Enquanto o Sol Brilhar
"Você é o nascer e o pôr do sol da sua própria história.
Valorize-se.
Não viva na sombra, seja luz."
Percebi que fugir não tem funcionado. Caminhei para longe, tentei encontrar um lugar onde o sol não me lembrasse do brilho que perdi, mas parece que, não importa a distância, eu sempre acabo voltando para aquele 'coração de pedra'.
É difícil admitir, mas eu ainda preciso de tempo — um tempo que o relógio insiste em não me dar. Tento fechar os olhos e reconstruir o mundo com outras cores, mas toda vez que você aparece, meus disfarces caem. Tento me esconder, tento fingir que superei, mas quando nossos olhos se cruzam, percebo que ainda sou aquele mesmo homem desarmado.
Sabe o que é pior? O silêncio que fica quando você sai do quarto. É como se o ar fosse embora com você. Sinto-me murchando, exatamente como uma flor que foi arrancada do solo e deixada sob uma chuva gelada. Esta cidade parece tão fria e vazia agora; às vezes me pego falando sozinho, tentando encontrar respostas nos ecos dos meus próprios gritos, mas não há nada lá.
Eu só queria que você soubesse que estou tentando me encontrar de novo. Estou tentando deixar de ser essa rosa abatida pela tempestade. Mas, por enquanto, a verdade é que cada partida sua ainda me faz desabar em lágrimas quando o dia termina.
E dói perceber que, embora eu tente seguir um longo caminho para longe de casa, todas as estradas parecem levar de volta ao que fomos. O vazio que você deixa não é apenas a sua ausência; é a presença constante de uma saudade que não descansa. Estou aprendendo, da maneira mais dura, que não se cura um coração de pedra tentando quebrá-lo, mas tentando sobreviver ao frio que ele emana. Enquanto o sol se põe sozinho mais uma vez, eu sigo aqui, esperando o dia em que o meu mundo não murchará toda vez que você se for.
Nuvens sem águas, pássaro sem ninho, noite sem lua, dia sem sol, estrela sem céu; é assim que me sinto, sem Cristo.
Quando as rosas se abrem ao sol, as estações mudam dentro de nós: a leveza se despede, e a vida passa a pulsar com peso e intensidade.
Poema depois do sábado
Domingo amanheceu em silêncio
com o sol entrando devagar.
A noite foi longa nos meus pensamentos,
mas nenhuma noite sabe durar.
Ainda caminho sozinho,
mas já não me sinto perdido.
Há vazios que são só espaços
esperando ser preenchidos.
Talvez o próximo sábado
me encontre com outro olhar —
não procurando alguém no mundo,
mas aprendendo a me encontrar.
Porque a solidão, quando escutada,
não é castigo nem fim:
é o começo de um abraço
que nasce primeiro em mim.
O Sol que Nasce do Teu Sorriso
O dia amanhece e depois de alguns instantes, vejo o seu belo rosto, iluminado pelos primeiros raios de sol, com os seus olhos radiantes, um brilho espontâneo, motivado pelo amor, por momentos intensos, leves e marcantes,
Presença quente e amável, como o lindo destaque de um sonho de verão, és naturalmente admirável, tens um coração amoroso, um íntimo emocionada, a razão também se faz presente, lúdico e racional equilibrados
O teu calor emocional é tão notável que faz com que o teu sorriso seja um sol sempre que que aparece depois de ser conquistado por meio de pequenos gestos, uma conquista incomparável, daquelas que trazem vida aos meus versos.
Tum-tá, tum-tum…
Sol na laje, mente leve, deixa rolar - musica precisando de umas férias
do dj gato amarelo
O sol continua quente.
A metáfora sou eu em você.
Tudo é riquíssimo, mas o tom é triste.
O lobo agora está na matilha.
Salve-me, até porque quero a luz.
A flor de lótus não trouxe a felicidade prometida.
E você, Lobo, olhando para o infinito…
Isso me fere, pois seus olhos estão frios,
o sorriso morre em sua boca,
e você não está em mim.
O sol sobe, e uma infinidade de borboletas se instala em mim,
porque sei que sombras vingativas se dissipam com o calor que me invade.
E se o sol não aparecer, sorria!
Um dia agradável deve começar dentro de nós mesmos.
Amanheça, agradeça, aconteça!
Sorria e tenha um ótimo dia!
A FEBRE
Quando o sol se despede,
uma chama se acende em mim,
não de calor do dia,
mas de um fogo que vem de dentro,
sutil, insistente,
que me envolve no escuro.
Durante o dia, rio e caminho,
o mundo me segura, me distrai,
mas a noite… ah, a noite
me consome como brasa viva,
sussurra meus medos,
faz dançar a febre que carrego.
Procuro a calma nos lençóis,
na respiração que estica e solta,
no silêncio que às vezes dói,
mas que me ensina a ouvir
a voz do meu próprio peito,
a poesia da minha febre,
que queima e revela
quem eu sou quando ninguém me vê.
Valei-me desse sol
que nasce já cansando.
A blusa pesa,
o cabelo desiste.
A sombra é pouca,
a paciência também.
Eu ando devagar
porque até o tempo
resolveu suar.
Valei-me ...
Mas nem tanto.
Tem dias
que a gente só derrete
com dignidade.
O amor é um dedo que desenha
o contorno do teu ombro descalço,
é o sol que se esconde na tua nuca
antes de se perder no abraço.
O resto são cartas sem remetente,
palavras que o vento leva embora,
promessas de gelo, derretidas
no calor da tua boca agora.
Há quem fale de amor como de números,
como se coubesse em fórmulas exatas,
mas o amor é o silêncio que habita
entre duas pálpebras fechadas.
O que vem sem pele, sem cheiro,
sem o tremor de um fio de cabelo,
é só um eco de outros amores,
um fantasma vestido de anelo.
Eu não quero o amor que se escreve,
que se diz, que se guarda em gavetas,
quero o que arde sem explicação,
o que nasce da tua carne inquieta.
Porque o frio até parece ternura,
mas é só a sombra do que importa:
o amor vive onde os corpos se encontram,
e o resto é história mal contada.
O cuscuz é o sol que amanhece no prato, tingindo de ouro a vida de quem tem no peito a força do sertão.
