E mais Facil Mudar a Estrutura de um Atomo
Carla, eu te mostrei os segredos mais ocultos desse plano. Te banhei com o amor do Pai e te levei a lugares onde nenhum outro ser humano jamais pisou. Juntos, desvendamos os mistérios das estrelas e a imensidão do universo eu te dei o infinito, mas, no caminho, eu me perdi de mim.
A ironia da nossa queda é que, enquanto eu te ensinava a voar entre as galáxias, eu esquecia como caminhar no chão. Me perdi em tudo o que te dei. E hoje, o homem que te mostrou o cosmos é o mesmo que não lembra onde deixou a chave do carro, a carteira ou o crachá.
A mente que guardava os segredos de Deus agora tropeça nas miudezas do dia a dia. É o preço de ter entregado a alma: a matéria se torna estranha. Lembre disso, Carla. Não esqueça os teus pertences, porque eu já não sei mais o que é meu. O invasor silencioso não levou apenas a paz; ele levou a minha bússola.
Fique com o universo que te mostrei. Eu só estou tentando encontrar o caminho de volta para casa.
DeBrunoParaCarla
Minha casa virou o museu de uma poesia que não mora mais aqui.
A solidão é o único móvel que não consigo tirar do lugar,
uma dor sólida, que tem quinas e me corta no escuro.
Entre o crachá esquecido e a saudade de Itaipuaçu,
descobri que o invasor, trancou a porta por dentro...
E eu tive que quebrá-la. O barulho da madeira partindo
foi o som do meu último refúgio desmoronando.
Agora, nem trancar eu posso mais estou exposto ao mundo,
com as mãos feridas e a alma do avesso.
Lembre de levar seus pertences, Carla.
Eu perdi a chave, a porta e, por um instante, a mim mesmo.
DeBrunoParaCarla
Minha querida Carla,
Hoje o silêncio pesa mais que o normal e a caneta parece não querer deslizar. Você sabe que eu enfrentaria galáxias por você, mas às vezes o maior desafio não é o que está lá fora, mas o que acontece aqui dentro, no medo de falhar com a gente.
Dói pensar que, por mais que eu queira te proteger de tudo, eu não consigo proteger nosso amor das interferências do mundo e das pessoas que não entendem o que temos. Meu maior medo não é a distância ou o tempo, mas o receio de que um dia o peso das dificuldades canse os seus passos. Caminhar juntos é a nossa promessa, mas na angústia o coração aperta: e se eu não for o porto seguro que você merece hoje? E se os tropeços que demos pelo caminho deixarem marcas que o meu carinho não consiga apagar?
Sinto uma dor aguda quando percebo que, às vezes, as palavras negativas de outros tentam apagar o brilho do que vivemos em Itaipuaçu ou nas nossas trilhas. Tenho medo da nossa, fase ruim demorar a passar, e de que o cansaço roube de nós aquela leveza de adolescentes que sentimos quando estamos só nós dois, longe de tudo.
Mas mesmo na dor, eu escolho você. Escrevo para expulsar esse medo, para te dizer que, se eu enlouqueço nas palavras, é porque o amor que sinto é maior que a minha capacidade de lidar com ele. Minha maior dor seria te ver desistir de nós, porque sem você, os planos de Marte, as viagens e a nossa casa perdem o endereço.
Caminha comigo, mesmo quando o chão parecer incerto. Eu ainda estou aqui, com o peito pronto para ser seu abrigo e a alma pronta para lutar por cada segundo ao seu lado.
Te amo infinitamente,
DeBrunoParaCarla
Carla,
Volto ao papel porque o silêncio é uma cela que eu mesmo não consigo mais mobiliar. Escrever para você sempre foi meu jeito de não esquecer quem eu sou, mesmo quando eu dizia que já não me reconhecia ao seu lado.
Nós fomos arquitetos de um plano que o chão não sustenta. Construímos em Itaipuaçu um altar de estrelas, mas esquecemos que os pés ainda tocam a areia fria e que a vida exige o peso do crachá, a chave no bolso e a dureza dos dias comuns. Minha alma tem estrias porque ela esticou demais tentando alcançar o infinito que eu te prometi.
Eu te dei o cosmos, mas no caminho, que talvez seja apenas o meu medo de te perder apagou as luzes do meu farol. Hoje, não te escrevo como o homem que sabe os segredos de Deus, mas como o homem que aprendeu que o amor também é feito de barro, erro e cansaço.
Não quero mais ser o seu anjo sentinela, nem que você seja minha carcereira. Quero apenas que a gente consiga caminhar sem o peso das projeções que criamos um do outro. Que a gente possa ser apenas Bruno e Carla, dois sobreviventes de uma poesia que quase nos devorou.
Ainda sinto seu cheiro nos vãos da minha solidão. A porta pode estar quebrada, mas o horizonte de Itaipuaçu ainda guarda o nosso nome. Se o amor é uma sanfona, que a gente aprenda a tocar a música do recomeço, sem medo do hospício, mas com a coragem de quem sabe que, no fim, só o que é real permanece.
Sigo aqui, tentando encontrar a chave que abre o peito, e não apenas a porta.
DeBrunoParaCarla
Carla,
Trago a ti alguns dos segredos mais amargos da nossa humanidade.
Já parou para observar a magnitude da nossa hipocrisia? O ciclo é sempre o mesmo: nasce um ser puro, uma alma que transborda nada além de amor e luz, e o que fazemos? Nós o matamos. O mundo não suporta a pureza que o denuncia.
O mais estarrecedor, porém, vem depois. Nós pegamos essa execução, realizada com requintes de crueldade, e a transformamos em feriado. Comemoramos a morte e a ressurreição entre banquetes, ignorando que Jesus nunca veio a este plano para ser um mártir de vitrine. Ele veio para mostrar que a humanidade tinha jeito, que o amor era o caminho para a salvação. Não há dignidade em celebrar o sangue derramado enquanto ignoramos a mensagem que o motivou.
Se hoje perguntarmos aos nossos filhos o que significam a Páscoa e o Natal, a resposta será o consumo. Jesus se tornou comércio, Carla. O sagrado foi devorado pelo lucro, e o sacrifício virou entretenimento.
Escrevo isso porque sinto que as pessoas perderam a bússola. Estamos celebrando o símbolo enquanto assassinamos a essência todos os dias.
Com profunda reflexão.
DeBrunoParaCarla
CARLA
Olhe nos olhos dele e deixe o tempo sangrar
Diga ao Bruno que o amor mais verdadeiro não é o que se revela mas o que se imola no silêncio
CARLA diga que a entrega que ele planeja é um incêndio em campo de vidro
Inocentes não têm pele para esse calor
O que existe entre vocês o que é real habita esse vazio fértil
É uma anatomia de segredos que nunca precisará de voz
Fazer amor com a realidade é aceitar que o nada é a substância mais densa que existe
Diga a ele BRUNO seja o frio que preserva
A água que cai não é chuva é a destilação de tudo o que não precisamos dizer para sermos inteiros
CARLA mostre a ele que a maior prova de existência é a coragem de ser invisível
Nada de mãos dadas com o perigo
Nada de entregas ao abismo
O mistério é o nosso útero
Se ele nascer agora ele morre
Deixe o submerso
Deixe o sagrado
Simplesmente permaneça
DeBrunoParaCarla
Tem coisa mais gostosa do que silenciar o mundo e ficar só nós dois, olhando para o mar no escuro? A gente fez uma fogueira na areia e foi a melhor companhia que podíamos ter. O barulho das ondas, o brilho do fogo... Não precisava de muita conversa, a presença dela ali, ao meu lado, já dizia tudo. Foi uma noite inesquecível e postei as fotos lá no blog para vocês sentirem um pouquinho dessa magia.
As pessoas falam de mais quando se trata de fofocas e mentiras, e falam de menos quando se trata de sentimentos e verdades.
O que querem os que tem poder?
Mais poder.
O poder se apresenta de várias formas inclusive altruísta, generoso e desinteressado.
O Consolador prometido por Jesus cumpre o seu mais alto desígnio — o de restaurar no ser humano a consciência da imortalidade e da fraternidade universal.
Porque, afinal, o mundo não se transformará por novas teorias, mas por almas evangelizadas que vivem o bem silenciosamente.
Quando o Espiritismo sai de nós, o Cristo volta a caminhar entre os homens — não nos templos de pedra, mas nos santuários da consciência, onde a caridade se faz verbo e o amor se faz lei.
Reflexão:
“Sede, pois, o Evangelho que o mundo pode ler, a lição que não se pronuncia, mas que se sente.”
" Amar mais o que sou começa quando aceito que tua presença revela minhas fissuras e não me envergonho delas. "
VAI E NÃO PEQUES MAIS.
A PERMANÊNCIA DO CONVITE MORAL. DE ONTEM AOS DIAS ATUAIS.
A frase "vai e não peques mais" atravessou séculos sem perder a sua força interior. Ontem, quando foi pronunciada diante de uma mulher humilhada pela condenação pública, ela representava uma ruptura moral com a cultura da punição imediata e do julgamento implacável. Hoje, permanece como uma das mais profundas orientações éticas já dirigidas à consciência humana.
No cenário antigo, a multidão estava pronta para apedrejar. A lei, interpretada de maneira rígida, exigia punição. A sociedade daquela época estava acostumada a julgar rapidamente e a condenar sem introspecção. A intervenção de Jesus interrompeu esse automatismo moral. Ele deslocou o centro do julgamento para o interior de cada indivíduo. Antes de acusar o outro, cada um deveria olhar para si mesmo.
Esse deslocamento moral inaugurou uma nova forma de compreender o erro humano. O erro deixou de ser apenas motivo de castigo externo e passou a ser compreendido como oportunidade de despertar da consciência.
Ontem, aquela mulher recebeu a liberdade de continuar vivendo. Mas essa liberdade não era uma absolvição inconsequente. Era uma responsabilidade nova diante da própria existência. Ao dizer "vai", Jesus devolve à criatura o direito de caminhar. Ao acrescentar "não peques mais" ele recorda que toda liberdade exige vigilância moral.
Se observamos a sociedade atual, percebemos que a mesma dinâmica continua presente. A humanidade progrediu em ciência, tecnologia e organização social. Contudo, no campo moral, muitos comportamentos ainda repetem o espírito da antiga multidão. Julga-se com rapidez. Condena-se com severidade. Pouco se examina a própria consciência.
Nas redes sociais, nos debates públicos e até nas relações pessoais, frequentemente repete-se o impulso de acusar, expor e punir. A diferença é que as pedras de ontem transformaram-se em palavras, ataques morais e condenações coletivas. O mecanismo psicológico, porém, permanece semelhante.
Nesse contexto, a frase evangélica continua extraordinariamente atual. Ela recorda que o erro humano deve ser tratado com lucidez e responsabilidade, não com crueldade moral.
Do ponto de vista psicológico, a sentença possui uma sabedoria notável. O indivíduo que erra precisa compreender o erro, mas também precisa reencontrar a capacidade de seguir adiante. A culpa excessiva paralisa a alma. O esquecimento irresponsável do erro também impede o crescimento. Entre esses dois extremos surge a orientação equilibrada do Evangelho.
"Vai." Segue adiante. A vida não termina no erro.
"Não peques mais." Aprende com a experiência. Transforma a consciência.
Sob a ótica filosófica, essa frase expressa uma lei profunda da evolução moral. O ser humano não se aperfeiçoa pela punição externa, mas pelo despertar interior da responsabilidade. O progresso moral nasce quando o indivíduo reconhece suas falhas e decide, por vontade própria, reconstruir a própria conduta.
Por isso, a frase permanece viva desde ontem até os dias atuais. Ela não pertence apenas a um episódio do passado. Ela descreve o processo permanente da educação moral da humanidade.
Cada dia oferece à consciência humana a mesma possibilidade que foi oferecida naquela manhã distante.
Continuar vivendo.
Aprender com o erro.
E escolher, com lucidez crescente, um caminho mais digno para o próprio espírito.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro .
“Quem busca alegria apenas nas estações favoráveis esquece que as árvores mais fortes aprenderam a viver também no inverno.”
Os amores impossíveis, estes
eu já desisti de ir atrás.
O intuito agora é lutar por
algo mais recíproco, e as possibilidades
ficam bem mais prováveis...
Homens e mulheres comuns, tendo a oportunidade de uma vida feliz, se tornarão mais gentis e menos persecutórios e inclinados a encarar os outros com suspeita.
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