Discurso do Casamento Mario Quintana

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Filho da luta e da esperança
Doce mestre da sutileza
Transformou silêncio em beleza
E fez do jazz nossa herança
Nas boates de Copacabana
Entre copos, fumaça e luar
O Brasil descobria baixinho
Uma nova maneira de amar

Às vezes, a maior força mora justamente no homem que já não consegue levantar sozinho, mas continua acordando todos os dias para enfrentar o próprio corpo.

Por isso tanta gente anda cansada sem entender exatamente do quê.
Às vezes não é o corpo. É o excesso de peso invisível.

Viver minha liberdade, sem aceitar as liberdades dos outros , me faz um psicopata de desejos e impulsos.

Não me diga não há saída, não há solução
não me distraia, não roube tempo, siga sua razão.

Um adolescente doente, tentando mudar algo que nunca entendeu e talvez nunca entenderá, é uma fase da vida que não dá para replicar, a revolta antiga sonhos passados, o que queria para um futuro mas não vai alcançar.

As tragédias que o tempo não nos deixam revisar e voltar fazer diferente tentar consertar ...O paradoxo eu.

São quase zumbis conscientes um vício irônico ,não tenho certeza, uma tapa trágico e cômico.
Se pudesse julgar talvez eu diria com toda certeza, filhos bastardos dos mestres da persuasão, mas talvez seja eu um deles, sem ver com clareza, com argumentos certeiros , mas sem serem verdadeiros.

O grito da mídia domina você, quer dormir acordar sempre ao teu lado te fazer de irmão te fazer de escravo.

Mas agora não importa mais, vivemos a brevidade da vida.
E fizemos o contrário , acumulamos conhecimento, que era coisa de otários.

Por mais real que ainda pareça ser, as mentiras bem contadas dizem que nosso choro é em vão, mas são clichês repetitivos ao longo de milhares de anos, mas não me parecem reais.

Só hoje eu me deixei viver, se não deu tudo certo, tá tudo certo, por não acontecer.

O mundo pela janela e os muros dessa prisão, fazem da minha vida numa história um filme, de ficção, meus olhos nos olhos dela numa cena de emoção.

Ô Johnny Alf...
Teu piano acendeu a alvorada
Antes mesmo da Bossa nascer
Tua harmonia já iluminava
O caminho do novo viver


Ô Johnny Alf...
Gênio simples da noite vadia
Te escondeste da fama e da cor
Mas teu nome ficou na poesia
Como estrela maior do amor

Segundo Shakespeare, nascemos chorando nesse teatro de loucos.
Eu nasci negando.
Nego tudo, nego a origem.
Nego o passado, nego o presente, nego o futuro.
Nego a ideia de túmulo eterno,
a ideia do pó que volta ao pó.
A intensidade do pensamento é tão grande, tão imensa,
mas a gente pensa que isso, essa energia etérea,
aprendeu a migrar para outros mundos,
outros fundos, outros abismos.
E aí, mesmo essa ideia que seria sublime, confortante, eu nego,
porque não há plenitude na mente que estaciona
e aceita qualquer coisa como verdade absoluta.

Os lábios que um dia beijavas,
hoje tornaram-se marcas de pneus,
poças de lama numa estrada abandonada.


O amor que um dia existiu
e a doçura do mel de nossas lágrimas,
hoje são desertos,
campos sombrios,
o tenebroso rio de mágoas.


Vivemos o êxtase da primavera,
semeamos esperança
e colhemos flores.
Chegou o inverno,
superamos.


Mas, no outono onde estamos,
vivemos sós,
como folhas mortas carregadas ao vento,
separados por abismos silenciosos
que as repetições das ofensas constroem.


Então nos perguntamos:
qual foi a causa?
Onde foi que erramos?
Erramos, talvez,
por persistir em mudar,
mudar a si próprio
e mudar o outro,
para pertencer ao grupo dos normais.
Mas somos pessoas,
somos humanos,
seres distintos,
pobres mortais.

Você parece desses que, mesmo triste, tenta não despejar suas dores nos ombros errados. Isso é maturidade espiritual. Nem santo consegue sorrir o tempo inteiro, mas existe uma enorme diferença entre sofrer e transformar sofrimento em veneno coletivo.
Os antigos já sabiam: palavra tem axé.

O sujeito pode passar a vida inteira dizendo que é racional demais pra essas coisas, que religião é invenção humana, que tudo se explica pela ciência. Mas basta o elevador balançar, o telefone tocar de madrugada ou o coração apertar numa rua vazia depois da meia-noite… e o homem procura alguma proteção invisível. Nem que seja dentro dele mesmo.

O Rio não permite soberba por muito tempo. A paisagem é divina, mas a vida cobra pedágio. Entre o mar e o morro, entre o cartão-postal e a sirene, o povo aprende cedo que ninguém controla tudo. E talvez seja daí que nasça essa mistura tão brasileira de fé, superstição, respeito e sobrevivência.

Morar no Rio de Janeiro é aprender que coragem não é ausência de medo; é vestir o medo e mesmo assim pegar o ônibus, atravessar a rua, abrir a porta de casa e seguir vivendo.