Eles se Acham Santos
Eu sou da paz
Se você gritar, eu vou apenas falar.
Se você me ofender, eu irei ouvir e ignorar.
Se você tentar me agredir fisicamente, eu vou recuar.
Você vai continuar agindo de forma desrespeitosa, mas talvez o meu silêncio traga-lhe uma reflexão.
A vida é muito preciosa para a preenchermos com atitudes tóxicas e que em nada contribuem para o nosso crescimento.
No final tudo vai passar.
Eu ficarei bem, espero que você também.
Eu sou da paz! 🤍
Nota:
Uma reflexão sobre as relações do cotidiano, sobre como as pessoas tratam as outras. O ser humano precisa ser reiniciado...
O ser humano precisa...
Comer, para o corpo se manter.
Vestir, para o nu cobrir.
Se abrigar, para o refúgio conquistar.
Estudar, para o cérebro estimular.
Trabalhar, para a habilidade aprimorar.
Se entreter, para a mente não adoecer.
Socializar, para alegrias compartilhar.
Em família conviver e a cada dia um pouco da vida aprender.
25/09/25
Eu e a minha dor
Eu, intensa, ela também.
Eu, temerosa, ela, tenebrosa.
Eu, pensativa, ela, ofensiva.
Ela é invisível, mas existe, e vem potente.
Ela é traiçoeira, não avisa, apenas surge e me derruba.
Sim, é uma dor minha, uma dor que eu não escolhi.
Se você me olha e me vê aparentemente feliz, não faz ideia de quanto dói aqui por dentro.
E mesmo que você se mostre solidário, jamais entenderá o que eu sinto.
Às vezes sou Frida: “A dor é parte da vida e pode se tornar a própria vida”, outras vezes sou Fiona: “À noite de um jeito, de dia de outro”.
Mas a vida segue e eu escolho ser feliz.
Nota:
Eu faço parte de 3% da população brasileira que é afetada pela fibromialgia, uma condição em que a dor é minha companhia.
No começo eu até pensava: “Tem gente que sente muita dor, pra mim é mais tranquilo.” Acontece que hoje eu passei a fazer parte daquele grupo também e isso me assusta.
É preciso viver um dia de cada vez, mas cada dia vem cheio de dor e angústia.
02/10/25
Diário de uma fibromiálgica 🖊️
Normalmente as dores começam lá pelas duas horas da madrugada. Elas começam um pouco tímidas, então ou vou me mexendo devagar na cama e até que consigo dormir um pouco mais, tentando não pensar nas pontadas que parecem vir de dentro do colchão.
Perto das cinco horas a dor fica insuportável e me obriga a levantar, porque eu já não consigo mais dormir.
Fico andando pela casa, faço alongamento e ligo a TV para assistir algo na esperança de esquecer a dor. Até que dá certo por alguns minutos.
Mas ela sempre me lembra: "Ainda estou aqui!". Isso faz com que eu ande mais pela casa e aumente os alongamentos. Sim, esses movimentos me ajudam. Acho que vou ter que me alongar por 24 horas.
Pentear o cabelo é trabalho árduo.
Vou insistindo e só assim consigo sair de casa para trabalhar, mas a dor vai comigo.
Percebo que no período da tarde me sinto um pouco melhor e consigo relaxar um pouco. E assim finalizo o meu dia, mas sempre pensando se o próximo será pior ou não.
Como sou muito persistente, não me dou por vencida. Essa dor não é mais forte que eu.
Percebi que o entretenimento me ajuda muito. Escrever, dançar, assistir a filmes e bater papo com os amigos são momentos que consigo relaxar bastante.
Eu já pensei muitas vezes: “Por que?”. E outras: “Mas não mata, poderia ser pior.” Eis a questão, ela não mata, mas maltrata todos os dias, é para sempre, é vitalícia como uma prisão perpétua. Eu, que planejei de viver até os 90, agora vou ter que viver com dor também até essa idade.
Para os que estão lendo esse texto: Não quero promover a fibromialgia, muito menos a minha dor, mas tenho necessidade de expressar o que sinto.
Penso que é algo que deve ser divulgado, especialmente porque há muita gente por aí que passa pela mesma situação que eu.
A fibromialgia mostrou sua verdadeira face pra mim há 3 meses. Eu sempre fui uma pessoa muito pensativa e reflexiva, mas tenho exercitado mais tudo isso nos momentos intensos de dor, já que é a única coisa que consigo fazer.
Acredito que todas as pessoas, de alguma forma, têm algum desafio na vida, e acho que esse será o meu maior desafio. Por outro lado, estou muito surpresa comigo, pois sinto que essa pessoa que sustenta esse corpo cansado está sendo muito forte e resiliente, o que poderia ter sido diferente.
Sou Frida, sou Fiona, sou Fênix.
Vida que segue!
Descobrir novas perspectivas é um sinal de resiliência e uma forma de refletir sobre a essência da vida.
Eu, fibromiálgica!
Sou Frida: “A dor é parte da vida e pode se tornar a própria vida.”
Sou Fiona: “À noite de um jeito, de dia de outro.”
Sou Fênix: "Renasço das cinzas todos os dias."
Desabafo de uma poetisa
Lembro de começar a gostar de fazer redação aos 10 anos, na 5ª série (foi no Colégio CESAM, não lembro o nome do professor), e as poesias começaram aos 12 anos, sob a orientação do saudoso Prof. Waldemir Vasconcelos, na Escola Pedro Álvares Cabral.
Impressionante como criar aqueles textos me fascinava, foi quando comecei o meu "Caderno de pensamentos", coisa de adolescente da minha geração.
Andava muito de ônibus e na janela pensava, pensava, e depois escrevia, escrevia...
Aos 14 produzi um pequeno romance (nunca publicado). Depois fui ampliando meus textos até lançar meu livro de poesias em 2008 e um livro de história infantil em 2012.
De lá pra cá não parei mais, estou sempre brincando com as palavras. Escrever poesia para mim é meditação e entretenimento.
Agora sim quero falar do motivo do meu desabafo...
Quando começo a escrever uma poesia, faço vários rascunhos, procuro sinônimos e antônimos, rimas, palavras poéticas, entre tantas outras coisas que são necessárias.
Depois que o texto fica pronto, faço uma busca na Internet para analisar o material e não correr o risco de plagiar alguém.
Eu jamais, absolutamente, jamais utilizei a inteligência artificial para criar meus textos ou fazer revisão. Recuso-me a fazer isso.
Então, um belo dia eu fiz dois testes:
Levei um de meus textos para o detector de plágio e confirmei 0%, mas quando coloquei no detector de IA constou 95%.
Como assim?
Quer dizer que a IA se apropriou do meu texto? É sério? Isso desacredita as minhas produções. Absurdo!!!
Por isso deixo aqui o meu recado para quem gosta de escrever: Atenção! Precisamos tomar cuidado com as nossas produções! Nunca devemos deixar que tomem posse delas!
As minhas pernas estão paralisadas agora. Estou cada vez mais intrigado com a minha doença. Os medicamentos para dormir estão cada vez mais fortes.
A dor é mais constantes. Fico quase metade do dia sem movimentos ou sem coordenação. A maior parte do meu dia eu fico deitado vendo TV. Não consigo mais praticar esportes. Não consigo mais correr. Não consigo mais nadar na piscina ou no mar. Não consigo mais ir ao supermercado ou fazer uma simples caminhada na rua sem que as pessoas zombem de mim as escondidas ou mesmo me tratem como uma aberração ou um criminoso.
Antes, eu conseguia lidar com maturidade e relevância, mas agora estou muito cansado de fazer isso. Eu já estou esgotado de ter de explicar porque ando assim ou porque falo assim ou porque estou tão agitado ou estou tão lento.
Também estou exausto das pessoas terem medo de mim, ou de quando aponto na esquina as mães da rua empurrarem seus filhos a grosso modo para dentro de casa. Estou cansado de cada lugar que eu decida viver eu tenha a desgastante tarefa de explicar tudo novamente. Estou cansado de fazer isso tudo sozinho.
Estou cansado de esperar o melhor das pessoas, principalmente que estão próximas de mim, e ver a mesma reação em casa do que tenho com estranhos.
Estou cansado de estar sozinho nessa jornada.
De nenhuma maneira sou vitimista e muito menos quero piedade dos outros ou ser um peso para alguém. Mas em algum momento, em algum instante eu gostaria de ser adulado e não ser merecedor do meu adulador.
Apenas ter um momento de refúgio sincero e afetuoso. Um momento de refrigério que não exigissem uma reciprocidade egoísta e hipócrita. Queria apenas um amor com com-paixão da forma mais singela possível.
Estou ficando cansado de ser forte. Estou cansado de ter que ser forte.
Estou cansado de ser o cara mais legal, destemido, bem humorado que muitas pessoas conhecem e ao mesmo tempo afastar todo mundo de mim devido ao sentimento vergonhoso de estar comigo.
Quando voce não pode agregar economicamente, o seu círculo vai ficando cada vez menor.
Ninguém se lembra do que voce já fez ou foi. As pessoas apenas querem saber o que elas podem tirar de voce que seja realmente benéfico para elas.
Mas tem uma coisa que eu posso realmente oferecer de bom grado e com muito orgulho as pessoas que chegam a mim, e que essa doença nunca poderá me tirar: O conhecimento e sabedoria.
Mas ninguém quer isso. Porque para muitos ou a maioria isso é fútil devido a vida fugaz, ignorante e vazia dessas pessoas.
Mas o pior é o julgamento de que o que eles vem é a resposta de tudo. E esse julgamento insano e vazio de pessoas sem conteúdo não os motiva a ter o trabalho de saber se a fonte ainda consegue matar a sede, não do corpo mas da alma.
Maldito seja o prazer imediatista e sem priores dos homens hoje, que jogam o jogo da vida, vivendo por viver.
Já estive presente com os seis anjos. E todos eles tiveram suas razões. Espero que sétimo não demore muito, pois já sinto sua falta. Já senti o gosto doce na minha boca, mas o meu estômago agora está amargo. E este é o momento. Já estou pronto.
Todos nós temos uma escolha. Mesmo que, em alguma situação, achemos que não há saída ou que não existem escolhas, sempre há duas opções.
É certo que, quando acreditamos que não há outra saída, é porque sabemos que a decisão mais correta é justamente aquela que trará mais sofrimento. E, por isso, a isolamos, pois temos medo de enfrentar o que seria iminente e sem perspectivas. E quando o sofrimento não traz recompensas, é difícil encontrar razoabilidade nessa escolha, mesmo que ela seja a mais certa e honesta.
É por isso que digo que, nessa guerra que travo dentro de mim, é impossível que haja empate. Nunca poderei conviver com o meu monstro. Ou eu venço, ou ele será o vencedor. Nós dois não podemos viver lado a lado.
Quem cederá? Esse monstro que se nega a ceder aos meus ataques constantes de esperança, subserviência, respeito e bom humor, e que, através da sua paciência em não reagir a nada, me mostra que os meus fracassos em incomodá-lo apenas me tornam mais fraco.
Esse monstro não reage, não ataca, não revida. Apenas se utiliza da minha fragilidade, dos desgastes mal-sucedidos, e avança lentamente, passo a passo. E, com essa estratégia, vai conquistando uma área cada vez maior do meu império.
E o pior de tudo isso é que toda área que ele conquista é impossível de ser recuperada. Não há como voltar atrás. Tenho apenas uma opção: não permitir que ele avance. Mas o meu monstro é inabalável. Ele continua, silenciosamente, a conquistar.
Tudo o que lanço contra ele não dá resultados. Táticas de guerra, alianças políticas, concessões de privilégios — nada tem efeito benéfico a meu favor.
E agora estou ficando cansado. Cansado de tentar avanços sem sucesso, até mesmo invasões de inteligência e artilharia pesada que, no fim das contas, apenas atingem o meu próprio reino.
Na grande arte da guerra, o importante é conhecer bem o inimigo. Mas o que estou vivenciando é que, quanto mais conheço o meu monstro, mais o alimento — e mais forte ele se torna.
Quanto mais entendo como ele ataca, mais o conhecimento de sua força me faz recuar ou me tira as forças. E talvez seja isso que ele quer. O conhecimento de seu poder me desanima, e ele avança mais uma linha.
Mas, nessa guerra, não existe bandeira branca ou pedido de trégua. Não pode ser uma guerra milenar ou histórica. Alguém terá que vencer.
E essa é a grande questão: eu nunca perco. Eu nunca serei conquistado. Eu nunca me entregarei. Não suportaria viver na condição de vencido, nem aceitar ser escravo do meu monstro.
Isso, nunca. Não vou fugir. Mas, quando não conseguir mais defender meu reino, simplesmente desaparecerei. Pois não serei lembrado por ter sido escravizado, nem por terem levado meus despojos. Mas citarão meu nome como o de um guerreiro que, mesmo diante de um inimigo invencível, defendeu e honrou sua dignidade, e viveu até o limite de suas glórias já conquistadas.
Quero sair, quero aproveitar a vida que ainda posso me deleitar; mas não tenho forças.
Mesmo o meu corpo rogue por atividades a minha mente se mantêm estancável e imóvel.
O tédio me corrói, a solidão é visível. Mesmo a solitude sendo nobre e prezo por ela; mas estar sozinho é gritante, da mesma forma que é gritante como eu sou carente e necessito de estar com outras pessoas que me amem de verdade.
Sinto falta de conversas inteligentes, sinto falta de troca de cultura. Isso é necessário para o meu crescimento, principalmente para quem não cultua o físico ou não o convêm.
Eu procuro sempre pequenas coisas que façam sentido para continuar pelo menos aquele dia. Pelo menos até o começo da noite. Mas quando acho que encontrei pequenos sentidos, eu paro e não vejo mas nenhum sentido nisso. E novamente tudo fica de lado. E tudo fica triste. E volto ao meu sofá, vendo TV e fingindo rir de piadas rotineiras e infames.
Hoje aprecio mais as piadas de humor negro. Me sinto bem ao ouvi-las. Aprendi que pessoas que riem, sinceramente, de sua desgraça, são pessoas altamente inteligentes, pois reconhecem como Shakespeare que a vida é um sopro e nada significa.
Quando estou em algum lugar, sempre estou feliz por estar lá. Mas o caminho é muito desgastante, e normalmente ninguém quer passar isso com voce. Pois voce não vale a pena.
Estou cansado de estar cansado. Estou cansado de promessas de andar lado a lado quando estão na sua frente, mas basta estar longe e tudo vira meras falácias. Palavras sem sentido e esquecível para quem declama; mas para mim que acredito, dói muito se sentir apenas uma pessoa qualquer que apenas cruzou o caminho de alguém por afinidades parentais ou nem isso.
Sempre é assim. As coisas que antes me alegravam, nem me levantam da cama mais.
Eu grito e mostro como posso ser feliz, mas a pessoa ouve, olha no meus olhos e escuta uma coisa totalmente diferente.
Não sei até quando vou gritar e ninguém vai ouvir. Não sei até quando vou ter voz. E quando estiver mudo, ainda valerá a pena?
A vida e seus conflitos
Ter um relacionamento afetivo exige enfrentar divergências. Se você não tem paciência para lidar com incompatibilidades relacionais, fique sozinho.
Ter um emprego demanda paciência diante das discordâncias nas relações interpessoais. Se você não sabe lidar com as diferenças, fique desempregado.
Ter filhos ou ser mentor de alguém requer dedicação e responsabilidade. Se você não se sente apto a dar suporte ao outro, desista.
Por outro lado...
Se você não tiver um relacionamento afetivo ou um casamento, nunca terá a experiência de amar ou ser amado, de compartilhar as alegrias do cotidiano, de desabafar sobre os dias ruins ou de envelhecer junto.
Se você não tiver um emprego ou um trabalho, jamais terá a oportunidade de exercitar suas habilidades, de sentir-se útil na sociedade ou de socializar e construir amizades necessárias.
Se você não tiver filhos, não assumir alguém como mentor ou adotar um animal, nunca terá o prazer de ser chamado de pai ou mãe, de sentir a gratidão e respeito por ser essencial ou de receber um carinho ao chegar em casa.
Não importa o que façamos, sempre haverá conflitos. O importante é buscar a melhor forma de enfrentá-los e assim adquirirmos a serenidade e resiliência para seguirmos a vida.
Para alguns seres "pensantes"...
Não basta ser lindo, tem que ter vaidade narcisista.
Não basta ter poder, tem que ser autoritário.
Não basta ser rico, tem que ser avarento.
Não basta ter títulos, tem que ser arrogante.
As pessoas passam uma temporada como seres viventes, se relacionam com seus iguais, constroem uma vida pessoal, social e profissional e têm o livre arbítrio para escolher que tipo de indivíduo querem ser na sociedade.
Alguns decidem por comportamentos construtivos e saudáveis, já outros....
E assim caminha a humanidade.
Redes sem descanso
Diferentes das redes típicas da Amazônia, as redes sociais são uma terra sem lei, sem filtro e sem noção.
Há pessoas ganhando muito dinheiro divulgando conteúdos nada construtivos, enquanto há outros com material riquíssimo que parece não interessar à grande massa.
Vídeos com grosseria e desrespeito são virais, vídeos que denotam gentileza sempre ficam para trás.
Existem pessoas que têm milhares de seguidores, mas talvez nem tenham um número necessário de amigos.
Muitos são extremamente espontâneos em vídeos, mas sequer conseguem socializar com pessoas da vida real.
As redes sociais criaram pontes digitais, mas também produziram muros sociais.
Segunda idade
Se a terceira idade começa aos 60 anos, então podemos afirmar que a primeira idade vai de 0 a 29 e a segunda idade vai de 30 a 59.
É importante lembrar que é na segunda idade que o nosso corpo começa a sentir todas as dores do mundo (risos), mas a gente sempre dá um jeito de se divertir.
Amigos da segunda idade, ‘tamo’ junto!!!
