Emoção
Aquarela do Amor
Nas trilhas do destino, o encontro se fez,
Dois seres em sintonia, laços tecidos de vez.
Era um conto a desvendar,
O casal se entrelaçava, no amor a navegar.
Ela, brisa suave que acalma o mar,
Ele, sol radiante, a vida a iluminar.
Juntos, como folhas dançando ao vento,
Pintavam quadros vivos, num eterno movimento.
Seus olhares, estrelas cintilantes no céu,
A sinfonia do amor, doce e singela como um véu.
No compasso dos dias, a trama se urdia,
Cada página escrita, uma nova poesia.
Em cada gesto, um buquê de emoção,
Nas entrelinhas, escondiam-se afeição.
Cada beijo, uma chama a incendiar,
E a cada abraço, o mundo a desacelerar.
Sob o sol a sorrir, em dias claros a se ver,
Nas noites escuras, juntos a sobreviver.
Mas em todas as estações, lado a lado a caminhar,
Sob o véu do destino, o amor a florescer.
A jornada eterna, como uma constelação,
Que guia os apaixonados, em doce fascinação.
Um enredo que encanta, como um cântico sereno,
Que ressoa nos corações, em um amor pleno.
Jorge Guilherme: Voz e Alma
Nas noites quentes da juventude,
Ecoava um canto forte e vibrante.
Um homem, um sonho, uma atitude,
Um artista, um astro, um amante.
De alma leve, mas de passos firmes,
Um batalhador que nunca cedeu.
Derrubou muralhas, venceu os medos,
Da dúvida e da dor, e não se perdeu.
Sua voz é vento que sopra a paz,
É fogo que arde em cada canção.
No palco, sua alma dança,
Explodindo em notas de emoção.
Humilde, leal, um homem de fé,
Que nunca se curvou ao destino.
Seguiu cantando, venceu de pé,
Fez da luta seu hino divino.
E quando a música toca no peito,
Revivo os dias, os palcos, o som.
Pois cada acorde carrega o jeito
De um gigante que canta no tom.
Por que indivíduos que nutrem antipatia precisam reencarnar como parentes, como pais e filhos, mães e filhos, ou em outros laços familiares? Qual seria o propósito desse fenômeno? Não seria mais apropriado que essas pessoas se distanciassem? Assim como o amor magnetiza, o ódio também atrai almas. Semelhantes se conectam, mas opostos também se atraem de maneiras distintas. A verdade é que no plano espiritual, o espírito sofre com a presença de ódio. Incapaz de encontrar paz envolto em raiva e ressentimento, ele precisa retornar à vida para transmutar esse ódio em amor, alcançando assim a serenidade. Entretanto, não é necessário que esses espíritos se afeiçoem mutuamente; basta que não vivenciem sentimentos negativos que os causem sofrimento. Se subsistir algum ódio, mágoa ou culpa, é imperativo que voltem para se libertarem dessas emoções. Esse é o objetivo primordial do retorno: libertação. A evolução espiritual é impossível enquanto estiverem aprisionados por sentimentos, crenças ou ódios. Analogamente, um viajante não pode prosseguir se estiver emocionalmente ligado a uma cidade visitada. Se permanece preso, mesmo ao explorar novos lugares, algo o atrairá de volta, e eventualmente terá que regressar para se libertar. A liberação é crucial, pois carregar consigo o apego emocional a uma cidade passada impede o pleno desfrute de outros lugares. Contrariamente, espíritos com laços familiares na Terra não necessitam concordar para se libertarem. Mesmo que um deles evite entendimento, o desejo de paz do outro possibilita a liberdade sem depender do perdão ou compreensão mútua. Todos os espíritos vêm à Terra para emancipar-se da materialidade, sentimentos e pensamentos aprisionadores, buscando a libertação do sofrimento. Não é preciso gostar uns dos outros para atingir essa libertação. Na verdade, a proximidade emocional dificulta a libertação, enquanto a indiferença possibilita a quebra do vínculo kármico e a eliminação do sofrimento.
Fogo ou brisa
Ah, a paixão...
Ela é vida, intensidade
Chega a ser pura insanidade
Te leva ao extremo
É êxtase, emoção
É sensação mais próxima da morte
Que poderás sentir.
O amor... este é leveza
Sensação gostosa de sentir
É riso sem motivo
Emoção, serenidade
Também é êxtase
Sensação mais próxima do céu
Que poderás sentir.
A paixão
O amor
Ambos são vida
Uma fogo
Outro, brisa.
Coisa boa é ter um amor
Ou uma paixão na vida.
A poesia e eu
Não nos desagradamos, claro!
Porém, tampouco nos entendemos
Então versamos em tempos distintos
Eu inerte no meu, ela a espreita no dela
E quando o relógio badalar no meu coração
E a emoção ecoar em meus pensamentos
Ela despertará, cantará comigo
E juntas dançaremos uma ciranda.
Se os pensamentos são a linguagem do cérebro e os sentimentos são a linguagem do corpo, a vibração do som com emoção traduzem a localização dessa alma.
Dizem que não falha, dizem que é oque falta na humanidade, ouço dizer que é a cura de toda maldade... dizem que é algo puro e verdadeiro, mas onde está esse tal de amor que apenas ouço falar? Estão nos puros de coração... nos que sentem fé e são cheios de emoção.
Há momentos em que as palavras fogem, as pessoas simplesmente desaparecem.
O incômodo da ausência diante da insípida saudade.
Determinamos, hora, data e local.
É determinado o começo, um breve meio e um inóspito fim.
Porém, o fim nem sempre é o desejo e o desejo raramente é explícito.
Assim nascem os fantasmas e surge o vazio de uma distância.
Somos seres inteligentes, intelectuais, racionais, mas débeis infantis nas peripécias da paixão.
Gostaria de ter dito, de ter gritado e de não ter esperado o inesperado.
Mais uma grande lição.
Que o som do meu coração, e a voz da minha intuição sejam sempre superiores aos barulhos de meus pensamentos.
Temos duas linhas de decisões na nossa vida, uma é o caminho da mente que nos conduz para o que é prudente, sensato, seguro, racional e coerente, a outra é o coração que nos faz agir impulsivamente, transbordando emoções de raiva, tristeza, melancolia, saudade, paixão e amor, ambos seguem para caminhos que nem sempre se cruzam mas todos vão formar a trilha que conduzirá para irmos colhendo o que plantamos, seja bom ou ruim.
Deveria te riscar da minha agenda, não te procurar e deixar meu coração mais leve sem expectativas ou esperanças, mas algo no fundo da minha alma não quer deixar você sair da minha vida e por mais distante que você esteja, por mais que me ignore as vezes eu não consigo deixar de te querer. Preciso encontrar meu amor próprio e deixar você de vez mas como fazer isso??
Você não imagina como te quero bem e como quero te ver feliz. Prefiro que me diga do jeito claro que você sabe ser que não quer falar comigo e que nada vai existir entre nós, que voce nao me quer e sequer gosta de mim, seria mais fácil. Eu Prefiro ler suas palavras de desprezo do que ser ignorada, sem respostas..não consigo deixar de dizer e muito menos sentir o quanto estou apaixonada por você.
O amor é de uma natureza que se compreende em toda a parte, emocional, mas também como recompensa. Essa é a natureza do amor abrir um caminho, lidar na convivência ,quando encontra-se diferenças.
Para muitas atitudes ou manifestações, devemos apenas ver, ouvir e calar.
E com isso aprenderemos muito, e não agiremos com a emoção e sim com a razão.
"Amigos", podem nos magoar com pequenas atitudes.
Sim, pequenas!
Porém não devemos valorizar demais essas pequenas punhaladas!
Dê-se valor!
"Palavras são como beijos: tocam a alma, deixam marcas e carregam a força do que não se pode ver, mas sentir."
A menina que dançava
Falaram-me de uma menina,
Que enquanto descobria seu ritmo,
Pensava-se menos leve,
Que o ar que a circundava.
Seu corpo feitio de brisa,
Se deslizando compenetrado,
Já mostrava que havia canto,
Mesmo quando não escutavam.
Parece-me que seu cabelo,
Poderia ser azul esverdeado,
Como se fosse coreografia de raios,
Se estendendo em sua face.
Como a desconheço, dar-lhe-ei o nome Eduarda,
Aquela que guardou nos pés,
A dança como abrigo,
E se foi envolvendo de ritmos,
Pungidos de existência.
Assim lhe surgiram os duetos,
Com seus deleites sonoros,
E também o estrondar de tambores,
Sucedendo sinfonias.
A esperança lhe chegou,
Como um bale compassado,
Mantendo firmes os braços,
Olhando para o alto, a seguir na direção.
As vezes até parece,
Que nem sequer percebia,
Que viver também se aprende de dança,
Que o tempo faz emergir.
Dança-se no silêncio da alegria.
Na tristeza acalentada.
Descobrem-se em distintos momentos,
Cenários convertidos de linguagens.
Na há movimento sem emoção,
Pulsar alheio, sem sonoridade.
Se dança com pó no rosto,
Com o brilho de enfeites costurados.
Mal sabe essa menina, que um dia lhe contarão,
Que estava a dançar com dor e graça,
Feita melodia de passos,
A poesia dançante da vida.
Carlos Daniel Dojja
In Poema para Crianças Crescidas
Quando fores capaz de olhar para dentro de si
acharás a causa dos problemas
A tendência é sempre olhar para fora
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