Dor de um Homem
Pois, o que dói na dor da alma é que ela não desaparece com remédios ou curativos, simplesmente fica adormecida, esperando que alguém aperte o botão das memórias
A dor da alma dói um pouco mais a cada segundo que passa, pois, tal como nós os sentimentos crescem e as sensações tornam-se maiores e mais intensas.
Adaptação da vida
Primeiro mataram os negros
Mas eu me importei com isso
Eu sei a dor de uma perda
Em seguida mataram alguns gays
E eu me levantei contra isso
A dor da perda eu conheço, eu sei
Depois mataram uma moça
E eu lutei contra isso
Eu sei a dor de uma perda
Depois mataram mais lgbts
Mas resisti e lutei
Pois eu já senti a dor de uma perda
Agora,estão atacando todos nós
Mas não é tarde
Sempre haverá alguém para resistir comigo
Adaptação de intertexto de Bertolt Brecht
O cambuci é uma fruta, agridoce.
Doce e ácida.
Vida boa aperriada.
A gente se acostuma com a dor.
Na esperança de dias melhores.
Dias, semanas, meses.
Anos...
Agridoces. Pouco doce...
Uma vida ácida.
Até o tipicamente bom, é ruim.
O cambuci pesa em média 55 gramas.
A vida pesa mais que um cambuci.
A dor de José foi tão grande quando foi traído por seus irmãos, que nem teve forças para reagir, mas encontrou forças no Senhor para perdoa-los. Isso, tendo o poder para matá-los. Como? Entendendo que definitivamente, tudo o que acontece conosco, resume-se em “colheita ou provação”.
Tenho certeza que durante às dificuldades, se media, analisava, procurando prováveis motivos para essa possível colheita, ao invés de ficar murmurando e tramando vingança. Já à provação é para aprovação e projeção.
Olá, dor, minha antiga aliada,
Hoje, mais uma vez, você está aqui sentada.
Não veio com aviso, nem trouxe razão,
Apenas se instalou, silenciosa, no coração.
Ando por ruas que parecem desertas,
Onde as almas, invisíveis, estão descobertas.
Carrego nos ombros o amor do mundo,
Mas ele é um fardo, um grito profundo.
Eu vejo rostos que não enxergam,
Ouço vozes que em silêncio pregam.
Tento estender as mãos, mas elas não alcançam,
Minhas palavras ecoam, mas logo se cansam.
O altruísmo me corrói por dentro,
Ser empático é viver no vento.
Sinto a dor que não é minha,
Sinto o peso que nunca termina.
E mesmo por quem me fere, ainda choro,
Como se cada lágrima fosse um tesouro.
Me perco no som do silêncio,
Onde a alma grita em silêncio denso.
Mas por que o coração dói sem motivo?
Por que amar se torna tão corrosivo?
O vazio responde com seu abraço,
E o silêncio, se torna um eterno laço.
Sigo caminhando, sem destino certo,
No caos do mundo, meu peito aberto.
E o som do silêncio me envolve,
Como uma canção que não se resolve.
14/06/21
Dezoito dias se passaram...
Não encontro palavras para expressar tamanha dor que dilacera o meu peito.
Tenho tentando aceitar e entender tudo o que aconteceu, mas é muito difícil... Dentro do meu coração, ele estará vivo para sempre, mesmo que eu não o veja e não o toque, sentirei sua presença viva perto de mim.
Nas mãos de Deus está as nossas vida, a Ele pertence o nosso pensar, a nossa alegria e o nosso viver.
Um grande vazio preenche o meu coração...
Uma dor cortante dilacera minh-alma...
Difícil entender o que não se explica; a vida, a morte; tudo é mistério de Deus e não está ao nosso alcance.
Agora os dias se consomem na saudade; saudade de tudo o que foi a nossa vida.
(30 dias)
A dor da mudança custa menos do que a dor da preguiça e da falta de fé, pois são nas transformações que alcançamos a alegria e o prazer de viver uma vida abundante e com poucos sofrimentos nas realizações.
Trabalhe na dor das pessoas para trazer soluções, desejos, relações de proximidade e de confissões pessoais para serem transformadas pela verdade e por relacionamentos sadios, eficazes e edificantes.
Ainda que passes pela vergonha, vexame e dor, lembra-te de um só que a tudo suportou sem abrir a sua boca.
Quando o Amor Escolhe Perdoar: Entre a Dor, a Esperança e a Possibilidade de Mudança
Perdoar uma traição é uma das decisões mais difíceis que alguém pode enfrentar, pois envolve confrontar uma dor imensa, a quebra da confiança e o desafio de manter o amor por alguém que causou uma ferida tão profunda. O coração de quem perdoa muitas vezes se divide entre o desejo de continuar amando, o medo da vulnerabilidade e a esperança de que o outro possa realmente mudar. Esse processo de perdão exige uma força interior tremenda, além de uma disposição para reconhecer a complexidade da condição humana.
Continuar amando alguém após uma traição pode parecer um ato de sacrifício e teimosia para muitos, mas para quem vive essa experiência, é um reflexo de uma conexão profunda, um vínculo que nem mesmo a dor parece ser capaz de romper completamente. O amor, nesse caso, se torna um campo de batalha entre o desejo de reconstruir e o receio de se machucar novamente. Há uma mistura de fragilidade e esperança: acreditar que a pessoa que errou possa se redimir e que o relacionamento, embora transformado, tenha a chance de florescer de novo.
A esperança de que a mudança seja genuína é como segurar uma chama em meio a uma tempestade. A pessoa que perdoa se pergunta se a dor e a decepção poderão um dia ser substituídas por segurança e confiança. Haverá noites insones, pensamentos conflitantes, momentos em que o perdão parece um fardo pesado demais. Mas ainda assim, o amor insiste, e há um fio tênue de fé na capacidade humana de aprender com os erros e se tornar melhor.
No entanto, essa espera por mudança exige sabedoria. Não se trata de ignorar os comportamentos destrutivos ou de aceitar tudo em nome do amor, mas sim de reconhecer que o perdão verdadeiro também exige mudanças concretas e um comprometimento profundo de ambas as partes. Aquele que traiu precisa se dedicar ao processo de se reconquistar e de reconstruir, pedra por pedra, aquilo que destruiu. A mudança genuína não é apenas uma promessa, mas um conjunto de ações que mostram respeito, consideração e um esforço constante para se tornar a versão mais íntegra de si mesmo.
Por outro lado, quem perdoa precisa aprender a lidar com as cicatrizes. O perdão não apaga a dor, mas é um caminho para a libertação, uma escolha de não deixar que a mágoa consuma tudo. Amar alguém que falhou é reconhecer que o amor é imperfeito, mas também é buscar estabelecer limites que protejam a própria dignidade e saúde emocional.
Continuar amando é, então, um ato de coragem. É acreditar na possibilidade de que o amor pode ser maior do que o erro, mas também aceitar que, mesmo se a mudança não vier, o perdão foi um presente que você deu a si mesmo para se libertar do peso do ressentimento. É um lembrete de que, ao fim de tudo, você fez o que pôde, mesmo que o resultado final esteja além do seu controle. E talvez o maior aprendizado seja entender que o amor verdadeiro também inclui amar a si mesmo, mesmo enquanto espera o outro mudar.
