Dormir em seu Colo e Morrer em seus Bracos

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Neste momento eu só queria alguém que estivesse ao meu lado, me dando colo e que não me dissesse nada, apenas velasse minha tristeza. Alguém que quisesse dividir comigo meus momentos de tristeza e dor ou até mesmo de felicidade incontida. Alguém que eu pudesse dar colo quando precisasse, que confiasse em mim de verdade... Neste momento o que eu mais queria era ter alguém de carne e osso com todos os defeitos e qualidades... um irmão (a), um amigo (a) ou até mesmo um amor...

Me deixa te pegar no colo,vamos andar de mão dadas em cima do prédio mais alto.Depois me veja pulando de lá e guarde somente os momentos.

Infância


Quero te pegar no colo
e dizer que tudo ficará bem,
te balançar feito um neném,
e dar beijinho para você dormir.


Quero sonhar teus sonhos,
te apoiar em tudo
te dar mil motivos, para sorrir.


Quero fazer um penteado,
nos teus cabelos perfeitos,
com presilha de brilhinhos e borboletas,
quero andar do teu lado,
na chuva ou num dia ensolarado,
dançaremos de mãos dadas,
depois de um abraço apertado.


Poema do Livro Minha Primeira Poesia, de Polliana Souza.

A verdadeira Casa de Deus é a mente humana, se deve cuidar dela e filtrar os conteúdos que se colocam nela.

Pai
Como gosto de conversar contigo !
Pois tem me dado a cada segundo
tua luz
teu colo
tua paz
teu amparo
teu consolo
teu ombro amigo .
Como posso adormecer sem olhar
para ti em silêncio
e não agradecer?
Pois as tuas bênçãos
e a tua calma só tem feito
minha alma
florescer .
Ahh.. Pai
Eu sempre amanheci com tuas mãos
sobre mim
Eu sempre depositei minha fé em ti
Eu sempre me permiti a florir
Porque nas tuas certezas e
nas tuas primaveras sempre me
acolhes feito uma criança
em seu imenso luzir !
E nessa noite em Especial
Estou sorrindo aqui minha Paz
para ti
Por isso transbordo minha
tamanha Fé
És tu Pai
Quem me faz nessa vida
tão difícil ...
Ahh...tão difícil
Sempre
seguir !

Amor de Mãe é Templo Sagrado
É colo de Deus puro
Elevado.

Sim, sou assim. Reinvento-me, colo os meus estilhaços, costuro os meus retalhos, coloro meus dias cinzentos e até floresço no deserto. Vivo me adaptando, mas não perco a minha essência. Sou obra de arte, artista de mim mesmo.

Todas as Tardes
Eu sofri ao deixar minha infância.
Infância tem cheiro de colo, de carinho,
De cafune que a mãe insistia em fazer e você adorava, mas, dizia que não.
Infância lembra: chinelo de dedo arrumado com prego,
Banho na lagoa barrenta, brincadeira na enxurrada
Queria meus 10 anos, de volta,
Para me entupir de jabuticabas do fundo, do quintal do vovô.
Queria minha infância de volta, para subir,
No pé de jambo, árvore enorme e comer o último, aquele da ponta do galho.
Queria meus dias de glória, onde meu pai furava, a mexerica de casca dura, porque a força dos meus dedos não conseguiam.
Queria minha vitalidade, aquela de correr feito louco,
e ter um colo para pular e descansar.
Queria meus sonhos ousados, de ter um kichute novo,
e um Atare usado.
Saudade dos carrinhos de madeira,
Com rodas feitas, om carretéis de linha de costura,
da minha mãe.
Saudade do tempo, que eu acreditava,
Que o pior mostro era o bicho “papão”
Saudade da minha infância, onde tudo que importava,
Era sentar em um tronco caído e comer mexerica,
Ao lado, do meu pai até enjoar.
- Se hoje, pudesse voltar ao passado.
Seria sentado naquele tronco caído,
Comendo mexerica com bagaço, com os pés descalços,
Olhando sol se esconder atrás das arvores
Em minha companhia o homem mais forte do mundo.
- Meu Pai!

Nos caminhos da vida te ofereço a mão para segurar, um colo ou um aconchego.. Nunca se sabe onde a estrada vai nos levar, porém... É melhor estar inseguro do quê arrependido.

A simplicidade de Deus encanta.
É a vida nos convidando para dar pausas, é Ele nos dando colo, nos chamando para estar e sentir aquela paz que só Ele pode nos dar.

Quando

Quando somos pequenos
Queremos colo, afago, mordida.
Quente beijo na bochecha seguido de farra
Quase sorrindo sem parar, ao final do dia.
Quando somos pequenos, o abraço é pouco:
Queremos a mãe inteira, do nosso lado, cantando.
Queremos cantiga, de embalar o sono todo.

Guloseima não substitui colo.
Prato cheio não substitui abraço.
E açúcar nenhum cura carência.

Você poderia ter sido tanto, mas escolheu ser meu.
E anda agora comigo a tira colo, usa um anel dourado,
algumas compras feitas no mercado, e um bocado de contas.
Mas daí vem o sorriso compartilhado e as músicas que só a gente gosta.
Os fins de tarde dizendo coisa á toa, e um abraço apertado quando tudo desmorona.

Abraço tem que ter pegada, jeito, curva. Aperto suave, que pode virar colo. Alento tenso, que pode virar despedida. Abraço é confissão.
Abraço não pode ser rápido senão é empurrão. Requer cruzamento dos braços e uma demora do rosto no linho. Abraço é para atravessar o nosso corpo, sinal de respeito.....abraço alivia as dores de quem precisa de afeto, com o abraço nos sentimos mais protegido e amados. De que me vale tudo na vida se não tenho a quem abraçar, se não tenho quem me abrace. Abraço é também ofertar o ombro a um amigo para chorar, para sorrir, é fraternidade e remédio para o coração. Neste Natal ao invés de dar apenas um aperto de mão para seus familiares, aos seus amigos; dê um abraço, não há coisa melhor do que um abraço forte e carinhoso em quem amamos. Mais vale um abraço verdadeiro do que presentes sem sentido, o natal é a época de comemorarmos o nascimento de Cristo, esse papo de Noel é coisa sem graça, merchandising de quem visa lucro, seria valido se Noel aos invés de presentes nos trouxesse a verdadeira razão do dia 25, que é a conscientização do nascimento de nosso salvador, e nós ao invés de trocarmos presentes, trocássemos abraços e amor verdadeiro com cumplicidade, amor e paz....
nene policia

Desamparo

Eu só queria
alguém que cuidasse de mim.

Um colo.
Um abrigo contra o mundo
que me expõe
como pele sem defesa.

A solidão chega sem ruído,
instala-se aos poucos,
ocupa os vazios,
faz morada no peito
— e dói.

Dói como peso contido,
como um aperto
que não encontra saída.

O ar falta.
Afundo devagar,
sem resistência,
como quem desce ao fundo do mar
em silêncio.

Ainda assim,
há em mim uma consciência:
preciso voltar à superfície.

Retorno.
E nada mudou.

A solidão permanece.

Então pergunto,
não em voz alta,
mas por dentro:
vale a pena?

Se vale,
revela-me o porquê.

O silêncio se estende
como um vento que uiva
sem me tocar.
Há um vidro invisível
entre mim e o mundo:
vejo o movimento,
a correnteza,
mas não posso atravessar.

Estou presa
num espaço estreito,
insonoro,
onde a ausência de saída
me torna cativa.

Desperto.

E ao me reconhecer desperta,
compreendo:

ainda estou só.

R. Cunha

Há dois viventes no mesmo chão,
Unidos no laço, divididos na visão.
Um vive de eco, de colo, de opinião,
Choraminga alto pra esconder o coração.
Esse precisa de plateia pra existir,
De aplauso, de mão estendida pra seguir.
Se ninguém escuta, ele cai,
Se ninguém chama, ele não vai.
Do outro lado, existe a força crua,
Determinada, firme, alma nua.
Não vai atrás, não corre na frente,
Caminha no passo exato, consciente.
Não pede apoio, não implora sinal,
Carrega nas costas o próprio ideal.
Aprendeu cedo que a estrada ensina,
E que excesso de muleta enfraquece a sina.
Unidos por destino, não por igualdade,
Um vive de carência, o outro de verdade.
Enquanto um grita pedindo direção,
O outro segue em silêncio, dono da decisão.
Não é orgulho, é sobrevivência,
Não é frieza, é resistência.
No fim da estrada a conta é igual:
Quem vive de si, chega.
Quem vive dos outros… fica no sinal.

Meu amor anda em silêncio,
tem bigodes,
olhos que entendem.
Eles dormem no meu colo
como se soubessem
que meu coração é casa.
Ser gateira
é amar quem escolhe ficar.

Me leva contigo
Me deita em teu colo
Abraça-me forte, me reinicia novamente outra mulher;
Me leva pro teu mundo, não importa o lugar seja, onde for, onde é.
Só quero você pra mim.
Haja o que houver!

Sem Porto nem Colo

Demétrio Sena - Magé

Falta quem me atravesse com olhar fluente,
um silêncio cargueiro de boa palavra,
com a mente arejada; o coração sem nó;
uma lavra de sonhos e bons sentimentos...
Quem acolha o segredo insondável que trago,
saiba ver a minh'alma das fendas dos poros
ou no lago dos olhos castanhos e fundos,
onde ponho meu tempo de vida já gasta...
Pois perdi cada porto seguro em alguém,
cada colo que havia para me levar
muito além do cenário; do próprio momento...
E me falta sentir o sentido que faço
num abraço que tenha como ter meu mundo
como rio que segue pro seu oceano...
... ... ...

Respeite autorias. É lei

O silêncio é o colo que ninguém vê.