidade não chega em silêncio,
ela atravessa.
E na forma mais doce,
devasta a minha fragilidade sem ferir.
Sou feito de sentimentos expostos,
de um coração que sente antes de pensar,
e quando teu olhar descansa em mim,
até minhas defesas aprendem a respirar.
Ama-me sem pressa,
com gestos leves e verdades calmas.
Porque em mim,
cada palavra tua cria raiz
e floresce onde eu mais preciso de abrigo.
Eu poderia lhe dizer que você me lembra a lua, mas a lua precisa do Sol para brilhar, já você é como uma estrela, emite a sua própria luz, o brilho que ninguém é capaz de apagar.
Escrever é um vício
Um droga de desgustações verdadeiras e inventadas
Consome como refúgio do mundo das sensações inúteis
Alimenta a esperança, uma luz no final do abismo
Escrever para ignorar o caos da modernidade.
Que no próximo ano possamos viver a vida intensamente e viver a vida é reconhecê-la como plena ação de Deus!!! Não é consumir, nem tampouco sentir medo, mas acreditar cada vez mais no milagre que ela é!!!
O câncer estava ali, devorava e deformava o caráter, às decisões, a ética; ele sorria como quem era bom, mas matava, provocava dor e tristeza. O câncer é, aqui, uma metáfora da política desumana e sem ética.
A vida é como um quebra cabeça:
As vezes as peças se encaixam, perfeitamente
Ou demoram um tempo para se encaixar, verdadeiramente
Antes de achar seu caminho,
é preciso conhecer esse mundo sombrio
Para saber qual é o melhor lado a se encontrar
Talvez comece tudo no aveco
Até mesmo sem um começo
Quando vc acha que a peça está certa
É apenas a vida mostrando aquela nova descoberta: podendo ser um erro ou acerto
Ou comece tudo perfeito
Apenas completando aquele ciclo já feito!
A sabedoria divina é tão vasta, que criou a morte. Imagine como seria, se políticos nunca morressem?
Viva todos os dias como se a morte estivesse de tocaia, você soubesse onde e fosse inevitável passar por lá.
POSSÍVEL DEUS
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Pode ser que haja o que se possa chamar de Deus, como sinônimo de origem; criação. Não sou arrogante o suficiente para determinar essa não existência, como se eu fosse o dono da verdade universal, da qual tenho certeza de que ninguém é.
O que acho improvável é que o provável Deus seja o ser previsível, carimbado e instituído pelo homem, de acordo com as conveniências e necessidades humanas. Um Deus vaidoso; ávido por elogios; passional; vingativo... criador do céu para os que satisfazem seus caprichos por meio de confissões e penitências pessoais físicas ou psicológicas, e do inferno para os que não agem assim, mesmo que sejam pessoas íntegras e dotadas de amor ao próximo.
Creio, não determino, que não foi esse Deus que nos criou à sua semelhança. Fomos nós que o criamos à nossa. Também creio, sempre sem determinar, que se Deus existe, não há de se tratar de alguém... mas de algo.
DONO DE MINHAS ASAS
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Nem tente me amansar. Sobretudo, como quem tange ovelhas à base de orações. Hinos. Vara, cajado e ritos de arrepiar com os seus efeitos psicológicos.
Não serei o seu passarinho dócil. Próprio de cativeiro. Que trina dia e noite o seu desejo de céus reais. Do paraíso natural que seus olhos apenas veem. Quero cantar, mas não no dedo. Comer, mas não na palma da sua mão. Sonho com bem mais do que olhar além da varanda e ter uma inveja disfarçada e pungente ao ver outras aves. Nunca foi o meu sonho, decantar maravilhas sobrenaturais. Louvar o que os olhos nunca viram e me privar das belezas, emoções e vivências ao alcance do livre arbítrio.
Ninguém há de pastorear os meus sonhos. Minhas verdades e mentiras sinceras. Meus passos errados à procura do acerto e do compasso. Quem quiser me forjar no fogo e no aço de quem não sou, terá frustrações contundentes, porque sou quem sou, e sou de fato. Não show. Nem apenas estou.
Jamais me assistirão cantar para enaltecer senhores. Nem senhoras. De nenhum status ou dimensão. Realmente não nasci para louvar o poder. Nenhum poder.
O humano hodierno está saturado de informações e estímulos. Seu tempo é como conta corrente com débitos ininterruptos e seu saldo está sempre no vermelho.
Em uma sociedade virtual, mediada por imagens e selfs de felicidade, seres humanos são como mercadorias descartáveis. Chateou? Joga-se fora!
Hoje eu nasci para a esperança. Ela se revelou para mim como uma besta abismal, embrenhando-se entre as sombras da floresta. Eu estava em uma clareira confortável demais, segura demais, pequena demais, sufocante demais, embora luminosa. Ali, ao redor, escutava as folhas quebrando no chão. Eram passos vagantes, circundantes, tateando a luz do lugar. A fera pulou em mim, e eu caí monumentalmente como o império de uma era inteira. Morri naquela clareira do conhecido, o animal se me assemelhou, reconheci que eu era a própria fera, e renasci para algo maior que eu, algo ainda em mim mesmo. Esperancei-me. Fui, assim, explorar o breu da floresta, porque queria viver deliberadamente.
Todos temos o costume, quase como uma tradição automática, de chamar os coletores de lixo de lixeiros.
Mas a verdade incomoda: os verdadeiros lixeiros somos nós.
Eles não produzem o lixo.
Eles apenas carregam o que descartamos sem pensar.
São trabalhadores mal pagos, invisíveis aos olhos de uma sociedade que consome, suja e aponta o dedo.
O lixo nasce nas nossas escolhas, nos nossos excessos, na nossa indiferença.
Eles apenas recolhem o que produzimos — física e moralmente.
Não são lixeiros.
Nós somos.
Eles são funcionários que sustentam a limpeza de um mundo que insiste em sujar.
Tome vergonha na cara e respeita cada individuo como igual ou melhor que você, pois ele pode te surpreender e lhe ensina muitas coisas da vida.
