Ela

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Que você abrace a sua criança interior
com o mesmo amor
que ela sempre esperou de você.

Ela ainda mora em você,
esperando para ser amada.

*Saudade d'ocê*

Essa saudade d'ocê
é que me judia.

De dia eu disfarço,
de noite ela me pega.

Saudade do teu riso,
do teu abraço apertado,
da tua boca falando baixinho no meu ouvido.

Edilene, essa saudade d'ocê
não é pouca, não.

É saudade que dói no peito
e só passa quando ocê tá aqui.

Me perguntaram se ela era só minha amiga.
Eu disse que sim.
Depois me perguntaram se ela era a minha vida.
Eu disse que não…
Mas se um dia ela precisar que eu dê a minha vida por ela, pode ter certeza: eu dou.
Porque algumas pessoas não são apenas parte da nossa vida,são o motivo de ela ter sentido.
E às vezes, o que sentimos vai além do simples "amor" …
é algo que simplesmente não precisa de explicação.
Isso te faz lembrar de alguém?

Às vezes, você vai entrar na vida de alguém para dar o que ela nunca teve. Só que aí você vai descobrir por que ela nunca teve. E isso às vezes machuca de um jeito diferente, porque você não foi ingênuo; você foi generoso. Você teve paciência com quem nunca teve paciência, chegou com cuidado para quem nunca foi cuidado, deu presença para quem só conheceu o abandono.
No começo, até parecia que estava funcionando, né? Parecia que estava fazendo a diferença. Mas você acaba entendendo que há pessoas que não foram apenas feridas pelo que faltou; elas foram formadas por isso. E algo moldado tão fundo não muda só porque alguém chegou com muito amor. Essa pessoa só muda quando percebe que precisa mudar.
Você não muda ninguém que não quer mudar; você só se frustra tentando fazer isso. Quer um conselho? Seja gentil e compreensivo, mas aprenda a reconhecer quando o problema não é a falta de amor, mas o fato de que a pessoa ainda não está pronta para reconhecer esse amor.

O peso de continuar






Ela tinha aprendido a acordar cansada.
Não era aquele cansaço comum de quem dormiu pouco ou passou o dia trabalhando. Era uma fadiga mais antiga, dessas que parecem se instalar nos ossos e fazer morada nos pensamentos. O corpo doía em lugares que ela já nem sabia explicar, e a alma, de tanto apanhar da vida, havia perdido o costume de reclamar.


Morava num apartamento pequeno, onde a umidade desenhava manchas escuras nas paredes e o relógio da cozinha atrasava alguns minutos todos os dias. Havia uma torneira que pingava durante a noite, uma conta de luz sobre a mesa e roupas acumuladas numa cadeira que já não servia para ninguém sentar. A vida dela era feita dessas pequenas coisas que, vistas de fora, pareciam insignificantes. Mas era justamente assim que os grandes sofrimentos se apresentavam: não como uma tragédia de cinema, com música triste e despedidas bonitas, mas como uma sucessão de segundas-feiras.


O dinheiro nunca chegava até o fim do mês. As pessoas que prometiam ficar encontravam alguma razão para partir. Os trabalhos exigiam mais do que ela tinha a oferecer, e o pouco descanso que conseguia parecia insuficiente para reparar os estragos da semana anterior.


Havia manhãs em que permanecia sentada na beira da cama, olhando para os próprios pés, como se precisasse negociar com eles o esforço de levantar.


Não era preguiça. Tampouco falta de vontade.


Era o peso de quem vinha carregando coisas demais havia tempo demais.


O pior, entretanto, não era o que lhe acontecia. Era o que começara a pensar sobre o que lhe aconteceria dali em diante.


Ela já não esperava notícias boas. Quando o telefone tocava, imaginava algum problema. Quando alguém dizia que precisava conversar, preparava-se para uma decepção. Se alguma coisa dava certo, não conseguia comemorar inteiramente, porque logo pensava no que viria depois para estragar tudo.


A esperança, para ela, tornara-se uma espécie de dívida. Toda vez que acreditava que as coisas poderiam melhorar, a realidade aparecia cobrando juros.


Por isso, deixara de fazer planos.


Não falava mais em viajar, mudar de emprego ou começar alguma coisa nova. Quando perguntavam sobre o futuro, respondia com um sorriso breve e dizia que estava levando a vida. Era uma expressão conveniente, porque ninguém precisava perguntar para onde ela estava indo.


Naquela quinta-feira, choveu durante quase toda a tarde.


Ela estava sentada perto da janela quando ouviu três batidas na porta. Era um amigo antigo, desses que não aparecem todos os dias, mas que conhecem a diferença entre um sorriso verdadeiro e um pedido de socorro disfarçado.


Ele entrou trazendo dois cafés em copos de papel e um pacote de biscoitos.


— Você não atende mais ninguém — disse, deixando as coisas sobre a mesa.


— Não tenho muito o que dizer.


Ele tirou o casaco molhado, puxou uma cadeira e se sentou.


— Então não diga nada.


Ela estranhou. Estava acostumada a pessoas que chegavam com perguntas, julgamentos ou conselhos embrulhados em frases prontas. Gente que dizia que tudo ia passar, que era preciso pensar positivo, que havia pessoas em situações piores.


Como se a dor fosse uma competição na qual alguém pudesse perder o direito de sofrer.


Mas ele não perguntou por que ela estava daquele jeito. Não mandou que tivesse fé, não recomendou exercícios, não falou sobre gratidão. Apenas ficou ali, bebendo o próprio café enquanto a chuva batia na janela.


Foi justamente aquele silêncio que a fez falar.


Contou sobre as contas atrasadas, o medo de adoecer, as noites em que o sono não vinha e as manhãs em que acordar parecia uma obrigação pesada demais. Falou das pessoas que partiram, das promessas que não se cumpriram e da vergonha de já não conseguir ser a mulher que costumava ser.


Em determinado momento, começou a chorar.


Não chorou bonito. Chorou como choram as pessoas que passaram muito tempo tentando não incomodar ninguém com a própria tristeza. Interrompia as frases, limpava o rosto com as mãos e pedia desculpas entre uma palavra e outra.


Ele esperou.


Quando ela finalmente se calou, olhou para a janela e disse:


— Eu acho que as coisas nunca vão melhorar. Acho que a minha vida vai ser sempre isso. Um problema atrás do outro. Estou cansada de tentar acreditar em alguma coisa que nunca chega.


O amigo abaixou os olhos por alguns segundos.


Não porque não soubesse o que dizer, mas porque compreendeu que algumas dores merecem mais do que uma resposta rápida.


Depois, aproximou a cadeira.


— Posso te falar uma coisa? E você não precisa acreditar nela hoje.


Ela assentiu.


Ele respirou fundo e disse:


— Você está tentando julgar o resto da sua vida usando como prova o pior período dela. Está olhando para tudo o que sofreu até aqui e tratando esse sofrimento como se fosse uma previsão do que ainda vai acontecer.


Ela permaneceu imóvel.


— Eu não vou te prometer que amanhã será melhor. Não seria honesto. Talvez amanhã você ainda tenha as mesmas contas, os mesmos problemas e as mesmas preocupações. Talvez algumas coisas demorem muito mais do que você gostaria. Mas existe uma diferença enorme entre admitir que a vida está difícil e concluir que ela nunca poderá ser diferente.


Ele fez uma pausa.


— Você sofreu tanto que começou a confundir o cansaço com a verdade. Como está cansada de lutar, acredita que não existe mais nada pelo que lutar. Como se decepcionou tantas vezes, acredita que toda expectativa terminará em decepção. Eu entendo por que você pensa assim. Só não acho justo que você transforme aquilo que a vida fez com você numa sentença contra tudo o que ainda pode viver.


Ela apertou o copo de café entre as mãos.


Ele continuou:


— Escuta, você não precisa ser otimista sobre o amanhã. Não precisa acordar acreditando que tudo vai dar certo, nem encontrar uma lição bonita em cada desgraça que acontece. Tem sofrimento que não ensina nada. Só machuca. E você não precisa agradecer por ter passado por ele.


Pela primeira vez naquela tarde, ela olhou diretamente para ele.


— Então o que eu faço?


Ele respondeu sem levantar a voz:


— Por enquanto, pare de exigir de si mesma a força necessária para consertar a vida inteira.


A chuva parecia ter diminuído.


— Você está tentando resolver hoje todos os problemas que trouxe de ontem e todos os problemas que tem medo de encontrar amanhã. Está exigindo que uma pessoa exausta carregue, ao mesmo tempo, o peso do passado, as dificuldades do presente e todas as tragédias que ainda nem aconteceram. Ninguém consegue viver assim por muito tempo sem se quebrar por dentro.


Ele estendeu a mão sobre a mesa, não para interrompê-la, mas para que ela soubesse que não estava sozinha naquela conversa.


— Talvez, neste momento, você não consiga acreditar que a vida vai melhorar. Tudo bem. Então não tente acreditar no resto da sua vida. Tente apenas não desistir de você hoje. Coma alguma coisa. Tome um banho demorado. Resolva uma conta, se puder. Se não puder, deixe para amanhã. Procure ajuda para aquilo que ficou grande demais para carregar sozinha. E, quando não conseguir caminhar, aceite companhia.


Ela baixou a cabeça, ouvindo cada palavra.


— Mas tem uma coisa que eu quero que você entenda — ele prosseguiu. — Você não precisa ter esperança de que tudo vai dar certo para merecer cuidado enquanto as coisas dão errado. Não precisa provar que é forte para ter o direito de descansar. Não precisa enxergar uma saída para merecer que alguém se sente ao seu lado enquanto vocês procuram uma.


Ele olhou para as paredes manchadas, para a cadeira cheia de roupas, para os papéis espalhados sobre a mesa.


— E não faça da sua pior fase a sua identidade. Você não é a mulher das contas atrasadas. Não é a mulher que foi abandonada. Não é a mulher que está cansada. Essas coisas fazem parte do que você está vivendo, mas não explicam tudo o que você é.


Ela voltou a chorar, só que, daquela vez, não pediu desculpas.


— E se nada mudar? — perguntou.


Ele demorou um pouco para responder.


— Então a gente vai ter que descobrir o que pode mudar. Talvez não seja tudo de uma vez. Talvez algumas coisas dependam de outras pessoas, de dinheiro, de oportunidades que você ainda não teve. Eu não vou fingir que basta querer para resolver. Mas também não vou concordar que você já conhece o final de uma história que ainda está acontecendo.


Ele sorriu discretamente.


— Você não precisa enxergar o caminho inteiro. Às vezes, precisa apenas de alguém que caminhe alguns metros com você até que consiga enxergar o próximo pedaço.


Ficaram em silêncio.


O café havia esfriado. A chuva deixara pequenas gotas no vidro, e o relógio da cozinha continuava atrasado. Nada naquele apartamento havia mudado. As contas permaneciam sobre a mesa, a torneira ainda pingava e a vida, do lado de fora, continuava indiferente às dores de quem tentava atravessá-la.


Mas alguma coisa havia mudado naquela tarde.


Não a realidade. Não ainda.


Mudara a maneira como ela estava sentada diante dela.


Pela primeira vez em muito tempo, não precisava fingir que estava bem, nem defender a própria tristeza, nem apresentar argumentos para justificar o cansaço. Podia simplesmente existir daquele jeito, incompleta, assustada, sem respostas.


E talvez fosse um começo.


Quando o amigo se levantou para ir embora, ela perguntou se ele voltaria no domingo.


— Volto — respondeu. — A gente toma café e vê o que precisa ser feito.


Ele não disse que tudo ficaria bem. Não lhe ofereceu uma promessa que não podia cumprir. Deixou apenas o número de um serviço de apoio que poderiam procurar juntos, caso ela precisasse conversar com alguém além dele, e combinou de telefonar na manhã seguinte.


Depois, fechou a porta devagar.


Ela permaneceu alguns minutos na sala. Em seguida, levantou-se, recolheu os copos e colocou água para ferver. Não porque tivesse recuperado a vontade de viver grandes aventuras, nem porque acreditasse que os próximos dias seriam fáceis.


Fez aquilo porque estava com fome.


E, naquela noite, isso bastou para que começasse a cuidar de si.


Antes de dormir, olhou pela janela. A rua continuava molhada, os carros passavam levantando água junto ao meio-fio e alguém discutia ao telefone no prédio da frente. O mundo não havia se tornado mais gentil. Mas também não havia terminado.


Ela ainda tinha medo do amanhã.


Só que agora compreendia que o medo não era uma profecia.


Deitou-se sem fazer promessas a si mesma. Não jurou que seria forte, que mudaria de vida ou que nunca mais choraria por causa dos mesmos problemas. Estava cansada demais para juramentos.


Apenas decidiu que, no dia seguinte, tentaria novamente fazer o que estivesse ao seu alcance.


E talvez seja isso que quase ninguém nos ensina sobre a esperança: ela nem sempre aparece como uma luz acesa no fim de um túnel. Às vezes, é apenas a decisão silenciosa de não transformar a escuridão de hoje numa condenação para todos os dias que virão.


Porque há momentos em que a vida não nos pede coragem para vencer. Pede apenas que paremos de nos tratar como derrotados enquanto ainda estamos tentando sobreviver à batalha.


E, quando nem isso conseguimos fazer sozinhos, talvez a esperança tenha o rosto de um amigo que chega numa tarde de chuva, coloca dois cafés sobre a mesa e nos lembra de uma verdade que a dor, por algum tempo, havia conseguido esconder:


Ainda que você não consiga imaginar uma vida diferente, isso não significa que ela deixou de ser possível.


Significa apenas que, agora, você está cansada demais para enxergá-la.

⁠Que a felicidade bata em sua porta, melhor ainda, que ela invada sua casa, aposse-se de seu coração e nunca mais parta.

⁠E ela guarda teus segredos, longe dos olhos, escondidos do mundo.

O julgamento diz mais sobre ela mesma. A rigidez da minha sogra reflete os filtros e preconceitos da cabeça dela, e não a minha decência, o meu corpo ou a minha postura. O problema está nos olhos de quem julga. No caso nos olhos dela.

A borracha apaga erros, a vida não apaga, ela nos ensina que somos seres humanos com muitos erros e muitas falhas, mas também ensina que desistir não é e nem foi minha opção. Vivi entre gregos e troianos debrucei sobre a burguesia do luxo ao lixo e confundi sábios das praças das ruas das calçadas geladas, fiz meu castelo, criei contos, versos e proezas revirei o mundo mais meu caminho minha trilha é louca porém linda e maravilhosa sacudi sempre da ignorância me alavanquei diante do tolo fui expulso e voltei e voltarei lider da matilha. Do caos vou fazer café da discórdia vou dançar na chuva ☂️ da soberba vou espremer um limão 🍋‍🟩 a noite vou visitar as estrelas 💫 amanhecer pulando nas nuvens de algodão. Empresta as asas de querubins e serafins, enfim. Sou apenas um passageiro desse trem chamado vida. Mesmo que seja louca mais foi linda e maravilhosa.

— Minha mãe me ensinou a ter paciência.
— Ela dizia: "espera só teu pai chegar, bichinha..."

Esse treco aí de paciência, eu não aprendi, não. Mas aprendi a rezar que foi uma beleza...

Lá vai...
- Pelos santos guias...
Lá vai ela se apaixonar de novo!
☆Haredita Angel

⁠
Ela é estrela ou é flor?
Não!
Ela é amor ...
Haredita Angel
02.02.2023

⁠Tia Rita

Enquanto seu coração batia,
eu a chamava Tia...
E ela só/ria...

Agora seu coração bate do outro lado
e quando chamo... Tia,
quem responde é a saudade!

Mas, a senhora ainda está aqui!
Pois ninguém parte assim,
deixando tanto de si!

Estarei aí com todos em pensamento e oração.

Socorro Oliveira Vieira
(Haredita Angel)
06.11.21

⁠"A mulher não tem de ser santa,
ela tem de ser decente"
Haredita Angel
05.11.20

⁠
"Ela é linda..
Mas ela é louca!
Ela é linda e louca...
Ah, ela é perfeita!"
Haredita Angel
11.07.18

"Ela não mora mais aqui...
Mas, seu sorriso mora em meus lábios!"
Haredita Angel
10.08.21

-A lua hoje tá assim...redondamente linda!
Acho que ela tá grávida..rs


"Hoje é noite de LUAR."
Haredita Angel
12.08.14

Se a mulher fosse uma pedra ela seria um diamante, brilho e luz.


Se a mulher fosse uma flor ela seria um girassol, sempre em busca de algo.

Se a mulher fosse um mês ela seria abril, com todos os seus recomeços e sua impulsividade.


Se a mulher fosse um ano ela seria 1970, ousadia e luta pela liberdade.


Se a mulher fosse uma estação, ela seria todas de uma vez só.


Se a mulher fosse uma árvore ela seria uma carnaubeira, a namorada do grandalhão jatobá.


E se a mulher fosse uma música ela seria com certeza, a quinta sinfonia de Bethovem, complexa e intensa!
ta-ta-ta-tã....
Haredita Angel
21.09.25

"Eunão sou vingativa.
Mas acho gratificante a Lei do Retorno.
Ela me tira a energia negativa da raiva
e me faz seguir em frente suave, leve e em paz!"
Haredita Angel
27.08.23

"Ela tem um olhar de flor!"
Haredita Angel
01.10.25