Dor de um Homem
A Dor Invisível
Às vezes, sinto que a depressão e os transtornos que nos afligem precisavam ser visíveis.
Se sangrassem, se mostrassem a gravidade do ferimento, talvez as pessoas não minimizassem.
Talvez a dor não fosse tão fácil de ignorar.
Talvez o sofrimento não fosse tão questionado.
Mas, por serem invisíveis, permanecem no silêncio.
E no silêncio, somos julgados, incompreendidos, e ainda mais sozinhos.
Como se fosse uma escolha, como se fosse uma fraqueza,
como se a dor pudesse ser apagada por palavras que não conhecem o peso do que sentimos.
O cansaço mental, o desgaste, a sensação de que a mente está mais para um labirinto sem saída,
isso é invisível. Mas é real. Tão real quanto qualquer ferimento que sangra e precisa de cuidado.
E talvez, se as feridas da mente fossem visíveis, o mundo seria mais acolhedor, mais atento,
sem tanto julgamento, sem tanta ignorância.
Eu costumava esconder minha dor, meu ódio atrás de um sorriso, mas agora o sorriso parece ter se cansado e resolveu se ausentar por um tempo. Quando voltará? Talvez quando eu aprender a usa-ló de verdade e não desgasta-ló à toa. Mas só o que eu gostaria era que toda essa dor tivesse ido embora com aquele sorriso falso.
Ainda bem que na amizade verdadeira a gente não precisa esconder a dor, o sorriso, o choro, a tristeza, nem a alegria. Não precisa ser rico, belo, alto ou forte. Não precisa concordar, nem elogiar. Não precisa fingir ser ou ter. Na amizade verdadeira o amigo permite ao outro ser ele mesmo, com defeitos e qualidades.
►Talvez
Sinto um vazio no peito
E não sei como preenchê-lo
A dor não é física, a sinto de outro jeito
Como se eu estivesse perdendo segundos de vida
Escolhas inúteis, aceitar várias mentiras
Talvez eu não devesse ter dormido tanto de dia
Ou, eu deveria ter acordado na madrugada fria
Talvez, eu gosto dessa palavra
Tão incerta, mas que,
Muitas vezes me salvou, com indiretas.
Solidão, desta não sou fã
Me deparo com ela sempre pela manhã
Sem humor, sem amor, somente dor
Às vezes entra em minha mente,
Para discutir meu valor
Se eu tiver algum.
A caneta acabará escorregando,
E nas paredes acabarei escrevendo feito um louco
Logo eu terei como melhor amigo, um corvo.
Em tempos difíceis devemos nos segurar
Em nosso espírito confiar
Mas, acho que perdi o meu brilho
Acho que irei afundar no mar do esquecimento
Esquecido até mesmo pelo tempo
E ainda não estou pronto, mas sei que sou um candidato
Sei que me tornarei um marinheiro de primeira viajem
Algum dia encontrarão minha alma boiando sobre a margem.
Minha perspectiva está tão limitada
Minha vista está iludida, desestabilizada
Por conta de opiniões, minha vida foi alterada,
Para o pior, não consigo dormir, vivo a madrugada
Como uma coruja, mas sem procurar uma presa
Minha mente se sente presa, em um calabouço sem algemas.
Um dia desejei escapar, me salvar
Hoje aceitei este meu novo lar
Em um lugar onde não ouço a campainha tocar
Um lugar onde ninguém venha a me visitar
Hoje me falta no que acreditar
Não tenho, e nunca tive,
A certeza de que essa depressão irá passar
Tento, como passatempo, me agarrar em coisas bobas
Às vezes sinto falta de certas pessoas
Mas, afinal quem não sente?
Talvez seja verdade, talvez eu seja muito carente.
Vi o sol nascer tantas vezes que me acostumei
Meus olhos se fecham às seis,
E acordam às três, preguiçoso? Talvez.
Minha coluna me pede para descansar
Meus ombros começaram a pesar
E, bem lá no fundo, se eu parar,
Conseguirei escutar meu coração chorar.
AMOR PRÓPRIO
Decidi hoje
Que não vou mais sofrer de amor
Nem de dor
Nem de nada
Decidi hoje que eu me amo
Acima de tudo, de todos e de qualquer coisa
Decidi que vou fazer amor comigo
E me apaixonar por mim mesma
Antes de decidir qualquer outra coisa nessa vida
Por que já levei tanto tombo
Que aprendi a gostar da dor de cair
Decidi por mim mesma
Me amar mais
Me desejar mais
Me acarinhar mais
Por que tem dias que ninguém vai fazer isso por mim
E eu tenho boas mãos
Posso me virar sozinha
Eu tenho pés para ir
E tenho carona pra voltar
Tenho coragem de decidir
E lágrimas para chorar
Não preciso que ninguém me diga sim
O não já me pertence e eu posso aceitar
O que eu preciso é me dizer sim
E me abraçar
E dançar
E extravazar
Eu decidi hoje
Que a partir de amanhã
Não vou mais parar
Oh! Meu Deus! É indescritível a dor que sinto! Como posso eu viver sem a minha vida? Como posso eu viver sem a minha alma?!
(O Morro Dos Ventos Uivantes)
Minha dor e todos os problemas causados,
Não importa o quanto durem,
Eu acredito que há esperança,
Enterrada por debaixo de tudo...
Você se importa tanto que sente como se estivesse sangrando até a morte de tanta dor.
Chá das 3:00 🕒
Uma xícara de chá e uma flor
cura qualquer dor!
Tem horas que a vida pede uma pausa merecida,e quando tudo acalma,olho para a xícara de chá pousada sobre a mesa e fico ali, refletindo.💭
De dentro de uma xícara de chá
Surgiram vários pensamentos 💭
minha história:
a fala do silêncio,de quem caminha por entre as flores sozinha.
Triste...
Ando triste
Há dias estou assim...
Triste...
Sabes aquela dor, que dói em lugar
Que não sabemos ao certo aonde é?
Uma falta de algo que não sabemos certamente o que é?
Sabe aquela vontade:
Vontade de sumir...
Se isolar...
Ficar só...
Quieto...
Somente você e seus pensamentos?
Pois bem!
Assim mesmo que estou.
Triste...
Desconfie das coisas que acontecem sem dor, renuncia ou esforço. Geralmente um dos 3 é necessario para um bom resultado
O sangue escorria, naquele líquido vermelho a dor se ia, era necessidade, diferente do desejo e insanidade, a dor parava, descansava. Os olhos fechavam, ali escurecia, sentia-se bem, era o lugar onde se encontrava, sentia o coração ficar calmo aos poucos, história escrita com sangue, se tornando melhor. Pedaços vazios. Mutilação. Restaram os pedaços que se tornaram cicatrizes, aquelas que mais tarde ao passar a mão, se orgulhou por ter aguentado fortemente sozinho, sem precisar da ajuda de quem o julgava e acabava com suas esperanças de viver a história que escrevia.
Quem sou eu?
Pra que o Deus de toda terra
Se preocupe com meu nome
Se preocupe com minha dor
Quem sou eu?
Pra que a Estrela da manhã
Ilumine o caminho
Deste duro coração
Não apenas por quem sou
Mas porque Tu és fiel
Nem por tudo o que eu faça
Mas por tudo o que Tu és
Eu sou como um vento passageiro
Que aparece e vai embora
Como onda no oceano
Assim como o vapor
E ainda escutas quando eu chamo
Me sustentas quando eu clamo
Me dizendo quem eu sou
Eu sou teu
Eu sou teu
Quem sou eu?
Pra ser visto com amor
Mesmo em meio ao pecado
Tu me fazes levantar
Quem sou eu?
Pra que a voz que acalma o mar
E acaba com a tormenta
Que se faz dentro de mim
Jesus eu sou teu
Eu dependo de ti
Me abraça senhor
A quem temerei?
A quem temerei?
Se eu sou teu
Eu sou teu...
