Enquanto o Sol Brilhar
Hoje em pensamento, vou tocar na sua pele e murmurar juras de amor enquanto recebo o calor de seu corpo no meu.
E tremendo de amor a beijo como de fosse a última vez.
E assim deixando em você um pouquinho do meu amo.
Te amo.
AS BRUXAS DA BANDA DE CÁ
NAS NOITES DE LUA MEIA
ENQUANTO NÃO HOUVER LUA CHEIA
Ó bruxas, que seguem cegamente o poeta
Porque o perseguis, inúteis madraças
Nas arremetidas das noites baças
Quando ele só quer paz de anacoreta?
Senhor meu das odes minhas, ó profeta
Livra-me destes vulcões de lava
Deste bruxedo que não se acaba
Neste peito cansado de correr sem meta!
Fugi de mim, loucas sombras feiticeiras
Do meu leito de desprezo e desamor
Deixai-me sentir o viver, ó coveiras!
Da minha vida já ida de sonhador
Neste tempo amargo em que as bandeiras
Ficaram sem mastro de adriça, nem amor!
(Carlos De Castro, em Maiorca, 07-06-2022)
Enquanto houver cavadores de terras e mares, abrir-se-ão novos horizontes no espaço sideral prometido como redenção.
A POESIA QUE ANDA NO AR
Não te quero ver.
Enquanto em ti não houver,
Pombal aberto
De pombas a voar
Nos céus de sal,
Na paz com abraços
Estilhaços
De abraçar
A poesia que anda no ar,
Como estrelas prenhes
De estrelar.
Nos céus do mar
A abarrotar
Por inventar
Nostalgias,
Sem alegrias
De escrever
Para agradar.
É que depois,
Vem a inveja
Negra cereja
E a poesia anda no ar
Aos tombos.
Sem destino,
Porque o poeta é pequenino.
(Carlos De Castro, in Poesia Sem Censura Em Portugal Existe, no Brasil Não, em 03-09-2022)
Enquanto o cerne da génese do ser humano não for cientificamente modificado, jamais deixará de existir o erro, a devassidão e o crime, à face da Terra.
MELANCOLIA
Cai a tarde lenta em brasa,
Num céu de mar ondulante,
Enquanto este vai e vaza,
Meu coração está distante
Pensando em ti, ó sereia
Que vi uma vez ao luar,
Em noite de lua cheia
Nas águas de prata, a rolar.
Que saudades sobre o mar
Meu coração lá deixou;
Tristezas de fazer chorar...
Enquanto eu não encontrar
Esse amor que lá ficou,
Farei na areia um altar...
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Triste Por Escrever, em 08-03-2025)
Apontar para o argueiro no olho do outro enquanto você também têm é princípio da demência! Tira primeiro o argueiro no seu olho e outros dos outros em outros entenderam a sua prudência.
Pela extensão do amor ninguém fica impune!Enquanto amar, você será uma criatura de tempestade e perigo.
Enquanto Sociedade e Governo não investir na educação e ressignificar o que realmente é a dignidade humana, sempre haverá distúrbios social e financeiro.
"Nasceis, cresceis, mutiplicais e morreis", seria então a ordem?
O desenvolvimento social e tão eminente quanto a fome e o abrigo, mas não é a realidade vivenciada no decorrer dos tempos.
Pai e Mãe, Desejo e Sina - Nada Romântico!
Enquanto houver a visão distorcida com a real situação das responsabilidades dos filhos, não só financeira, haverá mães sobrecarregadas e pais curtindo a vida sem qualquer dificuldade ou remorso!
A quem cabe a correção dessa prática?
Se não for possível a igualdade das responsabilidades pelos pais, que seja então aplicado ao omisso a obrigação financeira para dar a outra parte condições para a criação do filho.
É necessário que "a mãe" entenda que ela não fez o filho sozinha, e parar de romantizar toda a problemática.
O pai criando filhos sozinhos é 'pai herói e lindo', já a mãe é nada mais que obrigação.
Enquanto os anos passam, contamos a idades. Mas, por que contarmos idade?
Vamos contar as experiências, momentos felizes, as vitórias e conquistas, o auxílio aos outros, o amor-próprio e os fatos que nos trazem até aqui. Esse é o montante que faz felicitarmos a sua vida. Parabéns hoje e felicidades todos os dias.
Não ficarei na insistência.
É a felicidade é o status.
Enquanto tu presta conta, irei vivendo a ser feliz.
É ruim o negócio de ficar te implorando por pedaços de qualquer coisa que pense ser amor.
Quando uma pessoa tem tantas desculpas para estar com outra que lhe quer tanto, é sinal claro e evidente que a tal outra pessoa não tem e nem será alguém que de ti terá zelo e atenção.
A minha motivação está sendo substituída pela razão e o bom senso.
É um querer bem sem ter ninguém.
Um jugo desigual de sonssem enredo.
O que era está se recolhendo.
Nada é uma forma de amor igualitaria a dor de deixar ir.
O que faço agora?
Não houve ternura,
Apenas uma loucura!
Não sei dizer por quanto tempo será, tudo que sei dizer e que é gostoso.
São duas forças nessa guerrilha,
Quero porque quero!
Afaste porque não é para você!
Não me fere assim,
É o meu coração
A muito que se prendeu
A esperar por ti
Esta é nosso última oportunidade,
depois nunca mais.
Apenas metade de almas gêmeas a vagar.
Não posso mais te pegar pelas mão,
O tempo passa.
Tudo passa.
Tenho que ir, já é hora de ir.
Deixo minha lágrima em teus lábios,
Saberás então do amor que um dia teve e deixou morre!
São sentimentos em forma de poema.
O mundo corporativo é como um Motoboy nas ruas da cidade de São Paulo, enquanto uns avisam que a sua porta esta aberta, outros chutam o seu retrovisor.
Ele, na aula de Chinês, ela ainda nem aprendeu o inglês,
Ele é gelo, enquanto ela é calor,
Ele busca amores de leito, ela batalha por uma lei,
Ele fica na superfície, enquanto ela explora o interior,
Ele simula importar-se, sem verdade nisso,
Ela finge que não se importa, embora muito se importe,
Ele finge sentimentos que não existem, um sorriso falso num abismo,
Ela finge não ter, quando abundância à porta bate.
Enquanto ele se aventura no barato e saturado,
Ela busca o exclusivo, o que é raro e sofisticado,
Ela ofereceu amor genuíno, profundo e declarado,
Mas ele prefere o raso, o fácil, o desvalorizado.
Ele se contenta com bijuterias, sem valor ou magia,
Enquanto ela anseia por jóia de amor e poesia,
Ele escolhe o caminho fácil, uma escolha vazia,
Ela se permite o prêmio, com valentia e harmonia.
Eu estava jogando dama, enquanto observava você jogar xadrez. Eu poderia ter te dado um xeque mate, mas por cortesia, preferi perder.
Na inexistência da ilusão, é como viver em um caleidoscópio de cores, um efeito placebo; enquanto viver na realidade é encarar a sobriedade da escuridão.
