Dormir em seu Colo e Morrer em seus Bracos

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Talvez todo conhecimento profundo nasça de uma ferida primordial: saber que vamos morrer e, ainda assim, desejar compreender por que vivemos.

Há verdades que não precisam de censura para morrer: basta entregá-las a uma sociedade que desaprendeu a perguntar.

A democracia não morre somente quando se fecham as urnas; às vezes começa a morrer quando os cidadãos deixam de suportar que o outro pense diferente deles.

“Tomé duvidou, Pedro negou. Elías pediu para morrer. E Deus não desistiu de nenhum deles. A sua duvida não é fraqueza, é honestidade."


—By Coelhinha

Nascemos para morrer; nascemos da morte.

Questiono-me:


Se eu fosse morrer amanhã, morreria satisfeito pelo dia de hoje?


Fiz o que queria, falei com quem gostaria, vivi com afeto e verdade?


Ajudei quem precisava?


Dormi em paz com o dia que tive?


Ou fui egoísta, rancoroso, distante?


Fiquei magoado, menti, me isolei?


Dormi tranquilo ou preocupado?


Estou vivendo ou apenas existindo?

Afeto é igual alimento; é preciso saciar sempre para não morrer de fome por dentro.

Se você sonhar por um mundo perfeito, você vai morrer desiludido.

A maior e mais profunda herança que o ser humano pode deixar após morrer é o amor dentro do coração de cada pessoa que conheceu durante sua vida.

A morte nos leva tudo e não nos deixa nada, exceto o amor que deixamos aqui, antes de morrer.

Não importa o que exista depois de morrer, nem o que existia antes de nascer, pois sendo depois ou antes, estaremos sempre no agora.

O sentido da morte está em tudo aquilo que você fez e deixou na vida antes de morrer.

Fazendo o bem ou o mal, sentindo-se bem ou mal, vai morrer de qualquer jeito, VIVA.

O sentido da vida é a morte. Nascemos para morrer e seguimos em direção a esse destino. Mas o que nos leva até ele são as escolhas que fazemos em vida. Cada escolha gera consequências, e essas consequências se tornam nossas lições.

O que aprendemos ao longo da vida é o que deixamos quando partimos. E, no fim, o que realmente fica não são bens ou conquistas, mas os afetos que espalhamos pelo caminho.

Não tem sentido o medo de viver por medo de morrer, até porque vai morrer de qualquer jeito.

De qualquer forma, sua vida acaba e você morre.

A verdadeira questão é: você vai morrer fazendo a vontade dos outros, seja da família, dos amigos ou da sociedade em geral, ou vai morrer vivendo as suas próprias vontades, seguindo o que realmente sente em seu coração, o que realmente deseja fazer e viver?

A vida é uma única oportunidade de viver de acordo com a sua essência, e muitas vezes nos perdemos tentando atender às expectativas externas, esquecendo-nos de que o tempo não volta. Viver de acordo com os próprios desejos e escolhas, com espontaneidade, é o que verdadeiramente nos conecta ao sentido mais profundo da nossa existência. No fim, o que importa é saber que, ao olhar para trás, você fez as escolhas que realmente sentia vontade, não as que os outros esperavam de você.

O único jeito de não morrer é deixando amor em vida.

Há algo profundamente trágico em existir apenas pela metade.
Em possuir asas e morrer rastejando para caber no medo de quem nunca suportou ver alguém voar.

Porque o tempo perdoa erros, quedas e desvios…
mas dificilmente absolve uma alma que traiu a si mesma todos os dias da própria vida.

Já que nasci, deixem me viver antes de morrer.

FE CONFIANCA Dignidade propósito E AMOR.
Não desista.
Porque desistir e morrer
Nao me importo com pedaços eu concerto.




Sonia Solange da Silveira
Ssolsevilha
Poetisa do cerrado


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