E Ponto final
"Existem três tipos de tolos supremos. O velho que acha que o jovem não sabe nada. O jovem que acha que sabe tudo e o tolo com dinheiro que acha que é melhor que todos."
"Muitos falam sobre o fim do mundo. O mundo acaba toda noite quando vou dormir e continua acabando a cada hora que passa depois que eu acordo."
"Num mundo de idiotas comandado por canalhas corruptopatas endinheirados, todo ser humano é descartável".
"23 horas, 56 minutos e 4,1 segundos de tempo até que o Planeta dê um giro sobre si mesmo na Escuridão do Abismo sideral que nós chamamos de dia, é o que você tem para viver intensamente. Quantas dessas horas você vive de verdade?".
"E vou vivendo, sem pressa, sem nenhuma ilusão mas também sem desânimo, me ajustando conforme cada dia, um dia, como se fosse mil anos, de cada vez."
"As pessoas andam tão tragicomicamente carentes, depressivas, confusas, perdidas e inconformadas com a realidade da fatídica falta de sentido da vida humana diante da Incomensurabilidade Cósmica, que chegam quase implorar para que alguma coisa extraordinária, ainda que absurda ou sinistra, aconteça e dê um sentido às suas vidas perturbadoramente insossas. Aceitam qualquer coisa que tenha a aparência de verdade e Ciência. E é nessa hora que os estelionatários da vida surgem e aproveitam para encher os bolsos."
Aquele que permite que o inimigo conheça seus pontos fracos mais que ele próprio, de antemão já perdeu a guerra.
Às vezes pegam o seu ponto mais evidente, achando que é o ponto fraco e tentam usar contra você ou contrariá-lo apenas, por mera distração ou falta de coisa melhor a fazer.
Nas três primeiras páginas do episódio até funciona e você pode até ser odiado por meia dúzia de pessoas, semelhantes ao algoz, normalmente. Talvez algumas mais inocentes acompanhem.
Na sequência, algo parece dar errado, então começam a achar você muito ruim, porque, mesmo assim, você está inteiro e não demoram muito a descobrir que usaram o seu ponto forte e por isso, você continuará de pé.
Antes de querer tocar o ponto G de uma mulher, aprenda a tocar o coração dela, ao contrário, do que vocês homens pensam é lá que o prazer começa.
Ponto cego
Hoje eu estive a pensar: qual o ponto em que a coragem, a força, a determinação e a persistência em um relacionamento amoroso deixam de ser amor para se transformarem na falta dele?
Qual o ponto em que a virtude de amar toma o rumo contrário da correnteza para se transformar em esforço desnecessário, perda de tempo e anti-virtude?
Qual o ponto, meu Deus, em que o excesso de amor por um homem denota claramente a falta de amor-próprio da mulher?
Qual o instante preciso que marca a hora do grande salto, a hora de pular do barco antes que ele naufrague no descaso, na indiferença, na falta de interesse dele?
E as perguntas foram me assolando durante toda a noite como tempestade em alto mar fustigando os rochedos, mas pela manhã eis que o farol da sabedoria surge majestoso a minha frente e tão claro como o sol que delimita a noite e o dia foi dissipando as minhas dúvidas no nevoeiro da manhã e, mais claro ficava a cada passo que eu dava em direção à luz que há em mim.
O ponto que eu procuro chama-se reciprocidade e foi nele que ancorei as minhas dúvidas. Lutar por um homem que não nos quer é como lutar contra o próprio tempo, não temos a menor possibilidade de vencê-lo. Lutar por um homem que não nos quer, além de perda de tempo é falta de amor-próprio e que homem ha de confiar no amor de uma mulher que não tem amor a si mesma? Eu sei que falar pelos outros é no mínimo perigoso e ingênuo, mas eu desconfio que, nenhum. E isso não serve só para os relacionamentos amorosos, mas as pessoas em geral nos dão o exato valor que mostrarmos a elas que nós temos.
Reza a lenda que quando você percebe que o seu ponto de vista é só o seu ponto de vista e não uma verdade absoluta, você encontrou o caminho da sabedoria.
Cada pessoa interpreta o mundo à partir do mundo que tem. Logo, o seu ponto de vista é apenas um ponto perante a vastidão de outros pontos.
Você não precisa entender o ponto de vista dos outros. Saber que ele existe e que o seu não é o único, é suficiente.
