Educar Filhos
"Se todos cuidassem e educassem seus filhos com amor, respeito e responsabilidade, este mundo seria um lugar melhor."
"Enquanto o futebol valer mais que os filhos, a família adoece e a política do pão e circo se eterniza."
"A negligência dos adultos ao vício rouba a infância dos filhos. Expor uma criança em um ambiente de bebida dentro e fora de casa não é lazer nem passeio; é ensinar a ela, desde cedo, que o caminho da própria ruína é algo normal."
"Pais que fazem promessas aos filhos, sem qualquer intenção de cumpri-las, banalizam a mentira e criam um Pinóquio piorado; não cobrem deles depois."
Guarulhos vê seus filhos decolando do aeroporto porque aqui, muitas vezes, o sucesso não encontra pista pra pousar — e quem sonha alto, acaba tendo que partir.
EduardoSantiago
Filhos e Filhas não são miniaturas de nos mesmo. Cada qual veio a está dimensão para fazerem suas próprias escolhas e seguir por seus caminhos. Cabe aos pais acolherem e respeitarem as diferenças minimizando com amor e carinho todos os conflitos e sentenças que a sociedade os esmagam cotidianamente sem consideração alguma. Quem soube criar com liberdade sabe eternamente amar. Nunca projete suas infindáveis ambições e sonhos nas vidas que não lhes pertence. Cada um é um terreno isolado, por mais que semearmos bem o fruto que desabrochará dele, não nos compete a divagação e a certeza mas sempre a bem aventurança por amor do que vive neles.
Terceiro ato
Nos olhos o pesadelo que dorme se sentindo do bem e mal...
Filhos de um destino de atopia digital.
Rostos são máscaras apagadas do ser real. Paradigma é o paradoxo que desdem seu mundo.
✝️ Os filhos da perdição vivem no pecado, mas os filhos da promessa da vida eterna experimentam uma vida piedosa. 👣
Talvez para seus filhos, se você os tiver. Talvez para netos. Com sorte, bisnetos. Depois disso, seu nome vira poeira genealógica. Um sobrenome esquecido em alguma árvore familiar que ninguém mais consulta. Um rosto que não aparece em nenhuma foto. Uma história que não foi contada porque já não fazia sentido para quem veio depois. Isso não é pessimismo. É estatística humana. A maioria absoluta das pessoas que já viveram não deixou rastro algum na memória coletiva. E você não é exceção só porque gostaria de ser.
A religião ensina tudo errado. Deus não se vinga de nenhum dos seus filhos pelo outro! Se fosse assim, teria vingado a morte de Abel e matado Caim! Ele ama todos por igual, e jamais faria maldade à nenhum, por mais coração de pedra que tenha. Porém, o livre árbitrio é o mal do mundo! Em todos nós, existe o bem e o mal. O que mais alimentar, esse reinará!! Deus quer sempre nos ver bem. Sempre.
QUANDO O ESTADO VIRA A COSTAS PARA FILHOS COM PAIS INSANOS
Alinny de Mello
Agradeço a cada um de vocês por acompanharem esta anatomia das relações mais densas da nossa existência. Antes de encerrarmos esta sequência de reflexões, reitero o convite para que conheçam a minha página no Pinterest. É lá que mantenho o acervo dos meus e-books e organizo os tópicos que debatemos aqui. Não deixem de acompanhar as atualizações semanalmente para que possamos continuar jogando luz sobre as engrenagens ocultas do comportamento humano.
O conceito de liberdade, quando forjado no interior de um ambiente de destruição sistemática, difere substancialmente da definição idílica dos dicionários. Para mim e para os meus irmãos, ser livre não significou a ausência de cicatrizes, mas a conquista da autonomia sobre os nossos próprios destinos. Nós vencemos os pesadelos, domamos os traumas e estabelecemos uma distância profilática do epicentro do caos. Sobrevivemos ao que chamo, sem qualquer receio de exagero analítico, de um holocausto familiar. Contudo, a independência factual não nos concede imunidade diplomática contra a insanidade alheia; a libertação está consolidada, mas a necessidade de vigilância permanece intacta.
É profundamente doloroso constatar que, mesmo após termos reconstruído as nossas vidas longe daquele perímetro, a proximidade daquelas duas figuras ainda represente uma ameaça latente. A dor não vem mais do chicote ou do facão mecânico, mas da certeza racional de que a perversidade e a loucura deles são forças dinâmicas, perfeitamente capazes de articular novas conspirações sob qualquer pretexto, a qualquer momento. Nós conhecemos a engenharia daquela aliança neurótica; sabemos que o ódio que partilham entre si é frequentemente canalizado na tentativa de nos destruir.
Essa vulnerabilidade é amplificada pela falência gritante das instituições que deveriam oferecer salvaguarda jurídica. Quando decidimos acolher e cuidar da nossa mãe no período mais agudo de sua degradação mental, fomos confrontados com o ápice do perigo: ela empunhou uma faca na calada da madrugada, tentando desferir golpes contra um dos meus irmãos. Diante da ameaça de morte iminente e concreta, buscamos o Estado. A resposta que recebemos na delegacia de polícia foi o silêncio burocrático e a negligência institucional. O delegado recusou-se a registrar o boletim de ocorrência, negou-se a lavrar uma simples nota, demonstrando a total incapacidade das autoridades de decodificar a violência quando ela se apresenta sob o manto da senilidade ou do transtorno psíquico. Ficamos por nossa conta, como sempre estivemos na infância.
É nesse vácuo de proteção oficial que opera a inversão mais perversa da nossa história. Diante da cegueira social e da inércia estatal, os papéis são magicamente trocados pelo senso comum: os verdugos históricos são promovidos a vítimas indefesas, enquanto os filhos, que sangraram na infância e estenderam a mão na velhice, são carimbados como os vilões frios e ingratos. Ninguém na vizinhança, na delegacia ou nos círculos sociais distantes se dá ao trabalho de compreender o contexto estrutural do nosso calvário. Desconhecem o peso do sal na carne viva, as madrugadas de tremor involuntário e a tentativa de homicídio no útero. Julgam a nossa legítima defesa utilizando a régua hipócrita de uma moralidade que nunca precisou ser testada em um porão de torturas.
Deixar este relato registrado não é um ato de apego ao passado, mas um documento de autodefesa e um manifesto de sobrevivência. Nós saímos daquela trincheira por mérito próprio, arrancando a nossa sanidade das garras de um sistema doméstico feito para nos aniquilar. Estamos livres da tirania diária, mas permanecemos atentos às fronteiras do nosso sossego. Se o mundo prefere comprar a narrativa vitimista de quem nos agrediu, que compre; a nossa verdade não necessita do aval de burocratas ou de espectadores casuais para permanecer irrefutável.
Como lidar com a constatação de que as estruturas do Estado são frequentemente analfabetas para ler a mecânica do abuso familiar? Até que ponto o preço da nossa paz definitiva exige que aceitemos o papel de vilões no teatro da ignorância alheia?
É deveras surreal, a sociedade insistir em condenar as mulheres que não querem ter filhos, mas tolerar descaradamente os homens que mesmo tendo, escolhem não serem pais.
Pelos filhos separados de seus pais — pelas Agendas, pela Morte ou pela Rejeição — rezemos ao Senhor!
Sim, nossos pais têm que ser tudo para nós.
Namorados (as) vêm e vão.
Filhos vêm e vão.
Amigos vêm e vão.
Enfim, pessoas vêm e vão.
Mas os pais não irão, somos nós que iremos. Mas, quando voltamos, eles estão lá para nos receber.
“Enquanto todos viam apenas minhas falhas, meus filhos jamais souberam quantas dores eu enterrava para lhes oferecer um pouco de paz.”
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