Emoção
Intenção sem ação é igual a nada, porém, ações feitas sem controle das emoções são certezas de grandes tragédias administrativas.
"Há quem sinta um prazer sombrio em semear a discórdia, agindo como um carrasco das emoções alheias. Mas a contenda é um bumerangue: ela sempre volta para as mãos de quem a lançou."
O Chão das Emoções
Nesse terminal, o tempo é um nó,
Feito de braços que não querem soltar,
E de mãos que acenam, ficando sós,
Enquanto o destino insiste em passar.
Vivi o amor que chegava com pressa,
No abraço que abafa o som do lugar,
Onde o mundo lá fora não mais interessa,
Pois o meu universo acabou de desembarcar.
Mas vi também o reverso da sorte:
A despedida amarga, o peito vazio,
Quando a saudade sopra mais forte
E o resto da tarde se veste de frio.
Lágrimas que caem, molhando a memória,
Saudade que nasce antes mesmo do fim...
Nesse terminal ficou metade da história,
E a outra metade, hoje vive em mim.
Poesia de Islene Souza
EU somente
Se eu não sentisse essa rede de emoções — por mais clichês que pareçam —, esses sentimentos que me tomam dia após dia, eu não seria um ser humano; seria apenas um ser existente.
O choro inunda os olhos, pois nem sempre sabemos controlar as emoções.
Mas o cuidado divino não é passageiro nem superficial —
ele é sólido, seguro, e nos protege daquilo que um dia já nos feriu.
De alguma forma, todos somos incompreendidos em nossas emoções e sentimentos. Não há perfeição em ser ou agir. Talvez... a perfeição esteja no modo de ver ou sentir.
Nelson Martins diz...
Quando me faltam palavras...
Sobram-me emoções
Quando me faltam sorrisos...
Sobram-me esperanças
Quando me faltam carinhos...
Sobram-me lembranças.
Mas quando me falta você,
seu amor... Meu coração
sopra sem direção!?!
Intensidade
Na poesia
Meu silêncio grita
Minha voz emudece
Emoções explodem
Sentimentos se
desnudam
Me afago, respiro
Deleito-me
Renasço
Gestão emocional: transformando emoções negativas em força criativa
As emoções são o motor que impulsiona a energia que circula dentro de nós; elas são, ao mesmo tempo, indicadores de onde a vibração está desequilibrada e fontes potenciais de energia bruta que podem ser refinadas. Quando surge a raiva, a frustração ou o medo, a tendência natural é fugir ou reprimir esses sentimentos, o que apenas cria um bloqueio energético que se acumula e atrasa a manifestação. A verdadeira arte da gestão emocional reside em acolher a emoção, reconhecê‑la como um mensageiro e, em seguida, transmutá‑la em força criativa. Por exemplo, ao sentir ansiedade antes de uma apresentação importante, em vez de tentar suprimir o nervosismo, respire profundamente, identifique a energia pulsante no peito e direcione‑a para a visualização de um desempenho confiante. Essa prática converte a energia nervosa em entusiasmo, elevando a vibração sem negar a experiência emocional. Outro caso prático é o da tristeza profunda que surge após uma perda; ao permitir que a lágrima flua, você libera a energia densa que estava presa, e ao escrever sobre o que aprendeu com a experiência, transforma a dor em sabedoria que pode ser usada para inspirar outras pessoas. Assim, a gestão emocional deixa de ser um simples controle e passa a ser um processo de alquimia interna, onde cada sentimento negativo se torna matéria-prima para a construção de uma realidade mais alinhada aos seus desejos.
E o sol foi tirar um cochilo atrás das nuvens cinzentas (sentimentos e emoções tristes) e é por isso que existem dias nublados.
Já estivemos lá e já estivemos aqui e nesse turbilhão de emoções e sentimentos confusos e abstratos não sabemos se estamos no começo ou no fim do caminho. A vida é um labirinto...
BARCO DE PAPEL
Desilusões, emoções que vêm e vão.
Como ondas?
Sim! Em pensamentos abstratos como papel.
Onde?
No mar, o coração é o barco sem comandante…
E se naufragar?
Não vai! Minh'alma é o leme nesta vida errante.
Lu Lena
ÀS VEZES LOBA...
Como uma loba
às vezes libero
num uivo híbrido
minhas emoções
mais funestas no ar
e na total escuridão
numa noite intrépida
como testemunha
e cúmplice daquilo
que só eu sinto…
apenas o esplendor
do luar…
Psiu...Silêncio!
Já chorei tanto que minhas lágrimas foram parar no oceano das emoções onde a calmaria me traz a paz... então descanso meus olhos vermelhos e inchados numa ilha deserta onde só minha alma enxerga a miragem de um oásis que minha fé alcança.
Psiu... Silêncio!
Porque esse murmurinho externo pode afastar a esperança que veio me salvar...
FENDA DO TEMPO
Fui parar num porão empoeirado de emoções e sentimentos lacrados em baús pesados… onde vejo um redemoinho de pássaros rompendo os grilhões em busca da liberdade…
no meu pensamento que foge por entre a fenda do tempo e do espaço compactado…
sobrevoando um coração que bate condescendente, cansado, mas com saudade…
cheirando mofo e decompondo-se em lembranças mortas sepultadas na vida que ri e chora da minha sina ególatra que serve de farol numa luz que ofusca meu olhar nublado…
BARQUINHO DE PAPEL...
Desilusões e emoções subalternas que vem e vão.
Como ondas?
– Sim! E navegam em pensamentos loucos e oscilantes…
Onde?
- Em alto mar onde meu coração é o barquinho de papel sem comandante…
E se naufragar?
- Não vai! Minha alma é o leme dessa minha vida errante…
OUÇA A VOZ DO SILÊNCIO...
Nossos pensamentos estão num turbilhão de emoções confusas?
Ruminando num só pensamento fixo e perdido?
- Se sim, então precisamos ficar quietinhos no nosso canto e sem
interferências e palpites de outras pessoas para que esse pensamento
(fixo e perdido) se disperse e nossa voz do silêncio consiga nos dizer
o que temos que fazer para que nossas emoções se acomodem e se
sintonizem para que continuamos a seguir nosso caminho com firmeza
e a tranqüilidade de espírito.
