Encontro entre Amigos

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A diferença entre o remédio e o veneno é a dose.

Vivo assim,
entre tropeços e ganhos.
Vivo em um mundo só meu,
amo canções, versos e rimas.
Perco-me em meus devaneios.

Dentro de nós existem apenas três coisas: o bem, o mal e o nosso corpo debatendo-se entre eles.

Quando tiver que escolher entre estar certo e ser gentil, escolha ser gentil

Não quero ficar entre aspas, como uma citação famosa.
Quero estar entre asas, como a liberdade mais gostosa.

O comunismo não é a fraternidade; é a invasão do ódio entre as classes. Não é a reconciliação dos homens; é a sua exterminação mútua. Não arvora a bandeira do evangelho, bane Deus das almas e das reivindicações populares. Não dá trégua à ordem. Não conhece a liberdade cristã. Dissolveria a sociedade. Extinguiria a religião. Desumanaria a humanidade. Everteria, subverteria, inverteria a obra do Criador.

Ruy Barbosa
Citado em Oliveira, Laura de, Guerra fria e política editorial: a trajetória das Edições GRD e a campanha anticomunista dos Estados Unidos no Brasil (1956-1968). Programa de Pós-Graduação em História, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniR

Nota: Embora não existam fontes seguras acerca da sua autoria, o excerto é atribuído a Ruy Barbosa e integrava um panfleto do Partido de Representação Popular (PRP).

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Não são as semelhanças entre vocês, e sim as diferenças.

Compromisso é permitir que o outro entre na nossa vida. É sonhar junto sem se sentir ameaçado, marcar um horário sem se sentir controlado, dividir o espaço sem se sentir invadido. Compromisso não é 'falta' de liberdade. Compromisso é o "exercício" da liberdade de estar com alguém.

Diálogo entre uma mulher e um homem no metrô:

– Se eu fosse casada com você, colocaria veneno no seu café.
– Se eu fosse casado com você, eu o beberia.

Desconhecido

Nota: O diálogo bem-humorado costuma ser atribuído a Winston Churchill e Nancy Astor, porém, a versão mais antiga de que se tem notícia é de um relato do episódio com pessoas anônimas em jornal de Nova York em 1899.

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Entre idas e vindas
escrevo minhas rimas,
descrevo o amor
sem esquecer da dor
sou animal pensante
eterno amante
Essa vida é bandida
e a morte a guarida.
Sou eu que escrevo
e ouço bastante
a experiência da vida
me proporcionou...
a vida é assim mesmo
um se vão
os outros ficam
mas sempre temos bons amigos
Agora solitário
neste instante ruim
só me resta
escrever, rimas sem fim
Tenho medo das sombras
é verdade
Deus me carrega nos braços
Ele me ensinou o amor
amor de verdade
respiro...
transmito...
eu,
esta realidade
Problemas existem
para mostrar o caminho
o lugar da felicidade
meus versos refletem
aquilo que sinto de verdade
Sigo confiante
tropeço e
sempre me levanto.
Sou teu seguidor,
sou cavaleiro errante.

Gente estúpida misturada com gente estúpida. Que se estupidifiquem entre eles.

"Se está com medo dos lobos, não entre na floresta!"

Por que a beleza importa?

Em qualquer tempo, entre 1750 e 1930, se se pedisse a qualquer pessoa educada para descrever o objetivo da poesia, da arte e da música, eles teriam respondido: a beleza. E se você perguntasse o motivo disto, aprenderia que a beleza é um valor tão importante quanto a verdade e a bondade.
Então, no século XX, a beleza deixou de ser importante. A arte, gradativamente, se focou em perturbar e quebrar tabus morais. Não era beleza, mas originalidade, atingida por quaisquer meios e a qualquer custo moral, que ganhava os prêmios.
Não somente a arte fez um culto à feiúra, como a arquitetura se tornou desalmada e estéril. E não foi somente o nosso entorno físico que se tornou feio: nossa linguagem, música e maneiras, estão ficando cada vez mais rudes, auto centradas e ofensivas, como se a beleza e o bom gosto não tivessem lugar em nossas vidas.
Uma palavra é escrita em letras garrafais em todas estas coisas feias, e a palavra é: EGOÍSMO. "Meus lucros", "meus desejos", "meus prazeres". E a arte não tem o que dizer em resposta, apenas: "sim, faça isso"!
Penso que estamos perdendo a beleza e existe o perigo de que, com isso, percamos o sentido da vida.

Caminhada

Entre palavras,
Murmúrios,
Entre silêncios
E mentiras…
Entre amores, desilusões
E iras…
Segue a vida-busca
A buscar a vida.
Nas ruínas
De antigos castelos,
Derrubados
Ao longo dos caminhos;
Dia-após-dia
Ano-após-ano.
No cerrar do pano
Que marca o fim
De mais um ato,
Sem aplausos,
Sem consagrações,
Sem esperanças.
E eu parto
Mais uma vez,
Com um pouco menos
De mim,
Com um pouco menos
De tudo;
Mudo,
Na correnteza humana,
Insana!
Na força
Que meu corpo arrasta,
O coração dilacera,
Devasta a mente
Na espera
De um outro dia
Igual.
Caravana infernal
De solitários,
Homens-máquinas,
Sem razão,
Sem fim,
A carregar mil cruzes
Sem nexo,
Sob as luzes
Do grande palco.
Mas, eu sigo,
Perplexo,
No andar
Dos que apenas andam,
Sem destino.
E, atrás de mim,
Eu sinto o ranger
De um infinito
Que caminha,
Que ri
E chora.
Mas, eu sei,
Agora
Que já sem rosto
Esse infinito,
Como a própria vida,
Também é morto.

A diferença entre a polícia e o bandido é que o crime paga melhor.

A mulher é tão interessante que a diferença entre uma boa e uma má mulher quase não existe.

Não consigo dormir.
Tenho uma mulher atravessada entre minhas pálpebras.
Se pudesse, diria a ela que fosse embora;
mas tenho uma mulher atravessada na garganta.

Sua mente é seu guia, é o que Deus me diz
Entre o bem e o mal, faça sua escolha e seja feliz.

Mc Daleste

Nota: Trecho da música "Terapia".

Me pergunto como pude sucumbir nesta vertigem que eu mesmo provocava e temia. Flutuava entre nuvens erráticas e falava sozinho diante do espelho com a vã ilusão de averiguar quem sou. Era tal meu desvario, que em uma manifestação estudantil com pedras e garrafas tive que buscar forças na fraqueza para não me colocar na frente de todos com um letreiro que consagrasse minha verdade: Estou louco de amor.

Gabriel García Márquez
Memórias das Minhas Putas Tristes

O custo era um entorpecimento que não acabava nunca. Entre a dor e o nada, eu escolhi o nada.