Dor de um Homem
Desculpa. Desculpa por não conseguir te fazer sorrir ingenuamente como você sorria.
Desculpa por não conseguir ser a pessoa que você procurava.
Desculpa por muitas vezes não conseguir lidar com todas as suas emoções em geral.
E por último, perdão por não ter sido quem você queria que eu fosse.
Perdão, porque eu não consegui ser o anjo, o parâmetro, o amigo que você e seu coração precisavam no momento.
Nossa história não terminou bem, mas ainda sim é a melhor que eu conheci.
Agora, eu vou ter que me lembrar de você por mais tempo doque eu te conheço.
E por favor, não me diga que eu sou tão esquecível quanto o tempo e o silêncio tem me feito sentir.
Só porque eu deixei você ir, não quer dizer que eu queria.
Quando a tristeza é profunda nós a enterramos porque não conseguimos falar sobre ela. Mas, isso não resolve porque as ondas vem e tudo vem de volta para a superfície.
O Abismo do Paraíso
Você me olhava, olhos feitos de abismos,
Uma pergunta silenciosa queimava no ar:
É amor o que sangra em nós,
Ou será a dor que nos costura à beira do precipício?
Não há resposta que não fira,
Não há verso que não rasgue o peito.
Somos feitos de incêndios silenciosos,
De um fogo que tanto aquece quanto consome.
Amamos como quem pisa em cacos,
Cada passo ressoa um lamento cortante.
A dor é irmã gêmea do êxtase,
E juntos, dançamos na corda tênue da perdição.
Talvez sejam os dois, amor e dor,
Misturados como veneno e cura,
Nos levando pela mão a um destino cego,
Um salto sem redes para o abismo do paraíso.
Caminhamos sem olhar para trás,
Como loucos que amam seus próprios cárceres.
Você me olhava e eu sabia—
Não fugiremos, nem queremos.
Esse amor é nossa ruína,
Mas também o céu pintado por nossas mãos.
Se há um fundo no abismo,
Que seja feito de estrelas,
E que ao cair, toquemos o impossível.
E assim seguimos, entre beijos que cortam
E abraços que selam feridas invisíveis.
Rumo ao desconhecido, de olhos fechados,
Para cair ou voar.
Pouco importa—
O paraíso sempre começa na queda.
A vida é uma obra de arte, pintada em um quadro em várias cores, em cada dia você vive uma cor, espero que você saiba colorir porque a cor final é o PRETO e você não vai poder voltar para apagar e recomeçar!
Encontrei no teu sorriso, a felicidade.
Em seus olhos, o amor.
Com teu jeito, a razão do meu viver.
No teu adeus, minha maior dor.
Dói.
Dói pelo amor que se vai.
Dói pelo costume da presença daquela pessoa na vida.
Dói, pelas coisas que não vão ser mais vivenciadas a dois.
É como um leque que se contrai,
até fechar-se por completo,
tirando das vistas diversas ondulações de si mesmo, essas que ajudariam a soprar o futuro de um casal. O leque se fecha.
O leque não mais enfrenta o ar.
Não sopra nem ao menos uma ferida aberta.
Uma ferida que dói.
Cicatrizará um dia e deixará uma marca,
que servirá justamente para que se lembre
dos passos que levaram à ela.
Espelhos, espelhos por todos os lados, e em todos eles, da poça d’água ao desenho na nuvem, eu só a ti vejo…
Sou arisca porque me deixei toda em feridas. Assumo minha culpa por não ter conseguido dar e receber amor. Não é fácil. Só quem não sabe as fórmulas do amor é que consegue amar.
Carrego dores que não escolhi, memórias que não pedi, mas sigo amando com esperança.
Mesmo ferido, sou ponte — entre o passado que grita e o futuro que sonha paz.
2025
Querido diário,
Querido Deus
Querido amigo
É assim que devo dizer:
Não sei mais o que fazer
A solidão e a tristeza
Os pensamentos e a destreza
Como posso suportar
Se não há modo de atravessar
Deus, única esperança
Todo dia em meu peito, uma lança
Não me abandone meu senhor
Você é a luz para o amor
Nesta noite... Eu me deito
Com a dor em meu peito
Contei-lhe minha história e para ti fiz nascer poemas...
Coração solto em terra ímpia a florescer...
Da ilusão por mim criada só tive algemas...
Onde aprendi a sofrer...
Todas as portas já cerradas...
Todas as ruas vazias...
Vejo as estrelas a chorar...
E até, quem diria...
Não é mais bela a lua...
É só uma luz fria...
No jardim das almas...
Ninguém acompanha meu caminhar...
Saudade ou aspiração?
Deixei minhas virtudes cair ao chão...
Cansei de tanto oferecer...
Do que não há de voltar...
Do tempo que há de chegar...
Castigo inexpiável...
Tamanho é meu parecer...
Para ter meus sonhos realizados...
A quem devo obedecer?
Para quê a busca das coisas?
Quando por fim tudo acaba?
Valerá a luta da conquista...
Onde ainda se crê e se ama ainda?
Sim, é certo...
Quem eu amo...
Agora zomba e ri do meu amor…
Em tudo o que fiz pus o cuidado...
Será possível mesmo o fim de tudo?
Restando-me só ausência e dor?
Sandro Paschoal Nogueira
