Ensina a Criança

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Ainda procuro o guarda-roupa
que eu atravessava quando criança
talvez crescer seja esquecer o caminho
talvez lembrar só traga o inverno e nenhuma esperança
Sei que aquilo foi real para mim
mas por que parece que fui esquecida?
Guardei minha coroa há tantos anos
e o peso dela eu já nem sei
mas quando fecho os olhos por um instante
volto ao trono onde um dia reinei
Cresci, sim — mas sei que as árvores ainda falam
e o leão continua a existir
e eu continuo esperando
ele voltar e me tirar daqui
Dizem que o tempo fecha portas
e leva embora a imaginação
mas eu conheço o cheiro do inverno
que vive escondido no coração
Me chamaram de perdida
porque aprendi a viver aqui
mas eu carrego cada cicatriz daquele mundo
em cada escolha que eu fiz
Sim, eu lembro do inverno
lembro do trono, da coroa e da luz
mas o reino que me ensinou a ser rainha
foi o mesmo que um dia me expulsou
Fui gentil quando importava
quando o mundo ainda tinha cor
crescer me custou o reino
mas ainda fui rainha — e com amor
Me chamaram de perdida
porque aprendi a viver aqui
mas eu carrego cada cicatriz daquele mundo
em cada escolha que eu fiz
Sim, eu lembro do inverno
lembro do trono, da coroa e da luz
mas o reino que me ensinou a ser rainha
foi o mesmo que um dia me expulsou
Tem dias que tudo fica cinza
que o vazio é maior que a dor
mas lá no fundo eu mantenho a minha fé
o mundo pode nunca saber
mas eu jamais vou esquecer
a rainha que um dia fui naquele mundo


Musica 🎵 "Trono no inverno"
#Marcos Elias Antunes

"Peguei a galinha e a depenei, era ela ou eu na minha cabeça de criança, não gosto de tomar decisões com a vida alheia. Eu a depenei, como se depenasse a mim mesmo".

A Mãe e o Olhar

Edineurai SaMarSi

Quando eu era criança, a vizinha perdeu o único filho — quase homem… ainda menino.

Eu a observava.
Sempre fui boa nisso.

Depois disso, ela nunca mais foi a mesma.

A casa seguia arrumada,
as portas abertas,
o café no horário.
Mas os olhos…
ah, os olhos…
Eram fundos.
Vazios.

Fazia tudo como antes.
A vida seguia.

Mas, em seus olhos, algo havia mudado.
Não tinham mais alma, não tinham mais vida…
As tentativas de sorriso eram falsas, assim como a vontade de continuar.

Eu me lembrava de antes — da sua alegria, da família feliz — e, com a minha inocência de menina, pensava:
“Logo isso passa.”

Não passou.

O tempo andou.

Cresci.
Tornei-me adulta.
Ela se mudou, mas, quando a via, mesmo de longe, aquele olhar continuava o mesmo — parado naquele dia.

Como se a alma tivesse saído devagarinho
e ido atrás dele.

Eu não entendia…

Até ser mãe.

E perceber que há dores
que não enterram só um corpo —
enterram o mundo inteiro
dentro do peito de quem fica.

E alguns dias…
simplesmente não passam.

O menino e o furacão


Diziam, em silêncio:


"É só uma criança com atraso…
lá no fundo da sala,
com uma folha branca nas mãos."


Eu sei — é o que todos pensam,
mas não dizem.


Estão mais preocupados em embelezar os títulos da deficiência do que em trabalhar,
na prática, a inclusão.


Decoram nomes,
enfeitam diagnósticos,
mas esquecem do essencial:
ver.


Eu nunca tive alunos,
e sim histórias com nome:
Antônio. Bernardo. Daniel. Fernanda. Gabriela…
cada um era único — uma pessoa, uma personalidade, uma habilidade,


mesmo quando o mundo insistia em reduzi-los.


E ele…


O menino da cadeira de rodas,
de movimentos curtos, quase ausentes,
fazia desenhos incríveis que ninguém via —
porque queria a perfeição
e, quando não saía em total sintonia,
por cima do desenho criava um furacão.


Rasgava o próprio céu,
girava sobre o que tinha criado,
cobria tudo —
como se dissesse, sem voz:
“Se não for inteiro, ninguém vai ver.”


E ninguém via mesmo.


Mas eu vi — vi além.


Tentei falar, e ninguém se importou…


Para que dar trabalho,
se ele já estava quieto, ocupado,
com uma folha na mão?


Era apenas um estágio.


E, no fim do dia, havia sempre duas almas frustradas:


A dele —
gritando por reconhecimento.


E a minha —
aprendendo o peso de não ser ouvida.

"O 'não' dado à criança é o alicerce da sanidade do adulto."

“Riso de criança. No jardim inteiro dança. Sob um sol mais dourado.”

você diz que sou criança criança sei que sou mas um dia lenbrarás da criança que tanto te amou.

me chamaram de esqueçida, me mandaram te esqueçer,mas como su esqueçida me esqueçi de te esqueçer.

durmo pensando em você,acordo pensado em você será que um dia conseguirei te esqueçer?

queria ser poeta ,poeta não posso ser por que poeta pensa muito e eu so penso em você.

se um dia me trair nunca me peça perdão pois jamais perdoarei quem traiu meu coração.

logo que te conheçi pensei que era amizade hoje te confesso que te amo de verdade.

quando eu te queria vx me esnobou agora que você me quer ja teho outro amor.

dos caminhos que andei das pessoas que encontrei umas dela e você que jamais esqueçerei.

o alfabeto pegou fogo correi para salvar,salvei a letra ? e o resto deixei queimar.

quando a tarde estiver triste com o ar de que vaii chover,lenbre-se que sõ minhas lagrimas chorando por não ter você.

Foi de brincadeira que começei a namorar .mas não foi de brincadeira que começei a te amar.

a distância pode causar a dor mas nunca o esqueçeimento de um grande amor.

"Sinto como se eu ainda fosse aquela criança mostrando a nota 10 na prova pra mãe, e ela respondendo que eu não fiz mais do que minha obrigação."

"A ansiedade é como uma criança perdida olhando o céu. Ela não sabe para onde ir, mas sente que existe um lugar esperando por ela."

No dia 12 de outubro queimei meu filme levando sério à data. Agora só me resta o criança esperança.

Quem gosta de conversa rasa é criança na borda da piscina.

Expor uma criança a um ambiente de bebedeira e letras de baixo calão não é inseri-la na cultura, é roubar-lhe a inocência para alimentar o egoísmo dos adultos.

Levar uma criança para um ambiente de bebedeira e vulgaridade musical é o primeiro passo para transferir o vício dos pais como herança para os filhos.

Sobre Abusadores e Abusados


Eu...fui uma criança que não conheceu o pai e era feliz assim, até que aos quatro anos de idade levei um tapa na cara de um gigante muito forte enquanto com um canecão de alumínio despejava água para que o gigante escovasse sua dentadura, e foi assim que conheci o meu padrasto.


Com o tapa, que mais percecia um soco mesmo, cai, bati com o queixo no chão e de alguma forma cortei o céu da boca e doeu, e sangrou bastante. Assim foi a minha vida até os 16 anos quando finalmente eu criei coragem e fugi para São Paulo com uma namorada e lá construímos nossa própria família.


Foram 12 anos de abusos físicos e psicológicos, e naquele tempo era aceitável pelas Leis, e minha mãe também vítima de abusos psicológicos, pois nunca presenciei agressão física contra ela, aceitava tudo de boa.


Ninguém veio me salvar. Ah! Como eu sonhava com isso. Não consegui amar de verdade minha mãe até o dia que ela faleceu, não conseguia entender a razão de ela não ter feito nada todas as vezes que ele me bateu.


Hoje vejo o povo Venezuelano, que por anos vem apanhando, e nós? Da América do Sul nada fizemos. Salve os Norte Americanos!!!

“Sinto que há uma criança em mim que olha para o adulto que sou hoje e pergunta: estamos vivendo nossos sonhos? Estamos fazendo valer a pena? Temos orgulho de nós?”

"Quando eu era criança, desenhos eram só desenhos… hoje, são lições pra vida."

“Na separação, os pais sofrem… mas é a criança que carrega as cicatrizes.”

⁠Se você consegue enxergar a inocência no olhar de uma criança, tenha certeza que Deus também habita em você

Sempre imaginei Deus como uma esperta criança, a interagir com uma infinidade de brinquedos de dar corda, ⁠a montar muitos quebra-cabeças e a girar o mundo feito um pião, sempre a levar muito a sério a brincadeira

Se você deseja preservar a realidade de um adulto, primeiro deve respeitar o sonho de uma criança.