E nos teus Olhos que me Perco
Pintei os meus lábios
com uma Pitanga Vermelha
para colar nos teus lábios,
Assim se fez um poema
sem nenhuma palavra
e com toda a entrega,
Ali no meio do mato,
com alegria poética
do peito que te venera.
Noite romântica e invernal
neste Pátria Austral
sob o Jacarandá de Minas,
Trago aos teus pés
os meus Versos Intimistas
e o meu sublime amor,
E você me devolve
com todo o seu ardor.
...
Bailam os Jacarandás de Minas
nesta estrada percorrida,
Madrugada de neblina
desafiando a nossa vista,
O seu sorriso inspira
os meus Versos Intimistas.
Teus lábios
feitos de Murici,
Teu beijo é sonho
tão profundo,
A minha intenção
é puro suco
do que ainda não vivi.
Floresce outubrina
o amável Cajá-Mirim,
Os frutos que posso
colher este mês
são os teus beijos
reservados para mim,
E tudo aquilo que não
haverá entre nós fim.
Quero beijar os teus lábios
De maneira especial,
Até você me dizer
O plural de decimal.
Gélson Pessoa
Santo Antônio do Salto da Onça RN
Terra dos Cordelistas
07 Fevereiro 2025
Para se ter autoestima
Com responsabilidade
Reconheça os teus erros
E tua capacidade
De encontrar os problemas
Barrando a dificuldade.
Santo Antônio do Salto da Onça RN
As estações passaram lentamente,
Estou no vazio dos teus abraços,
Na plenitude das tuas mãos,
As horas agem implacavelmente!...
As músicas presenteiam inteiramente,
Virei poesia reverente na canção,
Na altitude solar ardente,
Jurei virar um oásis de sedução.
As aspirações mais sutis subscrevem:
- Estou no ápice de te pertencer
No ponto que a Lua e Vênus convergem
As saborosas doçuras que hão de acontecer!...
As suratas e as femininas obediências,
Bem aprendidas desde cedo,
Tenho alma saharaui;
Carrego lições que não as esqueci,
Porque hei de amar-te e fazer-te ledo,
De um jeito que jamais vi!...
Não me poupe das tuas mãos
Que brindam com carinhos,
Não me poupe dos teus passos,
Quero estar nos teus caminhos.
Não me poupe dos teus beijos
Que lembram os sacros pomares,
Não me poupe dos teus sabores
Quero celebrá-los diante dos altares.
Não me poupe dos teu pensamentos
Poéticos cataventos de sentimentos,
Não me poupe dos teus beijos solares
Quero estar contigo em todos os lugares.
Não me poupe nem das tuas noites,
Que me convidaram para protagonizar
- as boas madrugadas -
Quero estar na tua companhia
Não sairei jamais das tuas estradas;
Não me poupe dos vinhos embriagantes
Das mais doces juras e do Vale dos Vinhedos;
Ainda hei de saber dos teus (segredos)...
Toco as estrelas com os dedos,
Abre as portas da tua alma!
Traz para mim os teus beijos,
Ventos de um forte presságio!
Nasci para ser amor irreversível,
Tornei-me a primavera dos desejos.
Tateio entre os giros do Universo,
O destino fez do meu coração
- um verso disperso
Escrito para ser inesquecível
De uma doçura de derreter o inverno.
Teço um caminho de fina seda,
A minha loucura por você não é lenda,
Talvez a minha suavidade surpreenda,
Dançarei na Lua para que não se esqueça.
Toma-me pela mão, e escreva!
Virarei poesia, e até mesmo odalisca;
Tenho coragem até de ser ousadia,
Fazendo que por mim você persista.
Te adorarei sempre por inteiro,
De janeiro a janeiro,
Do jeito do poetinha,
Tenho a marca de todas a revoluções,
E o perfume das mil tentações.
Tudo em ti virás em mim,
Sou cantiga que te nina,
Sonata que lhe rouba o chão,
Sou a magia do amor que invadiu
A tua alma, a tua mente e o teu coração.
Toco as orquídeas do nosso jardim,
Respiro nelas os teus aromas
Doces da tua flutuação,
- Estás em todo o lugar! -
Tranquilidade um dia a gente terá,
Um dia a gente irá se reencontrar.
Alcançada por ti
Iluminada fiquei
Só de me leres
Com os teus raios
Dóceis e solares:
Sim, eu te beijei!
Apaixonada por ti
Enfeitiçada fiquei
Só de me segurares
No fundo do teu olhar
Mergulhei no oceano
Do teu jeito de me amar.
Iluminada por ti
Não há como se deslumbrar
Escrevo o meu poema
Já que não há como conversar.
Falamos a mesma língua
A atração é sobrenatural
Sabemos o que queremos
É além do intelectual
Rejeitamos o banal
Do nosso cardápio particular
Colhemos no jardim dos beijos
Guardamos os nossos desejos
A hora certa acontecerá sensual.
Tomada por ti
Seduzida fiquei
Com os ouvidos
Só nos teus tons
- brotaram os meus
Semitonados, expressei.
Gotejam licores de Musa
Extasiada por nós
Sussurro devagar
Um versinho de Neruda
Para você se aproximar...
O Sol vai surgindo risonho
Igualzinho ao Sol dos teus sonhos,
Entre bons e pequenos morros
Existe um lugar feito ouro,
E mais valioso do que um tesouro,
Ele é simplesmente maravilhoso!
Quem nasce morretense,
Assim vive para sempre,
Quem mora por lá,
- vira morreteano
Dono de um doce endereço
De beleza e de uma paz
- sem engano -
O Sol aconchegantemente
- Repousa
Dando espaço para uma Lua
Que nenhuma outra sequer ousa.
Ao carinhoso beijo da brisa,
A memória não virou pó,
Em Morretes ainda é lembrado
O bravo povo carijó;
E a sua glória pela Cananeia
Ficou para sempre escrita.
Eu não respondo por mim
diante de ti,
Diante das [delícias
Dos teus beijos indecentes,
Dos teus beijos molhados,
Dos teus beijos imprudentes,
E daqueles mais rasgados...
Eu não respondo por ti,
Diante das [loucuras
Da perdição da tua pele,
Da fragrância masculina,
Da sedução do teu regaço,
Do aconchego do teu abraço.
Eu não respondo por mim
diante de ti,
Diante do que sei
que és [capaz
De fazer,
De me ter,
De me possuir,
De me mimar,
e me dominar...
Eu não respondo por mim,
Porque me fizeste
a tua primavera
Cultivando em mim um jardim
- imenso -
Eu não respondo por mim,
Porque em ti
Já encontrei todas
as respostas...
A rua de paralelepípedo
- acarinhada,
Essa antiga rua percorrida,
Pelos teus passos
- apaixonada,
É noite, mas em ti é dia;
Respiras o verso,
e exala toda a poesia.
Vês nas casas antigas,
- mil alegrias,
Escutas as conversas,
que não foram ouvidas,
Porque és pessoa mediúnica,
Trazes contigo essa sina,
Quem te conhece,
Não questiona, e nem duvida.
A busca eterna por um amor,
que alucina,
E por algo que te comova,
e te impulsione;
Além das brumas que te escondem,
Os vestígios foram deixados ali,
Ao pé da montanha como oferenda.
Não te surpreenda,
e não te repreendas:
A fé no amor toma forma,
vai à tona certeira,
A forma que não a forma dela:
a forma de todo o amor...
Não desista da vida,
aos poucos ela vai dando a pista.
Amando os teus limites,
Sem limites e sem ajustes,
Sigo perscrutando, é sina!
É pouco dizer o quanto
[só você...]
Só você me alucina...
Sinal que sempre se renova,
- e que nunca tem final
Prova de um amor sem igual.
É afirmativo o segredo -
[ e o enleio...]
Que me encontro e perco...
Desta boca que me arrebata,
Dos teus vestígios quentes...,
Ah, o meu corpo fala!...
Há mais do que versos
Em nossos corpos...,
São poemas inteiros...
Sambas, forrós, vanerões,
Cores, aromas e inspirações,
De um país perfeito...
Amando o teu jeito,
A tua lembrança é viva,
O amor aqui sempre habita.
Não evito, não tento,
Não quero cair,
No teu esquecimento.
Jogo fora os desajustes,
Dou espaço para os ajustes,
E para as estrelas – os nossos lustres.
Encantam-me os teus lábios,
Inebriam-me os teus gostos,
Pônho-me obediente aos teus desmandos e
aos teus mandos
Sujeito-me a boa obediência,
- deixo-me pelos teus sonhos
levar
Subjulgando-me as desconhecidas -
amenidades poéticas
Para quem sabe ganhar contigo -
a especial
imunidade poética
E no teu coração ganhar siderais
espaços e as quatro estações.
Das tuas histórias recontadas,
Tenho bordado tecidos,
Nunca imaginei que viramos bem
mais do que amigos...
O tempo,
a vida
e o vento
transformam os caminhos
em
um
único
espiral...
Surpreendem como a tranquilidade de uma catedral com as portas abertas
mesmo diante de uma guerra...,
Dizem ser redenção desvairada,
Mas é mística
orante pura,
Munida da fé de quem ama,
E que torna
a vida uma doçura,
Registrada nos mosaicos de cada caleidoscópio interior que remonta a
marca de cada história de amor.
Enfrenta com galhardia e dos receio sem arabescos – enleva-os ao ápice
do ponto mais alto da abóbada celeste;
Não teme a tempestade e o mar ora calmo e ora bravio – flutua porque é humana, alma redentora e libertada.
Esse fenômeno descrito em prosa que é mais confluência poética do que qualquer outra coisa, é a fusão de duas almas que passam a ser uma;
Sequer imaginam..., mas isso ocorre quando o amor na vida acontece.
Desenho-me inteira com os meus lábios,com os meus gostos e com as minhas vontades.
Ocupo-te porque sempre fostes meu,
E a tua pele também
é minha,
é mapa da mina
e pura mística.
Nunca imaginei que um dia você apareceria para ser meu e toda a minha vida.
Encanto-me por ti sem me arrepender,
e todo dia e sempre mais porque és tudo
e mais um pouco: és o meu motivo,
a minha oração,
o meu sorriso e
o meu gozo...
Esse vaivém e das minhas letras
não ocorrem sem objetivo;
Ele é provocador tal qual um encantador que hipnotiza uma serpente.
Eu te conheço
profundamente...,
Sei que o teu coração
é de
serpente.
E como recurso tenho cada verso para te hipnotizar e fazê-lo meu
completamente...
Tenho os teus braços para me abraçar,
- eu conheço o meu lugar
Escolhi o teu peito para morar
- tenho as tuas mãos para sassaricar
Beijos em cascata para a gente se amar,
- escolhi você para adorar
Tens o sabor da liberdade,
- a tua ausência me deixa
No desamparo da eternidade
Não domino mais a minha vontade.
Sem você ficou louca de saudade
Porque encontrei em você,
O primeiro elogio ousado
Que deixou o meu [coração animado],
- resolvi tentar amar novamente
Não consigo mais dormir
Sem receber ao menos um beijo quente,
- não existe nada mais
Que me interesse mais que o seu jeito
De ousar e o teu ponto H,
Sonho dia e noite
Que um dia você chegará para ficar,
Escolhi para te amar meu doce pecado.
O quê me importa é que tenho
Os teu lábios para beijar,
- lábios com sabor de quem comigo não está,
Um corpo manso para inquietar,
- um coração para cuidar
Ainda hei de fazê-lo se apaixonar
- fico doida esperando
Para você me procurar,
Se apresse, não perca tempo!...
Aqui é o teu lugar,
- escolhi ser tua,
E não é preciso mais dizer:
- Que agora só depende de você!
Talvez não me leve a sério
Porque escrevo poemas escancarados,
Mas esse é o meu jeito de aparecer
É o jeito que encontrei para dizer:
- O quanto nasci para amar você!
O meu sentido poético
É muito [apaixonado],
É o meu coração sempre
Querendo te deixar fortificado.
Quero o seu olhar em mim,
Conheço os teus enredos,
Sei que abrigas segredos,
Lindos são os teus dedos,
Quero que venhas, enfim.
Os labirintos da vida fizeram
A gente se encontrar...
Existe um amor e um afeto
Para a gente cuidar...
Vamos nos entregar?...
O amor é o sol que ilumina,
As mais escuras prisões,
E transcende todas as estações...
Conheço os mistérios dos porões,
Que levas nos teus olhos escuros,
Não menos lindos, e tão puros...
Fico silenciosa aguardando por você,
Estou aqui esperando o teu mimo,
Por ti não nego que suspiro,
Imaginar você longe - temo, podes rir!...
Com os olhos abertos quase que deliro...
Chegou a hora de desfrutares do amor,
Com o meu doce sabor de infinito,
O amor mais bonito e mais seguro,
O amor mais inesquecível e fecundo,
Não me esqueço de ti em nenhum segundo.
Só para revirar os teus sentidos,
E nos toques mais infinitos:
Pedi o ombro do meu moço,
Amei você com gosto.
A felicidade não tem preço,
Quando ela chega, te vira
E revira do avesso...
Ela tem sempre um começo,
E também um recomeço.
Com gestos e feitiços plenos,
O teu sorriso iluminou,
Só quem não deu valor,
É porque nunca enxergou...
Escrevo todos os dias
Para dizer que jamais te esqueço,
Entre nós haverá sempre um defeso,
Para nós o amor é indefeso;
Portanto, eu implacavelmente te protejo.
Reservo os meus beijos primaveris
A tua alma poética é como um farol
Sinto daqui os teus toques mais sutis
És cintilante mesmo em dia sem Sol
Ninguém sabe da alegria que guardo
Tenho para você o beijo mais ousado
Um verso erótico para ser sussurrado
Tenho você no meu coração resguardado
Embalo as cadências sem ciências
Estão escritas as cantatas ao luar
Estou tomada por doces indecências
A primavera do amor chegou para ficar
As mais belas flores nos brindando
Os insinuantes odores estão perfumando
As nossas almas estão desabrochando
Os nossos corações estão se amando...
Sem temer a reprovação dos olhares, Podem julgar os teus versos vulgares - por pura inveja dos corações que compõem poesias estelares...
