Eis a Razao da minha Vida
Se tu quiseres serei hélice quando voares,
Serei asas enquanto planares,
Sereia minha, água em meu aquário,
Sobre os planaltos elevados, receptor e emissário.
Muito esforço e transpiração, Estabeleceram minha pose, Faturamento anual e crônica neurose.
A recompensa da aposentadoria
E seções de Terapia em hipnose.
Em minha opinião discrepante sou demasiadamente subestimado, alguns apelidam-me de nômade, outros de bárbaro, tem aqueles que definem minhas colocações como dignas de um aborígine.
Síntese Nossa em Minha Sinopse
Sinto-me fraco,
Síndrome da falta,
Porto um vácuo,
Uma pausa na pauta.
Estagnado em minha lauda,
A cobertura sem a cauda.
Ouso escutar a cantoria,
Ouço executar a sinfonia,
Simpática força que culmina.
Sinto-me Senhor
Da minha própria sorte,
Síntese nossa em minha Sinopse.
Sou sua serifa,
Tu és minha haste,
Me mantém proporcional,
Irracional em minha arte.
Não escrevo mais
O que vem da inspiração,
Pira-me a tua tenaz convicção.
O diário está mudo,
Nada mais me diz,
Fui criado graúdo
E a grafia não condiz.
Mas antes de ontem
Se antecipou,
Hoje é a conseqüência
Do que passou
E também somou
E tão bem semeou.
Sinto-me Senhor
Da minha própria sorte,
Síntese nossa em minha Sinopse.
Sente-se agora,
Sinta-se com vontade,
Sossegue e levante sem alarde,
Ainda não é tarde
Para aliar, para obter, para habitar.
Sinto-me Senhor
Da minha própria sorte,
Síntese nossa em minha Sinopse.
Apaziguando minha quietação,
Implacáveis precauções,
Conduziram-me a energização,
Facilitando as aspirações.
Resíduos da sua fragrância,
Fragmentos da minha lembrança.
Todavia não fracassamos,
Deveras enfraquecidos estamos.
Desafio Dóra !
Desafiadora a me desafiar.
Tua dor de outrora,
Minha dor de agora, a descontinuar.
Metáforas da Aurora
Que hão de demorar.
Mitologia nossa, há de nos coroar.
Contudo, se o ato de amar liberta,
Cumpro minha pena livre.
Sou um condenado,
Obrigado a responder em liberdade.
Dai música aos meus ouvidos, dança aos meus olhos e teatro à minha imaginação! Dai-me arte. Dai alegria à minha alma.
Sou D. Quixote
sem Sancho Pança e sem armaduras,
enfrento minha luta contra os moinhos de vento...
É uma luta inútil.
Por isso mesmo, é uma luta que vale toda a pena do mundo.
Meu coração de avó é um laboratório onde minha netinha pode experimentar, descobrir as coisas da vida, sem se preocupar com erros e acertos.
Minha família é rica na diversidade das mães, cada qual com seu gênero, cor, idade, ideologia, pensamento.
Mães de gestação, mães de coração, tias mães, mães tias, mães pais, pais mães, mães filhas e filhos, filhas e filhos que se tornaram mães das mães…
Mães presentes de corpo e alma. Almas de mães presentes, eternamente.
Mães pacientes, santas, briguentas, ciumentas, estressadas, amorosas, preocupadas, dedicadas, descoladas, puritanas.
Mães acima de tudo humanas.
Baldim
O jardim, a igrejinha, a praça, trazendo lembranças da minha infância.
Saudade é coisa que nunca envelhece...
Minhas gavetas guardam tesouros.
Os pensamentos, sonhos, alegrias, tristezas, esperanças das minhas tias, avós, mãe, sogra, cunhada, irmãs, entrelaçados em pontos coloridos.
Forrinhos e colchas de crochê carregam histórias que as bocas não contam.
Elas saem dos corações, caminham pelas mãos, se abraçam formando belezas rendadas...
Pandemia
Agosto chegando...
tenho viajado muito desde março.
Minha casa é a nave que me transporta.
Vou mudando de janela,
para aproveitar melhor a paisagem
e a dança das luzes com as sombras.
Ano Novo
Minha alma é antiga.
Do tempo em que virada de ano era mais esperança
e menos expectativa...
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