Discurso
Direitos humanos são voz e poesia, não só discurso, mas prática e guia. Sem hipocrisia, justiça se cria, igual para todos, de noite e de dia.
O discurso motivacional que diz que, pela Física, as abelhas não poderiam voar é baseado em um mito. A ciência explica o voo das abelhas, assim como explica por que cada ser atua dentro de seus próprios limites e capacidades.
Há momentos em que o silêncio fala mais sobre você do que qualquer discurso.
O que você não responde também te define.
E maturidade é saber escolher quando calar.
Calar com consciência é força.
A obra de arte autêntica é aquela que provoca o discurso por si mesma. Nos casos em que o discurso emoldura e autentica a arte, o mérito é do discurso... não da arte.
EDUCAR É VIVER
Demétrio Sena, Magé - RJ.
A criança confere o meu discurso
no percurso das minhas atitudes;
na firmeza ou na fuga dos meus olhos;
na transparência do que a fala diz...
O menino defere ou indefere
meus conselhos, as recomendações,
quando a própria postura me autentica
ou as contradições me desmascaram...
Valem mais as leituras das ações;
das lições de vivência consistente
no contexto real de minha vida...
Sou estrada pros passos do meu filho;
sou espelho da fé que o meu aluno
tem ou não neste mundo; nas pessoas...
A IDIOTICE DO SABER ENGESSADO
Demétrio Sena, Magé – RJ.
Não existe argumento contra o discurso embasado na passividade unilateral dos que só reproduzem ou plagiam dados engessados; estatísticas favoráveis à sua conveniência. Essas pessoas têm um temor contínuo de se render às evidências contrárias ao que pensam que pensam, por acharem que o mundo à sua volta os acusará de não terem personalidade. Personalidade que realmente lhes falta, quando mais nada justifica os arroubos mantidos a todo custo; contra todas as provas do seu equívoco e seu empacamento.
Ao decorarem os discursos que julgam torná-los mais imponentes, dando-lhes ares de sofisticação e gravidade, os tolos se decoram de sábios e já não querem desfazer seus trejeitos; suas caras e bocas. Não concebem a ideia de rever conceitos, posturas, visões dos fatos, e mesmo que o façam secretamente, jamais confessariam aos seus admiradores também equivocados. Muito menos aos que sempre pensaram de formas diferentes, embora mais modestas; menos técnicas; e assim, se tornaram os alvos prediletos de seus olhares de viés; suas ironias; seus ares de pretensa superioridade. Suas palestras insistentes e gratuitas nas esquinas, salas de visitas, redes sociais e outros meios que não as contrataram.
Será sempre constrangedor nos vermos forçados a mudar de pensamento, filosofia e postura, depois de já termos ironizado; às vezes constrangido e tratado como idiotas os que não concordaram com os nossos discursos institucionais prontos e decorados... ou plagiados. Especialmente se percebermos que essas pessoas, com toda a simplicidade de seus pensamentos informais, sem dados históricos, estatísticos ou sociológicos, estão certas. Que suas visões pessoais, leigas e despretensiosas são infinitamente mais fundadas e sensatas do que todos os nossos arrotos de intelectualidade; nossos rompantes de conhecedores de história, ou de apenas uma versão raivosa, radical, de esquerda ou direita.
Eis o segredo: não escolhermos cegamente um lado de qualquer questão, pois a verdade é sempre distribuída pelas faces diferentes do todo, como a mentira é. Se só assistimos aos canais de tevê, só lemos os livros e jornais e só ouvimos as rádios que dizem o que desejamos ver, ler ou ouvir, ou correspondem exatamente aos nossos gostos, nossos pretensos níveis de cultura ou conhecimento, seremos sempre robôs. Seguiremos programados por um conceito unilateral. Jamais teremos um leque de opiniões, informações e conceitos para pormos à mesa com as nossas vivências e observações, e tirarmos conclusões próprias.
Flexíveis, abertos às diferenças de pensamento, ao moinho de conhecimentos formais ou informais e às adversidades nas visões de tudo, não seremos os idiotas absolutistas que nunca podem retroceder, porque já se blindaram. Já se tornaram estátuas de quem são. Dessa forma, seria constrangedor para nós eventualmente concluir e confessar que as muitas pessoas ofendidas, diminuídas e ridicularizadas pela nossa arrogância estavam certas o tempo todo.
Responsabilidade não é discurso. É o que sobra quando o álibi cai — e a verdade incomoda quem construiu a própria imagem sobre conveniências.
O discurso do homem é passageiro, insignificante e inútil, em face do discurso de Deus, que promete a vida abençoada, eterna e feliz.
Um rio tem curso e não diploma
um poema, mesmo, tem discurso
para, só, emocionar não funciona
tem o ponto da surpresa
a força do pensamento e a
claridade da beleza
os braços do argumento
e pontos profundos
tem o peixe para o anzol do outro
e um banho de dopamina
o ah! ah! ah! de raciocínio
no decorrer do discurso
derrubando barreiras
tirando a palavra poema
do preço de peixes baratos
e vendendo-a ao valor do mar aberto
esperto é o pescador
que um peixe esperado assim
morda a isca
Leonardo Mesquita
Não tenho um discurso tão maduro nem experiência que mude minha direção, sou um poeta menino apaixonado acreditando na força do meu coração;
Meu assédio é literalmente impávido aos sentimentos que amo, baseando-se no seu coração com grandes observações;
Atordôo-me em ter as certezas de que te agradei com minhas palavras tão singelas e carinhosas, porém presenteado com o seu mais belo sorriso;
Quando o Certo Vira Exceção
Uma pessoa entra em um cargo com discurso reto, passado limpo e intenção correta. No início, estranha o ambiente. Depois, adapta-se. Em seguida, encanta-se. O poder seduz, o dinheiro facilita, e aquilo que antes parecia inaceitável começa a ganhar justificativas elegantes. Não acontece de uma vez. Acontece aos poucos. Quase sem perceber.
Há quem vista uma farda para proteger, mas aceite um valor para liberar quem sabe estar errado. Não chama de corrupção — chama de “jeito”, de “situação”, de “exceção”. Mas exceção repetida vira prática. E prática consciente vira crime, mesmo quando a consciência tenta se esconder atrás da necessidade.
Existe também o corrupto cotidiano.
Aquele que grita contra os grandes esquemas, aponta dedos e exige punição exemplar. Mas, no caixa do mercado, recebe um troco a mais e guarda. Justifica rápido: “não vai fazer falta para eles”. Ali, naquele instante pequeno e aparentemente irrelevante, o discurso morre. Porque caráter não se mede pelo valor envolvido, mas pela decisão tomada.
A corrupção raramente começa grande.
Ela começa confortável. Começa quando se troca princípio por conveniência, verdade por vantagem, ética por silêncio. Começa quando alguém decide que, desta vez, não precisa ser tão correto assim.
E talvez o que mais abale não seja a corrupção em si,
mas o fato de que idoneidade, caráter e ética tenham virado qualidades — quando deveriam ser obrigações humanas. Algo básico. Elementar. Inegociável.
Hoje, quem faz o certo é tratado como exceção.
Recebe elogio por cumprir o mínimo. Como se honestidade fosse virtude rara, e não fundamento de qualquer convivência possível.
Sou otimista em muitas coisas.
Acredito em recomeços, em aprendizado, em mudança individual.
Mas, quando olho para o mundo e para as pessoas, confesso: sou pessimista.
Porque, às vezes, a sensação é clara e desconfortável —
este mundo, para ficar ruim, ainda tem que melhorar muito.
Mas há algo que não falha.
A conta sempre chega.
Pode demorar, pode parecer injusta, pode não vir na forma que esperamos — mas retorna. O que se faz, volta. O que se ignora, cobra. O que se normaliza, pesa.
E quando a conta chega, não é o discurso que responde.
É o caráter.
No fim, não há sistema que sustente valores perdidos,
nem sociedade que sobreviva à própria conivência.
A esperança — se ainda existe — não está no mundo, nem nas estruturas.
Está em cada escolha individual.
Em devolver o troco. Em recusar o favor. Em manter o mínimo quando ninguém vê.
Porque o certo só vira exceção
quando pessoas demais decidem não sustentá-lo.
Pior que o discurso superficial de uma pessoa de bem está o complexo de uma pessoa com más intenções.
Sem o blá blá blá dos "ligeiros". Falso não faz, né?! Só usa discurso e institui leis conforme a demanda o comprime.
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