Discreto Amor

Cerca de 240244 frases e pensamentos: Discreto Amor

Pois o amor que vem do Céu não conhece divisão,
ele respira misericórdia em cada pulsação.
E quando tudo passar e o tempo se encerrar,
será o amor verdadeiro que continuará a brilhar miriamleal

Passei tanto tempo construindo muralhas contra a dor que, quando o amor finalmente chegou, encontrou apenas ruínas e portas enferrujadas.

⁠O Amor é Síntese

Uma visão poética sobre o amor

Amar não é perder-se no outro. É encontrar alguém que caminhe ao seu lado, na mesma direção, com a mesma disposição de cuidar. O amor verdadeiro não pede que você apague sua luz; ele encontra maneiras de brilhar junto dela. E lembre-se que a maturidade do amor está em abrir o coração sem abandonar a própria essência…

Quem experimenta o amor de Deus não consegue guardar para si. Não há alegria que perdure se não for partilhada. Nem o amor é compreendido se não vier acompanhado de alegria.

Inútil

Inútil tentar convencer
quando não se quer ver.
Melhor é deixá-las!
Menos amor sem medida,
mais senso de medida.
Utilidade sem alegria
é coisa de burguesia.
Pode haver maior inutilidade
do que o sujeito que pra se sentir útil
precisa ganhar muito dinheiro?
Pra tanta hipocrisia,
tanto quanto gente vazia.
Dá preguiça em conhecer gente.
Perder o tempo útil
com pessoas inúteis.
Enquanto ela finge dizer a verdade,
eu finjo não conhecer a realidade.
A futilidade anula a utilidade.
A utilidade do inútil é não fazer;
ou fazer para seu próprio umbigo.
O inútil com iniciativa é um perigo.
O poder é o espelho da inutilidade.
A inutilidade enche estádios...
ruas... igrejas... eventos...
O útil faz escola,
o inútil a esvazia.
O sujeito útil realiza coisas úteis
com o sentimento de que apesar de tudo
é um sujeito inútil :
Não fez mais do que a obrigação.
É tanta energia dispensada
para tão pouca utilização.

Quem aceitaria viver tal expectativa? Que amor suportaria tal dor? Só um coração que ama e crê, aceita sofrer pelo amado.

Se queres delicadeza,
Plante uma flor.
Cultive a si mesmo.
Desabroche amor.

Ao lado do seu leito entenderá o que é o amor.

O Reino de Deus não cresce pelo medo, mas pelo amor. Não se estabelece pela manipulação, mas pela verdade. Não produz escravos da culpa, mas filhos livres pela graça. miriamleal

Até a correção de Deus não nasce de frieza, mas de amor que sofre por dentro.
Quando Ele confronta, não é para expor, é para resgatar. Não é para diminuir, é para trazer de volta o que estava se perdendo. miriamleal

No Reino, conhecimento que não gera amor não é maturidade, é apenas informação. O conhecimento ensoberbece, mas o amor edifica. miriamleal

A majestade Divina
Ensina
Que a vida é
Heroína
Desta transformação
De amor e compreensão
Por toda criação

O amor é a única resposta que continua sendo pergunta.

Enquanto eu caminho procurando o amor, deixo que a voz do coração me guie e a luz da minha alma me ilumine.

Crônica


O Significado do Amor em Sua Plenitude


Existe uma palavra que a humanidade tenta explicar desde o começo dos tempos, mas que nunca cabe inteira dentro de nenhuma explicação.
Essa palavra é amor.
Ele começa de forma simples, quase invisível, dentro de casa, no silêncio das pequenas atitudes.
É o amor de pais para filhos, que se manifesta antes mesmo do primeiro olhar, quando já existe cuidado, espera e proteção.
É o amor que não exige retorno, que acorda antes do sol, que se cansa sem desistir, que corrige mesmo com o coração apertado.
Depois cresce.
Vira o amor entre irmãos, que discute por coisas pequenas, mas que defende com a vida inteira se alguém de fora tentar ferir.
Um amor imperfeito na forma, mas absoluto na raiz.
Com o tempo, ele alcança os avós.
E ali ele ganha outra textura.
Mais leve.
Mais paciente.
Mais silencioso.
O amor dos avós não tem pressa.
Ele não educa com rigidez, mas com presença.
Não cobra tanto, apenas acolhe.
É como se o tempo, depois de tudo, finalmente aprendesse a ser gentil.
O amor também se estende aos parentes, aos encontros de família, às mesas cheias de vozes misturadas, às histórias repetidas que nunca perdem valor, às risadas que parecem simples, mas carregam gerações inteiras dentro delas.
Mas o amor humano, por mais bonito que seja, ainda é incompleto.
Ele falha.
Ele se cala quando deveria falar.
Ele se afasta quando deveria ficar.
Ele se perde em mal-entendidos e reencontros tardios.
Por isso, talvez o amor mais profundo que se possa conhecer não seja o humano, mas aquele que o inspira.
O amor de Deus.
Um amor que não depende de merecimento.
Um amor que não se esgota com erros.
Um amor que não abandona.
A Escritura sagrada descreve esse amor como algo que ultrapassa a lógica humana.
Em 1 Coríntios 13:4-7, está escrito que o amor “é paciente, é bondoso, não inveja, não se vangloria, não se orgulha… tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta”.
Esse é o retrato de um amor que não se desfaz com o tempo, nem se desgasta com as imperfeições da vida.
Em João 3:16, encontramos uma das declarações mais profundas já registradas:
“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito…”
Ali, o amor deixa de ser apenas sentimento e se torna entrega.
Se torna sacrifício.
Se torna caminho.
E talvez por isso o ser humano viva em busca constante de um amor assim.
Não porque não ame.
Mas porque sente que falta algo que complete o que é sentido aqui dentro.
É por isso que o amor é tão desejado.
Ele está nos sonhos, nas músicas, nas promessas, nas esperas, nas despedidas e nos reencontros.
Está naquilo que foi dito e também no que nunca foi dito.
Mas ainda assim sentido.
Talvez o amor seja exatamente isso:
aquilo que não cabe totalmente em palavras, mas insiste em ser vivido.
E mesmo que a humanidade ainda esteja aprendendo a amar, existe algo que não pode ser ignorado.
O amor continua tentando florescer.
Nas famílias.
Nas reconciliações.
Nos gestos simples.
Nas escolhas difíceis.
E até nos silêncios que guardam sentimentos profundos.
Talvez ele ainda seja pequeno no mundo.
Mas nunca deixou de existir.
E enquanto houver alguém capaz de perdoar, de cuidar, de esperar ou simplesmente permanecer, o amor continuará vivo.
Porque o amor não é apenas o que sentimos.
É aquilo que decidimos ser.
E talvez, no fim, seja isso que nos aproxima de Deus:
a tentativa constante de amar melhor do que ontem.
E seguir acreditando que ainda vale a pena.


Autor: Sandro Sansão da Silva Costa

Um grande amor te aguarda, mas, para que isso aconteça, você deve deixar essa grande cicatriz chamada paixão partir.

O egoísmo é o amor a si mesmo celebrando o carnaval das máscaras.

As coisas tem preço, pessoas valem mais.
Cultive o amor e não seja espinho, seja flor.

Crônica


O Amor Que Muda de Endereço


Existe uma verdade sobre pais e filhos que raramente é dita em voz alta.
Eles se amam muito mais do que conseguem demonstrar.
Talvez porque o amor familiar não seja feito apenas de abraços e palavras bonitas. Muitas vezes ele vem disfarçado de preocupação, de cobrança, de conselhos que ninguém pediu e até de discussões que parecem não ter fim.
Quando somos crianças, enxergamos nossos pais como gigantes.
Eles sabem tudo.
Resolvem tudo.
Protegem de tudo.
Mas o tempo passa.
E os gigantes começam a parecer pessoas comuns.
Começamos a enxergar seus defeitos, suas limitações, seus erros e suas fraquezas.
É justamente aí que surgem os conflitos.
Os pais acreditam que os filhos ainda precisam de orientação.
Os filhos acreditam que já sabem caminhar sozinhos.
E entre uma opinião e outra, muitas palavras deixam de ser ditas.
O pai que queria dizer "tenho orgulho de você" acaba perguntando apenas se o trabalho está indo bem.
A mãe que desejava dizer "sinto sua falta" limita-se a perguntar se o filho está se alimentando direito.
E os filhos, por sua vez, também escondem sentimentos.
Querem agradecer.
Querem reconhecer.
Querem demonstrar carinho.
Mas imaginam que ainda haverá tempo.
E assim os anos passam.
As conversas tornam-se mais curtas.
Os encontros mais espaçados.
As responsabilidades mais numerosas.
A vida segue seu curso.
Como sempre segue.
Até que um dia acontece algo curioso.
Os filhos tornam-se pais.
E aquilo que antes parecia exagero começa a fazer sentido.
As noites mal dormidas.
As preocupações silenciosas.
Os medos escondidos.
Os conselhos insistentes.
Tudo ganha uma nova interpretação.
Pela primeira vez, eles conseguem enxergar o mundo pelos olhos de seus próprios pais.
Mas a vida ainda guarda outra surpresa.
Os netos.
Ah, os netos...
Eles chegam sem pedir licença e transformam novamente a dinâmica da família.
É como se abrissem uma janela que permaneceu fechada durante anos.
Aquele pai sério torna-se brincalhão.
Aquela mãe exigente transforma-se em uma avó paciente.
As regras ficam mais leves.
As broncas mais raras.
Os abraços mais demorados.
E os filhos observam tudo isso em silêncio.
Às vezes sorrindo.
Às vezes refletindo.
Às vezes sentindo uma pontada difícil de explicar.
Porque não é inveja.
Também não é mágoa.
É apenas a percepção de que aquele carinho tão espontâneo talvez tenha existido dentro dos pais o tempo inteiro, mas não encontrou espaço para ser demonstrado daquela forma.
Os avós, por sua vez, também mudaram.
A experiência ensinou que o tempo corre depressa.
Que as oportunidades não voltam.
Que algumas palavras deveriam ter sido ditas.
Que alguns abraços poderiam ter sido mais longos.
E sem perceber, acabam oferecendo aos netos aquilo que a vida lhes ensinou tarde demais.
Não porque amem mais os netos do que os filhos.
Mas porque aprenderam a amar de maneira diferente.
Os filhos observam.
Sentem.
Refletem.
E, no íntimo, compreendem mais do que dizem.
Porque a maturidade ensina algo importante:
Nem todos os vazios serão preenchidos.
Nem todas as explicações chegarão.
Nem todos os pedidos de desculpa serão feitos.
E está tudo bem.
A vida não é uma novela.
Não existem roteiristas escrevendo finais perfeitos.
Não há música tocando ao fundo quando percebemos nossos erros.
Não existe um capítulo seguinte para corrigir cada palavra mal colocada.
A vida real é mais simples.
E também mais dura.
Ela é feita de pessoas imperfeitas tentando acertar.
De pais que amam, mas nem sempre sabem demonstrar.
De filhos que sentem, mas nem sempre sabem falar.
De famílias que carregam cicatrizes e, ainda assim, continuam caminhando juntas.
Podemos passar a vida inteira nos torturando pelo que faltou.
Ou podemos compreender aquilo que existiu.
Porque, apesar dos conflitos, dos desencontros e dos silêncios, o amor sempre esteve lá.
Talvez escondido.
Talvez desajeitado.
Talvez tímido.
Mas presente.
E quando vemos nossos filhos correndo para os braços dos avós, percebemos uma das maiores lições da existência.
O amor não desaparece.
Ele apenas muda de forma.
Muda de linguagem.
Muda de endereço.
E continua seguindo seu caminho através das gerações.
Talvez não exatamente como gostaríamos.
Mas exatamente como a vida permite.
E, no final das contas, aprender a aceitar isso também é uma forma de amar.


Autor: Sandro Sansão da Silva Costa