Ela

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⁠A rosa que ela plantou 🌹


O sorriso dela era casa,
luz de tarde, abraço bom.
E quando a rosa nasceu,
foi como ouvir sua voz dizendo:
‘Eu continuo aqui, meu bem…
em cada flor que o amor tocou.’
Uma Flor no meio do Obstáculos

Filha de Anselmo
Aprendi cedo que gentileza não fazia barulho.
Ela morava nas sacolas da feira, quando minha mãe voltava com frutas a mais, porque sempre havia um vizinho que precisava.
Morava no biscoito feito por quem morava sozinho, mas nunca quis ficar só.
Morava na panqueca trocada por um doce, sem nota fiscal, sem contrato, sem fotografia para provar.
Era assim que a gente se reconhecia gente.
Na escola, não havia tecnologia avançada, mas havia mãos estendidas.
Um ajudava o outro porque ninguém chamava isso de favor — chamava de convivência.
A vida nunca foi fácil.
Meu pai trabalhava à noite.
Meu avô acordava às quatro da manhã.
João Figueira, meu avô, foi um dos fundadores do Sindicato da Estiva.
Veio de Portugal, trocou o comércio pelo peso da sacaria, comeu seu peixe ensopado antes do sol nascer e saiu para trabalhar.
Não havia romantização. Havia esforço.
Havia luta.
E havia dignidade.
Hoje dizem que o mundo mudou.
Mudou mesmo.
Agora quase tudo tem preço.
Faz-se trabalho.
Faz-se prova.
Faz-se até aquilo que deveria ser aprendizado — desde que caiba no bolso.
A gentileza virou discurso.
O cuidado virou status.
A educação virou número.
Quando me incomodo, me rotulam.
Já me chamaram de petista.
Mas não sou de partido algum.
Sou filha de Deus.
Sou filha de Abselmo.
E talvez seja isso que incomode.
Porque não falo por ideologia.
Falo por memória.
Por crianças suando em salas quentes enquanto o discurso sobre natureza é feito no ar-condicionado.
Por professoras que aprendem a silenciar para sobreviver.
Por um tempo em que ninguém filmava tudo, mas todo mundo cuidava de alguém.
Não busco palco.
Busco coerência.
Não busco status.
Busco respeito pela infância.
Se isso hoje parece subversivo, talvez seja porque esquecemos demais.
E alguém precisa lembrar.
Mesmo em voz baixa.
Rosana Figueira

Ela não precisa de capa,
sua coragem já faz voar.
Como um girassol diante do sol,
toda mulher nasceu para brilhar. 🌻✨

Ela e o Jardim
Ela tinha mãos de cuidado
e um sorriso que abraçava sem dizer palavra.
Amava o jardim
como quem conversa com a vida,
entre ervas, frutos e silêncio.
Faltava uma rosa vermelha…
e mesmo com o corpo cansado,
foi com coragem que ela plantou esperança na terra.
O tempo levou sua presença,
mas não levou seu amor.
Porque um ano depois,
a rosa floresceu —
como ela sempre foi:
forte, bonita
e impossível de esquecer.
O nome dela era Irma.

A adoração não se limita ao momento do culto; ela se expressa em um estilo de vida rendido a Deus.

A fé verdadeira vai além do conhecimento sobre Deus; ela se manifesta em comunhão, confiança e obediência ao Senhor.

"A escuridão nunca teve o poder de apagar a verdade; ela apenas adia o momento em que será revelada. Porque basta um único raio de luz para desfazer aquilo que as sombras tentaram esconder por tanto tempo."

A esquerda não defende o direito de ninguém, defende privilégios para ela.

Por que tantas interrogações sobre a vida?
Ela é a própria resposta.

Talvez o amor seja isso: enxergar alguém para além do que ela acredita ser. Eu vi em você uma mulher que nem o espelho lhe mostrava. E, se por um instante você pudesse se ver pelos meus olhos, entenderia por que foi tão impossível deixar de te amar. Talvez... você também se apaixonasse por você.

"A morte vence quase tudo — ela não só pode vencer um algo,
esse... é o amor."

Protesto!
Vejo esta pedra.
Ela tem mil anos,
um milhão de anos,
um bilhão de anos.
Sei lá, só sei
que ela existe
muito antes de
eu nascer
e vai continuar
existindo depois
de eu morrer.

Essa pedra não vale nada,
não posso trocar por nada.
Vale menos que o ouro,
vale menos que a prata,
vale menos que 1 centavo.

A vida é o que tem mais
valor no universo.
A vida humana é a que
tem maior valor no universo;
aliás, está além de qualquer
preço e vale mais que todo
ouro, prata e qualquer
dinheiros juntos.

Não entendo,
eu protesto.
Sei lá, pra vida,
pro universo,
Deus, sei lá...

Por que uma pedra
existe toda essa
eternidade nessa
vida e eu e quem
eu amo só dura
uma migalhinha
de tempo nessa existência?

Ela é a força que me mantém de pé quando o mundo tenta me derrubar, mas também é a fraqueza que me faz tremer só de ouvir seu nome. Ela é o calor que aquece minhas madrugadas frias e o abismo para onde me lanço sem medo, mesmo sabendo que posso não voltar. Nos seus olhos encontro a paz que procuro e o caos que temo, e em seu abraço descubro que não há fuga possível, porque eu não quero fugir. Ela é minha vitória e minha derrota, minha cura e minha ferida, o paraíso e o exílio em que escolhi viver. E, apesar de tudo... ou por causa de tudo... ela é, e sempre será, o meu amor.

O que é a saudade, se não o amor que perdura?


Ela nasce quando o corpo se afasta, mas o coração permanece. É a chama que não se apaga mesmo diante da distância, o eco de um abraço que ainda vibra na memória, o perfume que insiste em morar na pele mesmo depois da ausência.


Saudade é o amor vestido de silêncio, é o olhar que procura no vazio um reflexo que já não está ali. É o diálogo que continua dentro de nós, ainda que os lábios do outro não respondam. É a eternidade escondida em pequenos instantes que nunca se repetem, mas que insistem em viver dentro da alma.


Se o tempo tenta levar, a saudade guarda. Se a ausência tenta apagar, a saudade escreve em letras de fogo. Porque, no fundo, ela é apenas a prova de que o amor é maior do que a presença... é a sobrevivência daquilo que o coração não permite que morra.


E talvez seja isso: a saudade não é dor apenas. É também o privilégio de ter amado tanto, a ponto de sentir falta. É a lembrança que acaricia por dentro e nos faz entender que amar é, inevitavelmente, também saber esperar.

Ela é meu delírio, a fronteira tênue entre a lucidez e a loucura. Quando penso nela, minha mente tenta ser racional, mas meu coração sempre escolhe se perder nesse abismo doce que só o amor é capaz de criar. Ela é o caos que dá sentido à minha ordem, o risco que colore minha rotina, o sopro que me arranca da monotonia e me devolve à vertigem de sentir. Entre a sanidade que me prende e a loucura que me liberta, é nela que encontro o lugar onde realmente existo.

⁠Ela representava tudo o que ele ansiava e temia ao mesmo tempo: a promessa de paixão ardente e a ameaça de sofrimento inevitável. Cada olhar trocado era um convite para um mundo desconhecido, uma jornada tumultuada através dos labirintos do desejo e da vulnerabilidade.

⁠Em 42 anos, meu coração só soube de amor uma única vez. Não há passado onde ela existe, pois o tempo, diante desse sentimento, perde o sentido. A lembrança de seu sorriso se confunde com o presente, como se estivesse aqui, ainda agora, acendendo em mim algo que o mundo não apaga.

Você foi, e ainda é, o que define o raro. Em meio a tantas vidas que cruzei, foi no seu olhar que encontrei o infinito. E por mais que os anos tenham desenhado sua ausência, meu amor não conhece o esquecimento. Amar você foi como encontrar a essência de todas as minhas buscas — e mesmo que o destino tenha seguido seu curso, você sempre será minha verdade mais profunda.

O que é raro nunca se desfaz, apenas se eterniza em silêncio.

No fundo, compreendo que ela sempre será o meu contraponto e o meu paradoxo: ausência que me dói e, ao mesmo tempo, me fortalece; distância que me fere, mas que me reinventa. Cada passo que dou carrega a marca de sua falta, transformada em impulso para ser maior do que a dor e mais forte do que a saudade. E é por isso que, no íntimo da minha existência, ela permanece como um espelho invertido: não está, mas me mostra quem sou; não volta, mas me faz seguir adiante.

A morte está na próxima batida do coração. Silenciosa, paciente, invisível, ela se esconde entre os intervalos do sangue, entre o suspiro que não percebemos e o instante que chamamos de agora.


Cada pulsar é um aviso, uma lembrança de que somos passageiros, fragmentos de luz que dançam por tempo incerto, que respiram, amam e sofrem, sem garantias.


E, ainda assim, é nesse compasso efêmero que a vida floresce. É no saber que a morte nos observa de perto que cada gesto ganha intensidade, cada olhar, profundidade, cada abraço, a eternidade contida em segundos.


Porque viver é isso: sentir o frio da presença do fim enquanto o coração, teimoso, insiste em bater. E na próxima batida… talvez sejamos eternos, talvez sejamos nada, mas, até lá, somos tudo aquilo que ousamos ser.

"A luz divina é o porto da alma.
Quem se deixa iluminar por ela torna-se farol na caminhada de muitos."
@marilene.mesquita2022