E o Tempo da Travessia e se Nao Ousamos Faze-La
Do tempo que me foi dado, um relógio foi posto em meu peito. Este, era um coração em constantes ticks e tacks, tirando assim minha força, vigor e desconsoladamente minha juventude.
Por diversas vezes pensava que teria parado de contar os segundos, pois não o sentia bater. Mas precisava acerta-lo, tendo em mente que não poderia pôr ou tirar um segundo sequer que fosse de meu tempo.
A bomba relógio que em meu peito batia, já havia de ter a sua hora de explodir. Não sabendo eu quando meu tempo terminaria. Me via em euforia de saber que não o tinha como prever.
Poderia algo fazer com que o tempo dele chegasse antes do que o destinado? Talvez aquilo que o fazia bater haveria também de cessar seus batimentos ?
Seria por amor ou pela falta dele? Será então pela arte que já não fora mais nada alèm de uma expressão vazia de sentimentos extravagantes e conturbados. E caso tais eventos o fizessem de fato parar de bater antes do tempo.
Quem poderia deduzir ou mesmo afirmar que fora antes do tempo determinado?
No início, eu pedi no decorrer do tempo, insisti no final, decidi partir.
Você disse que era egoísmo.
Mas onde estava você durante esse tempo de solidão?
Foram longas as noites sem você, o cansaço fazia morada em mim.
Meus olhos fechados memorizavam nós dois e as dúvidas ameaçavam o meu psicológico.
Onde você estava?
Como estava?
Infelizmente as respostas vieram tarde, eu já havia partido.
Mas algo ainda atormenta o meu peito.
Onde estava o seu amor?
Aproveite cada momento da vida (Carpe Diem, Mt 6:34), lembrando que o tempo passa rapidamente (Tempus Fugit, Sl 102:11) e que devemos celebrar a existência enquanto a temos (Memento Vivere, João 11:25). Aproveite também as noites (Carpe noctem, Rm 13:12) e desfrute da vida com alegria (Frui vita, Ec 9:7).
Tenha consciência de que um dia iremos morrer (Memento Mori, Sl 90:12), o que nos ajuda a valorizar ainda mais nossa jornada. Lembre-se que o tempo consome todas as coisas (Tempus edax rerum, Sl 90:4), as horas voam (Tempus volat hora fugit, Ef 5:15-16), e que a vida é breve, mas a arte é longa (Ars longa, vita brevis, Mc 8:36).
Aceite o destino com amor (Amor Fati, Rm 8:28) e enfrente os desafios com coragem, pois a sorte favorece os corajosos (Fortis Fortuna Adiuvat, Js 1:9). Prepare-se para possíveis adversidades, pensando nos problemas antes que eles aconteçam (Premeditatio Malorum, Pv 27:12). Seja audacioso, pois a fortuna favorece os ousados (Audaces fortuna juvat, Fp 4:13), mas lembre-se de apressar-se com calma (Festina lente, Ec 7:8).
Busque fazer o bem (Summum Bonum, Mt 6:33) e trate os outros com empatia e carinho (Sympatheia, Rm 12:15), cultivando virtudes que enriquecem não só a sua vida, mas também a dos que estão ao seu redor. Use palavras suaves e eficazes (Verba mollia et efficacia, Pv 15:1) e busque conhecer a si mesmo (Nosce te ipsum, 2 Co 13:5).
Mantenha a esperança enquanto houver vida (Dum Spiro Spero, Rm 8:18) e lembre-se que a verdadeira vitória está em vencer a si mesmo (Vincit Qui Se Vincit, Pv 16:32), superando suas próprias limitações e medos. O trabalho tudo vence (Labor omnia vincit, Ec 9:10), mas lembre-se que nem sempre será verão (Non semper erit aestas, Ec 3:2). Caminhe devagar, pois assim se vai longe (Paulatim deambulando, longum conficitur iter, Is 40:31).
Viva cada dia como se fosse único, equilibrando a consciência de nossa finitude com a apreciação do presente, enfrentando desafios com coragem e sabedoria, cultivando virtudes e sempre buscando o crescimento pessoal.
Refúgio do corpo parado.
No tempo machucado, onde dor prevalece,
Resta-me escrever, minha alma liberar.
Mesmo imóvel, minha mente viaja,
Com pensamentos e versos, eu me desloco.
Sonho com lugares que já conheci,
E aqueles que ainda irei descobrir.
Encontro pessoas, rostos desconhecidos,
E na imaginação, mundo sem limites.
Onde a realidade dói, a fantasia cura,
E a poesia se torna meu refúgio seguro.
Nessa jornada interior, eu encontro força,
E o tempo machucado se torna menos duro. E mais maduro
É tempo de se mover para a frente, de empreender e se mover na direção de Deus. Entenda: você tem um destino em Deus.
Senta sem pressa
Deixa a alma vibrar,
No eco do tempo, vem se revelar.
Teu olhar calado, um mar a dizer,
Histórias profundas que eu quero saber.
Não temas o mundo, nem tua emoção,
Eu vejo em teus gestos o toque da razão.
Se o instante é frágil, guardemos, então,
Esse elo sublime que é pura conexão.
Me abraça sem filtro, sem culpa ou rancor,
E juntos faremos do medo, amor.
SimoneCruvinel
A gente transborda quem somos o tempo todo, nos gestos mais simples e nos posicionamentos, sejam críticos ou delicados.
Poema: Ano Novo e o Cuidado com a Mente
O ano novo chegou, trazendo renovação,
É tempo de cuidar do corpo e do coração.
Mas a mente também pede atenção,
Para que a paz habite nossa imensidão.
Deixe para trás as dores que o tempo curou,
E abrace os dias que a esperança trouxe, com amor.
As metas deste ano têm um toque especial,
Cuidar da mente é o maior bem essencial.
Comece o ano com pequenos passos de cuidado,
Valorize os momentos, deixe o estresse de lado.
Defina para si uma meta a cada mês,
Procurar a calma, a serenidade, a sua vez.
Em janeiro, respire fundo e se permita ser,
No silêncio, o autoconhecimento pode florescer.
Em fevereiro, talvez uma prática de meditação,
Em março, buscar a paz em cada respiração.
O autocuidado é um objetivo constante,
Cuidar da saúde mental, sempre avante.
Estabeleça limites, diga não quando necessário,
Cultive a gratidão, mantenha o olhar solidário.
Que a ansiedade não seja seu guia,
Mas a tranquilidade seja sua companhia.
Na busca por equilíbrio, faça do descanso,
Uma prioridade, sem sentir nenhum embaraço.
Este ano é o momento de parar e refletir,
Buscar ajuda quando for necessário, sem se omitir.
Cultive amizades que tragam luz, que ajudem a crescer,
E sempre se lembre: cuidar de si é o maior poder.
Que cada dia seja um passo na sua jornada,
De autocompaixão, de mente equilibrada.
O ano novo é a chance de um recomeço,
Com metas claras, para a saúde mental, o progresso.
Momento fugaz
Espelho d´alma
de ardil transparência
invólucro sensível
do finito tempo
penetra, magoa
o âmago do meu tormento
tudo parece fugaz
o tempo
o aqui
o agora
Olhares
Algumas vezes
tento interpretar
seu olhar e
me perco.
Com o tempo
aprendo que
nem todo olhar
deve ser interpretado
ou invadido,
Que cada um
tem seu momento
de alto interpretação,
de estar tão e somente
em si mesmo.
e.u.
Quanto tempo para amar
Quanto tempo devemos esperar para falar eu te amo
Muitas vezes passamos anos com alguém e não sentimos
Mas muitas vezes em tão pouco tempo você sente algo diferente sem explicação
Vamos tentando entender todos esses sentimentos e chegamos a uma conclusão
Se não tem explicação é amor...
Então me desculpe.. mas te amo.
" Somos feitos de silencios que gritam, de sonhos que resistem ao tempo e de cicatrizes que florescem coragem, pois viver e a arte de renascer em cada queda e encontrar beleza ate no caos"
Lamúrias de um jovem adulto contemporâneo
Existem, ao mesmo tempo, o amor e confiança?
Em quem posso confiar? No que acreditar?
Em meio a tantas aparências, quais eu posso cultivar?
Posso, realmente, cultivá-las?
Será que estou enlouquecendo?
Será se sou eu lúcido em um mundo de mentecaptos?
Por que lapido a mim mesmo?
Para, ainda sim, ganhar a aprovação deles?
O modo heathcliffiano de viver estava correto?
O que é correto?
Entendo Ilitch em seus últimos momentos
Desejar
Quanto tempo ainda me resta?
Pergunto-me às vezes
Que a vida é efêmera e findável
Isso eu tenho consciência
E diante disso não há o que fazer
Se não, desejar
Desejar que o dia outro
não seja monótono e vão
Desejar que o amigo outro
não seja apático e desleal
Desejar que o amor outro
não seja tépido e fugaz
Desejar que o poeta outro
não seja falsídico e indolente
Desejar que o desejo outro
não seja nefando e ominoso
O silêncio nos permite passar um tempo conosco e abre espaço para que nossos pensamentos cresçam em criatividade e se conectem com nossas emoções, diminuindo a velocidade e reconhecendo o que está ocorrendo internamente, sem reagir aos estímulos externos.
Dizem que o tempo tudo cura,
Mas aqui estou, ainda na esperança,
Dos sorrisos que eram minha aventura,
E do calor que o coração tempera.
Os dias passam, lentos, vazios,
O vento leva memórias ao luar,
E eu, no silêncio dos meus desvarios,
Ainda espero o tempo curar.
As horas sussurram promessas vãs,
Enquanto a alma clama pelo abraço,
Um eco perdido em terras distantes,
Um sonho esquecido no compasso.
Será que o tempo se esqueceu de mim?
Ou sou eu que me recuso a partir?
Na esperança teço meu frágil jardim,
Onde a dor e a esperança insistem em florir.
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