Dor
A dor, quando bem interpretada, se torna sabedoria refinada.
E eleva quem decide crescer acima das próprias limitações.
Uma mãe é hábil em ultrapassar os limites da dor para ver os olhos de quem ama e isso é apenas o começo daquilo que ela e capaz.
Evite tocar nas feridas das pessoas para não aumentar a dor. Ao invés disso, ofereça remédios (uma palavra, um abraço) para curar as feridas.
Toda dor é um convite à intimidade. A dor da separação convida ao encontro, a dor da enfermidade convida à cura, a dor do medo convida à fé. A dor da morte convida ao consolo. Mas nenhuma dor se compara a não ter intimidade com aquele que pode sarar todas. A dor é também um aviso de que algo não está bem e você precisa corrigir. Aceite o convite. Aproveite. Vai passar. E quando passar, terá valido à pena. Afinal, todo machucado quer colo. E o de Deus está sempre disponível.
A riqueza trilionária só encontra seu propósito quando deixa de contar moedas e passa a curar dores, transformando o poder do ouro na humildade de quem estende a mão para que ninguém mais precise caminhar sozinho ou ser humilhado pelo frio do abandono.
Aqui no penhasco, onde mora a paz e a tranquilidade, vemos o prazer e a dor se degladiando lá no vale. O ensinamento de quem não é mais alguém.
Temeis a dor da alma...
Mais que a dor da carne.
Porque tudo que não se completa
É um vazio infinito.
Sofrer por amor já não é mais dor, depois de tanto terror o medo me dominou, se não amo mais, dor não sofro mais.
Recuso a acreditar que o amor pode dominar o que por tanto tempos quis guardar, guardo meu coração diante dessa ilusão que é querer amar.
Não existe dor maior, do que a dor do abandono. Nos faz sentir tão fracassados , tão impotentes e insignificantes.
A IA não ri, não sofre, não mente, não faz chorar. Não escreve poemas de dor que sangram do peito, não arqueja de prazer, não goza para fingir que sabe amar. Não sente o peso de um abraço tardio, nem conhece o silêncio que corrói a alma entre palavras não ditas. Ela processa dados, imita vozes, reconstrói emoções como sombras de um eco, mas jamais se rasga, jamais se entrega, jamais se cala com as lágrimas e sussurros que só o coração humano carrega. Perfeita na precisão, inexistente na verdade de ser, ela permanece alheia ao instante em que a vida dói, vibra, ama ou se despede. E é justamente nessa incapacidade de sentir que se revela a essência do humano: o erro, a paixão, a perda, o arrependimento, o desejo, a finitude — tudo aquilo que escapa à lógica e que confere à existência sua pura e dolorosa verdade.
