Dominação
É muito mais do que projeto de poder, dinheiro e dominação, é sobre alugar as cabeças dos asseclas e ainda ser idolatrado por eles.
Porque o domínio mais eficiente não é o que se impõe pela força, mas o que se instala silenciosamente na mente.
É quando a narrativa substitui a realidade, quando a lealdade deixa de ser escolha e passa a ser reflexo condicionado.
Nesse estágio, não é preciso vigiar todos os passos — basta moldar a forma como as pessoas enxergam o mundo.
Quem controla o significado das coisas, controla também as reações a elas.
Há algo de profundamente inquietante nisso: a transformação de indivíduos em extensões de uma vontade alheia, repetindo discursos como se fossem pensamentos próprios.
A crítica vira traição, a dúvida vira fraqueza, e a obediência é celebrada como virtude.
Não se trata apenas de convencer — trata-se de ocupar o espaço interno onde antes — talvez — existisse questionamento.
E talvez o ponto mais perturbador seja justamente a idolatria.
Não basta seguir, é preciso admirar.
Não basta obedecer, é preciso defender com fervor.
A figura central deixa de ser apenas líder e passa a ser símbolo, quase intocável, blindado por uma devoção cega que dispensa evidências e ignora contradições.
Nesse cenário, o poder já não precisa se justificar — ele se sustenta pela fé.
No fim, a questão não é apenas quem exerce o controle, mas por que tantos se oferecem a ele.
O que leva alguém a abrir mão da própria autonomia em troca de pertencimento, de identidade, de uma sensação de certeza?
Talvez seja mais confortável habitar um mundo simples, com respostas prontas, do que enfrentar a complexidade incômoda da realidade.
E é aí que reside o verdadeiro risco: quando pensar se torna opcional, e sentir-se parte de algo maior substitui a necessidade de compreender.
Porque, nesse ponto, o poder já não precisa conquistar espaço — ele já está instalado, silencioso, dentro de cada cabeça alugada.
A dominação colonial em Moçambique não cessou; apenas se metamorfoseou em neocolonialismo. Este novo sistema de controlo económico e social é uma armadilha perfeita: aprisiona o indivíduo na rotina básica de nascer, estudar, lutar pelo emprego e, falhando, vender água nas ruas, mantendo-o na dependência. Paradoxalmente, o sistema exige mais do que submissão económica; exige a neutralização do espírito, o incentivo ativo à mediocridade intelectual e ao conformismo. Só assim, pela ausência de criticidade, as estruturas de poder se tornam invisíveis e eternas.
Opção por jogos de dominação
faz perder o brilho e põe o risco
de perder a beleza do caminho;
Como não quero perder tempo
e não quero preencher nenhum vazio,
consciente elegi o ostracismo
sem amargura e com muita arte.
Não por idealização exacerbada,
e sim pelo desejo intenso
de pactuação da sedução mútua,
momentos de contemplação
e de leveza para o coração,
como quem resgata as primeiras
curiosidades, o riso sem protocolo
e o impulso de acender estrelas.
Uma companhia para dividir
e parar no meio do caminho
para se maravilhar diante
dos ipês coloridos e florescidos,
ao mesmo tempo logo quando
forem avistados pelas ruas
como um grande acontecimento,
e assim lado a lado seguir
com amor, paixão e contentamento.
Desaprovo a estratégia de dominação que rompeu o tecido social daqui e de muitos povos de tal forma que depois de certo tempo só é possível fazer amizade se fulano tem a mesma ideologia do que a sua. É perigoso quando a fraternidade e a solidariedade se norteiam por este fator!
O homem em seu incessante desespero de dominação não percebe que está destruindo a si mesmo e as maravilhosas faces da criação, numa perigosa e traiçoeira dança que pode levá-lo à sua destruição!
O filme Caminho para Eldorado é um imenso plágio da história de dominação da Europa em relação á nossa América. A Imitação é uma releitura do processo de “descoberta” da América “espanhola”, a cidade de Eldorado não passa de uma metáfora para a teoria da extração de ouro para enriquecer utilizando o ouro e as outras riquezas das novas terras. Ou seja, o mistério de Eldorado é apenas um mito, porém Eldorado realmente existiu, contudo não podemos nos enriquecer mais com a sua existência, pois todo ouro já foi retirado.
Sendo que a vida humana é dominação organizada, e o princípio da realidade é adaptação a essa mesma dominação - há a rebeldia como actividade nobre.
A dominação do homem pelo homem não nasce na força daquele que domina, mas na ausência de consciência daquele que é dominado, o que produz a invisibilidade das grades do sistema de dominação. Por isso é necessário História!
Os cobradores de impostos eram desprezados e marginalizados porque colaboravam com a dominação romana, cobrando imposto e, em geral, aproveitando para roubar. Jesus rompe os esquemas sociais que dividem os homens em bons e maus, puros e impuros. Chamando um cobrador de impostos para ser seu discípulo, e comendo com os pecadores, Jesus mostra que sua missão é reunir e salvar aqueles que a sociedade hipócrita rejeita como maus.
(nota de rodapé - para Mc 2,13-17)
Dominação e Liberdade
Se eu quisesse dominar o mundo:
- Restringiria a educação e a cultura
- Alimentaria a boca e o ego
- Estimularia o ócio e a vaidade
- Diria inverdades sobre o povo
- Acalentaria seus defeitos
- Supriria suas esperanças da vida fácil
- Daria o remédio da fala que entorpece a mente
- Mostraria o mais belo horizonte
- Abriria o sorriso da hipocrisia
- Criaria falsos mitos
- E como o anjo da morte, espreitaria suas almas.
Mas, apenas desejo a liberdade do mundo:
- Oferecendo o conhecimento e a fonte
- Alimentando o espírito e a fé
- Estimulando o trabalho e o esforço
- Mostrando a verdade, mesmo que doa.
- Indicando o duro caminho das virtudes
- Mantendo no coração a esperança na dura vida
- Ministrando a poção amarga e estimulante
- Iluminando o caminho das pedras
- Secando as lágrimas da humildade
- Alertando que só há um Criador
- Amando e ensinando a caridade como porta libertadora
O homem caminhou do recurso da dominação propriamente física para um segundo estágio: a ideologia. Esta última é a forma pela qual, no percurso da evolução, o homem sofisticou o modo como domina o outro.
O Feminismo é uma Ideologia Marxista,que visa exclusivamente a DOMINAÇÃO Feminina,sustenta se da DISSIMULAÇÃO E DO VITIMISMO SOCIAL,para isso como precisa de um "Opressor",Elegeu o "HOMEM - Macho Heterosexual" para Caluniar e Defamar ,sem que esse ultimo sequer se defenda,porque é dotado de uma ignorância Biológica,que o faz sego aos ataques da "MULHER".assim com esta Letal permissividade,o Homem é o maior colaborador e mantenedor desta Ideologia INFAME! Acorda Homem!
Não é o nosso governo, somos nós, esse fruto apodrecido de um lugar onde a dominação sobre o outro sempre ditou a massagem ao ego e não a simplicidade e honestidade.
Controle do olhar
esforço
tepidez
dominação
O olhar cobiça o que vê
livre pensamento
esvoaçante
voador
em cachoeiras
devaneios
fantasias
luxuria
Olhar
sucumbe a real condição
de amar.
As pessoas não sabem o que é relacionamento namorar, etc... isto pra humanidade significa dominação e ciúmes.
O fato de não fazer nada não é vazio, tem um significado: dizer sim às relações de dominação existentes.
Ensaio Profano sobre a dominação:
Os donos do mundo também são dono das pessoas. Essa é a pretensão sórdida dos destruidores de pessoas
Alguns chegaram ao último posto almejado, mandam em tudo mesmo, tudo embalado a muitos chutes e pontapés.
Outros, sem sucesso, com pernas curtas para alcançar o poder buscam como consolo alguém pra chamar de seu. Um só que seja!
Egocêntricos, disciplinados, ditadores compulsivos, extremamente possessivos e inteligentes somente o inferno é o seu limite. No início, inferno dos outros.
Alguns lobos assumidos e outros, em pele de cordeiro, usam o vitimismo como uma das armas para manter sobre si todas as atenções. Muito astutos, conseguem sempre sentar-se no lugar das vítimas e emocionam a platéia.
Até as normas podem ser escudos perfeitos para os seus planos.
Assediadores, buscam as suas presas nos perfis mais vulneráveis, alguns conseguem se livrar, outros agonizam na sua opressão.
Mas, felizmente, a consciência é um dispositivo voraz de alerta ao ser humano que age com imparcialidade e pode abater essas pessoas em seus momentos de profunda solidão, mesmo que estejam rodeados de multidões de discípulos.
Nem o dinheiro consegue livrá-los dessa imperiosa força que oscorrói dia após dia, vão chegando a momentos de insana autodestruição interior, atormentados pelas lembranças e profunda crise de identidade.
E por fim, já não são donos de mais nada, nem de prazer para usufruir das poucas moedas que lhe restaram...
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