Ellen G White
Os anjos de Deus estão procurando desviar nossa atenção de nós mesmos e das coisas terrenas. Não os façais trabalhar em vão.
Todos quantos proferem o nome de Cristo, necessitam vigiar e orar, e guardar as entradas da alma; pois Satanás está em atividade para corromper e destruir, uma vez que lhe seja dada a mínima vantagem.
O efeito do pecado é o amortecimento das percepções morais, de modo que o malfeitor não se compenetra da enormidade da transgressão; e sem o poder convincente do Espírito Santo fica em cegueira parcial em relação ao seu pecado.
As publicações devem ser multiplicadas e espalhadas como folhas de outono. Esses mensageiros silenciosos estão iluminando e modelando a mente de milhares em todo país e em todo clima.
O verdadeiro arrependimento é mais que tristeza pelo pecado. É uma decidida renúncia ao mal.
Sejamos cristãos em crescimento. Não devemos ficar parados. Devemos estar mais na frente hoje do que estávamos ontem; aprendendo cada dia a ser mais confiantes, a depender inteiramente de Jesus. Assim devemos ir crescendo. Não alcançais a perfeição de um salto; a santificação é a obra de toda a vida.
Antes morrer do que pecar; é melhor passar necessidade do que defraudar; melhor passar fome do que mentir.
Deus tem pedras preciosas em todas as igrejas, e não devemos fazer denúncias impetuosas do professo mundo religioso.
Ao nos aproximarmos do fim tempo, a distinção entre os filhos da luz e os filhos das trevas será cada vez mais clara. Eles estarão cada vez mais em desacordo.
O espírito dos pequeninos pode ser ensinado a se voltar para Jesus, como a flor volve para o Sol as pétalas que se entreabrem.
É porque os ricos negligenciam fazer pelos pobres a obra que Deus lhes indicou, que eles se tornam orgulhosos, mais autossuficientes, mais indulgentes consigo mesmos e de coração endurecido. Afastam de si os pobres simplesmente porque são pobres, e isto dá a estes ocasião de se tornarem invejosos e ciumentos. Muitos se tornam amargos, impregnados de ódio para com os que têm tudo enquanto eles nada têm.
Foi a transgressão da lei de Deus – a lei do amor – que trouxe a dor e a morte. Entretanto, mesmo em meio ao sofrimento resultante do pecado, o amor de Deus é revelado.
Os espinhos e as ervas daninhas – as dificuldades e provações que tornam a vida tão cansativa e cheia de preocupações – foram designados para o bem do ser humano, como parte do preparo necessário no plano de Deus para erguê-lo da ruína e degradação causadas pelo pecado.
Apesar de todas essas evidências, o inimigo do bem cegou o entendimento das pessoas, de modo que elas passaram a olhar para Deus com medo e a considerá-Lo inflexível e incapaz de perdoar. Satanás levou o ser humano a pensar que Deus é um ser cujo principal atributo é a justiça severa, como se Ele fosse um juiz austero, um credor duro e implacável. Ele retratou o Criador como um ser que fica vigiando desconfiado, buscando erros e falhas nas pessoas para que possa condená-las. Foi para remover essa sombra escura e revelar ao mundo o infinito amor de Deus que Jesus veio viver com a humanidade.
O Pai nos ama, não por causa da grande propiciação; mas Ele proveu a propiciação porque nos ama. Cristo foi o meio pelo qual Ele pôde derramar o Seu amor infinito sobre o mundo caído.
Deus pode ser justo, e mesmo assim, o Justificador daquele que crê em Jesus.
Jesus é nosso Sacrifício, nosso Advogado, nosso Irmão, tomando a forma humana diante do trono do Pai, e por toda a eternidade estará ligado à raça que redimiu. Ele se tornou o Filho do homem. Tudo isso para que o ser humano pudesse ser erguido da ruína e degradação do pecado para refletir o amor de Deus e compartilhar a alegria da santidade.
