Selecção semanal
5 achados que vão mudar sua rotina Descobrir

Dizem

Cerca de 9201 frases e pensamentos: Dizem

"Você é a única certeza de felicidade na minha vida, mas não sei por que, sempre que dizem seu nome, sinto o contrário.
Só tristeza, pranto, um todo de dor, me pego cabisbaixo.
O seu nome me sequestra o sorriso, e já fora, há muito, o meu relicário.
Você é o café que me aquece a alma, mas não vale o gosto amargo.
É sempre assim, só a ausência, nenhum beijo, um abraço.
Só saudade, em mais um fim de tarde, não lembrou, não lembrará; lembrei, meu eu abandonado.
É pranto em todo canto, te vejo em cada canto, e, a cada lembrança, meu coração se torna mais fragmentado.
Em nosso amor, apostaria cada dobrado, teria um sofrimento dobrado, dobraria a aposta e sairia quebrado.
Ah, meu amor, sonhei tanto um futuro com você, hoje, o meu sonho é ser capaz de apagar o passado.
Olvidar cada olhar trocado, todo beijo, o calor dos corpos, fazer parar gritar seu nome, os lençóis e as paredes do meu quarto.
Confiei em ti, confiei em meu coração parvo.
Eu deveria era ter duvidado.
Pois, você era a única certeza de felicidade na minha vida, mas não sei por que, sempre que diziam seu nome, eu sentia o contrário..." - EDSON, Wikney

Alguns dizem que “não têm sorte”, mas ignoram o esforço mínimo. Sorte é probabilidade; probabilidade aumenta com ação. Quem cruza os braços diminui as chances. Quem se move cria oportunidades.

Onde os Tempos se Tocam


Dizem — nas margens do que chamamos de realidade — que viver é mais do que mover-se entre dias.
É atravessar uma ponte invisível,
lançada entre o que já foi e o que ainda pulsa para nascer.
Cada passo que damos arrasta consigo vozes que não ouvimos mais,
mas que ainda nos atravessam como brisas ancestrais.

Não começamos onde pensamos.
E não caminhamos sozinhos.
Seguimos por trilhas abertas por mãos que hoje jazem na memória do mundo.
E mesmo sem perceber, somos continuidade:
pedaços de um legado que nos habita sem pedir licença,
que se acende nos nossos gestos mais íntimos,
e nos sonhos que julgamos originais.

Talvez o passado não esteja atrás de nós —
mas entrelaçado no agora, como uma raiz viva sob nossos pés.
Talvez sejamos o sonho deles.
O desejo sussurrado por alguém,
em uma noite de incerteza, sob outro céu,
pedindo que o mundo não esquecesse de existir com beleza.

Mudamos os cenários.
Mudamos as palavras.
Mas será que mudamos, de fato, os enredos?

A humanidade, em suas vestes rotativas,
parece buscar sempre o mesmo:
pertencer. durar. compreender.
E nesse movimento repetido, a cultura se faz semente.
Ela não é um museu de coisas mortas,
mas uma constelação de sentidos vivos —
uma tapeçaria tecida em conjunto,
em que cada história contada é um ponto que costura
feridas e esperanças, memórias e futuros.

Mas… e se tudo isso estiver se perdendo?
Não por maldade. Mas por distração.
Por esquecermos de escutar os mais velhos.
Por desligarmos os rituais do cotidiano.
Por tratarmos como ornamento aquilo que é fundamento.

Porque cultura não é espetáculo — é espelho.
Não é passatempo — é permanência.
Ela pulsa, sustenta, atravessa.
É a herança que escolhemos manter viva.
E mais do que isso: é o espelho onde o coletivo se reconhece.

Em cada tambor ressoado, em cada canto preservado,
em cada arte que resiste ao esquecimento,
há um sinal:
não estamos sozinhos.
Nem no tempo. Nem no destino.

Somos aqueles que recebem e entregam.
Que carregam e renovam.
Que repetem não por inércia,
mas por reverência.

E talvez — apenas talvez —
o mais sagrado de sermos humanos seja isso:
participar do fluxo que une o primeiro gesto ao último suspiro.
Do fogo primordial ao toque digital.

Agora, pare.

Respire.

Sinta o tempo tocando você por dentro.

E se tudo isso ainda estiver acontecendo —
porque você aceitou continuar o fio?

M. Arawak

Egoismo.
Sinto pelas pessoas que precisam de cem por cento de mim,
Elas sempre dizem que preciso delas 24 horas, mas no final do dia sou sempre eu,
o egoísta.

⁠⁠Talvez Deus use o sofrimento para te ter mais perto, E prove a lealdade daqueles que dizem ser fiel até a morte;
Quem quer a coroa da vida?

Há mais verdade em um buraco aberto em uma rua, do que em todas as bocas que dizem que o prefeito é bom!

Dizem que são luz, que são gentis,
mas brilham como néon barato,
muito brilho, pouca verdade,
e um cheiro forte de verniz gasto.


Aplaudem com palmas macias,
mas os olhos? Ah, esses gritam tédio.
São artistas do elogio vazio,
mestres do “como estás?” sem remédio.


Sorrisos de catálogo,
frases feitas, poses de vitrine.
E a alma? Essa tirou férias,
descansa num canto… bem longe de mim.


Fingem empatia com tanto empenho
que quase merecem um prémio.
Mas cuidado: o sarcasmo é um espelho,
e a verdade, um velho boémio.


Ela chega tropeçando, rindo,
arranca máscaras com jeitinho.
E lá ficam eles, nus de encanto,
com a cara de pau… e o ridículo no caminho.


Válter Nobre

O mundo está cheio de barulho, de palavras que não dizem nada. Ouvir requer silêncio dentro de nós. Você consegue encontrar esse espaço calmo para ouvir o outro?

Dizem que amar é preciso, mas sera que quem nós nos disposemos a amar pensa o mesmo.

Nunca volte. É o que todos sempre dizem. As coisas vão ter mudado. Elas não vão estar mais do jeito que você lembra. Deixe o passado no passado. Mas é claro que é mais fácil dizer do que fazer. O passado tem o hábito de se repetir nas pessoas. Como um curry ruim.

C. J. Tudor
O que aconteceu com Annie. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2019.

As pernas perguntaram para a mentira:
— Por que dizem que eu sou curta?

A mentira respondeu, vaidosa:
— Porque eu não deixo você ir longe.

Mas a tecnologia entrou na conversa:
— Errado. A mentira não tem pernas curtas.

A mentira sorriu, aliviada:
— Finalmente alguém me defende!

A tecnologia se aproximou e sussurrou:
— Mentira, você não tem pernas.
Eu cortei todas elas.
E comigo…
você não vai a lugar nenhum.

Dizem que a vida é feita de escolhas, mas o acaso se dá inesperadamente.

Dizem que não preocupo com meus problemas.
Rsrs o mundo não precisa saber de minhas dores.
Afinal dizem muitas coisas, só precisamos saber
em quem acreditar. Meu fardo as vezes é pesado.
Meu caminho tem dias que são tão longos. mais não
me canso. Meus pés estão calejados, minhas mãos
marcadas pelos espinhos. Mais não desisto...
Sabe, nada é muito pesado quando se carrega com
AMOR.

Alguns dizem que o fruto não cai longe do pé.
Mas a semente voa.

Vai com o vento,
vai no bico dos pássaros,
vai rolando sem saber exatamente onde vai parar.

Às vezes encontra um chão bom.
Outras vezes, não.
E está tudo certo.

Quando encontra, nasce.
Vira broto, depois árvore.
Dá flor, dá fruto.
E o ciclo segue, quietinho, fazendo o que sabe fazer.

A vida é assim.
Simples.
Delicada.
Tentativa.

Nem toda chuva ajuda.
Tem chuva que cuida.
Tem chuva que leva embora.

Nem todo vento espalha.
Tem vento que só passa.
Tem vento que machuca.

Talvez a gente não precise ser grande demais.
Nem forte demais.
Nem certo demais.

Talvez baste ser um pouco mais suave.
Um pouco mais atento.
Um pouco mais presente.

Ser como a chuva boa.
Que molha sem machucar.
Como o vento leve.
Que passa e deixa espaço.

E deixar a vida fazer o resto.

Existe alguém que sempre foi cobrado por não se abrir. Dizem que é fechado, frio, distante. Mas quando resolve deixar escapar um pouco do que carrega por dentro, o resultado não é acolhimento — é confusão. Palavras atravessadas, julgamentos rápidos, olhares que pesam mais do que deveriam. Aprende, da forma mais dura, que o silêncio incomoda… mas a verdade incomoda ainda mais.
Também fica claro que não é permitido ser quem se é. Não pode gostar do que gosta, nem escolher o que escolhe, nem sentir do jeito que sente. Tudo vira motivo para comentários, apontamentos, distorções. Cada passo fora do esperado parece um erro, cada tentativa de liberdade soa como afronta. Com o tempo, a vontade de explicar vai se perdendo, porque explicar nunca foi suficiente.
Hoje, resta um conceito simples, quase vazio, mas pesado: estar na terra para servir. Não para ser entendido, nem celebrado, nem feliz — apenas para cumprir expectativas, não atrapalhar, não causar ruído. Serve em silêncio, porque o silêncio cansa menos do que lutar contra interpretações que já nascem prontas.
Viver, agora, não faz questão. Não carrega planos nem promessas. É apenas existir no modo automático, respirar enquanto ainda houver fôlego, acordar porque o corpo acorda, seguir porque o tempo segue. Não há desespero explícito, apenas um cansaço constante, desses que não gritam, mas também não passam.
E assim continua: respirando. Não porque a vida seja leve, mas porque ainda não acabou. Não porque exista esperança clara, mas porque o ar insiste em entrar e sair do peito. Está ali — não inteiro, não pleno — apenas presente, enquanto houver fôlego.

A Caneta, o Corpo e o Andar

Dizem que, quando a pessoa se aposenta, a caneta começa a falhar. Não quebra de uma vez, não. Primeiro falha o traço, depois a tinta rareia, até que um dia a caneta já não escreve mais ordens, assinaturas, decisões. E, curiosamente, quando a caneta para, some também a gaveta onde ela ficava guardada. Tudo perde lugar.
A aposentadoria, se não for cuidada, é isso: um esvaziamento silencioso. Não do tempo , porque tempo sobra , mas do sentido. A pessoa deixa de ser chamada, deixa de ser consultada, deixa de ser necessária. A caneta seca.
Isso é importante para a cognição, pois, quando a caneta se perde, perdem-se também os sentidos da vida vivida. É quando, junto com ela, a pessoa perde o corpo. Disso entendo um pouquinho como médico ortopedista . Perde o andar. Perde o gesto simples de se manter bípede, de ir e vir, de ocupar espaço no mundo. O movimento é o primeiro idioma da vida. Antes de falar, a gente se move. Antes de escrever, a gente anda.
A Organização Mundial da Saúde alerta: quem se aposenta e se desliga do mundo vai morrendo aos poucos. Não é uma morte súbita, é um afastamento progressivo , do convívio, do corpo, da conversa. Uma aposentadoria mal vivida não termina no trabalho; começa ali.
Por isso, quando a caneta seca, o essencial é não sentar para sempre. É manter-se bípede e funcionante. É estar junto de quem ainda tem caneta , não para depender, mas para compartilhar. A proximidade com quem escreve mantém a cognição viva. A convivência mantém o corpo em movimento. O diálogo mantém a pessoa inteira.
Talvez a sabedoria esteja em aceitar que a caneta pode mudar de mão, mas nunca desaparecer. Que escrever ordens pode virar contar histórias. Que assinar papéis pode virar assinar presenças. E que, enquanto houver passo, palavra e encontro, ninguém está realmente aposentado da vida.

Amigos leais e trevo-de-quatro-folhas, dizem que só sortudos os encontram.

"O Reino do Silêncio Povoado
Dizem que o silêncio é o som da solidão, mas na minha casa, ele é apenas o palco onde a vida acontece sem pedir licença. Viver sozinho não é um retiro; é uma curadoria. Aqui, o relógio não dita ordens, e a geografia da sala é um mapa de afetos que não exigem explicações.
Pela manhã, a primeira saudação não vem em palavras, mas no peso morno de um gato que decidiu que meu peito é o melhor lugar do mundo. Logo, o som das patas dos cães no assoalho cria uma percussão alegre, um ritmo que me lembra que, embora eu seja o único humano, nunca estou desacompanhado. Eles não julgam meus pijamas, nem questionam o fato de eu tomar café olhando para a luz que atravessa o vitral que pendurei na janela.
As paredes não são apenas concreto; são janelas para outros mundos. Há uma pinacoteca particular crescendo nos cantos, uma tela a óleo comprada em um sebo, uma fotografia de rua, um esboço que eu mesmo ousei riscar num domingo de chuva. Entre elas, as estantes transbordam. Meus livros são amigos que não interrompem; ficam ali, pacientes, oferecendo o lombo colorido para que eu escolha qual voz quero ouvir naquela noite.
À noite, o ritual se completa com o brilho azulado da tela. Ver um filme sozinho é um ato de entrega total. Posso chorar sem pudor, pausar para analisar a fotografia de uma cena ou simplesmente deixar que a trilha sonora preencha os espaços vazios entre as prateleiras.
Viver assim não é falta de gente, é excesso de si. É descobrir que a liberdade tem o cheiro de papel antigo e o calor de um focinho gelado encostado no tornozelo. No meu pequeno reino, a arte me explica, os bichos me amparam e a solidão, essa velha incompreendida, é apenas o nome que os outros dão para a minha paz."
(Mário Luíz)

Depositar confiança neles
e me decepcionar já é natural.
Dizem que querem distribuir muitos amores,
mas no fundo, no fundo, são sofredores.
Não me chame de louco,
pois loucura é achar isso normal.
É triste saber que esse mundo
não vale um real.

Dizem que a fé move montanhas.
E eu acredito que sim.
Mas o Criador, com todo o Seu poder,
não moverá um dedo
onde você mesmo pode agir.
Não se apavore se nem tudo o que deseja acontece.
Isso também é resposta.
E ela é simples:
o Criador não é teu empregado
para atender vontades na hora que queres.
No fim das contas,
o servo é você.