Emoção
Já não há emoção ao acordar,
Já não há emoção a cada amanhecer...
Já não, não meus Senhores...
Já não sinto aquela chama na minha vivência
As vezes tento esquecer, mas me esqueço de se esquecer e acabo de me lembrar.
As vezes quero falar, mas você já não está para me ouvir,
Agora só lembranças que fica,
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Queria eu poder dizer-te tudo que está dentro de mim,
Poder espelhar-te os meus ansejos, mas sei que é rochoso a intercalação.
Só costumes, só dor, só lembranças, só hábitos... Nada mais poderei fazer para ter o seu físico no meu mundo.
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Adeus manhã tristonha,
Hei-de recordar-me de ti sempre
Porque levaste consigo uma parte da minha felicidade.
Poeta é aquele que dá sentido
Lê com emoção, admira sem precisão
Sofre, chora, alegra-se em sua compreensão.
Eu sou apenas uma mera coincidência
Esvazio-me nas letras
Escrevo da vida, à minha maneira.
Se a sua vida segue muito difícil aproveite tal oportunidade. Faça-o como eu. Dê esta emoção a mais, á sua biografia.
Mesmo que a poesia seque em mim
Entre espinhos, lamentos e emoção
O poeta é como o sequioso cerrado
Sobrevive as intemperes do sertão
Duma gota tem o embrião brotado
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Rio de Janeiro, RJ
Moça do cabelo dourado meio encaracolado
Você é mais que uma emoção
Te dou a minha vida e dou até meu coração
ciscando
busco significação
no cesto de entulho
do fim do ano
e eis que tenho na emoção
- monotonia –
uma folha em branco
e uma acinzentada poesia...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Cerrado goiano
Desejo
Quem me dera ter vivido poeta
Ter olhos que veem a emoção
Mãos pra cantar a canção certa
Fazendo poemas da inspiração
Ah, quem me dera!
Saber rimar frases de amor
Compor rimas com quimera
E na quimera lapidar a dor
Quem me dera, ah!
Ter a estrofe certa pra paixão
Na quadra ter a sublime forma
E doces versos para o coração
Ah! Sonhador de ser poético
E neste sonho muito quisera
E o pouco que faço é sintético
Ser poeta? Ah, quem me dera!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Cerrado goiano
legado
os poemas sempre ficam
são guardamos na emoção
quem escreve os ratificam
na imaginação da inspiração
quem os lê se transformam
e viram parte da narração...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Cerrado goiano
AFETO
vem sem nome
vem de dentro
é emoção um sentimento
eu preciso
já não me aguento
é carinho ou amor
mas pode vir
de uma dor
é pra ele ou pra ela
um objeto ou ideia
sou sensível já chorei
o que eu quero procurei
é relação ou afeição
vem direto do coração
admiração, simpatia
um carinho, harmonia
prazer ou não
lembramos que estamos juntos
vamos dar as mãos
A energia de nosso pensamento deriva da emoção que nele impregnamos e proporcional é o seu processo de ação.
Toda ação carregada de emoção exagerada, confronto ideológico ou injustiça na internet, causa arrependimento: quebra de confiança!
CORAÇÃO EM PASSAS (soneto)
Ah! quem há de poetar, saudade penosa e tirana
O que na emoção cala, e o versar não escreve?
- Range, doí, pregada na lembrança, e, em greve
Sente, em amargos no peito, o que era soberana
O coração em passas, e é um redemoinho fulana
Em explosão, fria e grossa, e ao enamorado deve
E ao olhar desalentado asfixia o pensamento leve
Que, paz e harmonia, saem em ignota caravana...
Quem o verso alcançara pra a rima desta solidão?
Ai! quem há de amenizar, assim torna-la tão breve...
Se infinito é o silencio; E o vazio então agiganta?
E os lábios secam. E o olhar chora. Tudo em vão?
E a sensação se refugia num sepulcro de neve?
E então as trovas de amor esvaem na garganta?
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
12 de março de 2019
Cerrado goiano
Um dia depois.
Olavobilaquiando
SONETO "X"
Como o talho do punhal numa emoção
A perfídia escorre do peito num sofrer
Num fio navalhado dentro do coração
Que no sentimento se põe a morrer
Mora em mim o teu "x", tão mutilação
Que o amor não mais pode entender
Vida e morte em uma una conjunção
Que o meu ser se cansou de ceder
Viver a presença e não a solidão, sorte
Pois o suporte não se acha pelo chão
E tão pouco para paixão é um aporte
Então, domine o teu querer, tua ilusão
Viva a vida, tão breve, com total porte
E tenhas equilíbrio no sôfrego coração
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2017, outubro
Cerrado goiano
"O balanço correto entre a razão e a emoção é o caminho para a felicidade, quaisquer seja o seja o desequilíbrio de um dos lados e tudo estará perdido"
formas
formas na emoção
olhar fixo no infinito
universo em conspiração
a dor além do manuscrito
são feitios do coração
são áreas de um rito
que moldam a paixão
e faz do amor erudito
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
janeiro de 2016 - Cerrado goiano
