E Sempre assim toda a Noite a Saudade Aperta

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Sou barco sem rumo
Sempre a deriva
Pela tempestade de tua vida na minha,
Vento forte, devastador...
Vento das paixões tardias...
Por que de mim então fugías?
A ave alba dos meus sonhos
Deu- me adeus e foi embora
Chuva sempre mansa e constante
Coração derrete, amolece e esvazia
Na busca incessante dessa hegemonia
Na prática da louca fantasia
Que consome e incendeia
Mas que sublima e desfolha
Eterna noite chuvosa..
Que transborda o coração
Sossega essa alma lânguida...
Que a paz somente quer ter.

Manchado


Ele sempre foi um farsante,
porque, quando não teve o que queria, perdeu o encanto.


Ele só queria um corpo, não sentimentos
ou essência — me embrulhou.


E, sendo meu tipo, me embriagou.
Sendo leitor, me cegou, mas não vi sua verdadeira forma.


Um lobo sem escrúpulos,
numa pele de cordeiro,
que manchou toda a minha ingenuidade.


Fingi não ver,
corri para o lobo,
mas parei a dois passos —
e ele desistiu, fugiu.


E quem ficou com fome de afeto fui eu…
mas hoje eu sei:
não era amor que ele oferecia,
então não era amor que eu perdi

A resiliência de quem aguenta um ambiente tóxico raramente é escolha; quase sempre é o silêncio imposto pela necessidade de pôr comida na mesa. Onde a fome aperta, o orgulho não tem vez; suportar o insuportável vira o preço que se paga pelo sustento. Poder escolher onde trabalhar é um privilégio; para muitos, o crachá é a única barreira entre a dignidade da família e o desespero da falta. Ninguém aceita o peso de um ambiente ruim por vontade, mas pelo medo de ver o prato vazio."

Tomar parte da própria vida é o que nos dá lembranças; onde faltam memórias, quase sempre faltou protagonismo.

O Vaso

Sou cercada de aplausos sempre que por ruas alheias passo,

Sou eco quente nas mãos de quem não me conhece, sou sorriso devolvido,
Por todo lado tem olhos que me vestem de encanto como se eu fosse primavera permanente.

Elogiam minha beleza como quem acende fósforos, rápidos, breves, ardem e esquecem-se do frio depois.
Dizem amar-me sem nunca terem atravessado o meu inferno.

Mas em casa, onde o silêncio devia ser abrigo,
Me torno num mero objeto pousado no centro da mesa, um vaso que não escolheu ser decoração.

Todo ele rachado em quedas repetidas, nas mãos de um artista em negação, e o mesmo insiste em colar-me como se remendar fosse amar.

Duzentas vezes quebrada, duzentas vezes inteira por obrigação.
Não por cuidado, não por ternura,
mas porque lhe convém manter-me junto dele.

Ele não me ama,
não pergunta se o mundo me pesa, não escuta o som fino das minhas fissuras.
Importa-lhe apenas que eu ainda sirva, que eu ainda ceda, que eu ainda esteja viva.

E eu,
Exaltada por estranhos, rainha de palmas vazias,
regresso sempre ao palco onde não existo.
Sou multidão fora, e ausência dentro.
Sou escolha para quem não me escolhe, certeza para quem me trata como hipótese.

E no fim de cada aplauso,
quando o som morre e o eco se dispersa, fico eu, inteira só na aparência, a aprender devagar que nenhum vaso nasceu para viver colado.

Escritora: Paula Maureth Adriano Soares

Mesmo nos dias nublados e frio, sempre temos a esperança de que tudo irá melhorar, que o sol voltará a brilhar e nos aquecerá.

A fé não te impede de cair…
mas não deixa você ficar no chão pra sempre.






_ João Maia _

Eu te amo, e sempre te amarei...
Mesmo quando o sol deixou de brilhar e a tempestade tomou o céu,
Mesmo quando teu sorriso não se revelou a mim,
ou quando tua indiferença feriu o meu coração...

Mesmo quando meus erros me desviaram do caminho,
ou quando teu amor pareceu se afastar de mim,
Mesmo quando as estrelas cessaram de brilhar
e a vida, simplesmente, perdeu o sentido...

Ainda assim, te amei.

Amei-te quando o sol voltou a iluminar meus dias,
quando a tempestade se dissipou
e teu sorriso novamente aqueceu minha alma,
enchendo meu coração de alegria e esperança.

Passamos por dores e turbulências,
mas, mesmo em meio a tudo isso,
eu sempre te amei — e continuarei a amar-te.

Permanência

"O que é real não morre
O que foi sempre será
Feche os olhos e estará lá
De tudo que guardar
Apenas eleve o que pode admirar".

"Descobri-me Rio que não cessa.
Meu estar é sempre indo.
Avistando templos ou morando em Ocas,
Minha pátria são as gentes,
Que se sonhamno mundo"

Que hoje Deus te conceda a bênção que você sempre pede nas suas orações, e que ela chegue mansa, como quem já conhece teu coração. Que ele te guie e proteja em passo do teu dia.

Na hora da prova o professor não fala nada, mas sempre fica atento na sala de aula.


Obs.: Não estou falando de escola.


Nas aprovações da vida mesmo sem resposta Deus está por perto te observando.

Nunca perdemos tempo quando vivemos de verdade ,Sempre há
chance de reviver e recomeçar!
Lembre-se: existem dias ruins e dias bons. Sobreviver ao tempo é um luxo valioso.

“Nem sempre estamos
certos. Nem sempre enxergamos tudo. Ao reconhecer isso nos tornamos mais receptivos ao que a vida tem a nos mostrar.”

Trecho do livro Fractais do Infinito: sussurros da alma para dias de silêncio

Existe um movimento que nem sempre é compreendido: antes de qualquer expansão, existe descida.
É no contato com a dualidade que algo se revela. Luz e sombra, acerto e erro, consciência e inconsciência.
Sem esse atravessamento, não há profundidade. Não há real transformação.
A queda não é desvio. É parte do caminho. Porque é justamente ao tocar o que está abaixo que se torna possível subir com verdade.
No fim, não é sobre evitar a descida.
É sobre entender o que ela veio mostrar.

Nem sempre estamos certos. Nem sempre enxergamos tudo. Ao reconhecer isso nos tornamos mais receptivos ao que a vida tem a nos mostrar.

Nem tudo que dói precisa ser carregado para sempre.

Não me encaixo em quem vive de superfície
sou inteira demais para conversas rasas
e isso sempre incomoda quem só sabe ir até a borda

não me falta ajuste
me sobra profundidade

quem é raso me chama de demais
porque não sabe lidar com o que transborda

mas eu não diminuo
só para caber no conforto de ninguém

Quem precisa de ilusão não escolhe o que desperta, escolhe o que distrai.
Sempre há um palhaço pronto para sustentar qualquer espetáculo. Não importa quem seja, importa que o circo continue de pé.
No fim, o ídolo é só a peça que impede tudo de desmoronar.
E quando a cortina ameaça cair, ninguém pergunta se aquilo ainda faz sentido. Só ajustam a luz, aumentam o som e fingem que está tudo sob controle.
Porque encarar o vazio exige mais coragem do que a maioria está disposta a reunir. É mais fácil aplaudir o personagem do que reconhecer a própria ausência de direção.
O problema nunca foi o espetáculo. Foi a necessidade dele.
Sem ele, sobra o silêncio. E no silêncio, não há roteiro, não há aplauso, não há distração que sustente a mentira.
Só resta o que é. E isso, para quem vive de ilusão, costuma ser insuportável.

Quem cala nem sempre consente, às vezes apenas escolhe não alimentar o que não merece resposta.