Doeu
Superar não é fingir que não doeu.
É aprender a colocar as coisas no lugar certo dentro da alma. O que é peso, a gente entrega a Deus; o que é lição, a gente guarda; e o que é amor, a gente deixa florescer outra vez.
“Eu descobri que crescer não é esquecer o que doeu, mas aprender a sorrir mesmo carregando dentro de si tudo aquilo que ainda insiste em machucar em silêncio.”
— Anderson Del Duque
Desistir de você e ir embora foi um ato de coragem. Ou fui covarde?
Doeu...
É triste deixar quem se ama, mas ficar séria não me amar
Seria cruel comigo e com você.
Essa é a parte dolorosa., sentir e ter que sufocar, tentar esquecer, fingir que não dói. E como está doendo.
Queria que você fosse o último, que nossa estrada fosse longa, que estivéssemos sempre juntos, ainda que fisicamente longe. Que toda mágoa fosse breve. Que fosse leve a nossa caminhada, ainda que pesasse a gente não desistiria do nós...
Que nossa vontade fosse livre.
Queria que pudesse me escolher sempre. E mesmo que eu seja minha, eu sempre seria tua. Mas, não foi assim..
Você já caiu… e levantou.
Já doeu… e seguiu.
Já chorou… e mesmo assim foi luz pra alguém.
Talvez você não veja, mas tem milagre no seu jeito de não desistir.
Quem caminha com o coração, nunca está só.
A fé vai na frente, abrindo o caminho.
— Edna de Andrade
Desejo que a sua noite te acolha com doçura,
que o sono leve embora o que doeu,
e que amanhã chegue leve, como abraço de Deus.
— Edna de Andrade
Tudo em mim foi esquecido, menos o que doeu. Porque a dor tem memória, e o coração, mesmo em silêncio, ainda se lembra.
Nenhuma lágrima é desperdiçada. Se doeu, ensinou. Se ficou, fortaleceu. Se partiu, libertou. E mesmo sem entender agora, uma hora tudo se encaixa.
Nenhuma lágrima é desperdiçada. Se doeu, ensinou. Se ficou, fortaleceu. Se partiu, libertou. E mesmo sem entender agora, uma hora tudo se encaixa. Porque o que é plano de Deus resiste ao tempo, atravessa os desvios e te encontra no tempo certo.
Curiosamente, é no lugar onde mais doeu que a centelha costuma estar enterrada. O lugar do trauma, da injustiça, da queda — ali mesmo onde desejávamos apagar a memória — é onde se esconde o início do chamado. Pois o destino não é um caminho fora de nós: ele é uma frequência que pulsa a partir da ferida.
Quando eu fui o alvo, ninguém se doeu por mim. Nem pensou antes de me ferir.
Chegou a minha vez de atirar, e eu não vou facilitar nada, pra ninguém.
Me julgaram forte o bastante, mas ouvir palavras cruéis me doeu no fundo do coração, o momento resisti, mas depois fiquei despedaçado;
Pra quem nunca ficou
Você não ficou quando doeu,
nem perguntou se a noite me cabia.
Silenciou quando o mundo caiu,
e apareceu só quando eu fingia.
Disse “felicidades”, mas era medo,
não afeto, nem saudade.
Foi o susto de me ver inteira,
de eu seguir sem tua metade.
Eu esperei no eco do tempo,
no som do que não voltou.
Agora entendo: eu não te perdi,
foi você quem não me encontrou.
Na mesma rua
Eu passo
e o chão lembra.
Não é você..
É o eco do que doeu.
As paredes sabem,
o ar pesa,
e meu peito responde
como se fosse agora.
Mas não é.
Você ficou
no que eu sobrevivi.
Eu sigo
no que eu me tornei.
E por mais que doa
te cruzar no mundo,
já não existe
lugar em mim
onde você mora.
Sem Colete
Quando eu parei de me proteger,
vieram com mira certeira.
Não foi o erro que doeu.
Foi acreditar
que comigo
seria diferente.
O tiro nunca vem
quando você tá armado.
Ele vem
quando você acredita
que finalmente pode descansar.
Eu me lembro...
Da última vez em que não fui escolhida e doeu,
Da última vez em que o orgulho vestiu minha voz,
Lembro da última vez em que uma atitude me feriu e eu procurei convencer alguém a maneira certa de agir mesmo a pessoa não demostrando tanto interesse em assim fazer.
Lembro da última vez em que lutei para ser compreendida, como se o entendimento pudesse ser arrancado pela insistência.
Lembro da última vez em que ergui a voz, acreditando que o volume faria justiça ao que o coração sentia.
Lembro da última vez em que tentei provar o meu valor, como se ele dependesse do olhar de quem nunca soube enxergá-lo,
E sabe porque me lembro de todas essas últimas vezes? Porque elas aconteceram e veio um choque de realidade junto, uma total clareza interna.
E esse choque, foi o marco para nunca mais acontecer novamente.
Há dores que apenas machucam, e Outras que esculpem,
Foi no atrito dessas quedas que Deus foi desmontando, uma a uma, as versões de mim que sobreviviam pela reação.
Hoje já não preciso correr atrás para ser escolhida, nem convencer para ser compreendida, nem gritar para existir.
QUEBREI O CICLO.
E talvez esse seja o milagre mais silencioso: perceber que a maior vitória não foi mudar o coração ou as atitudes de alguém, mas permitir que o meu coração fosse transformado.
Porque há libertações que não chegam quando as circunstâncias mudam,
Elas chegam quando a alma aprende que paz vale mais do que razão, e que quem conhece o próprio valor já não implora por lugares que não é bem recebido.
