Ensina a Criança

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⁠A cura da criança interior e de feridas emocionais, é praticamente uma escavação arqueológica.
Requer paciência na hora da escavação e da cura.

Vamos nos perder no tempo?

Amanhecer o dia com a alegria de uma criança recebendo um brinquedo.

Acordar de súbito, sabendo que o sonho não passou de um pesadelo.

Levantar-se e ver a vida com a sutileza do voo de uma libélula em plena primavera.

Cair da cama e sair correndo para não deixar as coisas boas do mundo acontecerem sem a sua participação.

Sair de casa com a esperança de dias melhores, mesmo com o futuro recente incerto.

Apreciar, da janela, a firmeza e a dedicação de pessoas desconhecidas, porém essenciais no dia a dia.

Vestir-se de amor em todos os momentos e enfrentar, com cautela, tudo e todos.

Ir ao trabalho todos os dias, sem calendário, como se fosse uma eterna sexta-feira.

Ver o mundo, ver a vida, ver as coisas partindo do pressuposto da conformidade entre o que somos, o que temos e o espírito permanente de justiça.

Contemplar entardeceres, viver menos na compulsoriedade e aproveitar o hedonismo.

Rir, cantar e assobiar aquela musiquinha chata que não sai da cabeça.

Perder-se no tempo e voltar ao itinerário sem usar nenhum atalho.

Vamos nos perder no tempo!

Dozy di X

Ser criança é viver no paraíso sem escalas.
Ser criança é comer tudo de tudo.
Ser criança é errar o alvo.
Ser criança é cantar semitonando em gritos falsetes.
Ser criança é fazer um golaço com uma bola de meia.
Ser criança é sentir dor e continuar correndo.
Ser criança é tomar banho sem vontade.
Ser criança é brincar de vida real.
Ser criança é sonhar sem se preocupar com o amanhã.
Ser criança é ler sem a mínima fantasia.
Ser criança é crer no nunca.
Ser criança é um caldeirão de verbos, como a sutileza de uma pluma colorida e a veracidade de um dragão preto e branco.

Se você quer educar uma criança e tem dificuldade? Então percebe que ela gosta de sorvetes? Ensine-a com sorvete e terá sucesso !!!!

A criança não é um papel em branco, pois vem dotada de emoções, estímulos, genialidades, amor, expertises, artimanhas, ações, energias etc...


Porém, na cultura e na educação, metaforicamente falando, ela vem como um "papel em branco", sendo necessário programar a consciência universal para poder viver e conviver, é sobre isso.


Se for criada com ou sem boa cultura, terá certeza que a vida é isso.


Como se a cultura diária escrevesse seu conhecimento e logo a educação na própria formação humana.

Na primeira página, a criança escreve com a tinta da certeza absoluta. O mundo é simples, concreto e real como seu próprio corpo. Ela não duvida do que vê e toca.


Na segunda página, o adolescente vira-se para dentro. É o sonhador. Precisa entender o furacão de seus sentimentos antes de entender o que está lá fora. É um mundo de ideias e descobertas.


A terceira página pertence ao adulto, o prático. Ele aprendeu a perguntar. Duvida dos caminhos, para não se perder neles. Sabe que os planos podem mudar, e por isso mantém a mente leve, pronto para corrigir a rota.


A última página é do Idoso, que desenha com a pena da serenidade. Ele olha para trás e vê que a vida é feita de sorte e acaso. A lógica falha, o inesperado acontece, e a paz está justamente em aceitar esse mistério. Ele contempla o que foi e o que ainda virá, e ali encontra seu descanso.

Desde criança adoro a cor amarela que desabrocham nas plantas e nas flores, parece mesmo que me fortalecem a esperança. A cor que mais me acalma a mente e o meu espirito, é o azul. O azul do céu de brigadeiro e do mar sereno em dias ensolarados. Acho que o azul me reporta a feliz e conformada finitude. Entre as atitudes mas sem qualquer garantia de edificar.

⁠Toda vez que nasce uma criança, o mundo se enche de luz e esperança!

É uma pequenina flor alegrando o jardim de nossos corações...

Sejamos, então, Bons Jardineiros!

A MENINA QUE AINDA MORA EM MIM

Minha criança interior grita.

Grita tão alto que, às vezes, eu sinto sua voz presa na garganta.
Como se ela estivesse ali, atrás do choro que não sai, atrás do suspiro que se interrompe, atrás desse nó que aperta o peito e me faz perguntar, em silêncio:

Quem foi que eu me tornei?

Ela me olha.

E talvez, por um instante, sorria orgulhosa e diga:

— Cara… você chegou lá.

Você cresceu.
Você venceu.
Você se tornou uma mulher incrível.

Mas, logo depois, seus olhos parecem entristecer.

— Que pena…

Que pena que, no caminho, você deixou de ser um pouco de quem era.

Você era apaixonada pela vida.
Apaixonada por tudo.
Pelas pequenas coisas, pelos grandes sonhos, pelas pessoas, pelas possibilidades.

Você era verdadeira.

Exuberante.

Autêntica.

Você sentia sem pedir licença.

Amava sem fazer contas.

Confiava sem imaginar o depois.

Mergulhava inteira nas pessoas, nos sonhos, nos lugares, nas palavras, nos abraços, nos amores.

Você tinha uma sensibilidade tão bonita… tão nítida… que conseguia enxergar beleza onde quase ninguém via.

E agora?

Agora, quem é você?

A menina pergunta.

E eu não sei responder.

Talvez porque, em algum momento, eu tenha começado a me abandonar para caber.

Para agradar.

Para não decepcionar.

Para não perder pessoas.

Para ser forte.

Para ser aquilo que esperavam de mim.

E fui me adaptando tanto, tanto, que um dia percebi que algumas partes minhas já não sabiam mais onde morar.

Eu me traí.

Não de uma vez.

Foi aos poucos.

Cada vez que engoli uma palavra que queria dizer.

Cada vez que sorri quando queria chorar.

Cada vez que disse “está tudo bem” quando dentro de mim nada estava.

Cada vez que aceitei menos do que merecia para não parecer difícil.

Cada vez que me calei para preservar relações que não preservavam a mim.

E minha criança viu tudo.

Ela viu.

Ela guardou.

Ela esperou.

E agora ela grita.

Grita porque está cansada de assistir à minha própria ausência.

Ela percebe que aquilo em que eu antes confiava passou a ser motivo de desconfiança.

Que os olhos que antes mergulhavam no amor agora hesitam diante dele.

Que os olhos que não tinham medo de acreditar aprenderam a se proteger.

Aprenderam a recuar.

A observar.

A desconfiar.

A não se entregar.

E talvez seja por isso que meu corpo trema às vezes.

Talvez seja por isso que minha garganta se feche.

Talvez seja por isso que exista esse cansaço que não é apenas do corpo.

É um cansaço de alma.

Um cansaço de quem passou tempo demais tentando ser forte.

E minha criança me olha novamente.

Dessa vez, não cobra.

Só pergunta:

— Você ainda se lembra de mim?

E eu quero dizer que sim.

Que me lembro daquela menina que inventava mundos.

Que se encantava.

Que ria alto.

Que sonhava sem pedir autorização.

Que acreditava que a vida poderia ser bonita simplesmente porque estava viva.

A menina que não precisava se explicar o tempo inteiro.

A menina que era inteira.

A menina que se apaixonava pela vida antes mesmo de saber o que era paixão.

Ela ainda está aqui.

Eu sei.

Só está cansada.

Está escondida em algum lugar dentro de mim, esperando que eu tenha coragem de voltar.

Não para ser quem eu era.

Mas para recuperar aquilo que nunca deveria ter perdido.

Minha verdade.

Minha espontaneidade.

Minha capacidade de sentir.

Minha coragem de sonhar.

Minha autenticidade.

Minha capacidade de amar sem me abandonar.

Talvez eu não precise voltar no tempo.

Talvez precise apenas voltar para mim.

Porque aquela menina não morreu.

Ela apenas se calou.

E talvez o choro que hoje aperta minha garganta não seja o fim dela.

Talvez seja o começo da sua volta.

Então, se ela me perguntar novamente:

— Quem é você agora?

Talvez eu finalmente consiga responder:

Sou a mulher que sobreviveu a tudo aquilo que tentou me afastar de mim.

E estou aprendendo, devagarinho, a voltar para casa.

Para dentro de mim.

Para onde aquela menina ainda espera.

De braços abertos.

Com os olhos cheios de sonhos.

E, quem sabe, quando eu finalmente chegar até ela, ela sorria e diga:

— Agora sim… eu reconheço você.

O Verdadeiro Aborto É a Negligência!




O pior aborto é colocar uma criança nesse mundo e deixá-la jogada no lixo , permitir que ela cresça num lar desestruturado!! O pior aborto é colocar uma criança nesse mundo e não ter condições de dar apoio, amor , atenção necessária ,investir na educação, e abrir mão de hábitos que possam causar traumas na infância e desenvolvimento da criança! Construam suas vidas antes de trazer uma criança para o seu espaço ! Porque se alguém não estiver um espaço preparado , essa criança crescerá em meio ao despreparo irresponsável dos próprios pais ! O que mais vejo são crianças que acabam tendo de se tornarem adultas cedo demais e cobrir buracos que os próprios pais cavaram ! O que mais vejo são crianças cuidando de outras , porque os pais acabam colocando a responsabilidade deles nelas ! O que mais vejo são pais fazendo filhos abandonarem os estudos para ajudar com as despesas de casa, porque os próprios pais começaram cedo demais a terem responsabilidades! É um ciclo repetitivo que passa de família pra família ! E muitos pais que tiveram uma vida construída em meio ao caos na própria infância , acabam permitindo que esse caos continue atingindo e produzindo efeitos futuros nos próprios filhos ! Quebrem esse ciclo ! Não tragam uma criança a esse mundo , pra viver o que você viveu só porque ninguém cuidou de você na sua infância ! Se você não quebrar isso e mudar esse ciclo , isso afetará quem não tem culpa e corre o risco de morrer psicologicamente sob as consequências da infância dos próprios pais que foram trazidas pra infância dela ! Tenham responsabilidade e não permitam isso ! Se você não tem condições de arcar com a vida de uma criança , se você não tem condições de dar uma educação digna para uma criança e prepara-lá para ter uma vida diferente da sua, não a traga para esse mundo para destruí-la com uma vida que você não pode ter e só acabará com a vida dela !

"Quando eu era criança, desenhos eram só desenhos… hoje, são lições pra vida."

“Na separação, os pais sofrem… mas é a criança que carrega as cicatrizes.”

DAS PRENDAS DO LAR.


QUANDO VOCÊ FOR ABRIR
A GELADEIRA DE MADRUGADA
DIGA PARA AS CRIANÇAS
QUE ERA SÓ UMA MAÇÃ.

DAS PRENDAS DO LAR.


QUANDO UMA CRIANÇA PEDIR
PARA FAZER COCÔ
TENHA SEMPRE NA MÃO UM LIVRO DO ESCRITOR AUGUSTO CURY
PARA ELA LER
E AUMENTAR A SUA CULTURA.

Não se esquecer que


um dia já foi criança,


e que dependeu de um adulto


para chegar até aqui,


pode fazer um mundo novo,


Trazer viva essa lembrança


sempre que uma criança


precisar é sinal vivo


que ainda há esperança


de seguir adiante.

Cada verso meu é
um balão ou uma pipa
nas mãos de cada
criança palestina. 🇵🇸

A poesia passa
a ser pipa onde
ela não é permitida:


Deixa a pipa
da criança palestina... 🇵🇸

Que a nossa criança interior não pode morrer, é um fato — que ela não pode matar a criança dos outros — é outro.

Outubro ou nada!?!
Que nem a seriedade cobrada pela vida adulta consiga distrair a graça da criança que ainda vive em nós!
Amém!

Que a nossa criança interior não pode morrer, é um fato — que ela não pode matar a criança dos outros — é outro.


Dentro de cada um de nós, habita — ou deveria habitar — uma criança: curiosa, brincalhona, sensível, carente de encantamentos…


É ela quem nos distrai da seriedade cobrada pela vida adulta, nos impedindo de empedernir por completo, e quem nos faz rir de bobagens, sonhar alto e acreditar em recomeços.


Mas há um perigo deveras sutil, quando transformamos essa criança em centro absoluto do mundo: ela deixa de ser símbolo de pureza e se torna instrumento do ego.


Há adultos que justificam suas imaturidades em nome da autenticidade — como se sinceridade fosse salvo-conduto para a falta de empatia.


E assim, ao defender sua própria “criança interior” a qualquer preço, acabam ferindo a dos outros com ironias, indiferença ou desprezo.


A verdadeira maturidade não está em silenciar nossa criança, mas em educá-la.


Ensiná-la que o mundo não gira apenas em torno dos seus desejos, que brincar não é o mesmo que zombar, e que crescer é aprender a reconhecer o outro como extensão da própria humanidade.


A criança interior merece e deve viver — mas sob a tutela do adulto que devemos aprender a ser.


A criança que — graças a Deus — ainda vive em mim, saúda a criança que vive em ti!


Feliz Dia das Crianças, do mundo inteiro e da que vive dentro de você!