Eis a Razao da minha Vida
O preço da minha ausência
Quanto vale a minha ausência?
Vale muito com certeza
Vale conluios inquestionáveis
Dos disco voadores a espreita.
Quanto vale a minha ausência?
Vale aos óvnis adiáfanos
Que por entre nuvens escuras
Expõem translúcidos a imprudência.
Quanto vale a minha ausência?
Vale a minha sabedoria no anonimato
De atos e fatos que ressurgem encolerizados
E mitigam a minha dor.
Quanto vale a minha ausência?
Vale saber tão naturalmente
O que floresce da demência,
Entre as estrelas mais brilhantes
Estão os ufos ainda mais reluzentes.
A minha liberdade
A minha liberdade?
Satisfazer:
Minhas necessidades
Meus desejos
Minhas escolhas
Minhas loucuras
Minhas vaidades
E dou preferência...
Que nunca me venerem
Pois, jamais irei reverenciar.
Desvio
Não posso voltar para os seus braços
Não conseguiria sentir os seus abraços
A minha sensação não permitiria.
Para cada afago seu, logo me lembraria
A contar nos dedos que me faltariam
Todas as outras acoitadas nos seus braços.
Não, eu iria somente banalizar o que fora um dia
Seria estupidez acreditar no seu embuste hábil
Deixaria a verdade falsear suas ideias maquinadas.
Informação nunca me desaponta
Procurar saber é a minha distração e, sigo venerando a informação
Saber que fui viola mal tocada por falta de inspiração
é problema para quem deixo, foi por puro desleixo
A minha busca constante é meu leito de repouso
Não pressinto nenhum perigo no verbo conhecer
A lira toca suavemente durante a minha reflexão
Meu aprendizado instilado me ensinou a ver
com calma, com paciência, comandando os meus instintos
e controlando a decisão
Para as suas palavras causticantes, etéreas
fui fazendo as leituras e mumificando o que não tinha cura
Foi ato dissimulado, usar-me para o teu agrado
Palavras do coitado...
- Fui ludibriado, abandonado e traído...
Castiguei, não nego, as que no enredo entraram
Que podia eu fazer, se não tinham esperteza, e se propuseram hostil?
Não conceberam a filologia do contexto
a quem eu dirigia a minha invocação...
As pobres sofreram na coita, não padeço por elas,
posso até pedir absolvição
O deletério fica perdido, tentando controlar no improviso
E quem de resto, me ouvirá?
Estou a bem rir e a bem viver, deleitado-me na piscina e no mar
Bebendo das melhores bebidas
Conduzindo os melhores carros
A bem me deliciar por vencer a guerra
usando da estratégia mais inteligente e singela
deveriam até me perdoar.
Mudez
Telefonas-me somente para ouvir a minha voz?
Um alô, um olá de uma voz rouca
Isso te satisfaz?
Ou estás a querer saber por onde ando
A me vigiar
Não te preocupes
Não irei a nenhum lugar.
Meu mundo é pequeno
Viajo muito na imaginação
Sou mais pensamento
Pouca ação.
Não deves me cobiçar
Pensamento é veneno
E pode te intoxicar.
Janela
Ei tu... que fica aí me observando
da janela à minha janela
Dá pra dizer o que está achando
do quê observas?
Fica o dia inteiro aí prostrado
me vendo, me lendo...
Colocou insulfilme nos vidros
como senha?
Não funciona,
tem baixa qualidade criptográfica
Estou te vendo.
Minha culpa
De quem é a culpa? Deve ser minha
Sou apenas uma parte do núcleo do átomo
Que valor tem a minha estima?
Ensinei aos meus descendentes
civilismo, conduta ilibada
Para quê?
Para viverem e presenciarem
terrorismo e corrupção
comandados pelos marafões no poder
Mas, a culpa deve mesmo ser minha
desiludida com tamanha podridão
escorreguei na casca da banana
que o mandrião mandou ao chão
Tamanha foi a minha desilusão
que derramei tantas lágrimas
e enchi a barragem em Mariana
e ela se rompeu
Aniquilei com o rio tão doce
cheguei ao mar tão salgado
detonei a região
As minhas lágrimas secaram
vai ter seca, faltará energia
afundarei com a economia
e a miséria reinará
e toda culpa é minha.
Recôndito
Não pega na minha mão em público
Nega o meu beijo na praça
Tem medo de fazer juras
Mas, diz acreditar em disco voador
Secretamente, no lusco-fusco
amor selvagem, abrasador
Veja a loucura
desse fugidio senhor
Encobre-se por todos os cantos
quando o momento é para o amor
Mas, para destroçar o encanto
profere à luz do mundo
blasfêmias com fervor.
Dualidade
Poesia e fraqueza
a primeira, o medo, a utopia
a outra, covardia
Ao medo, a minha estima
à covardia, antipatia
Obra poética divina
temor, fantasia
revelada na emblemática pintura
da Capela Sistina
à irreverência do grafite
não menos belo
não menos poesia
Caída no abismo, a fraqueza
o lado obscuro da dicotomia
o veneno? A covardia
ocultando a dor
realçada na pupila
picha, rasga, queima e ridiculariza
o medo, a poesia.
Oculto
Fartei-me de mostrar o meu encanto
De cair em pranto
De elucidar minha ternura.
Hoje sei de que nada adianta
O que me é sentimental.
O que eleva o meu feitio e
Coloca noutro coração
A minha galhardia
É o meu intencional.
Meus homens
Estou cansada das reverências
Tenho como liberdade
A antissocial
A minha própria forma de pronunciar.
Não quero nada que seja comedido.
Quero a relevância do meu próprio ato.
Quero os meus homens
E desejo amá-los a todos.
E nada que seja singular e exclusivista.
Nada de domínio público
Que exaurem os meus recursos mentais.
Não os quero fisicamente
Desejo-os de pés assentes
Mas sem muita intelectualidade.
Imagino-os com as suas esposas e amantes
Suas ternurinhas errantes e eu,
Os quero pelas suas melhores partes,
Aos meus pés pela minha genialidade
Na libertinagem de pensamentos,
Para que tenham sonhos
De um dia possuir, a mim,
A mulher intensidade.
E que ambicionem a minha extravagância,
Para que não morram as minhas nostalgias
E alimente as suas agonias
Daquilo que lhes é imparcial.
Que minha autenticidade
Sempre os deixem na busca
Da minha real personalidade.
Insatisfação
O teu elogio não cura mais a minha insatisfação.
As tuas ideias consomem a minha alegria.
O teu juízo desapareceu sem harmonia.
Os teus gestos declaram sempre falta de emoção.
Tudo em ti é insosso.
Tudo que praticas não é natural.
Tudo o que demonstras é em razão de um esforço hercúleo.
Tu não tens opinião.
Tu és um fantoche.
Não possuis uma personalidade definida.
Um adulto cheio de mentiras.
Não és capaz de atuar com a razão.
És um ser sem atitude, mas cheio de malícias.
És uma criatura que esconde sentimentos.
És o que trai na defensiva.
És sempre a vítima em cada situação.
Ser imundo que não satisfaz.
Verme maldito do pecado.
Traidor dos que o amam,
Fere sem compaixão.
Assalto ao coração
Bateram em minha porta
Eu a abri com um sorriso
E para a minha surpresa
Era um assalto.
Fiquei estarrecida
Numa mistura de êxtase e medo
Mas, durante aqueles momentos
Tentei fazer todas as leituras possíveis.
Mas, quando a porta se fechou
Notei que o meu estômago não mais aceitava a comida
Os meus pulmões já não queriam respirar
O meu coração sangrava.
As minhas pernas paralisavam
Os meus dedos começaram a esfriar.
Mas, na fuga do sentimento a razão sobressaiu
Pensei então…
Cometi um grande erro
Abri a porta desprevenida
Deixei entrar com um sorriso
Quem me era desconhecido.
Quero um amor que me faça despertar de minha solidão. Me fazendo feliz me mostrando um sentimento de amor.
Morta, acabada
É assim, que minha alma,
Vaga desesperada.
Na esperança de um dia,
Encontrar a tal sonhada felicidade.
Em meados de 2016/2017, estava muito feliz porque havia criado minha primeira empresa e alguns meses depois, quebrei. É, eu sei, para muitos de vocês, vender balas em uma ponte, em um semáforo ou até em frente a um hospital não era lá grandes coisas... mas pra mim, foi um experiência marcante.
- De todo modo, a minha primeira empresa foi uma caixa de papelão enfeitada com páginas do livro "Diário de um banana", naquela época, este era o melhor que podia fazer, era tudo que eu tinha...!
E muito obrigado a você que comprava minhas balas, mesmo que fosse para incentivar o meu trabalho!!
APENAS PENSAMENTO, PORÉM REAL.
Quando sinto a minha deslocalidade psíquica,
Delicio-me em meu sofrimento,
A seguir, dá-me tédio em ouvir vozes plangentes deste mundo de ilusôes,
Que provoca a ira de Deus.
Essa humanidade que pensa nâo mais precisar do Criador,
Devido as suas habilidades científicas,
Certamente desfrutará de seus próprios intrínsicos aborrecimentos...
3) Quando vejo o espetáculo da tarde que se agoniza no esplendor do horizonte, minha imaginação quase penetra nos mistérios de Deus!
Quando vejo os raios do novo sol, imagino no imaginável da Vida.
Não a vejo, contudo, envolver-me a alma,
Assim, permito-me controlar meus pensamentos para sentir um pouco de alegria orvalhada num modesto sorriso...
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