Emoção
A arquitetura oculta do ser se revela quando a obra destrói a lógica com sua emoção, fundando no caos do sentir a única verdade que a razão jamais ousou decifrar.
Reno Fioraso
A emoção deve ser subjugada pela razão; a razão, subjugada pela fé bíblica, que resulta na vida eterna. ✝️
A queda do rei Salomão ocorreu porque ele priorizou a emoção, depois a razão e a fé. O correto é: fé, razão e emoção.
📖 Provérbios 4:23 (ACF)
POR QUE UMA EMOÇÃO MUITO FORTE PARECE ESTAR SEMPRE CERTA?
Há momentos em que não apenas sentimos alguma coisa. Sentimos que aquilo que sentimos prova alguma coisa.
O medo parece provar que existe perigo. A raiva parece provar que houve injustiça. A culpa parece provar que somos culpados. A ansiedade parece anunciar que algo dará errado. A paixão parece confirmar que determinada escolha é correta.
Mas uma emoção pode ser absolutamente verdadeira como experiência e insuficiente como evidência.
Esse talvez seja um dos erros mais discretos do julgamento humano: confundir intensidade psicológica com autoridade para decidir.
Quanto mais intenso é um estado emocional, maior pode ser sua capacidade de ocupar nossa atenção. E aquilo que ocupa intensamente a atenção pode adquirir uma importância desproporcional no julgamento.
O problema não está em sentir.
Está em transformar automaticamente aquilo que sentimos em autorização para agir.
Entre emoção e ação existe um espaço que frequentemente atravessamos depressa demais. Nesse espaço deveria ocorrer uma pergunta: o que esta emoção está me informando e o que estou acrescentando à informação que ela realmente oferece?
O medo pode pedir investigação sem justificar fuga. A raiva pode sinalizar uma percepção de violação sem demonstrar que nossa interpretação está correta. A tristeza pode revelar perda sem definir o futuro. A ansiedade pode indicar incerteza sem possuir qualquer capacidade de prever acontecimentos.
Isso significa que regular uma emoção não é necessariamente diminuí-la. Podemos sentir intensamente e ainda assim recusar que sua intensidade determine, sozinha, a decisão seguinte.
Essa distinção está no centro daquilo que venho denominando autorização funcional e calibração discernitiva: reconhecer um conteúdo interno sem conceder automaticamente a ele o poder correspondente à força com que aparece.
Não precisamos negar o que sentimos para pensar.
Precisamos aprender a perguntar quanto do que sentimos merece decidir.
Porque sentir intensamente não é o mesmo que autorizar intensamente.
Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Educador, Escritor e Pesquisador
A emoção informa que algo aconteceu em nós; não decide, sozinha, o que devemos fazer com aquilo que aconteceu.
Carlos Eduardo Balcarse
Não devemos negar a emoção; devemos negar à emoção o direito automático de virar decisÃO.
Carlos Eduardo Balcarse
A emoção acontece; a responsabilidade começa no que fazemos depois que percebemos que ela aconteceu.
Carlos Eduardo Balcarse
COMO SABER SE ESTOU TOMANDO UMA DECISÃO PELA EMOÇÃO?
Sentir não é decidir.
Uma emoção pode ser legítima, intensa e até necessária sem que, por isso, deva determinar aquilo que faremos.
O problema começa quando confundimos a força com que sentimos com a autoridade que aquilo que sentimos merece possuir sobre nossas decisões.
Entre sentir e agir existe um espaço.
É nesse espaço que podemos perguntar: o que estou sentindo merece ser ouvido, mas merece ser obedecido?
Nem toda emoção precisa desaparecer para perder o comando.
Às vezes, amadurecer emocionalmente não significa sentir menos.
Significa sentir intensamente sem autorizar intensamente.
Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Educador, Escritor e Pesquisador
COMO NÃO DEIXAR UMA EMOÇÃO DECIDIR POR MIM?
Não precisamos expulsar uma emoção para impedir que ela governe uma decisão.
Podemos sentir medo e avançar.
Sentir raiva e não agredir.
Sentir desejo e não obedecer.
Sentir ansiedade e não transformar antecipação em realidade.
Isso acontece porque presença não é autoridade.
Algo pode estar intensamente presente em nossa consciência sem precisar possuir a mesma intensidade de poder sobre nosso comportamento.
Talvez a pergunta não seja:
“Como faço para parar de sentir isso?”
Talvez seja:
“Quanto poder sobre aquilo que farei estou concedendo ao que estou sentindo?”
Regular uma emoção não é necessariamente silenciá-la.
Às vezes é apenas retirar dela o direito de decidir sozinha.
Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Educador, Escritor e Pesquisador
"Emoção eu ainda sinto quando o trem na Minha Cidade passa e as pessoas acenam, sem mesmo nos conhecerem. Isso (a Mim) emociona!"
Texto Meu 1170
🚂🚂🚂
1539
" 'Na volupia do Meu Amor por Você, Dorinha, meu Coração explode de Emoção e Meus Olhos viram Cachoeiras de Lágrimas de Paixão. Estão 'veno'? Também sei escrever Tolices, Pieguices e Asneiras. Neste último caso, sem querer ofender o Asno (o Animal), ohquei?"
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