É hoje
Diga a razão que o tempo da insensatez já passou, e que hoje, é um novo dia para aprender de fato, a viver uma vida plena de alegria e felicidade.
Quero sumir .
Hoje quero sumir
porque a sociedade negocia almas
como moedas de troca.
Até os laços de sangue
enxergam valor apenas na utilidade,
enquanto definhamos lentamente,
com medo da solidão —
até descobrirmos que a solitude
é menos cruel que a companhia vazia.
Hoje quero sumir
porque sinceridade virou risco,
solidariedade virou discurso,
e respeito, uma peça de museu.
No lugar disso,
valores distorcidos governam,
usurpando o que havia de mais puro:
a alma limpa,
a verdade sem cálculo.
Quero sumir
para não testemunhar
os exploradores da fé,
os corruptos de consciência,
os vampiros da inocência
devorando o melhor das pessoas.
A humanidade se corrompe a cada instante,
se autodestrói chamando isso de progresso,
e elimina o simples,
o básico,
o essencial de ser feliz.
Criaram uma manada domesticada,
entorpecida por um sistema
que destrói o intelecto,
atrofia a consciência
e sepulta a justiça e a honestidade.
Hoje quero sumir
porque me sinto um estrangeiro neste mundo,
um erro fora da engrenagem.
Prefiro caminhar só
a viver no meio do caos
que desacredita os afetos
e transforma amizades em personagens.
Percebo que não me encaixo mais.
Vivo em conflito constante
entre o certo e o errado,
entre o bem esquecido
e o mal normalizado,
entre o homem que ainda sente
e o homem sociopata que aprende a sorrir.
Cansei de confrontar
manipuladores da mente,
que usam fragmentos da verdade
para sustentar grandes mentiras.
Hipócritas —
raça de víboras,
túmulos caiados,
limpos por fora,
ocosos por dentro.
O mundo conseguiu me expulsar.
Hoje sou uma alma errante
em meio ao caos,
à discórdia
e à ganância que impera.
E talvez sumir
seja apenas
uma forma silenciosa
de continuar sendo inteiro.
Esse é o grito que muitos retém dentro da sua alma. O medo do despertar e de manter a sua essência.
Atila Negri
My Devil Talk's
Hoje encarei, frente a frente,
aquilo que um dia me chamou de futuro.
Ele chegou antes de mim.
Inteiro. Limpo. Insubmisso.
O café entre nós não era bebida —
era intervalo,
era a distância exata entre quem eu fui
e o que restou de mim.
Acendi um cigarro.
Ele não suportou.
Não o cheiro —
mas o símbolo.
Disse que eu havia aprendido
a conviver com aquilo que antes me destruiria.
Que eu transformei renúncia em hábito
e cansaço em identidade.
Meus silêncios — segundo ele —
não eram profundos.
Eram covardes.
Minhas palavras,
repetições de um homem
que já se traiu tantas vezes
que começou a chamar isso de adaptação.
Ele não tinha pressa de chegar.
Tinha urgência de não se tornar eu.
E isso…
isso foi o que mais doeu.
Porque ali, diante de mim,
não estava alguém que me admirava —
mas alguém que me reconhecia
e recusava.
Olhou minha vida
como se fosse um território negociado,
cada princípio vendido em parcelas silenciosas.
Perguntei, quase implorando sem voz:
— você volta?
Ele sorriu.
Não foi gentileza.
Foi sentença.
O tipo de sorriso
de quem ainda não foi quebrado
o suficiente para aceitar menos do que é.
Pagou o café —
como quem encerra um ciclo
que eu nunca tive coragem de terminar —
e partiu.
Sem peso.
Sem dúvida.
Sem mim.
Na mesa, ficaram vestígios:
uma coragem que eu abandonei cedo demais,
um sonho que eu dobrei para caber no medo,
e uma pergunta —
crua, implacável, irreversível:
— em que momento você decidiu sobreviver
em vez de ser?
Fiquei.
E pela primeira vez,
não havia distração possível.
Apaguei o cigarro.
Mas o que queimava
não estava entre meus dedos.
E então compreendi —
o silêncio não veio me consolar.
Veio me julgar.
Não importa se o fracasso tenha sorrido de mim hoje, pois não desistirei e o sucesso trará o melhor sorriso no amanhã.
Habituei-me de tal maneira às acidezes da vida, que hoje quando me querem dar a cheirar e degustar outras coisas revestidas de doçuras, eu, categoricamente, rejeito-as em nome da minha coerência.
A vida é uma coleção de momentos
Hoje aqui remando e sentindo o vento
Vejo nascendo um sentimento,
Minha coleção está prestes a aumentar,
Com uma sintonia entre você e um lindo mar,
Nesse lugar eu pareço um menino a sonhar.
-
Leonardo Procópio
29 de Novembro de 2024
Pessoas como você não são apenas queridas, são raras e essenciais. Que hoje você sinta a beleza de ser quem é, valorize cada pequeno momento e perceba que a sua presença ilumina o mundo ao seu redor. Lembre-se: o hoje é uma dádiva única, viva com leveza, sorria sem medo e receba todo o carinho que você merece.
391🌹🙏"Vivemos hoje um cenário de dois mil anos, quando o inocente é preso e o ladrão é solto. O cenário é o mesmo e muitos distorcem, em todos os níveis sociais, aquilo que a humanidade aprendeu há dois mil anos. Muitos se deixaram envenenar por inverdades e distorcem a verdade, condenando aqueles que não têm crime algum, fechando os olhos à verdadeira justiça. Pobres de espírito, levando culpa a quem não tem! Os ensinamentos cristãos não serviram para esses seres que, no pretérito, viveram tal injustiça...
A riqueza desses ensinamentos é de grande relevância e não assimilamos ainda. A humanidade sempre retalia o mal vivido de forma distorcida e sem a prática do perdão. Não abrem seus corações, para a paz e assim alimentam as trevas. O mundo gira em injustiça, desde conflitos geopolíticos pela ganância do homem, pela fome do poder roubado. Conflitos que ceifarão vidas inocentes, como ocorreu no Holocausto, onde homens, mulheres, jovens, crianças e idosos sofreram crueldade sem limites na Segunda Guerra Mundial. Vidas ceifadas e famílias destruídas em prol da ganância e superioridade de povos e raças. Crueldade ao extremo em que as trevas prevaleceram na vida daqueles que aplaudiram e ainda aplaudem toda aquela crueldade que nos tornou pública. Triste demais...
E continuam procurando atalhos para chegar ao poder e ter o que não lhes pertence. Temos que nos perdoar uns aos outros, pois o cenário que hoje vivemos foi o mesmo no pretérito. Só o perdão liberta. Cada qual vive aquilo que conquistou através do trabalho... As trevas te mostram a mentira e te escondem a verdade que está no teu coração. "O reino de Deus" usa de todas as formas para te envenenar; o Reino do Criador não está nas religiões, mas no coração. As nossas imperfeições ocorrem pelo distanciamento de Deus. Portanto, ore, ore e busque o teu equilíbrio espiritual e a verdade chegará a você... 🌹🙏BOM DIA FAMÍLIA.
Ayache Vidal"
"O mundo materialista de hoje nos força a acreditar que precisamos de tudo para viver e nos cega para os excessos do que muitas vezes nunca iremos usar. Há um comercial dizendo 'consome ao máximo', mas que nunca diz que iremos nos consumir por coisas inúteis. E, cegos, não entendemos que só precisamos do necessário; o resto é superficial e desnecessário. É como construir um castelo e nunca ser rei. É dar mais importância aos objetos e coisas do que a nós mesmos e a quem amamos de verdade. E, na maioria das vezes, só iremos entender e enxergar a realidade no final de uma vida perdida."
Por Marcio Melo
"Hoje retirei um peso do meu peito que me afligia até a alma. Pesava e me provocava dor e cansaço. Hoje arranquei meu coração do meu peito."
Marcio Melo
Hoje acordei com um relógio mastigando nuvens, e a parede sussurrava alfabetos em espiral. Três cadeiras dançavam xadrez sobre o teto, enquanto meu nome virava vapor dentro de uma xícara vazia. A rua, lá fora, era um aquário de buzinas; eu caminhava sem pés, colecionando sombras como moedas furadas. Um pássaro de papel me pediu senha, e eu respondi com silêncio em braile. Tudo parecia erro de tradução: risos que não pertenciam, cores que tinham gosto de ferrugem.
Então percebi o fio: cada imagem era um recado do corpo. O relógio eram meus prazos, as nuvens, a ansiedade. A parede repetia o que eu evito dizer. As cadeiras no teto eram as conversas que deixei para depois. As moedas furadas, a energia que gasto tentando agradar. O pássaro de papel era meu pedido de ajuda, dobrado e escondido.
Quando coloquei a mão no peito, o aquário virou janela. Respirei, sentei, e desliguei o telefone por cinco minutos; ouvi o próprio coração batendo, sem metáforas, e finalmente entendi o idioma da manhã. Escrevi uma linha simples: hoje eu vou me escolher.
Hoje se comemora o dia em que você nasceu, por isso eu vi tantas flôres abertas embelezando as ruas quando sai para trabalhar.
Por isso ouvi os primeiros cânticos dos pássaros quando o dia ainda estava apenas clareando.
Por isso o sol brilhou intensamente no amanhecer.
Por tudo isso eu calculei que era em sua homenagem.
Parabéns, que da forma como o dia se mostrou para mim, seja para você também, florido, alegre e de muita Luz em sua vida.
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