Ela
A mulher de Deus nunca abaixa a guarda, ela sempre é vigilante.
A mulher de Deus nunca deixa sua lâmpada apagar: ela brilha.
A mulher de Deus sempre inclina o saleiro. Ela é o sal da terra.
A mulher de Deus, de Deus!
UMA REDE PRA DEITAR
Não importa se malha ou algodão,a cor a forma o jeito a estampa ...
Ela sempre te convida a deitar,
No balanço entre meus sonhos e deleitoso bocejo, fico aqui a me embalar;
No ronco do punho ouço o balançar na rede, o movimento que me leva a pensar vaguear sem parar.
Nessa manhã tão linda aqui de frente ao mar fico pra lá e pra cá ...
Na busca dos meus desejos ouso sempre sonhar,
Eu e a paz no vai e vem,
no meu soninho, testemunho do azul do céu que tem ...
Na varanda me balanço em tua vistosa chita colorida, em minha cor branco preferida tiro um cochilo meu bem.
A beleza não se põe à mesa, ela vai passeando por ai , hoje em dia ela sai de casa, anda,fala,diz bom dia ao porteiro, dá moeda no sinaleiro e compra pão no padeiro! Ela joga lixo no lixo, faz o bem! A beleza desfila por ai , mostrando que são as boas atitudes que a embelezam muito mais meu bem!
O poder de uma mulher não depende de vínculos, mas do instante em que ela desperta para si mesma e descobre que carrega dentro de si a força para mover mundos.
A mulher é como mola propulsora: quanto mais a vida a pressiona, mais longe ela salta, mais alto ela voa.
Marcilene Dumont
A águia não perde tempo explicando o voo… ela simplesmente voa.
Quem tem asas de verdade não disputa com quem vive no chão. Águias não andam com galinhas!
Quando o caminho exige firmeza acima do medo, a coragem não se anuncia, ela se revela nas escolhas silenciosas e depois disso ela anuncia a sua chegada. Porque quem tem coragem veio para ficar!
A verdadeira força não se impõe, ela se sustenta através da fé .
E permanece intacta, mesmo quando tudo ao redor vacila.
Uma vida alinhada dispensa explicações e excessos.
Ela se traduz em clareza, coerência e resultados inevitáveis.
Disciplina é o traço invisível das mulheres que se destacam.
É ela que sustenta o extraordinário acima do comum.
Uma mente alinhada não se dispersa, ela direciona.
E por isso alcança com precisão aquilo que muitos apenas desejam.
Você cobra perfeição da relação
mas esquece que ela também precisa suportar você inteira.
Marcilene Dumont
A lua não brilha, ela devolve…
feito espelho educado da noite,
ensinando que até refletir já é luz.
Mulher é raiz que sustenta, é asa que liberta, é horizonte que não se alcança.
Ela aprende a dançar com as tempestades para depois florescer nos dias de sol.
FIBROMIALGIA
Ela acorda antes do despertador.
Não porque queira — mas porque o corpo chama.
A fibromialgia não grita, ela sussurra em forma de peso.
É como se a noite tivesse deixado pedras espalhadas pelos músculos. Levantar não é apenas sair da cama. É negociar com o próprio corpo. É dizer: “Vamos, mais um dia.”
Ela aprende a se erguer devagar, como quem respeita uma maré.
Há dias gelados em que o frio parece morar dentro dos ossos. Há dias cinzentos em que o mundo olha para ela e diz: “Mas você nem parece doente.”
E ela sorri — aquele sorriso treinado, que esconde tempestades.
A fibromiálgica luta contra algo invisível.
E lutar contra o invisível exige uma coragem que ninguém aplaude.
No espelho, às vezes vê cansaço.
Mas também vê força.
Vê uma mulher que, mesmo com o corpo pedindo repouso, escolhe colocar cor no vestido. Um batom mais vivo. Um brinco que dança com a luz. Se o mundo insiste em cinza, ela responde com amarelo. Se o clima fecha, ela procura o sol — nem que seja o sol da própria fé.
Ela aprende sobre tolerância — não apenas a dos outros, mas a dela consigo mesma.
Aprende que produtividade não define valor.
Aprende que descansar não é fracassar.
Aprende que sentir dor não é ser fraca.
E quanto aos outros…
Ah, como seria bonito se todos entendessem que a dor invisível também dói. Que a fadiga não é preguiça. Que a sensibilidade não é drama. A pessoa com fibromialgia não quer pena — quer compreensão. Quer que respeitem seus limites sem que precise justificar cada passo mais lento.
Ainda assim, ela segue.
Com resiliência de quem já enfrentou invernos longos.
Com a esperança de quem sabe que o clima muda.
Com a firmeza de quem transforma dor em delicadeza.
Porque viver com fibromialgia é, todos os dias, escolher florescer em meio ao próprio inverno.
Liberdade não grita,
ela silencia tudo aquilo
que já não te pertence.
E, no espaço que sobra,
você finalmente cabe em si.
