Encontro entre Amigos
É deserto
E você não desiste
Entre miragens e oásis
A beleza existe
Uma ou dunas
Três ou cactos
Coração de forasteiro
Andarilho sem sapatos
Linha Tênue
Sou do 93, tu do 92,
um abismo entre os dígitos,
mas no eco da noite, tua ausência soa.
Espero.
Pelo toque frio do telefone,
pela faísca da notificação.
Mas não vem.
Só o silêncio, que sussurra teu nome
como uma praga ou uma prece.
E eu me perco,
na paranoia dos teus sinais invisíveis,
na ilusão de que teus olhos
passeiam por minhas mensagens apagadas.
Romance ou delírio?
Eu já não sei.
Os teus sussurros habitam as paredes do meu quarto,
teu cheiro, um espectro entre os lençóis.
Cada vibração no bolso é um coração que para.
Cada número desconhecido, tua sombra que escapa.
Serás real, ou fruto da febre?
Diz-me, és mulher ou miragem?
Meu amor é uma fogueira que devora,
minha sanidade, uma chama que dança.
Do 93 ao 92,
não há distância maior que o medo,
nem paranoia mais doce
que esperar por aquilo que talvez nunca venha.
Entre Sol e Lua
Sou Gêmeos, ela é Escorpião,
um cosmos de contradição.
Eu, o vento que dança em espirais,
ela, o mistério das águas abissais.
Diz que gosta, mas às vezes foge,
um eclipse que nunca se resolve.
Sua ausência é um labirinto,
e sua presença, um céu faminto.
Somos água e fogo,
um caos em eterno diálogo.
Eu explodo em palavras, ela em silêncio,
um poema sem consenso.
Ela é lua, distante, enigmática,
eu sou sol, ardente e dramático.
Mas quando nossos mundos colidem,
o impossível, enfim, decide.
Que entre distâncias e melodias,
somos estrelas de outra galáxia,
traçando órbitas que se desviam,
mas sempre voltam à magia.
EU E O SABIÁ
Nesta linda manhã,
As brisas tão suaves,
O vento sopra entre
As árvores.
Eu ouço o lindo cantar
De um belo sabiá.
Lembro de ti, amada minha,
Que um dia foste
A minha rainha.
E o vento a soprar,
Eu começo a cantar
Juntamente ao sabiá,
E em ti não mais pensar,
Pois lembranças só me fazem chorar.
Busco entre as razões
A saída pra te tirar
De vez da minha vida.
E fico a cantar,
Só EU E O SABIÁ.
Aden Brito, compositor
02.05.2014, às 10h40
Direitos reservados, Lei nº 9.610, de 19.02.1998
Entre idas e voltas
Havia em teus olhos um mundo oculto,
De receios e paixões em tumulto.
Tuas palavras eram como ondas no mar,
Que vinham e iam, sem jamais se fixar.
Quando em meus braços te deixavas cair,
O tempo parava, fazia-nos sorrir.
Na entrega, eras chama, fogo a arder,
Um segredo sussurrado que faz o peito tremer.
Mas logo o silêncio vinha como muralha,
E tu, assustada, fugias sem falha.
"Desta vez é o fim", juravas com dor,
Deixando em mim o eco do teu sabor.
Os dias passavam, o vazio crescia,
E então, numa noite, tua voz se erguia.
"Voltei, pois sem ti, a vida é vazia."
Mas teu medo ainda era tua poesia.
Te desejei no caos, nas dúvidas, nos porquês,
Entre idas e vindas, fui teu mais de uma vez.
E mesmo que um dia tu não retornes mais,
Guardarei em mim teu rastro de paz.
Labirinto de Nós
Somos tempestade e calmaria,
Um turbilhão que dança na melodia.
Entre os abraços que nos envolvem,
Há muros altos que nos dissolvem.
Tuas palavras são lâminas e flores,
Misturam ternura com leves dores.
E eu, que me perco em teu olhar,
Sou barco à deriva no teu amar.
Tuas mãos me puxam, depois me soltam,
Teu coração me encontra, mas logo me afronta.
É um jogo estranho, um passo e recuo,
Um rio que corre em terreno nu.
E mesmo na dúvida que nos consome,
O desejo persiste, grita teu nome.
Pois no caos que criamos, há beleza,
Um amor que vive em sua incerteza.
Se o final será luz ou despedida,
Não importa, pois és minha vida.
Que sejamos fogo, vento ou mar,
Mas que nunca deixemos de nos buscar.
E se meu olhar....
E se meu olhar encontrar o seu...
digo a eles que perdi você...
Entre as orquídeas de inverno...
Que talvez por minha culpa...
foste beijar outras flores...
Digo que meu amor.foi inconsequênte
Que não soube intender o seu
Digo que o perfume do meu amor
Já não satisfazia seu desejo...
Ou assumo que te amo ...
E esqueço que naufraguei
Em suas tempestades
Me entrego novamente a esse Amor
Ou mostro outra direção ao meu olhar
E sigo com esse aperto...
De um amor inacabado.
Me mostre a luz que já vi em seu olhar
Que me apego na esperança
De outra vez poder sonhar...
Entre o céu e a terra...Existe esse amor...que teima no meu querer,e faz com que eu só veja você entre todas as coisas que me encanta ....Transforma minha saudade em poesia ...e a dor em um bonito sorriso ...na terra sou aquele anjo caído iluminando seus passos ..No céu sou apenas relâmpagos tentando sair do sonho e entrar no seu coração...
Tornei -me melhor ao toque do seu desejo ...Apelo de felicidade da minha alma ...Sonhei entre estrelas e mares ...Por fim cai em seu abraço ...Distantes e solitários meus olhos pousaram nos seus ...Entendi que a parte mais linda em mim é você... Pude sentir minha alma encostar na tua e estremecer quando em sussurros me disse Te amo...
Tornei -me melhor ao toque do seu desejo ...Apelo de felicidade da minha alma ...Sonhei entre estrelas e mares ...Por fim cai em seu abraço ...Distantes e solitários meus olhos pousaram nos seus ...Entendi que a parte mais linda em mim é você... Pude sentir minha alma encostar na tua e estremecer quando em sussurros me disse Te amo...E tão logo em seu abraço ...meu corpo como estrela brilhou em teu céu ...entre labirintos de desejos a noite em silêncio percebeu ...Já éramos nossos...em sussurros e juras de um amor eterno adormecemos laçados por essa paixão...Ao despertar vi o amor amanhecer em nós...
Amor quando você chegar ...Já entre sabendo que já te conhecia ...Mesmo antes do sopro de vida fazer pulsar meu coração...Já te amava mesmo antes do seu olhar encantar o meu ...e antes que meus olhos se fechem para a vida ...Lhe mostrarei todo meu amor ...E a certeza que te amarei na eternidade ...
Que meus olhos trafeguem livres por entre as imagens mudas e sobre o grito das palavras soltas... E que cada fragmento aqui lapidado tenha cheiro de terra,jeito de arte, gosto de vida e sabor de pólem...Que a saudade seja como as folhas esquecidas que choram no outono...E a tristeza, como um beijo liberto no vazio e levado suavemente no assanhar colorido das asas inquietas das borboletas...
Escorrer .
Encontrar uma saída de si mesmo
é necessário.
Entre fuga e busca
melhor perseverar , inventar
treinar habilidades.
Encontrar uma saída de si mesmo é necessário.
Acreditar criatividade no próprio jeito de fazer
libertar-se da unanimidade .
Uma batalha vencida contra o abismo do julgamento
seguir com fé, pois se perdermos a esperança não há mais o que fazer.
Já foi dito...quem procura encontra.
Quando rejeitamos o que somos, começamos a ser ninguém.
Encontrar uma saída de si mesmo é necessário.
A mulher oculta sabe disso.
E você também.
Existem relacionamentos essenciais fundamentais.
Entre desertos e florestas construímos significados profundos.
Trazendo saúde emocional e transformações definitivas.
O tempo escorrendo entre nossos dedos,
Enquanto nos afogamos em deveres e medos.
A vida é uma dança, mas de passos exaustivos,
Um compasso cansado, um esforço compulsivo.
Trabalhamos horas a fio, em que não descansamos,
Em busca de um futuro incerto, que nunca alcançamos.
Enquanto o sol se põe, deixando marcas no rosto,
Aposentadoria à vista, um horizonte desgosto.
Trabalhamos para sobreviver, não para viver,
Enquanto o tempo nos escapa, sem perceber.
O capitalismo nos consome e nos sufoca,
Em uma sociedade onde a alma a cada dia se enforca.
O sistema nos engole, nos suga a essência,
Enquanto a felicidade se esvai da nossa vivência.
Em um ciclo cansativo, a vida se desfaz,
Um fardo pesado, que nunca se satisfaz.
Um sistema que nos enjaula e, que nos mata,
Nos rouba a liberdade e, nos despedaça.
Trabalhamos por necessidade, por sobrevivência,
Enquanto nossos sonhos se perdem na displicência.
A vida não se resume a um ciclo cansativo,
Há espaço para sonhar, para sermos cativos.
Vamos lutar por um mundo em que seja mais humano,
Onde o trabalho não seja, meramente um engano.
Encontremos a essência além desse sistema,
Reinventemos as regras, quebremos a algema.
Pois, a vida é mais, do que trabalho e dor,
E, merecemos viver, plenamente, com amor.
Há esperanças...
A dúvida se existe amor entre a gente,
Como saber? Como ter certeza? Como não ter medo de ir?
São cascas de ovos,
São discursos pesados,
São caras fechadas,
São corações acelerados.
Em momentos...
São gritos ecoados,
São dedos apontados,
São discursos vazados,,
Em momentos...
É um amor que as vezes se esvazia, mas as vezes preenche,
É um amor que as vezes entristece, mas as vezes alegra,
É um amor que as vezes dói, mas as vezes cura.
Em momentos...
É um amor que nos condena,
A querer seguir separados,
Mesmo muitas vezes,
Não querendo.
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