Direita
A situação política no Brasil nunca esteve tão polarizada assim. De um lado, a direita com seu conservadorismo bastante rígido, resistente a várias mudanças do dia a dia. Do outro, a esquerda que tem causado bastante polêmica, afetando a moral e a ética do país de forma bastante contundente, regadas a corrupção e oportunismo.
Na política, esquerda e direita representam não polos opostos, mas sim duas asas do mesmo pássaro, carregando-o na mesma direção limitada. Ambas surgem do mesmo corpo, com ideais que às vezes divergem em aparência, mas convergem na manutenção do sistema que as sustenta. Não importa qual asa alce voo mais alto ou mais baixo, o pássaro permanece preso ao seu voo circular, incapaz de alcançar altitudes verdadeiramente renovadoras. Assim, a luta entre esquerda e direita torna-se, na prática, um movimento estéril, uma dança mecânica onde se troca o cenário e as palavras, mas o desenho permanece inalterado. O voo do pássaro político é árido, desprovido de novas paisagens, onde o horizonte é uma mera repetição do passado, indivisível das mesmas estruturas que alimentam seu existir.
Asas do Mesmo Pássaro
Esquerda e direita: asas do mesmo pássaro voraz, que voa alto sobre o rebanho adormecido. Elas batem em uníssono, fingindo oposição, enquanto o bico ceifa as liberdades que prometem defender. Os acéfalos, massa de manobra cega, agitam bandeiras opostas como se batalhassem por destinos distintos, mas servem ao mesmo voo predatório, manipulados por narrativas que os mantêm no chão, pisoteando uns aos outros em nome de ídolos vazios. Enquanto isso, desperta quem vê a gaiola: o multilateralismo, essa teia de tratados e cúpulas que escraviza nações soberanas a elites invisíveis. Esses visionários, que ousam questionar o consenso globalizado, são tachados de antidemocráticos, marginais, conspiracionistas. Silenciados por algoritmos, censurados em púlpitos digitais, exilados do debate público. O pássaro, incomodado, bica
os que ameaçam revelar suas penas sujas de ouro e poder. Mas o voo cessa quando as asas se rebelam contra o corpo e o rebanho, enfim, ergue os olhos para o céu.
A Escrita Ocidental segue da esquerda à direita (nenhuma conotação política – felizmente!). A Oriental, o caminho inverso. Um dia ambas acabarão se encontrando. E, num gesto simbólico, fundir-se-ão (não em modo gráfico, mas humano). E somente a partir daí ambos "mundos" se farão entender (um pelo outro; e todos por um!).
A mente oca olha para a esquerda, eu sigo à direita. A estrada dele é vermelho; a minha, o verde e amarelo da realidade. É impressionante notar como ele insiste no erro. Muito tapado.
Livre-pensar é só pensar; livre-cheirar já é estatística.
Entre a Direita que não cheira e a Esquerda que não fede, o Brasil só se equilibra com o Partido do Suvaco (PSuv): a única via que assume o próprio odor.
Carlos Alberto Blanc
Com a mão direita, eu peço a paz.
Queria ter o poder de gerar calmaria em um mundo caótico. Penso no renascer. Sim, às vezes o ato de renascer vem e me assusta, porque sinto que é como olhar para trás e dar adeus a algo que, em algum momento, foi bom, foi conforto, foi amor.
Às vezes tenho a sensação de estar em dívida com o mundo, mas, ao mesmo tempo, sinto raiva do destino. Afinal, ele dá rasteiras na vida, e a queda dói, maltrata, podendo até matar. E não há o que fazer, pois são coisas do bad boy chamado destino.
Medo da profecia!
Fico pensando como seria o remake da vida, se isso fosse possível.
Seria opcional?
Seria racional?
Há dias em que acordo vestida de cinza, com a garganta presa. Nesses dias, não quero comparecer a lugar nenhum, não quero ver olhos nem bocas. Quero apenas brincar de escrever, onde sou sorriso e felicidade.
Nesta questão vulgar de esquerda e direita, não se trata de um novo iluminismo, o que venho propor. Afinal Rousseau é insuperável, o homem nasce bom e sem ideologia política ou religiosa, todavia eu quero despertar nas almas dos homens outro sentimento, para agregar todas as formas de luta no campo ideológico: O humanismo, que supera toda a vaidade egocêntrica de se ter razão.
