Ensina
“O conhecimento nos ensina a enxergar o mundo; a sabedoria nos obriga a questionar os olhos com que o enxergamos.”
“A educação que não ensina a pensar não educa: domestica o corpo, condiciona a mente, alfabetiza a obediência e chama de formação aquilo que jamais teve coragem de libertar.”
“A pior prisão não proíbe pensar; ensina o pensamento a nunca desconfiar de si mesmo. Chamam isso de educAÇÃO.”
Vamos repensar?
Erich Fromm — “O amor é uma arte.”
“Uma sociedade que ensina a consumir tudo desaprende a cultivar algo. O amor deixou de ser uma construção diária e passou a ser uma expectativa imediata.”
Carlos Eduardo Balcarse
“A educação deseducadora: quando aprender não ensina a pensar”
Há uma educação que educa e há uma educação que, embora ensine, deseduca. Chamo de educação deseducadora aquela que acumula respostas sem ensinar a formular perguntas, que transmite conteúdos sem desenvolver critérios, que premia a repetição e chama isso de aprendizagem. É uma educação que pode formar pessoas informadas e, paradoxalmente, intelectualmente dependentes.
Durante muito tempo repetimos: leia mais. Mas talvez precisemos acrescentar: leia melhor. Porque quantidade de leitura não é sinônimo de qualidade de compreensão. É possível ler muito e compreender pouco; acumular autores e não construir autoria; saber citar e não saber perguntar.
O mesmo vale para o pensamento. Talvez não precisemos simplesmente pensar mais. Precisamos pensar melhor. Pensar melhor não é pensar como alguém manda. É aprender a examinar o que pensamos antes de conceder ao pensamento o estatuto de verdade.
Nunca tivemos tanta informação disponível e, ainda assim, talvez nunca tenha sido tão fácil confundir informação com conhecimento, opinião com verdade, convicção com evidência e repetição com compreensão. Nesse cenário, o discernimento deixa de ser um luxo e se torna uma necessidade. uma necessidade.
É nesse ponto que a Pedagogia do Discernimento se coloca, não como acréscimo de conteúdo, mas como uma mudança de ênfase: menos acumular, mais examinar; menos repetir, mais compreender; menos receber pronto, mais perguntar. Porque o problema não está apenas no que entra na nossa mente, mas no que encontra permissão para permanecer nela.
José Saramago falou sobre sair da ilha para ver a ilha. Eu acrescentaria: não basta sair da ilha para vê-la, é preciso sair da ilha e tirar a ilha de dentro de nós. Porque podemos mudar o lugar de onde olhamos sem mudar o olhar.
Carregamos conosco lembranças, afetos, medos, feridas, certezas, interpretações. E muitas vezes acreditamos estar observando o mundo quando, na verdade, estamos apenas reencontrando o que já estava dentro de nós. Não vemos apenas o que vemos. Vemos também com aquilo que somos.
Por isso, afastar-se não basta. É preciso perceber o que levamos conosco quando nos afastamos.
É nesse ponto que Metadiscern e o conceito de metadiscernimento se situam: não basta discernir o objeto observado; é preciso discernir também os critérios com os quais observamos. Não basta olhar para o objeto, é necessário perceber o observador observando o objeto.
Daí a necessidade de uma alfabetização do discernimento capaz de alcançar não só a leitura de palavras, mas a leitura das influências, das convicções e das autoridades que aceitamos quase sem perceber.
A mente produz, mas produzir não é provar. Pensar algo não torna esse algo verdadeiro. A mente produz. O discernimento depura.
Essa compreensão atravessa também o Método Protagonista. Ser protagonista da própria história não significa controlar tudo nem eliminar influências, mas reconhecer quais forças nos movem e escolher, com responsabilidade, quais merecem peso nas nossas decisões. Não existe protagonismo sem discernimento.
A educação deseducadora não falha apenas por falta de conteúdo, mas por ausência de critérios. E pode oferecer ao sujeito uma infinidade de janelas para enxergar o mundo, sem jamais lhe entregar um espelho.
Leia mais, sim, mas leia melhor. Pense mais, se for o caso, mas, sobretudo, pense melhor. E quando acreditar que aprendeu a enxergar, desconfie novamente dos seus olhos.
“A educação não tem segredo. O segredo está na educação.”
Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Educador, Escritor e Pesquisador.
Uma educação que ensina respostas, mas não ensina a examinar os critérios que as sustentam, pode formar pessoas informadas sem necessariamente formar pessoas capazes de discernir.
Carlos Eduardo Balcarse
A educação fracassa quando ensina o aluno a responder aquilo que nunca aprendeu a perguntar.
Carlos Eduardo Balcarse
Uma escola que ensina conteúdos sem ensinar critérios pode formar pessoas informadas e intelectualmente desARMADAS.
Carlos Eduardo Balcarse
A vida nos ensina através daquilo que sentimos. O amor nos aproxima, a dor revela nossas fragilidades, o tempo amadurece nossa compreensão e a fé nos ajuda a continuar. Nem sempre entenderemos tudo o que vivemos, mas podemos aprender com cada experiência, sem perder nossos valores, nossa essência e nossa confiança em Deus.
Ninguém perguntou, mas eu resolvi falar. Ninguém ensina se uma das partes do casal está exaltada o melhor que se tem a fazer é se afastar. Melhor manter o casamento do que perder a razão. Se um dia perder a razão acabou o casamento.
Excessos de modinhas dos dois lados, e ninguém ensina de fato as pessoas terem limites, a serem afetivamente educados e a pactuar o compromisso de formar pares engajados com a sedução mútua.
Compartilhar conhecimento é descobrir que, enquanto você ensina, também aprende com quem está aprendendo.
"Poesia não se ensina, se aprende ao longo
dos anos de vida — dos bem vividos
e dos outros."
Jorge B Silva
O que pesa e afunda também ensina a flutuar. Respire fundo.
Você sabe nadar mais do que imagina.
Debbie Villela
A nobreza de um bom caráter nos ensina que a prosperidade mais valiosa é aquela que enobrece a todos ao redor.
