Dor de um Homem
Teu cheiro! Mas teu cheiro não é só perfume, é memória que não sabe partir, é saudade que dorme na minha pele e que acorda toda vez que penso em ti. Teu cheiro tem gosto de ontem, das risadas que ainda ecoam em mim, dos sussurros e das promessas sussurradas no escuro, que eu fiz esquecer, mas não sei fugir. E quando o peso do mundo cai em meus ombros, é teu cheiro que me mantém de pé, e ele me lembra de quem eu fui contigo e de quem eu ainda sou quando não estou com vc. Teu cheiro ainda mora nos nossos lençóis, nas minha camisas preferidas e nas músicas com melodias de saudades dos momentos que vivemos juntos. Teu cheiro é amor que não pede licença, é ausência que teme ficar. É presença invisível que me ensina a todo tempo a não te soltar! E se me perguntarem qual é o meu vício, qual é minha fraqueza e o meu lar, direi sem medo e sem defesa que o meu perfume preferido sempre foi te amar!
Não estamos prontos pra dor
não importa o que se faça
ou pelo o que se passou.
A vida vai te destroçar
e só o poder de tolerar
pode mitigar essa dor.
Mas tua hora vai chegar,
não há como desviar
nem como se proteger.
Pode-se agarrar a fantasmas
rezar em todos os idiomas,
nada vai acontecer.
Cedo ou tarde você desaba
a armadura arrebenta
e a dor vai flechar você.
Podemos não entender,
mas o sofrimento é um legado
que só espera crescer.
Todos serão "sorteados"
há dores de todos os tipos
há dores por todos os lados.
Solidão Cósmica
Flutua pelo vazio do espaço
Quem faz da dor um grito silencioso
Vagando sem rumo através dos astros
Desenha palavras não ditas
Que ecoam como algo precioso
Passa por cometas e estrelas
Sobrevivendo ao frio e ao calor infernal
Se fortalece cada vez que morre
Mas as marcas que ali ficam
Lembram que a dor é incondicional
Alguma vez no vasto universo
Orbtaria um majestoso lugar
Numa via de estrelas distanciadas
Descansa na sombra de um planeta
Com vista para um belo luar
O Som da Luta
Uma história sobre coragem, esperança e propósito em Angola
O sol ainda dormia, mas o bairro já acordava.
O cheiro do carvão aceso misturava-se com o barulho dos chapas lotados e das vozes que se perdiam nas ruas estreitas.
Era mais um dia em Angola — onde o relógio da sobrevivência nunca para, e a esperança é o último bem que o povo se permite perder.
No meio daquela correria, Manuel ajeitava o seu pequeno carrinho de madeira, carregado de garrafas de sumo natural que ele mesmo preparava à noite.
Enquanto o resto da cidade ainda sonhava, ele já estava em movimento.
O seu lema era simples:
> “Quem quer mudar de vida, começa antes do sol nascer.”
Manuel não nasceu com oportunidades.
Cresceu num bairro onde a poeira é mais constante do que a eletricidade, onde o trabalho é pesado e o reconhecimento é raro.
Mas, desde cedo, ele aprendeu com a mãe que “trabalhar com dignidade é melhor do que mendigar respeito.”
Durante anos, procurou emprego.
Fez cursos, entregou currículos, e ouviu promessas vazias.
Cada “vamos te ligar” soava como uma esperança que morria devagar.
Até que um dia, cansado de esperar, ele decidiu criar o próprio caminho.
Pegou um carrinho velho, juntou umas frutas emprestadas e começou a vender sumos na rua.
No início, foi alvo de risos e comentários:
“Um formado a vender sumo? Isso é vergonha!”
Mas Manuel respondia com um sorriso e dizia calmamente:
> “Vergonha é roubar. Trabalhar nunca foi.”
O tempo passou.
O carrinho que parecia um fracasso virou uma barraca simples, mas movimentada.
As pessoas começaram a reconhecer o sabor dos seus sumos — e, mais ainda, o brilho da sua determinação.
O que era sobrevivência começou a virar sustento.
E o sustento, aos poucos, virou inspiração.
Manuel passou a ajudar outros jovens do bairro a começarem pequenos negócios.
“Não temos muito”, ele dizia, “mas temos mãos, mente e vontade. Isso já é capital.”
Hoje, quem passa pela sua barraca vê mais do que produtos — vê uma história viva de resistência.
Ele ainda enfrenta dias difíceis, ainda há contas que não fecham, ainda há lágrimas escondidas.
Mas, em cada amanhecer, Manuel prova a si mesmo que o sucesso não é sobre ter tudo — é sobre fazer algo com o pouco que se tem.
Quando alguém lhe perguntou o que o manteve firme em tempos de desespero, ele respondeu sem hesitar:
> “Foi a fé. Eu acreditei que Deus não me fez para desistir.”
O som da luta continua ecoando nas ruas do bairro.
O mesmo som que vem dos vendedores, das zungueiras, dos mototaxistas, dos estudantes que andam quilômetros para aprender.
Cada um à sua maneira, todos gritam a mesma verdade:
“Enquanto houver esperança, há motivo para continuar.”
E assim, no coração de Angola, entre poeira e calor, entre lágrimas e sorrisos, nasce uma geração que aprendeu a lutar com o que tem — e a acreditar que o amanhã pode, sim, ser melhor.
> Porque em cada angolano há um guerreiro.
E enquanto o coração bater, nunca vamos desistir.
Deus está preparando algo extraordinário para a sua vida, por isso essa prova, essa dor, esse choro.
Temeis a dor da alma...
Mais que a dor da carne.
Porque tudo que não se completa
É um vazio infinito.
A sua traição pode ter sido apenas virtual. Mas em mim, a dor e a morte que causou, serão eternamente reais!
Como é doloroso não desistir... Peso de nossa consciência e caráter faz este trabalho, mas a dor reflete fisicamente e psicologicamente em nós... O que fazer então? talvez fechar os olhos e por alguns momentos viver no mundo de seus sonhos seja acalentador
AUTOPSICOGRAFIA:
Entre o ser e o ter... Eu não sei!
Qual a dor e a que não foi
Quem sou não sou nem serei
Pois ambas as dores me dói
Quão a dor de se ser rei...
Ansiei ser tudo que se há
Ninguém a mim pôde ver
Se viu não há de encontrar
Senti o meu ser escorrer
Da vida que não me está
"Dor guardada vira veneno.
Dor falada vira remédio.
E leoa que encontra onde falar...
encontra onde se salvar."
Van Escher
A riqueza trilionária só encontra seu propósito quando deixa de contar moedas e passa a curar dores, transformando o poder do ouro na humildade de quem estende a mão para que ninguém mais precise caminhar sozinho ou ser humilhado pelo frio do abandono.
A Dor da Ausência e o Silêncio de Deus
Dia das Mães
Dia das Mães deveria existir todos os dias, porque mãe não é apenas quem gera uma vida, mas quem dedica a própria vida ao cuidado, à proteção e ao amor pelos filhos.
Uma mãe suporta dores silenciosas, enfrenta batalhas invisíveis e, mesmo cansada, continua tentando oferecer o melhor de si.
Reflexão Humana
E talvez seja justamente aí que nasce uma das maiores reflexões humanas.
Desde pequenos aprendemos que existe um Criador, o Pai da humanidade, aquele que deu origem ao universo e à vida. Mas quando uma mãe parte, deixando filhos para trás chorando sua ausência, inevitavelmente surge a pergunta que ecoa no íntimo de muitos corações: por quê?
Porque uma mãe humana, limitada, imperfeita e cheia de falhas, ainda assim luta até o fim pelos seus filhos.
Ela não deseja abandoná-los. Ela quer protegê-los, vê-los crescer, acompanhá-los pela vida.
Então por que o Pai todo-poderoso permitiria essa separação?
O Valor do Amor
Talvez ninguém tenha respostas completas para dores tão profundas.
Mas a ausência de uma mãe ensina algo que palavras não conseguem explicar: o valor imenso do amor que ela representava enquanto estava presente.
Para os Filhos
Essa reflexão é para todos os filhos que já sentiram o vazio deixado pela partida de sua mãe.
Porque certas saudades não passam — apenas aprendemos a carregá-las.
E é inevitável o grito silencioso de um filho ou de uma filha:
“Oh mãe… que falta você faz.” 🥹
Chico Uchoa
Hoje, o erro torna-se aprendizado e a dor transmuta-se em paz. Uma nova história não começa com o esquecimento, mas com a consciência de que o verdadeiro amor nunca foi uma promessa de outro, mas uma presença que já habita em você.
Ser assistente social é comprender a dor de quem sofre, buscando fazer valer as políticas públicas sociais.
