Diversão
A maioria só quer divertimento,
nada de muito profundo,
de amor se diz a todo momento,
no entanto ele é moribundo...
Uma desesperança estereotipada mas inconsciente esconde-se mesmo sob os chamados jogos e diversões da humanidade. Não há graça neles já que sucedem ao trabalho.
Para explorar sua criatividade, é preciso experimentar, ousar, não ter medo de errar e, principalmente, se divertir!!
Descalço na terra, e toda essa plenitude me invade, então sou, o que sou, e o resto é vaidade, quem é que toca a bola rápido, que nem olha pro lado, continua a malicia, olho no peixe, olho no gato, quem é que te define, quem é que te julga, quem pode fazer isso, enquanto ninguém te ajuda, quem segue rente ao que quer, quem não vê empecilho ao fazer, quem é a pessoa que quer ser igual a você, quem te faz acordar cedo, quem que te faz dormir tarde da noite, a criança que você foi ontem, gostaria do adulto que se tornou hoje?
A GENTE NÃO QUER SÓ
A gente não quer só trabalhar,
Queremos se divertir e viver,
O que você quer pra sua vida?
Quer só o que cansaço te convida?
Não queremos que nos escravizem,
Nem que comecem a nos iludir,
Nem escutar só que vocês dizem,
Queremos cantar, alegrar e rir.
Não queremos só trabalhar
Queremos bebida, diversão e arte,
Não queremos nos matar,
Queremos nos divertir e apostar a sorte.
Queremos fazer amor,
Coisas pra aliviar a dor,
Não queremos que nos escravizem,
Nem só fazer o que vocês dizem.
Queremos viver,
O que vocês querem com a gente?
Querem nos ver sofrer?
A gente só quer tocar a vida pra frente.
Minha Infância
Minha infância não foi muito frufru da qui nem frufru de la,
foi mais brinque daqui ese divirta de la.
Quando era pequena adorava brincar,
brincava de pega-pega, pique-esconde
até me machucar.
Cansar eu? acho que isso não vai acontecer. Pois sou espoleta pra valer.
Os vasos da vovó nunca quebrei,
mais nem por isso nunca apanhei.
Minha infância foi uma verdadeira diversão
como de qualquer criança que brincou e ralou no chão.
Há pessoas que esperam final de semana chegar para se divertir,
Há pessoas que não tem dia e nem hora para ser divertir.
A melhor alternativa para se fazer um trabalho bem feito, é imaginar uma fuga mas para os que amam tal ato, a verdadeira fuga é quando se conclui.
Dê-me um livro cheio de respostas,
e eu o lerei em pouco tempo,
e o deixarei de lado.
Mas se me deres um livro cheio de dúvidas,
este será para mim eterna diversão.
Circo de palhaços
A escola é um mar,
Onde os professores nadam, os alunos boiam, e as notas afundam,
Para muitos a escola tratada nada mais nada menos do um modo de passar o tempo, para outros, é só diversão, para outros, é levada de forma séria.
Escola do aprendizado,
Escola é para ser educado,
Escola digerida como pão, cuspida com som de arroto,
Vomitada como nada.
Escola arrebentada, acabada,
Antigamente era rigidez, hoje ignorada,
Escola!
Mar de podres, mar de idiotas,
Administrado por idiotas que só tiram dinheiro de nós.
A escola é mar, onde os professores nadam, os alunos boiam e as notas afundam.
Sei que muitos aguardam impacientemente o final de semana para poder sair de casa e se divertir. Eu aguardo impacientemente o final de semana para poder ficar em casa e me divertir.
Transforme seu trabalho em um momento de leveza e divertimento, afinal, trabalhar não mata e diversão nem cansa.
Paraíso
Estou em um rio onde há uma pequena cachoeira. Nesse momento estou sentindo a água cair sobre minha cabeça, está um calor muito bom. Hoje é um dia especial. Comigo estão muitas pessoas boas que parecem estarem muito felizes neste momento. São pessoas que trouxeram suas famílias filhos, esposas, esposos, namorados e namoradas, para esse lazer. Estou feliz porque vejo crianças de colo, adolescentes e jovens meninos e meninas muito felizes que brincam na areia e podem correr para lá e para cá.Daqui a pouco todos se retirarão para suas casas e levarão consigo a gratidão de ainda existir um lugar assim , com cachoeira, pedras, pássaros e muita gente pode estar juntas com o mesmo objetivo e alegria.
Aqui ajuntaram os gordos os magros os altos, os baixos, os ricos e os pobres e todos vivem em harmonia.Sinto como se estivesse no Paraíso.
Muito do que você evita hoje com terror de que aconteça te faria rir demais daqui a dez anos se você deixasse acontecer. Divirta-se já com aquilo que irá te proporcionar histórias e risadas daqui a uns anos.
Nosso cérebro é um "amigo" falso. Ao mesmo tempo que nos diverte e motiva com suas histórias e fantasias, é capaz de nos iludir e destruir com as piores mentiras
“O Caos na Avenida Central”
No principio era um dia como outro qualquer; um dia de folga.
Aproveitei então para resolver questões pessoais de rotina.
Já não era mais cedo, também ainda não era tão tarde. Afinal era uma tarde.
Enquanto eu caminhava pela avenida central, percebi que algo além do normal pairava pelos ares. Pressenti que o clima era tenso. Observei a reação das pessoas que ali passavam; e de outras que ali permaneciam.
Uma criança chorava no colo da mãe, que se apressava em atravessar a rua. Outras maiores eram imediatamente puxadas pelo braço em companhia de seus pais. A senhora se ajeitava com sua sacola de compras.
Em instantes percebi que pessoas corriam pela calçada. A tensão era constante e progressiva.
Pessoas se refugiavam em algum canto, outras procuravam abrigo onde houvesse.
Seu Joaquim da padaria imediatamente tratou de baixar uma das portas.
O grupo de estudantes se aglomerava no ponto de ônibus, e logo se espremiam para entrar na condução.
O ciclista em desespero largou sua bicicleta e correu para o armazém.
Percebi então que a tensão aumentava e a reação das pessoas era cada vez mais freqüente e conturbada; O desespero era notório em meio a tamanha confusão.
Os ambulantes tratavam logo de recolher suas mercadorias, outros se apressavam em baixar suas barracas.
Moradores locais espiavam das sacadas, e logo davam jeito de fechar suas janelas.
Em meio a toda algazarra surgiam homens da guarda municipal que corriam em direção a marquise.
Mais adiante, militares com seus cães atravessaram a rua em direção ao ponto de ônibus; outros se adentravam na galeria comercial.
Um soldado fazia gestos para o restante da tropa que rodeava o quarteirão.
Os pombos assustados levantaram vôo.
Pardais rodeavam a torre da catedral e logo sumiam entre os prédios.
Ouviam-se barulhos. As vezes agudos, as vezes mais graves.
Logo as barracas eram aos poucos atingidas.
Os automóveis estacionados, nem mesmo os que estavam em movimento escaparam.
Pessoas que não se abrigavam, ou aquelas que andavam distraídas também eram atingidas. Alguns ainda tentavam correr para um lugar seguro.
Enquanto eu permanecia ali, imóvel, observando toda aquela algazarra...
Fui atingido no ombro direito, depois no esquerdo... Naquele momento fiquei sem reação.
Fui atingido novamente no ombro direito, depois no braço, no peito...
Ouviam-se vozes gritando: Saia logo daí!
Percebi então que a rua se embranquecia pelo granizo que caía do Céu.
A chuva era o de menos; molhava, mas inicialmente não fazia mal.
Mas o granizo quando batia na cabeça, incomodava bastante.
Fui imediatamente para a marquise e esperei que a chuva passasse.
Fiquei ali o resto da tarde observando o caos da tempestade inesperada que agitava a correria urbana.
(Carlos Figueredo)
