Encontro entre Amigos
O Paradoxo Humano
Entre o gênio e o psicopata, existe o ser que sente.
Não brilha demais, nem enlouquece por completo —
mas carrega dentro do peito uma guerra silenciosa.
Ele teme, mas enfrenta.
Cansa, mas insiste.
Diz que vai desistir — e logo recomeça.
Não resolve o impossível com fórmulas,
nem vence o medo com frieza.
Vence pela teimosia de continuar,
mesmo quando o mundo desaba.
É paradoxal:
chora, mas sorri.
cai, mas cresce.
erra, mas entende.
E talvez seja esse o verdadeiro dom:
ser contraditório, mas inteiro.
ser falho, mas real.
ser humano — e ainda assim, desafiar o destino.
Entre papos e beijos que nunca batemos,
todos os beijos e papos que nunca demos.
Eu entendo.
Mas o tempo… o tempo ainda respira entre nós.
E, pelas regras silenciosas do universo,
das probabilidades e dos amores intensos,
a gravidade há de nos unir,
a entropia há de nos poupar,
e o tempo — esse mesmo tempo —
ele contará.
Anderson Delfino @d
“Por muito tempo, eu estive nesse meio.
Preso entre o que já foi e o que poderia ser, observando a vida passar.
Até o momento em que percebi que era hora de escolher uma fila, de seguir adiante.
A libertação não vem quando fugimos do passado, mas quando paramos de carregá-lo.”
Entre a confiança, a esperança e a falibilidade
Com o passar do tempo, torna-se inevitável perceber o quanto as relações humanas são frágeis. As notícias e os comportamentos do cotidiano nos colocam em xeque quanto à possibilidade de confiar verdadeiramente nas pessoas — especialmente naquelas que acabamos de conhecer. Mas essa constatação não é pessimismo; é apenas o realismo de quem enxerga o mundo sem ilusões, mas ainda procura significado dentro dele.
A confiança, apesar de difícil, continua sendo um gesto de coragem. Confiar não é negar o risco, mas aceitá-lo conscientemente. Poucos serão realmente dignos dessa entrega, e alguns inevitavelmente quebrarão aquilo que construímos com sinceridade. Ainda assim, viver com o coração totalmente fechado é uma forma de morrer antes do tempo. A sabedoria está em não desistir das pessoas, apenas em aprender como, quando e em quem confiar.
Conforme as conquistas pessoais se acumulam, surge outro tipo de solidão — a de perceber que é quase impossível compartilhar certas vitórias com quem não viveu o sacrifício que as tornou possíveis. Há algo de silencioso no esforço que só é compreendido por quem o sentiu na pele. E quando dividimos nossas vitórias com quem apenas vê o resultado, sentimos o vazio de falar a um desconhecido. Esse distanciamento não é ingratidão; é apenas o preço natural do crescimento.
Diante disso, a esperança parece vacilar. Como mantê-la, quando tudo o que se observa na realidade parece contradizê-la? A resposta talvez esteja em mudar a forma como a entendemos. Esperança não é esperar que tudo dê certo — é decidir continuar mesmo quando nada garante que dará. É um ato de resistência silenciosa, a recusa de deixar que o caos apague o sentido.
Mas talvez o ponto mais importante seja reconhecer que nenhum de nós é feito de certezas imutáveis. Gostamos de acreditar que temos princípios inabaláveis, mas, na prática, o ser humano é falível. Nossos valores são testados pelas circunstâncias, e às vezes cedem — não por fraqueza, mas porque somos feitos de carne, medo e amor. O que nos torna íntegros não é nunca falhar, e sim perceber quando nos desviamos e voltar a nós mesmos.
Com o tempo, compreende-se que a força moral não está em ser incorruptível, mas em manter-se vigilante. Saber que podemos errar até no que mais consideramos importante nos mantém humildes. Impede que nos vejamos como especiais ou superiores. Essa consciência da própria falibilidade é o que sustenta a verdadeira integridade: a de quem não se esconde atrás de princípios, mas os vive com lucidez, mesmo sabendo que pode falhar.
Em última instância, amadurecer é isso: aceitar que a confiança será, às vezes, quebrada; que a esperança vacilará; que nossos valores, por mais profundos, serão testados. E ainda assim escolher continuar — não por ingenuidade, mas por coragem.
Porque, no fim, a grandeza humana não está em ser inabalável, e sim em reerguer-se consciente da própria fragilidade.
trazer pra vista o que não se traduz
há coisas que não cabem em palavras,
como o silêncio entre dois olhares,
ou o peso leve de uma saudade que não se nomeia.
há gestos que falam mais do que a língua alcança,
como o toque que diz “fica”
sem nunca ter dito “vem”.
trazer pra vista o que não se traduz
é como tentar mostrar o cheiro da infância,
o som da ausência,
a cor de um pensamento que nunca foi dito.
é desenhar com vento,
escrever com pele,
falar com olhos.
é fazer do sentir uma linguagem,
mesmo que o mundo não saiba ler.
porque há verdades que só o coração entende,
e há presenças que só se revelam
quando o verbo se cala.
“Orbitamos entre razão e desejo como cometas conscientes, arrastando caudas de lucidez pelo vácuo do inconsciente.”
entre as nuvens e as estrelas,
a música é o som vivo da natureza,
enquanto a fogueira e o bom vinho aquecem a noite inteira ...
#bysissym
Nada é mais perigoso
que o silêncio que
existe entre
duas respirações
que se desejam.
O amor é o infinito
instante em que a
pele reconhece a alma.
A Gaiola do Tempo
William Contraponto
Há uma grade que limita
Entre o depois e o agora,
Nem sempre é explícita
Tampouco era outrora.
Jogue como quiser jogar,
Aposte o que quiser apostar,
Ela não se curva
Diante de vontade curta.
Da gaiola do tempo ninguém foge,
Seu ferro molda até a ilusão,
Quem tenta dobrá-la, sofre,
Quem esquece, perde a razão.
A era em que nascemos nos prende,
Ergue costumes como grades sutis,
Mesmo que não sigas nem os defendas,
Carregas seu peso nos gestos febris.
O entendimento, talvez, se adie,
Plantado em futuro olhar atento,
E quando vier, quem sabe tardio,
Já não te abrace o sopro do tempo.
Escrever, verbo que pode ser intransitivo ou transitivo, a depender…Com ele transitamos entre pensamentos e letras, entre lembrar e esquecer… E no entanto, não tão De repente, um desejo de ser, de conjugar o verbo escrever… Eu escrevo, tu escreves… Escrevemos nós e pensamos nas entrelinhas…E perdemos memórias.. Com medo ou intrepidez , desatamos nós… lembranças de poemas, livros e do verbo sofrer… Podemos nos perder em devaneios ou nos achar em uma realidade concreta e intensa demais… sonhar o dia inteiro, e deixar a noite fria nos acordar… Andar sob a Lua, sentir a escuridão da noite… Noite, substantivo feminimo , comum e abstrato…Assim como sinto minha alma : comum e abstrata, porém intensa e infinita … Em busca de um dia vê minha imagem e semelhança através do espelho , do reflexo dos meus próprios olhos…Vê o sol se pôr e contemplar a face a face a beleza do meu Criador!
Fecho um ciclo, contemplo as lições. Entre risos e lágrimas, recrio paixões.
✍️ @opoetatardio — Pedro Trajano
opoetatardio.blogspot.com
- Relacionados
- Frases de reencontro com amigos (laços que o tempo não apaga)
- 57 frases para amiga especial que traduzem essa ligação única
- É sempre bom rever os amigos: frases sobre a alegria do reencontro
- Reencontrar amigos não tem preço (o verdadeiro valor das amizades)
- Mensagens para Amigos
- 72 frases de amigos que reforçam o valor da amizade
- Frases Românticas para Amigos
