E Sempre assim toda a Noite a Saudade Aperta
Ontem foi o dia mais difícil sem você
O dia mais ambivalente
O dia em que a vida me fez lembrar que você não ficou aqui
para que eu pudesse te tocar
Você não ficou para que eu pudesse te olhar assim
e nem para que eu fosse olhada de volta com olhinhos curiosos
Não deu tempo de sentir seu cheiro
Olhar suas mãozinhas mexendo
Sentir você crescer aqui dentro
Não deu tempo de escutar seu coração batendo,
Nem por um segundo
Nada disso aconteceu
E tudo isso não passa, não sai, não vai
Só dói, só me faz sentir assim, vazia
Vazia de um amor que não se concretizou como eu sonhei
De uma saudade de coisas que eu nunca vivi
Eu não estava pronta para perder você
A falta dos teus abraços eu sinto, eu adorava viajar no silêncio de seus carinhos, às vezes costumava aumentar a tempestade no coração, vá... pode voar, pra quando quiser voltar, e para decorar a parede de seu coração eu costumava desenhar o meu nome, hoje lembrei quando vi na luz dos teus olhos... era uma vez estávamos acostumados à amar.
A tristeza gera uma diminuição notável de energia, o choro é um fenômeno que ocorre quando a alma precisa de ajuda, há a limitação do convívio social, que causa incômodo, até nosso próprio ambiente se torna chato e caótico, e queremos de longe a solidão.
Na passagem do vento descobrir o tão simbólicas são as rosas das quais de teu perfume saiu, pois por elas que me lembro da sensação da sua presença.
No passar dos anos aprendi o quão deslumbrante seriam os dias de verão se as estrelas que estão nos céu brilhassem Como seus olhos exultantes fulguravam.
No passar dos meus pensamentos em minha mente lúcida descobri tantos detalhes em que o oceano se inspirou no seu corpo para que as ondas pudessem serem criadas.
Na sua falta foi quando descobri outro sentido se não o qual amor que sentia quando estava com você .
Tudo começou no final de maio, quando eu o vi pela primeira vez e me desdobrei pra descobrir seu nome e de onde ele era. Nada aconteceu depois disso, só um oizinho daqui, um "tudo bem?" de lá...
Tudo começou de novo no dia 28 de Setembro, madrugada do dia 29. Esse dia foi surreal, especial demais pra mim. Estávamos em Seattle, um dos meus lugares preferidos no mundo. Tinha tido um dia incrível e cheio de acontecimentos inesperados, quando de repente acabei em uma balada muito louca, jurava que não ia encontrar ninguém mas o encontrei lá... Com outra. Tudo bem, já sabia que ele era demais pra mim e nem fiquei surpresa de saber que ele estava com uma dançarina. Naquela noite trocamos nossas primeiras palavras além do "Oi, tudo bem?" e isso me revoltou por dentro. Ele estava entrando na cabine de uma menina que dormia com uns dois caras diferentes por semana e foi aí que eu percebi que já gostava dele. Foi aí que eu pensei e fiquei com raiva, como pode um cara tão interessante indo pra cama com uma menina tão vazia como ela? Me caiu a ficha que na real ele não era ninguém especial, só mais um cara que sabe que é bonito e não tá nem aí pra nada.
Tudo começou mais uma vez na noite do dia 5 de Outubro. Era uma balada no crew bar, não tinha nada pra ser especial, mas foi uma das poucas vezes que o vi por lá. Só uma daquelas noites que eu não esperava que nada acontecesse, vesti uma saia com estampa de caveirinhas e estava bem relaxada. Por mais que eu soubesse que ele não prestava, eu não consegui passar despercebida e acabei puxando conversa. Eu nem sei como aconteceu, foi muito estranho, mas acabei indo embora do bar com ele. Naquela noite ficamos até quase 6 da manhã conversando. Eu acho que até fui meio grossa, porque queria provar pra mim mesma que ele era um idiota. A noite foi passando e a conversa fluindo. Na cabine dele só tinha whiskey e conhaque para beber, mas eu só bebo cerveja então acabei não bebendo nada. Descobrimos o mesmo amor por música e o gosto ridiculamente parecido. Teve uma hora que aquela menina que ele estava há alguns dias atrás chegou e ele simplesmente fechou a porta com ela (e mais um tanto de gente) pra fora e só nós dois pra dentro. Rolou um clima, claro que rolou. Mas eu juro que nada aconteceu. Teve uma hora que ele foi buscar alguma coisa na cabine ao lado e eu aproveitei a deixa pra ir embora, não falei tchau. Preciso confessar que foi difícil ficar em uma cabine com um cara tão lindo e não querer fazer nada, o meu medo era tão grande que superou tudo isso.
A gente até se encontrou algumas vezes no restaurante ou nos corredores. Sempre um "Oi" que me tirava o fôlego e disparava o coração, mas eu gritava por dentro "Ele é um idiota", "Ele não presta", "Ele só quer te usar e jogar fora". Os dias foram passando e eu achei que o interesse tinha sido só da minha parte, até que dia 11 tivemos a "Festa do Verde" e ele foi. Sim, ele foi e não parou de me encarar nenhum minuto, mas nunca vinha falar comigo. Até que um amigo dele veio conversar com a minha amiga e ele aproveitou o momento para conversar comigo! Foi muito legal ver tudo isso acontecer, todas as minhas amigas viram também! Mas do nada ele foi embora, desapareceu... Nem era caminho para mim, mas acabei passando na frente da cabine dele e vendo que estava rolando uma festinha por lá. A mesma menina da outra noite estava conversando com um pessoal no corredor e ele estava de pé lá dentro. Ele me viu, mas eu bem fingi que não tinha visto ele e continuei caminhando pra minha cabine.
Dia 13 de Outubro, Honolulu - Hawaii. Mais um dia para entrar pra história! Era muita emoção de estar pela primeira vez em um lugar desses paradisíacos, que nunca imaginei na vida conhecer. Voltamos para o navio super tarde, tinha festa do branco aquela noite. Encontrei com ele no corredor que gritou de longe meu nome e me perguntou como tinha sido meu dia, ainda fez graça do meu sotaque e me deu aquele olhar matador. Sabia que ia encontrar com ele mais tarde. Dito e feito, ele estava lá no bar. Foi até incomodo ver que ficou me olhando (e eu olhando de volta) mas não nos falamos nunca. No final da noite começamos a conversar e como sempre, grudamos. Ele me disse que ia embora e foi mesmo. Ele sempre fazia isso de ir embora no meio da festa. Ouvi dizer que ia ter uma after party na cabine dele, minha amiga que estava tri-bêbada e estava dando em cima do amigo dele que me disse e queria me carregar pra lá. No final da noite ela realmente me puxou pro corredor da cabine dele, mas não tinha festa nenhuma, muito pelo contrário, ele já estava dormindo e aquela menina estava de novo na frente da cabine dele, conversando com o roomate. Ela não cansa? Naquela hora ficou claro pra mim que não tinha mais nada rolando entre os dois! Enfim, minha noite foi um desastre, minha melhor amiga bebeu demais e acabou caindo da escada. Abriu um belo corte na testa e eu fui a primeira pessoa que ligaram para socorrer e a levar pro hospital. Assim passei minha madrugada inteira na frente dos médicos e seguranças do navio, já sabendo que ela ia perder o emprego e ia embora pra casa, tudo isso só porque ela queria ficar com o melhor amigo desse rapaz que tinha virado o motivo de todos os meus pensamentos. Resumindo, minha melhor amiga perdeu o emprego porque foi burra demais em ir trêbada atrás de um cara. Nessa hora tudo fez sentido pra mim, eu vi que ir atrás desses caras era só atraso de vida e eu tinha que parar, mesmo que nada tivesse começado.
Depois de uma semana conturbada, ainda com a dor de ter falado tchau pra minha melhor amiga, decidi me arrumar e ir ao crew bar. Isso pra mim era uma coisa muito normal, eu estava lá quase todas as noites. Ele não. Nós passamos 5 meses morando no mesmo navio e eu posso contar na mão quantas vezes o vi lá, de repente ele estava lá quase todas as noites também. Conversamos, conversamos, conversamos. Por várias vezes ficamos só nós dois, acho que todo mundo percebia que estava rolando um clima. Aquela menina então decidiu nos assombrar, passava toda hora entre nós dois, entrava no meio da nossa conversa e estava quase pulando no colo dele, que não cansava de deixar ela de lado e puxar conversa comigo de novo. Sabe o que é se sentir querida por um cara tão incrível como ele? Eu não consigo explicar. Sei que me senti especial e pela primeira vez tive certeza que ele estava dando em cima de mim. Ele foi embora e me chamou pra uma after party na cabine dele, mas eu já tinha combinado de ir pra festa de um outro amigo. Fiz de propósito, já estava decidida que não ia acontecer nada entre nós dois porque aquele terreno era perigoso demais. Fiquei 5 minutos na cabine do meu outro amigo e fui dormir, passei na frente da cabine dele e vi que não tinha festa nenhuma, era só desculpinha dele pra me levar embora! Yes! Antes de deixar o bar ele me convidou para sair no outro dia, que por coincidência era o último dia dele no navio. Eu dei o número do meu telefone, mas com aquele medo de esperar por uma coisa que nunca ia acontecer. Eu dei sabendo que ele não ia ligar.
Dia 21 de outubro, passamos o dia todo navegando para chegar a noite em Ensenada - México. Por mais que eu não quisesse, passei o dia todo ansiosa na esperança dele me ligar, mas no fundo sabia que ele não ligaria coisa nenhuma. Terminei de trabalhar, tomei um longo banho, esfoliei minha pele, tirei as sobrancelhas, até fiz cachos no cabelo. Na minha vida já tinha virado uma constante: todas as vezes que eu me produzia esperando encontrar alguém, tudo dava errado e eu acabava a noite chorando. Dessa vez eu fiz isso consciente que nada aconteceria entre nós dois, era um misto de conformismo com consciência. Eu sabia que quando eu me arrumava tudo dava errado e ao mesmo tempo que eu queria que tudo desse certo porque ele era um cara incrível, eu também queria que tudo desse errado por que ele era incrível demais pra não me fazer sofrer. Eu já estava quase pronta e já tinha feito planos de sair com minha amiga, quando de repente meu telefone tocou. 4323 era o número da cabine dele, era ele me ligando mesmo! Atendi com cara de boba e ele me convidou para sair, mais que isso, ele me convidou para sair junto com a turma dele, só o pessoal que trabalhava no mesmo departamento, eu mal acreditei! Tive que dizer que ia esperar minha amiga e ele me pediu para ir no mesmo bar que ele estaria, eu disse que tudo bem. Ele sabe que eu só gosto de tomar cerveja e disse que a gente tinha que tomar uma cerveja juntos, além de uns shots que ele jurava que eu iria amar! Desliguei o telefone e dei vários pulinhos e gritinhos de felicidade! Meu coração batia tão forte que eu nem acreditava que tudo aquilo era verdade.
Fomos para o bar uma amiga e eu, o bar era lindo e tinha tudo pra ser perfeito! Vi que ele estava numa mesa do outro lado, mas achamos melhor sentar só nós duas e curtir a noite, se desse certo a gente ia acabar se trombando. Dito e feito, ele veio até minha mesa, me abraçou e disse que era muito bom que eu tinha encontrado o bar que eles estavam. Só que começou um karaoke, aquele monte de gente cantando música mexicana, foi estranho demais. Eu e minha amiga decidimos procurar outro bar. Estava frio demais, eu tremia, mas não sabia se era de frio ou de medo. Sim, eu tinha medo dele. Fomos pro outro bar e decidimos voltar pro navio. Foi aí que começou outra saga.
Eu sabia que ele ia estar no crew bar, era a última noite dele no navio antes de voltar para a Eslovênia. Minha amiga mudou de ideia e decidiu não ir mais ao bar. Liguei para outro amigo que estava super desanimado, eu não estava com coragem de ir sozinha, ia dar muito na cara e se eu já tinha decidido que não queria nada com ele, qual era a razão de ir até lá, certo? Mas eu infernizei tanto meu amigo que ele acabou indo comigo, mesmo sendo super tarde e o bar já estar quase fechando. Ele estava lá, lindo, vestido de preto do lado do bar. Na hora que cheguei ele atravessou o balcão inteiro e veio falar comigo, me perguntando porque eu tinha ido embora aquela hora e porque tinha demorado tanto pra chegar no bar. Nem deu tempo de responder, ele estava dizendo pro melhor amigo dele alguma coisa do tipo "Olha como ela é linda", fiquei sem ar. Tomei minha cerveja enquanto conversava com meu amigo, quando de repente ele o empurrou pro lado, chegou perto, mas muito perto mesmo de mim e me disse "Estou indo pra minha cabine agora, quando o bar fechar você vai pra lá por que eu quero passar minha última noite com você". Uau. Ele nunca tinha sido tão sério comigo e eu nunca tinha perdido o chão do jeito que perdi naquele momento. Minhas pernas ficaram bambas e eu não sabia o que falar, ele foi embora e meu amigo só me olhava com uma cara de "O que foi isso que acabou de acontecer?". Por mais que eu quisesse muito ir para a cabine dele, eu não via o porque de ir sendo que eu não queria que acontecesse nada. Você acredita mesmo que é possível ir para a cabine de um cara tão gato como e simplesmente dar uns beijinhos? Lógico que não, já sei bem como esse tipo de cara funciona. O tempo passou, o bar fechou e chegou a hora de ir embora. Eu tenho esses dois melhores amigos que são bons demais, daqueles amigos que parecem amigas porque sabem tudo da minha vida. Os dois já sabiam do que estava rolando, quando um deles contou pro outro a conversa que tinha ouvido, bolaram um plano e não me contaram. Fomos embora do bar, tinha uma after party e eu tinha decidido que ia lá e não na cabine do senhor "jogador". Até que um amigo me pegou no colo e o outro bateu na porta, quando ele abriu eu estava lá, rindo e sem graça! Ele não entendeu nada, mas já que estava lá decidi ficar.
Assim que entrei ele me deu uma cerveja. Pode até parecer bobeira, mas eu achei a coisa mais fofa do mundo ele ter comprado cerveja pra mim, porque sabia que era a única coisa que eu bebo! Não se passaram cinco minutos e dois amigos dele chegaram também, nessa hora ele grudou na minha mão e não me largou a noite toda. Eu estava me sentindo, ele não perdia a chance de me elogiar pros amigos, até que o melhor amigo dele disse "Não aguento mais, ele não para de falar de você", oi? Achei o máximo. A noite foi passando, ficamos ouvindo músicas até que uma hora parecia que só estávamos nós dois, mal demos bola pros outros amigos. Acho que eles entenderam... Falaram tchau e foram embora. Agora era a hora que eu tinha medo, dei um jeitinho de falar tchau, eu só queria correr pra minha cabine. Ele não deixou, olhou bem nos meus olhos, com aqueles olhos azuis tão claros e me disse que queria que eu ficasse com ele. Alguém ia ter coragem de dizer não? No segundo seguinte ele me beijou e foi doce, foi um beijo que eu não queria que acabasse nunca e naquele momento eu desejei que não fosse sua última noite, desejei que isso tudo tivesse acontecido 5 meses antes, quando eu cheguei no navio. A gente se beijou e só se beijou como se o mundo não fosse acabar amanhã, embora fosse. Já era 5 horas da manhã, ele tinha que estar em uma reunião as 6:30 e eu tinha que trabalhar as 8. Nem sei como foi, mas ele me abraçou e eu apaguei. Eu nunca na vida consegui relaxar na mesma cama que outra pessoa, sempre sou a última a dormir, quando durmo. Sei que não vi mais nada, só me lembro dele me abraçando e me tratando como uma princesinha, sem tentar fazer nada demais comigo. Isso pode parecer bobeira, mas em um mundo como o de navios, onde os caras já querem te levar pra cama sem mal te conhecer, quando acontece de um cara ser um gentleman é de se admirar mesmo. Passamos praticamente um mês flertando e na última noite nos beijamos, tão diferente de tudo que já vivi!
Acordei 7 horas, sem despertador e sem ele do meu lado. Fiquei super constrangida por acordar numa cama estranha e sozinha, mas eu já sabia que ele tinha que sair super cedo, só esperava ter saído junto com ele e não ter ficado lá, que vergonha. Me ajeitei rapidinho e corri pra minha cabine, encontrei com um conhecido no meio do caminho que deu um sorrisinho de canto de boca. Dormi mais uma horinha e fui trabalhar, eu até poderia ter ido até o ponto de encontro do pessoal que ia embora naquele dia, mas achei melhor deixar passar e simplesmente guardar dele a memória daquela noite tão bonitinha, nada mais! O dia foi estranho, eu estava feliz demais por dentro por ter vivido uma história tão bonita, mesmo sabendo que ela tinha data de validade e já tinha expirado. Naquela tarde saí na cidade de San Diego, descobri que meu cartão de crédito havia sido clonado e perdi todos os meus documentos, mas mesmo assim não parei de sorrir, pois tinha sido abençoada de ter conhecido um cara incrível, bonito e de bom papo, que me quis e me respeitou. Só isso já me bastava!
Uma coisa que me marcou nessa história toda foi que por várias vezes ele me disse que me encontraria de novo. Mudávamos de assunto, mas sempre acabava com ele me dizendo que ia dar um jeito de me encontrar. Nem as músicas que eu queria tanto copiar eu não consegui, ele ficava dizendo que só ia me deixar copiar no dia que a gente se encontrasse mais uma vez, porque ele tinha certeza que isso ia acontecer. Na minha cabeça isso era só bla-bla-bla, porque nunca nada acontece quando um vai embora do navio e outro fica, principalmente ele sendo de um lado do mundo e eu do outro.
Tudo começou no dia 26 de outubro quando ele me encontrou no facebook...
Sinal do Universo
Pedi ao Universo um sinal. Apenas um sinal. Um só. Mesmo que fosse fraquinho. Pequeno. Nebuloso. Um resquício de poeira. Seria apenas um único sinal, mas o único emitido foi o silêncio. Um silêncio sepulcral. Como se a morte tivesse passado e levado para o submundo todas as palavras. Foi tão intenso e tão triste, que senti como se um raio tivesse atravessado o meu peito e rasgado a minha única esperança. A única saída foi me encolher.
Abracei a saudade tão apertado, tão apertado, que quase sufoquei-a. Caminhamos em direção ao nada e percebi a esperança me esperando do outro lado da ponte. Atravessei-a calmamente sem tirar os olhos dela. Ao nos encontrarmos, nos abraçamos e percebi que tínhamos muita coisa em comum. Ela pegou na minha mão e seguimos caladas sem pretensão de chegar em algum lugar. Queríamos sentir apenas o frescor do vento daquela manhã de fim de verão.
Durante nossa caminhada silenciosa entendi que a esperança vem do substantivo “esperar”. Esperar o tempo certo. Esperar que as coisas se alinhem. Esperar que dará tudo certo. Esperar que a conexão se encaixe e se torne uma só. Esperar que a vida se encarregue de fazer acontecer no momento que tiver que acontecer.
A Felicidade
A felicidade está no jeito simples de se viver. No riso torto, mas que consegue dizer tudo. Na primavera com sua elegância. Na simplicidade das flores coloridas e perfumadas. No abraço de alguém que gostamos. Naquela saudade apertada, mas que não machuca.
O tempo passa rápido e se não aproveitarmos aquilo que ela nos oferece, deixamos a felicidade ir embora. E nesses caminhos traçados, a felicidade não para. Ela segue sem olhar para trás. Estamos sempre buscando e não percebemos que ela está do nosso lado diariamente.
Mudança de Mim...
Vou deixar que o outono me agasalhe mesmo sabendo que o inverno se instalou dentro de mim. Tudo lá fora parece perene, mas é efêmero. As folhas caem cobrindo a terra seca e meu pranto alaga as incertezas. Em meio a fraqueza de toda a intensão, gera em mim um lado terno. Um lado desconhecido, romântico e ao mesmo tempo dramático. Abro a janela e lá fora é outono. Abro a minha janela e aqui dentro o inverno continua rigoroso. Um inverno escondido entre a manta da saudade e a real intensão do momento. Faz muito frio. Um frio congelante e cheio de provocações. Logo a primavera baterá na porta. Talvez, eu abra e deixe a realidade instigante me alimentar ou apenas me encolherei entre os prantos e a deixarei ir embora. Assim, o inverno permanecerá para sempre e a primavera esmorecerá.
Viver entre a dúvida e a certeza, não haverá mudanças. Não de casa, nem de móveis, mas de mim.
Rita Padoin
Escrever
Gosto de escrever...
Enquanto escrevo meus pensamentos vão além
Minha imaginação voa
Minhas mãos deslizam
E sai um poema.
Adoro escrever...
Enquanto escrevo é em você que eu penso
Minha alma canta
Meu coração bate descompassado
Ao descrever o que sinto.
Amo escrever...
Enquanto escrevo a tristeza não chega
A felicidade explode
A vida enaltece
A saudade não bate.
De tanta paixão pelos escritos
Deixo aqui minha vida
Na certeza de nunca ser esquecida.
COM CERTEZA
Se for para invadir meu mundo que seja para valer, que seja sem muitos rodeios. Adentre com convicção, com certeza, não acorde minha felicidade, não desperte a saudade, nem cultive expectativas se não for para ficar.
Deixe as delicadezas de lado, o romantismo adormecido, as gentilezas fora do contexto, afinal de contas você está só de passagem e esta sua vinda foi só um acaso.
Nada foi programado. O destino apenas quis provar que tudo ficou a uma distância adormecida, nada será sólido se não for unido com convicção.
Analise a situação. Cada dia, cada mês, cada ano, tudo foi evoluindo sem que tivéssemos planejado, fugiu do nosso propósito, ficou longe do nosso entendimento.
Mesmo assim foi bom o reencontro do passado com o presente. Movimentou as águas serenas, demoliu os muros que dividia as certezas das incertezas, despertou o rubro e forte sangue das veias que permaneceram estáveis a um longo período.
Pare de verbalizar, ninguém mais aguenta esse tipo de coisa. Vejamos: nada mais importa, a não ser os que nos deixe com a certeza de que tudo vale a pena.
Arriscar o que? Nada. Nada tem para arriscar, a não ser uma certeza dentro da outra. Ninguém mais quer incertezas, inseguranças, dissabores; o que importa hoje em dia é a certeza do que vamos sentir.
Portanto, se for para ter certeza, com certeza.
Sem as Divinas Lembranças Coloridas que Eternizastes em nós, jamais suportaríamos as Tristezas daquele dia tão Cinzento.
Os que creem não serem criados para esse mundo, não celebram a morte, mas a libertação dela.
A Vida Eterna!
O CHAMADO CREPUSCULAR DA ALMA ANTIGA.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Do Livro: Primavera De Solidão. Ano: 1990.
Manhumirim - MG.
A saudade ergue-se como figura velada que atravessa lentamente as câmaras internas do ser
Arrasta consigo o peso das horas não vividas e o eco das presenças que cessaram de respirar ao nosso lado.
Não possui voz audível.
Insinua-se como sopro que roça o espírito.
Um murmúrio que fere com doçura.
Cada lembrança torna-se pétala escura repousada sobre o peito.
Nesse sentimento não há desespero
Há gravidade.
Uma melancolia digna que se reveste de nobreza por tocar o que houve de mais verdadeiro na experiência humana.
Ela aproxima-se com passos suspensos.
Traz nos dedos o pó das memórias sorrindo aos ares.
Acende no pensamento a chama pálida dos instantes julgados extintos.
No âmago dessa vivência a saudade revela-se fenômeno psicológico e espiritual porque se ama nessa dimensão.
Não deseja destruir.
Deseja recordar.
Deseja restaurar o sentido do que fomos ao caminhar alhures.
Conduz o olhar ao útero distante e íntimo onde repousam as próprias sombras filhas de si mesmas.
É lamento silencioso porque nasce no interior onde a linguagem não alcança somente brinca, também chora e recolhe-se na penumbra.
É lúgubre porque conhece a profundidade do tempo com o seu corte lento constante e implacável amigo.
Quando grita dentro de nós não há violência.
Há convocação.
Como se o interior do ser abrisse uma porta antiga sem a chave certa ou já perdida e ignorada.
Por ela penetra uma presença que não pretende partir é mister ficar um pouco na dor.
Nesse encontro sutil compreende-se que não sofremos pela ausência.
Sofremos pelo significado que ela deixou impregnado por todos os meandros.
Gravado como marca indelével nas paredes do espírito em constante fuga , mas que fica.
E assim mesmo envolta em sombras essa voz crepuscular eleva o ser à dignidade silenciosa de continuar fiel àquilo que o tempo jamais conseguiu apagar.
Eis o epitáfio: " Fiel ao seu gênio , fiel a si mesmo. "
Esse Cara Sou Eu
O cara que pensa em você toda hora
Que conta os segundos se você demora
Que está todo o tempo querendo te ver
Porque já não sabe ficar sem você
E no meio da noite te chama
Para dizer que te ama
Esse cara sou eu
O cara que pega você pelo braço
Esbarra em quem for que interrompa seus passos
Está do seu lado para o que der e vier
O herói esperado por toda mulher
Por você ele encara o perigo
Seu melhor amigo
Esse cara sou eu
O cara que ama você do seu jeito
Que depois do amor você se deita em seu peito
Te acaricia os cabelos, te fala de amor
Te fala outras coisas, te causa calor
De manhã você acorda feliz
Num sorriso que diz
Esse cara sou eu
Esse cara sou eu
Eu sou o cara certo para você
Que te faz feliz e que te adora
Que enxuga seu pranto quando você chora
Esse cara sou eu
Esse cara sou eu
O cara que sempre te espera sorrindo
Que abre a porta do carro quando você vem vindo
Te beija na boca, te abraça feliz
Apaixonado te olha e te diz
Que sentiu sua falta e reclama
Ele te ama
Esse cara sou eu
Esse cara sou eu
Esse cara sou eu
Esse cara sou eu
Oba...quero sim!!!
Sim quero toda esta felicidade,
meus olhos brilham
meu sorriso esta estampado no rosto...
Quero sim todo este amor!!!
Ó meu jesus, em vós depositei toda a minha confiança. Vós sabeis de tudo meu Pai. És o Senhor do universo, Sois o rei dos Reis; Vós que fizeste o paralítico andar, o morto voltar a viver, o leproso sarar, fazei com que (pedir a graça) Vós que viste minhas angústias e lágrimas, bem sabeis de tudo Divino Amigo, como preciso alcançar (pedir a graça). Convosco Mestre, me dá ânimo e alegria para viver. Só de vós espero com fé e confiança (pedir a graça com fé).
Fazei Divino Jesus que antes de terminar essa conversa que terei convosco durante nove dias, que eu alcance está graça que peço com fé (pedir a graça). Como gratidão envio 1.000 orações para outras pessoas que precisam de Vós aprendam a ter fé e confiança em Vossa Misericórdia. Ilumine meus passos, assim com o sol ilumina todos os dias do amanhecer. E testemunhe o nosso diálogo, Jesus tenho confiança em Vós, cada vez aumenta a minha fé.
Amém.
Eu fiz e graças à Deus deu certo, se estiverem precisando de ajuda façam essa oração e depois divulguem para quem precisa de ajuda Dele também.
Para toda a nossa vida...
Procuro alguém de verdade, alguém que saiba me amar, que saiba o que é carinho, amor, e que saiba o verdadeiro significado da amizade.
Que saiba guardar os melhores momentos da sua vida, que saiba o que é errado e o que é certo, que saiba ter compaixão, que guarde em si verdadeiros sentimentos, que faça cada hora do seu dia valer a pena, que não viva se arrependendo das suas ações, mas que também sejam as melhores possíveis, que não tenha medo da verdade, que saiba encarar os fatos frente-a-frente.
Uma pessoa que não se importe com a luxúria, mas que também não aceite o pouco. Uma pessoa que me faça feliz, uma pessoa que saiba o que eu quero, que saiba o que eu guardo no peito. Que goste de ver as estrelas num belo luar, ou que saiba admirar o belo nascer do sol de cada dia.
Ai quem me dera se essa pessoa existisse, seria o começo de uma nova vida, seria a continuação de uma bela vida jamais começada.
Ai sim, Uma nova vida!!!
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