E o Tempo da Travessia e se Nao Ousamos Faze-La
Estou zangado com o tempo por me ter roubado a juventude mas, ao mesmo tempo, dou graças ao tempo por me ter trazido a velhice.
Quero saúde e quero tempo,
E sentir a força do vento,
Que me ajude o que quero ver,
Antes que possa morrer.
Quero sentir muita alegria,
Quer de noite quer de dia,
Saber que os filhos estão bem,
Assim sou feliz também.
Quero rir e quero brincar,
Com a minha criança ficar,
Para que ela seja recordada,
E nunca de mim afastada.
Quero ser sempre assim,
Desde o princípio até ao fim,
Sou aquilo de que fui capaz,
E não quero voltar atrás.
O mar, o vento e o pensamento, são os indomáveis do tempo; os dois primeiros são eternos e o outro é limitado.
Quando temos o mal mesmo por pouco tempo, parece uma eternidade; quando temos bem toda a vida, parece sempre pouco.
Em todo tempo sonhei que ninguém poderia roubar ou tira de mim os meus sonhos, mais me enganei, existe sim, Eu MESMO.
Tudo bem, no fim eu sempre digo que vou superar. Com um tempo eu aprendo que todos os fins marcam meus novos começos de alguma forma mesmo sabendo que eu não devo me prender.
E não passa de um dia para o outro. Nada passa com um copo de água ou uma boa xícara de café. Eu preciso sentir os fins.
Assim como sinto as pessoas
As coisas...
E o que mais me magoa é ver as pessoas que não sabem sentir. Essas são as piores de todas as minhas decepções.
As pessoas
Que dizem que sentem
E na verdade
Não sentem nada
E mentem sobre si mesmas para si mesmas. Como se fosse acolhedor transformar a mentira de si propio em uma rede para acalentar sonhos dos outros
Eu vi meus sonhos
Sendo acalentados
Em mentiras
De pessoas que não sabem
Quem elas propias são.
E foi doloroso de mais perceber que não só isso. Mas centenas de coisas me geraram traumas. Principalmente o amor.
Que era algo para acalentar
A minha alma
E hoje
Só me marcou
Com cortes e dor.
O relógio, além de, mesmo parado, acertar duas vezes por dia, é um instrumento de medir o tempo com utilidade sem fim.
A verdade é que eu perdi tempo apostando em amores vazios de mais sendo que eu sempre fui de mergulhar de cabeça. E tudo que é raso me destrói.
Faz tempo
Que o tempo me destrói.
O tempo que dizem que cura
Hoje machuca
Vai fazendo de mim
Gotas de sofrimento
E de gotas em gotas
Tudo vira pó.
E de canto em canto
Onde os pássaros já cantaram
Onde as músicas já tocaram
Onde as dores já cicatrizaram
Ainda existe feridas
De pouco a pouco
Se fecha mas arde
Costura e dói
O tempo que me fez
Hoje é só o tempo que
Me destrói.
Do meu tempo presente, começa hoje um novo futuro. Muitos futuros já morreram, alguns sonhos vão acontecer e futuros vão continuar a morrer e outros tantos vão nascer enquanto os meus sonhos não acabarem.
Seta da vida
Cerrei a porta do carro. Acomodado no banco percebo o movimento do tempo. Naquele instante eu despedia de mim os ruídos que estavam a minha volta, e almejava construir uma concentração. As provas de ruas da autoescola são enganosas. Provocam apenas ilusões de que o acontecido desacontece na realidade. A cena foi trágica: errei a seta. Naquele momento o corpo de minha continuidade humana estava sangrado. No vazio enorme daquele carro com duas pessoas me observando senti uma ausência de humanidade daqueles que me examinavam. Do carro, eu era o corpo, o examinador, a voz.
Aquela curta distância percorrida entre um quarteirão e outro era revelador. Era a reprovação. Não consegui a minha liberdade por causa da seta do carro, mas continuo dando certo as setas da minha vida.
O PESSIMISTA
A muito tempo viveu em uma cidade chamada alegria...um homem que a tudo temia
Quando chovia, ele logo dizia
Hoje não irei sair...pois com toda essa tempestade e trovões, um raio poderá me atingir
Pessimista ele era...em tudo só via tragédia...tinha medo que algo de mal pudesse lhe acontecer...
Se o sol despontasse no céu
ele logo se escondia...
E bem antes da noite cair...para casa as pressas corria...
Tranca portas e janelas, parecia um prisioneiro...tinha medo de tudo...assim vivia o medroso fazendeiro
Os amigos preocupados tentavam lhe ajudar...faziam de tudo
Mas tudo era em vão...o homem não queria escutar
Os dias foram passando...a idade também...ele foi ficando velhinho
Já não falava com quase ninguém
Por ser agora idoso, tinha medo de se contaminar...com um tal de corona vírus que veio para matar
Mais de nada adiantou...o fazendeiro de velhice morreu
Não pegou nenhuma doença
Mas a vida com alegria nunca viveu.
Resumo
O personagem do meu texto foi bastante prevenido...e justo ser assim!!! Concordo com ele!!!
Nunca por doenças ele se contaminou...mas pelo medo foi contaminado
Deixou de viver a vida, e os momentos de alegria...e tudo por ter criado uma realidade que não existia, a de que todos iam adoecer por uma bactéria que ninguém conhecia
Como meu personagem, existe muito por ai...estão deixando de viver por terem medo de tudo, e não apenas medo do vírus...
Como falei...e justo sermos prevenidos sim...porém medo não devemos ter...
NÃO TENHA MEDO TENHA FÉ
BOAS LEMBRANCAS
Saudade do meu tempo de criança
Da cumplicidade da vida
De quando tudo era cimples
Do café coado no coador
Saudade da minha rua
Do meu bairro
Do meu primeiro beijo...
Pra que que a gente cresce!?
Ao passo que o tempo passa, vou passando diferente de outras passadas passado.
O novo, o espanto, tudo novamente novidade em curso ao cabo de passos que ensaiam o porvir em imagens imaginadas não reais.
Sofre ao passo da imagem não real, o tempo continua ao caminho do fim sem querer saber de mim. Enfim, o fim, agora o tempo findou aqui.
Nilo Deyson Monteiro Pessanha
É eu nunca imaginei escrever poesia.
Mas escrevi.
Já me perdi no tempo, mas nunca em ninguém.
Eu já chorei por ter feito algo, mas nunca por não fazer.
Eu já quiz pessoas que não me notavam e hoje notam.
Mas hoje não quero.
Não faz sentindo dar uma rosa pra quem não gosta de flores.
Da mesma maneira que vejo pessoas se doando a alguém que não as valorizam.
Quando eu quero, nada passa em vão.
Da ponta dos pés até o último fio de cabelo da cabeça eu vou tentar te decifrar.
Eu quero saber da tua história mas simples até a mais louca que já fez.
Eu não sei, beijar sem pegar firme no que eu quero.
Até pq eu só pego pra ter certeza de que eu tenho em mãos.
Mas eu já senti você antes mesmo de me aproximar.
"Cigano"
Onde Estás?
O tempo passou,
E eu ainda aqui estou...
Quando irá chegar a minha hora?
O meu minuto?
Será que tens hora para bater a porta?
Acho que o meu calendário foi excluído.
Nunca te vi...
Quem representa o amor deve-se ter esquecido.
Que é feito de ti...
Que não chegas ao teu destino!
Eu!
Que ainda estou aqui...
Que penteio todos os dias,
Meus cabelos brancos,
E visto o meu melhor fato,
Que comprei para ti a anos.
Espero por ti...
Nos jardins não me farto,
Percorro todos os bancos!..
Mas até hoje...
Nem sinal de ti.
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