Ela é...

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Moça do Wi-fi

Ela é bela, com um ar europeu e um mistério que não se explica.
Índia de longas madeixas, pele clara marcada pelo sol e pelo tempo.
Ama tatuagens porque entende o corpo como território de memória, não de enfeite.
Carrega nas costas o peso do mundo, não por escolha, mas porque alguém tinha que segurar.
E ainda assim caminha com a alegria de quem decidiu viver, mesmo atravessada por experiências que nunca pediu, nunca chamou, nunca mereceu.
Tem olhos que já viram demais e um silêncio que diz tudo.
Não é frágil, é cansada.
Não é distante, é profunda.
E segue, porque parar nunca foi uma opção oferecida a ela.

A vida não ensina.
Ela rasga.
Arranca certezas pela raiz,
quebra promessas no joelho
e chama isso de caminho.
Os aprendizados vêm sujos,
sem legenda,
com gosto de perda na boca
e silêncio onde antes tinha nome.
A gente aprende sangrando,
aprende ficando,
aprende indo embora sem querer ir.
E mesmo assim, olha o absurdo,
continuamos vivos.
Não por força.
Por teimosia poética.

Eu a vi hoje.
Ela não me viu.
Eu também não senti nada.
Nenhum aperto.
Nenhuma pressa no peito.
Só reconheci.
E guardei.
Como quem salva um arquivo
que já não precisa abrir.

Mulher incrível não precisa provar que é incrível.
Ela só não se negocia.

Carol


Branca como a neve,
mas não fria...
Ela queima.
Ruiva de cachos indomáveis,
carrega o incêndio no próprio nome.
Onde passa, deixa rastro.
Brava como todo sagitariano que se preze,
não abaixa a cabeça,
não mastiga palavra,
não pede licença para existir.
Carol não é brisa.
É rajada.
É seta lançada sem aviso.
E quem tenta segurá-la
descobre rápido:
ela não nasceu para ser contida —
nasceu para atravessar.

Maria Eduarda


É Escorpião.
Não brinca de ser intensa... Ela é.
A mentira nela não passa impune,
é faísca em palha seca.
O olhar fecha, a boca cala,
e quem mentiu sente o peso do próprio erro
sem que ela precise levantar a voz.
Diva da ansiedade....
mente acelerada, coração em vigília.
Às vezes mal interpreta, reage antes,
mas quando decide quebrar tudo
não é descontrole ..
é estratégia.
Ela não explode à toa,
explode para encerrar.
Dona do silêncio.
E o silêncio dela não é ausência,
é cálculo.
É água funda.
É escorpião recolhendo o ferrão
até achar o ponto exato.
Age na calma.
Mas a calma dela é vulcão adormecido.
Terra que sustenta.
Fogo que consome.
Contradição viva ...
abraça e queima no mesmo gesto.
Ela sente demais.
Ama demais.
Odeia com a mesma medida.
Não sabe ser rasa.
Ou mergulha
ou atravessa.
Num segundo está em guerra,
no outro já decidiu o destino.
Porque Escorpião não hesita quando entende.
Ela observa, registra, aprende....
e quando resolve,
resolve inteiro.
Maria Eduarda não ameaça.
Ela cumpre.
Não fala o que fará...
faz.
É tempestade com propósito.
É lealdade feroz.
É intensidade que assusta quem vive pela metade.
E quem a chama de exagero
nunca teve coragem
de encarar a própria verdade.

A vida não anuncia quando vai surpreender.
Ela só abre a porta
e coloca alguém que muda o clima do ambiente.
Pessoas incríveis não chegam fazendo barulho.
Elas chegam alinhando o caos.
Organizam o que estava bagunçado só com presença.
São aquelas que não pedem palco,
mas iluminam o cenário inteiro.
Não vêm para preencher vazio.
Vêm para expandir quem você já é.
Elas não te salvam...
te lembram da tua força.
Não te prendem...
te impulsionam.
E quando cruzam seu caminho,
é como se o mundo dissesse:
“Agora você está pronta para algo maior.”
Mas existe um detalhe que poucos entendem:
pessoas incríveis não ficam onde não são valorizadas.
Elas são encontro.
Não insistência.
Então, se a vida te apresentou alguém assim,
não trate como acaso.
É presente.
É espelho.
É oportunidade de crescer junto.
E, às vezes…
é a prova silenciosa de que você também se tornou incrível.

Stephanie


Ela é de Capricórnio.
Não nasce.. se constrói.
Pedra sobre pedra, silêncio sobre silêncio.
Independente
porque aprendeu cedo
que promessas quebram
e quem segura o mundo
é quem não o larga das próprias mãos.
Fiel de poucos amigos —
não por frieza,
mas por profundidade.
Raiz não se espalha na superfície,
raiz escolhe onde fincar.
Ela parece inverno,
mas quem atravessa o frio
descobre abrigo.
Ama sem espetáculo.
Cuida sem anúncio.
Fica.. quando decide ficar.
E quando escolhe alguém,
não é impulso.
É destino assinado em rocha.

Paula


Não desenha.
Ela escuta.
Enquanto o mundo fala alto,
ela inclina o ouvido
e capta o que a pele quer dizer.
Astuta... lê silêncios.
Inteligente... entende que tinta é memória líquida.
Sincera... não promete eternidade,
mas entrega verdade.
Nas mãos dela
a dor não é castigo,
é rito.
A agulha não fere,
acorda.
Paula é dessas artistas raras
que não marcam corpos..
revelam histórias.
E quem passa por ela
não sai com uma tatuagem.
Sai com um capítulo escrito na própria carne.

Ela sempre foi movimento.
Casa girando em torno dela.
Mão que fazia, boca que orientava, olho que via tudo.
Era dessas mulheres que acordam antes do sol
e dormem depois da vida.
Sabia onde estava cada coisa.
Cada conta.
Cada remédio.
Cada problema.
Ela era memória viva da família.
Era calendário, era agenda, era conselho.
E agora…
O tempo resolveu brincar ao contrário.
O nome das coisas escapa.
Os rostos às vezes embaralham.
As histórias ficam pela metade.
Mas tem uma coisa que não foi embora:
a essência.
O jeito de segurar a mão.
O olhar que ainda procura cuidado.
A doçura que aparece em lampejos.
O Alzheimer não apaga quem ela foi.
Ele embaralha caminhos,
mas não destrói o que foi construído em décadas de força.
Existe uma inversão silenciosa:
quem foi porto vira mar aberto.
Quem guiava agora precisa ser guiada.
E dói.
Dói porque a gente lembra de tudo.
E ela… às vezes não.
Mas amar alguém com Alzheimer é aprender outra língua.
É repetir sem irritação.
É contar a mesma história como se fosse a primeira vez.
É segurar firme quando o mundo dela fica confuso.
Ela continua sendo a minha mãe.
Mesmo quando não sabe dizer seu nome.
E talvez agora o papel seja meu:
ser memória por duas,
ser paciência por duas,
ser colo por duas.
O corpo pode esquecer.
Mas o amor não desaprende.
E isso, ninguém tira dela. Nem de mim.

A vida não avisa.
Ela arranca.


Me tirou de um lugar às pressas, sem tempo de pensar, sem tempo de sentir.
Quando vi, já tava com o coração na mão e o corpo em outro canto..
outro teto, outra rua…
o mesmo peso.
E como se não bastasse, o destino foi irônico.
Me deixou exatamente onde eu não pisaria de novo.


Não por saudade.
Não por escolha.
Mas por necessidade.


A rua é a mesma,
o silêncio é diferente.
Eu passo sem olhar.
Não por fraqueza...
Mas porque dessa vez eu aprendi.
Tem portas que não se batem mais.
Tem nomes que não se chamam mais.
Tem histórias que não se reescrevem.. se enterram.
Eu já me dei demais.
Já fiquei demais.
Já insisti onde só eu existia.
Agora não.
Agora eu passo.
Fria por fora, inteira por dentro.
Porque ir embora, às vezes, não é sair do lugar.
É sair de quem a gente era quando aceitava tão pouco.

A vida não é justa ela nunca prometeu ser.
Ela pesa mais sobre alguns, aperta mais forte outros, e às vezes parece escolher exatamente quem já está cansado.
Mas existe um tipo de homem que a vida não consegue quebrar.
É aquele que sangra… e ainda assim não para.
Que sente a dor, mas não negocia com a desistência.
Que sorri não porque está tudo bem, mas porque decidiu que a dor não vai definir o seu destino.
A vida pode até não ser justa…
mas ela responde com respeito àquele que continua.
Porque no fim, não é sobre quem sofreu menos
é sobre quem, mesmo ferido, teve coragem de continuar avançando quando tudo gritava para parar.

⁠Reflita a vida
Que ela
Te ilumina.

⁠O azul do céu
foi perfumando
ela toda
vestida de nuvens

Ela e ele olhavam as estrelas
do céu juntinhos
Quando se abraçaram
E deram-se um beijinho.⁠

Cabocla carrega a tribo no sangue; pedir pra largar isso por um amor terreno é pedir pra ela rasgar a própria raiz. Não se escolhe o que já te escolheu antes do nome.🏹🏹

A beleza e o bom caráter

⁠Ela é relativa
Ele é notável
Ela é demasiadamente apreciada
Ele por vezes é ignorado
Ela movimenta o comércio
Ele conquista pessoas
Ela ilude
Ele inspira
Ela satisfaz o ego
Ele valoriza os princípios
Ela tem milhões de seguidores
Ele persiste em ser seguido
Ela é efêmera
Ele se eterniza

Eu e a minha dor



Eu, intensa, ela também.

Eu, temerosa, ela, tenebrosa.

Eu, pensativa, ela, ofensiva.

Ela é invisível, mas existe, e vem potente.

Ela é traiçoeira, não avisa, apenas surge e me derruba.

Sim, é uma dor minha, uma dor que eu não escolhi.

Se você me olha e me vê aparentemente feliz, não faz ideia de quanto dói aqui por dentro.

E mesmo que você se mostre solidário, jamais entenderá o que eu sinto.

Às vezes sou Frida: “A dor é parte da vida e pode se tornar a própria vida”, outras vezes sou Fiona: “À noite de um jeito, de dia de outro”.

Mas a vida segue e eu escolho ser feliz.





Nota:

Eu faço parte de 3% da população brasileira que é afetada pela fibromialgia, uma condição em que a dor é minha companhia.

No começo eu até pensava: “Tem gente que sente muita dor, pra mim é mais tranquilo.” Acontece que hoje eu passei a fazer parte daquele grupo também e isso me assusta.

É preciso viver um dia de cada vez, mas cada dia vem cheio de dor e angústia.

02/10/25

E mesmo antes de eu despertar para um novo dia
Lá está ela, a dor
Minha amarga companhia

O desafio de nascer mulher


Durante anos ela foi proibida de opinar
A sociedade decretou que ela não poderia escolher a quem amar
Por muito tempo ela foi ensinada que ao homem deve acatar
Ter sensibilidade a rotulou como alguém incapaz de comandar
Ela foi excluída do mercado de trabalho por engravidar
Todos os meses ela sente dores terríveis e vive a sangrar
Com medo de ser morta ela não consegue um relacionamento abusivo terminar
De forma obscura, com angústias e frustrações ela viu a sua vida passar
Mas descobriu que tem capacidade para seus sonhos cerceados alcançar
Perseverante, ela passou a questionar, resistir, gritar
E assim conquistou o seu espaço, mas ainda é julgada por não calar
Então ela decidiu apenas seguir em frente e a luta continuar


Santarém - PA, 07/03/26.