Dor e Sofrimento
"Quando aparecer a dor e o sofrimento tente ameniza-los, mas se não for possível, aceite-o como se fosse a purificação do corpo e da alma para vida eterna"
“O sofrimento se repete quando o observador interno permanece condicionado à mesma dor.”
Do livro O Observador Interior, de Nina Lee Magalhães de Sá.
“A fé madura não foge da dor; ela oferece ao sofrimento uma linguagem de esperança, presença e reconstrução.”
Do livro Espiritualidade e Medicina — O Papel da Fé na Saúde Emocional, Intelectual e Física, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
No pranto da dor, procurei respostas para o meu sofrimento, tentando compreender por que não me amaste.
Busquei explicações até mesmo no esquecimento da minha própria essência, na esperança de entender por que me abandonaste.
Foram dias angustiantes e marcantes em minha vida, pois te amei como jamais amei alguém. Ofereci-te flores, bens e afeto; entreguei-te o melhor de mim. Ainda assim, partiste como se eu nunca tivesse existido.
Tudo aquilo que um dia juraste e prometeste foi apagado pelas marcas da dor. As palavras que antes aqueciam a alma transformaram-se em silêncio, e os sonhos que construímos juntos perderam-se pelos caminhos da despedida.
Hoje, restam apenas as lembranças de um amor que considerei eterno, mas que se desfez diante dos meus olhos, deixando cicatrizes profundas em um coração que apenas desejava amar e ser amado.
H.A.A-Jhede
RECOMEÇO
Eu cansei de escrever poemas e rimas falando de dor, de sofrimento e de tudo aquilo que me machuca, que fere.
Eu cansei, eu cansei, eu cansei de falar daquilo que dói.
Fui aprendendo que é preciso escrever e falar sobre a alegria da vida, sobre o silêncio que habita a minha casa neste momento e que também habita a minha mente, e sobre a possibilidade de pensar em tudo e, ao mesmo tempo, em nada.
Eu cansei de escrever sobre o que ficou para trás, para trás na minha estrada.
É melhor olhar o horizonte, escrever sobre o dia e sobre a hora exata que está em minhas mãos. Olhar para a frente, sabe? E dizer que eu nasci para falar das coisas que fazem vibrar de alegria o coração e das coisas que me fazem ser quem sou: poeta.
Nildinha Freitas
Quem foge da dor nunca será forte. O kamorrista encara o sofrimento de frente, sangra em silêncio e transforma humilhação em poder.
Não seja a causa da dor de alguém.
O tempo pode silenciar o sofrimento
mas nem sempre apaga
as marcas deixadas na alma.
A dor é tua, o sofrimento é teu, a angústia ninguém divide. São obstáculos que ninguém pode superar por ti. Não é porque mereces também não és castigo. É provação divina, para que tenhas uma Páscoa digna de Cristo, deverás superar essa dor. Não estarás sozinho. S e tens fé! Deus está contigo.
020925
Fui moldado pela dor e lapidado pela paciência. Cada sofrimento foi um cinzel nas mãos do tempo, esculpindo em mim a consciência de que nada é em vão. A dor me rasgou, mas também me abriu para o divino que habita no silêncio. A paciência, essa artesã invisível, me ensinou que o amadurecimento não é pressa, é entrega. Hoje entendo que fui forjado não para ser perfeito, mas para compreender a beleza do processo, o sagrado que existe em suportar e florescer, mesmo em meio ao fogo.
A dor é um veredicto com data de expiração gravada na carne, mas o sofrimento é a assinatura mental que você renova à meia-noite, um
tormento autoimposto.
Transformei minhas fragilidades em tinta para que a dor não fosse apenas sofrimento. Entre a lembrança e a fé, entre a queda e a permanência, fui aprendendo que algumas cicatrizes não pedem cura, pedem significado.
Não precisa da dor, do sofrimento, do caos para acontecer mudanças; basta apenas ter disposição em mudar.
O sofrimento e a dor são, o grande tecido da vida, com pequenas conta-gotas de alegria. Viver sorrindo o tempo todo, é a forma que muitos encontram para tecer este tecido, porém, também é uma forma de auto enganar-se, pois a realidade no dia-a-dia, nos confronta com o caos preponderante!
Olhar o mundo de forma a ver ele maravilhoso, é inspirador, mas, a cada passos dados na vida, são indicadores que um dia ela terá seu fim ! Viver o presente, é sonhar...
Tem gente que ainda acredita que o sofrimento tem CEP e conta bancária. Como se a dor fosse uma funcionária pública que só atende bairro pobre, senha limitada, horário comercial. Mas a vida não respeita esse tipo de organização. A vida entra em qualquer casa, seja ela de tijolo cru ou com portão eletrônico que abre sozinha, e senta no sofá como visita inconveniente que não vai embora nunca.
Eu já pensei que dinheiro fosse uma espécie de vacina emocional. Tipo assim, tomou a dose, pronto, imunizada contra angústia, insegurança, insônia e aqueles pensamentos que aparecem às três da manhã sem pedir licença. Só que não. O dinheiro compra silêncio, mas não compra paz. Compra espaço, mas não compra leveza. E, às vezes, compra até mais barulho, porque quanto mais você tem, mais gente opina, mais gente quer, mais gente observa. É uma vitrine que nunca apaga a luz.
Tem gente sofrendo dentro de casa grande, com quarto sobrando e abraço faltando. Família que parece propaganda de comercial, mas por dentro é um campo minado de mágoas antigas, palavras engolidas, expectativas que viraram cobrança. E aí não adianta o tamanho da mesa se ninguém se olha de verdade enquanto janta. Não adianta o carro importado se o coração vive andando a pé, cansado, sem destino.
E tem também o peso de ser visto demais. A pessoa vira alvo, vira assunto, vira comparação. É como se cada passo fosse monitorado por uma plateia invisível, pronta pra aplaudir ou apedrejar dependendo do humor do dia. A falta de segurança não é só física, é emocional. É não saber em quem confiar, é duvidar até do elogio, é se perguntar se gostam de mim ou do que eu tenho. Isso cansa num nível que nenhum spa resolve.
No fim, a dor não pede extrato bancário. Ela chega do mesmo jeito, senta do mesmo jeito, aperta do mesmo jeito. Só muda o cenário, mas o roteiro é parecido. Porque sofrimento não é sobre o que falta fora, é sobre o que transborda dentro. E tem coisa que dinheiro nenhum consegue organizar.
Eu olho pra tudo isso e penso que talvez a maior riqueza seja conseguir deitar a cabeça no travesseiro e não travar uma guerra interna antes de dormir. Conseguir confiar, rir sem desconfiança, existir sem sentir que está sempre devendo algo pra alguém. Isso sim é luxo. O resto é acessório.
Bom seria poder tirar toda a dor e sofrimento do outro, mas amigos só conseguem dividir a dor, e por dividi-la nunca sentiremos igual ao que o outro sentiu!
A verdadeira liberdade surge do ódio profundo ao destino imposto pelo sofrimento, onde cada dor é uma batalha contra o abismo da existência, forjando um significado pessoal no caos, pois só quem renuncia à normalidade tediosa pode sobreviver com intensidade visceral.
Sobre a dor e o prazer. Tendemos a fugir ou enfrentar dor[sofrimento], tristeza, mal-estar, descontentamento e/ou insatisfação (a curto/a médio/a longo prazo) x Buscar ou evitar prazer[deleite], alegria, bem-estar, contentamento e/ou satisfação (a curto/a médio/a longo prazo) de acordo com o pensar, o sentir, o agir e a omissão de ação de cada um(a).
Só o ser humano causa dor, destruição e sofrimento
— em tudo que toca —
e faz isso com plena consciência.
Seríamos um paraíso sem
seres conscientes?
Beatriz Campos Arroyo
