Dor de um Homem

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⁠Quero me encontrar bem lúcido quando morrer, para entender a dor e o sentido da morte.

Inserida por EvandoCarmo

⁠O TEMPO LEVA TUDO

As coisas efêmeras, como a paixão humana e a dor de consciência, costumam mudar rapidamente suas intensidades. Isto se dá de acordo com os pontos de vista de quem as sofrem. Até as coisas materiais, como rios, mares e montanhas, podem ser despercebidas quando um viajante cansado se enfada de admirar a paisagem.

Neste caso, a culpa é sempre do viajante que não consegue travar um diálogo perene. Segundo Rochefoucauld, assim se dá com os sentimentos, como o amor e amizade.

Os homens andam muito cansados para carregar para sempre o peso de uma amizade; e um grande amor pode emagrecer e até desaparecer se for apenas alimentado com mares, rios e montanhas de saudade.

Inserida por EvandoCarmo

⁠Em busca de sentido encontramo a dor, por isso o grande poema deve ser composto de dor, precisa identificar a dor e oferecer sentido...

Por meio da arte encontramos o sentido, não o sentido da vida, mas o sentido necessário para suportar a dor de viver, e a dor produzida pela consciência da nossa fragilidade mortal.

Antes havia um vazio, a ausência de sentido, depois conhecemos a dor, então inventamos a arte para suportar a verdade.

Inserida por EvandoCarmo

⁠A dor persiste, como um abismo de saudade.

Parece até maldade o teu silêncio.

A falta dos teus braços
me sufoca, a falta do teu corpo
me revolta.

O mundo é triste, o tempo insiste em me dizer
que é tudo em vão.

Que o amor ideal
não existe, o que resiste,
e não desiste é a solidão.

Inserida por EvandoCarmo

⁠Soneto ao vinho

Entre os espinhos dessa vida agreste
O vinho nos conforta a dor do peito
Um cálice, um brinde ao amor celeste
Que acalma e nos traz paz em seu deleite

Em nosso ninho, aconchego e carinho
Onde o amor floresce como trigo
Em noites frias, ao som do pinho
Aconchega e aquece nosso abrigo

E assim, entre espinhos e flores
A vida segue seu curso sem temores
Ainda temos fé para amainar os dissabores

E que o vento esteja ao norte e a favor
Que em nosso ninho habite luz e calor
E que a vida seja sempre um brinde ao amor

Inserida por EvandoCarmo

⁠Mas a beleza, por vezes, pode iludir,
nos fazer esquecer a dor e o sofrimento.
Precisamos, então, ter discernimento
e buscar também a verdade e o sentido.

A filosofia nos ensina a questionar,
a buscar a sabedoria e o conhecimento.
Ela nos mostra que o belo é relativo,
e que a verdade pode nos libertar.

Assim, neste soneto, busco unir
a beleza e a filosofia, em harmonia.
Que possamos enxergar além das aparências, e encontrar a verdade,
a paz e a alegria

Inserida por EvandoCarmo

⁠A dor que nos consome é forte,
E parece não ter fim,
O peito aperta, sufoca,
E a tristeza toma conta de mim.

Perder algo ou alguém querido,
É uma dor insuportável de sentir,
É como se o mundo tivesse acabado,
E tudo ao redor parasse de existir.

Às vezes penso que nada mais faz sentido,
E me perco em meio às lágrimas de dor,
Mas sei que é preciso seguir em frente,
Para encontrar a felicidade outra vez, com amor.

Por isso, guardo as lembranças boas,
E tento esquecer as ruins,
Para renascer das cinzas,
E seguir em frente, com novos rumos e caminhos.

A dor pode até nos ferir,
Mas não pode nos fazer desistir,
Pois mesmo que a vida nos golpeie,
Sempre há uma chance de recomeçar e sorrir

Inserida por EvandoCarmo

⁠O amor é luz na escuridão
Bálsamo que cura a dor e a solidão
Alquimia divina que transforma o coração
Elevando-nos ao alto, em busca de redenção

O amor, sublime das canções
É a matéria-prima dos trovadores
Chama que arde em nossos corações
Nos faz acreditar em impossíveis amores.

Assim, é nas rimas de um soneto singelo
Que manifesto minha gratidão ao amor
Por tê-lo em minha vida como um elo

Unindo sentimentos em sintonia e fervor
Que seja sempre presente noite e dia
O amor, fonte de paz e harmonia

Inserida por EvandoCarmo

⁠Oh, dor! Como é triste o amor, poeta!
Nosso coração, pulsando forte, em vão
Busca alguém a quem possamos cantar
Mas, no fim, amor e poesia não se dão

Somos poetas, fadados à solidão
Buscamos em vão, um sorriso apaixonado
Em cada amor, há sempre desilusão
E, como sábio, desiste do ser amado

Oh, sapiência! Pois sabemos nós
Que para o poeta, amar é um martírio
O amor é um sentimento só para tolos

Não temos tempo para distração
Feitos para para o fogo-eternidade
Julgados insensíveis sem coração

Inserida por EvandoCarmo

⁠Oh, efêmera existência humana!
Tão breve é a vida tão plena de dor
Ela é frágil como uma rosa que murcha
Que fenece antes do seu esplendor

Nós somos como a areia da praia
Que vai e vem com as ondas do mar
Pois a nossa existência é passageira
E o tempo é o nosso algoz a ceifar

Mas, ainda assim, seguimos adiante
Construímos nossos sonhos com afinco
Regamos com suor cada planta, cada cante

E vamos em frente, sem desanimar
Porque sabemos que somos uma centelha
Na Vida maior, que nunca vai cessar.

Inserida por EvandoCarmo

⁠Meu Pranto

Leva meu pranto, meu dissabor
Por isso eu canto, pra espantar a dor
Leva meu pranto, meu dissabor
Por isso eu canto, pra espantar a dor

A dor que dói deixa a marca sem furar
E eu não consigo um minuto me calar

Leva meu pranto, meu dissabor
Por isso eu canto, pra espantar a dor
Leva meu pranto, meu dissabor
Por isso eu canto, pra espantar a dor

Meu violão não aguenta mais sofrer
Quebra as cordas com saudade de você

Leva meu pranto, meu dissabor
Por isso eu canto, pra espantar a dor
Leva meu pranto, meu dissabor
Por isso eu canto, pra espantar a dor

Não tem papel nem caneta pra escrever
Falta argumento pra que eu possa te dizer

Leva meu pranto, meu dissabor
Por isso eu canto, pra espantar a dor
Leva meu pranto, meu dissabor
Por isso eu canto, pra espantar a dor

Inserida por EvandoCarmo

⁠Vertigem do Nada

Há um buraco no centro do peito,
não é dor, não é falta, é vazio.
Um eco que grita sem nome, sem rosto,
um abismo que engole o que antes era rio.

As estrelas são olhos mortos no céu,
testemunhas frias daquilo que somos:
poeira sem rumo, sem forma ou destino,
fantasmas que ao nada vagando retornam.

O tempo, carrasco sem face ou clemência,
sussurra promessas que não pode cumprir.
Cada instante é um fardo, uma farsa,
um passo mais perto do eterno cair.
E quem sou eu neste vasto deserto,
senão sombra que sonha ser luz?

Um verbo calado, um silêncio sem versos,
um grão de areia que o vento conduz.
Procurei na matéria, no espírito, no verbo,
mas o Nada me encara, imóvel, voraz.

Sou apenas o medo vestindo a esperança,
um eterno adeus a tudo que jaz.
Se há sentido, ele dança no escuro,
esquivo, risonho, a zombar do querer.
Mas na borda do abismo, ainda respiro,
porque mesmo no Nada, há ser.

Inserida por EvandoCarmo

⁠Quase

eu quase morri.
não foi por falta de dor,
mas por excesso de espera.

quase fim,
quase meio,
quase gesto inteiro que se perde no intervalo.

quase vida —
essa sombra acesa que não ilumina.
quase amor —
esse sopro que não toca,
mas levanta poeira no peito.

quase ida,
porque eu ainda volto em sonhos.
quase vinda,
porque nunca cheguei por completo.

quase morte,
como um adeus sussurrado sem convicção.

quase destino,
feito linha torta que não ousa ser traço.

quase eu,
quase tudo,
quase nunca.

Inserida por EvandoCarmo

⁠Eis-me entre homens, meu irmão,
na angústia e na dor de saber da finitude —
e da inutilidade da vida
quando o assunto é a eternidade.

Amo e odeio essa possibilidade.
Convivo entre homens que, embora tente compreender,
enxergo como fracos:
almas perdidas no labirinto da consciência da morte.

Cegos guiando cegos,
todos buscam entender o que não é possível,
e acima de tudo, tentam encontrar sentido
naquilo que apenas repetem —
como se a crença, por si, salvasse.

Às vezes penso: talvez sejam como eu,
alguém que aprendeu a repetir os erros ancestrais —
a ilusão da crença
de que há algum sentido na morte do homem.

Sobretudo depois de se conhecer a sentença:
“Tu és pó, e ao pó voltarás.”

Me solidarizo com esses homens.
Mas, ao contrário deles,
na maior parte do tempo,
eu nego qualquer sentido ao universo.

Rejeito qualquer ideia cósmica ou estoica de metafísica —
seja a da alma imortal,
seja a da carne eterna,
ou da saturação de algum prazer físico.

Tudo é em vão.
Seguimos como ovelhas para o abate,
e todas as crenças desabam
quando a razão nos assalta,
como um raio que, vez por outra,
ilumina demais.

Inserida por EvandoCarmo

⁠Contemplo a arte resultante da dor, do desabafo de um coração intenso, do sofrimento transformado em beleza, um gesto de amor, o frescor de um renascimento, reflexo sincero de um pintor profundamente emocionado que estava muito à frente do seu tempo.

Inserida por jefferson_freitas_1

⁠⁠Até quando fingirá que está bem, que nada mudou?
Isto não convém, só aumenta a sua dor,
Não se trata de fingir, mas de resistir,
de atentar-se pra aquilo que conquistou,
que houve obstáculos pra chegar até aqui,
Mas, graças a Deus, você chegou
E assim continuará, entre tensão e tranquilidade,
a cada dia, uma emoção,
uma nova oportunidade.

Inserida por jefferson_freitas_1

Seja alguém que se ama,
que supera a sua dor,
que compensa sua luta
refletindo esperança
e transbordando de amor.

Inserida por jefferson_freitas_1


Seja Alguém Alegre
que Ameniza a sua dor
dando Atenção que merece
tendo Apreço pelo o Amor.

Inserida por jefferson_freitas_1

⁠Cercada pela a escuridão,
revelas o teu amor,
tua bela feição
ignorando a tua dor,
És como a Dama-da-noite
que floresce ao anoitecer
com uma intensa paixão
no seu precioso viver.

Inserida por jefferson_freitas_1

⁠Nas águas da sua dor,
quase que chega a se afogar
por mergulhar na profundidade
de seus sentimentos
depois ter seu amor desprezado
até o momemto que,
milagrosamente, conseguiu
subir para a superfície
em seguida, suas águas evaporaram
e voltaram em forma chuva
de uma sensação necessária
de liberdade
e agora possui a sensata conduta
de quem ama-se de verdade.

Inserida por jefferson_freitas_1